Morre, aos 70 anos, o médico Paulo Sérgio dos Santos Machado
Maria Laura Gomes e Catarine Barreto 25/07/2019 09:08 - Atualizado em 27/07/2019 16:29
  • Emoção no adeus (Foto: Genilson Pessanha)

    Emoção no adeus (Foto: Genilson Pessanha)

  • Emoção no adeus (Foto: Genilson Pessanha)

    Emoção no adeus (Foto: Genilson Pessanha)

  • Emoção no adeus (Foto: Genilson Pessanha)

    Emoção no adeus (Foto: Genilson Pessanha)

  • Emoção no adeus (Foto: Genilson Pessanha)

    Emoção no adeus (Foto: Genilson Pessanha)

  • Velório na capela do Caju (Foto: Genilson Pessanha)

    Velório na capela do Caju (Foto: Genilson Pessanha)

  • Velório na capela do Caju (Foto: Genilson Pessanha)

    Velório na capela do Caju (Foto: Genilson Pessanha)

Sob forte comoção, foi sepultado, no fim da tarde desta quinta-feira (25), o corpo do médico Paulo Sérgio dos Santos Machado. Ele morreu, no final da madrugada, aos 70 anos, após lutar contra um câncer por seis anos. Emocionados, amigos e familiares destacam a paixão de Paulo pela vida. Ele deixa a esposa, Solange, e dois filhos, Paula e José.
Irmão mais velho do médico, o advogado Geraldo Machado contou que, nas últimas 48 horas, o quadro clínico de Paulo Sérgio se agravou devido a uma infecção urinária. Segundo Geraldo, o irmão era como um filho. “Sinto como a perda de um filho, pois são 11 anos de diferença. Uma pessoa de luz, amado por todos”, comentou, emocionado.
Os amigos e colegas de trabalho Antônio Carlos de Miranda e Ricardo Juncá lembraram da amizade formada ainda nos tempos de colégio. “Ele era uma pessoa muito tranquila, gostava muito de música, tocava, cantava”, contou Antônio Carlos.
— Ele sempre estava de bem com a vida. Tinha muitos amigos. Fez muitos amigos durante a vida. Era um esportista, um carnavalesco. Paulinho lutou até o final. Ele tinha garra, vontade de viver. Isso era muito importante, isso que o levou, durante esses anos de luta contra a doença, a ficar de pé — disse a colunista social e amiga da família Márcia Angella.
Sobrinha de Paulo Sérgio, Giovana Machado se recordou de duas paixões do tio: o Flamengo e o Rio Branco. “Era um ser humano respeitado por todos. Grande filho, pai, irmão, tio. Perdemos um ser humano maravilhoso”, lamentou.
A paixão pelos clubes também foi mencionada pelo amigo de longa data do médico Cláudio César Soares, que lembrou que Paulo foi presidente do conselho do Clube Rio Branco. “E era um flamenguista fervoroso. Uma pessoa que era respeitada pelo seu coração bondoso”, declarou.
Paulo Machado teve intensa passagem pelo futebol campista como presidente do Clube Esportivo Rio Branco, na melhor fase do futebol róseo-negro, nos anos 80, tendo sido, inclusive, campeão estadual da terceira divisão. Flamenguista e riobranquense ardoroso, o coração róseo-negro, entretanto, jamais o fez com que deixasse de colaborar com os coirmãos campistas. Quando chamado para assumir o futebol do Americano e do Goytacaz — anos 1980 e 90, respectivamente — sempre se prontificou a ajudar também a ambos.
— Ele dizia sempre que fez de tudo no Rio Branco. Começou a colaborar com o clube do coração nas mais simples ocupações na sede, no campo ou no vestiário, e que chegar à presidência do clube era uma honra. Um presidente campeão várias vezes. Foi uma enorme perda que sofremos — disse o vice-presidente do Rio Branco e colunista da Folha, Arnaldo Garcia.
Em nota, o Clube Esportivo Rio Branco ressaltou que seu ex-presidente “Paulo Sérgio dos Santos Machado era um sonhador, marca genuína dos grandes riobranquenses. O clube se solidariza com os familiares neste momento de dor e, através de seu presidente, Edson Junior, decreta luto oficial por três dias”.
O médico nasceu no dia 14 de janeiro de 1949 e se formou na primeira turma da Faculdade de Medicina de Campos.

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