A eleição para a nova presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) precisou ser reiniciada após uma liminar ser concedida para que ela seja aberta. A liminar foi dada pelo ministro do STJ, Luis Felipe Salomão. Com isso, a votação foi reaberta e os parlamentares precisaram votar novamente. Anteriormente, a votação estava acontecendo no modo secreto a partir de uma decisão tomada na manhã desta quinta-feira (02) pelo desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, em caráter liminar.
A sentença foi proferida em uma ação impetrada pelo deputado estadual Filippe Poubel (PL), que questiona uma modificação feita no regimento interno na época em que o presidente era o então deputado Sérgio Cabral (MDB). A coluna de Berenice Seara diz que não foi encontrado, porém, um projeto de resolução que deu origem à mudança, sequer votada em plenário.
Poubel defende a eleição de Jair Bittencourt e, diante do sistema de voto secreto, nos bastidores rola uma negociação para a apresentação de uma chapa única para a presidência.
Na disputa mais acirrada das últimas três décadas, a eleição da presidência da Alerj será decidida nesta quinta-feira (02), às 15h, no Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia.
Como protagonistas, dois deputados da região, do mesmo partido, o PL, e antes aliados Rodrigo Bacellar e Jair Bitencourt. Nessa quarta (1º), quando os dois e mais 68 deputados tomaram posse, os candidatos mostravam confiança, Rodrigo um pouco mais ao identificar com um adesivo e uma foto conjunta os aliados, que garantem ser a maioria para a vitória.
O campista Bacellar tem também a seu favor o governador Cláudio Castro, enquanto Jair Bittencourt, de Itaperuna, tem o apoio dos líderes e da maioria do PL e afirma, ainda, ter os deputados da esquerda em sua campanha e representados na sua chapa.
Antes da posse, Rodrigo Bacellar e Jair Bittencourt falaram sobre a expectativa para a eleição. Rodrigo disse que vê com muita tranquilidade o fato de duas chapas estarem disputando a Mesa Diretora. Já Bittencourt falou que tem a missão de continuar o “trabalho democrático que já vem realizando como vice da Alerj”.
O deputado estadual itaperunense também chegou a declarar que é zero a possibilidade de recuo na disputa direta com Rodrigo Bacellar e afirmou que seguirá na base do governador Cláudio Castro, ganhando ou perdendo a eleição da Mesa. Segundo Bittencourt, as escolhas de Bacellar para a primeira secretaria da Assembleia e para Comissão Constituição e Justiça e o pouco espaço de protagonismo ao próprio PL foram o que resultou na divisão interna.
Os apoiadores do deputado estadual Rodrigo Bacellar receberam com estranhamento a decisão da Justiça que determinou o voto secreto para a presidência da Alerj.
Marquinho Becellar, irmão de Rodrigo, que enfrentou em 2022 uma eleição também tensa para a presidência da Câmara Municipal de Campos, da qual saiu vencedor, disse que, apesar da liminar, está confiante na vitória do irmão, mesmo que venha em um placar apertado de 36 entre os 70 deputados.
"É uma decisão judicial que tem que ser cumprida, é lógico, mas acho que não vai mudar o resultado da eleição seja qual for a parte vencedora. Secreta ou não, Rodrigo já sai vencedor por tudo que ele realiza como deputado", comentou Marquinho