Pacheco retira candidatura e abre caminho para Ceciliano
Aldir Sales 04/01/2019 21:14 - Atualizado em 10/01/2019 14:52
O deputado estadual Márcio Pacheco (PSC) aceitou o convite do governador Wilson Witzel – do mesmo partido – para ser o líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A informação é do jornalista Paulo Capelli, do jornal O Globo. Com isso, Pacheco desiste da candidatura à presidência da Alerj e abre caminho para o atual presidente André Ceciliano (PT).
Pacheco chegou a receber o apoio da bancada do PSL – a maior da Assembleia, com 13 deputados eleitos – mas o nome do deputado vinha esfriando nos bastidores desde que ele foi citado no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentações financeiras atípicas na ordem de R$ 25 milhões de nove pessoas em seu gabinete. Com o episódio, o PSL – que é presidido no estado pelo senador eleito Flávio Bolsonaro, também citado pelo Coaf – ensaia uma candidatura própria. Mais votado em outubro, Rodrigo Amorim teve o nome ventilado, assim como Anderson Moraes, Filippe Poubel e do campista Gil Vianna. O próprio Flávio já deixou pública a intenção de tirar o petista da presidência da Alerj, mas o Ceciliano vem costurando uma aliança com um “blocão” com os demais partidos de centro-esquerda.
As negociações envolveriam também o interior do estado. Segundo o jornal O Globo, o ex-prefeito de Itaperuna e ex-secretário estadual de Agricultura Jair Bittencourt (PP) está cotado para ser o primeiro vice-presidente na chapa de André Ceciliano.
Além de Ceciliano e do PSL, a deputada Tia Ju (PRB) também lançou sua candidatura e confirmou que recebeu convite do petista para compor a chapa. No entanto, segundo a parlamentar, ainda não há uma definição. “Houve, sim, o convite do presidente para compor a chapa. Me foi oferecida a terceira vice-presidência, mas eu quero é comandar a Alerj. Não por vaidade, mas a Alerj precisa da primeira mulher como presidente para retomar a credibilidade. Mas, claro, a decisão final precisa passar por um colegiado”.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS