Carla Machado prega voto em Lula "para o Brasil voltar a ser feliz"
Arnaldo Neto, Aluysio Abreu Barbosa, Cláudio Nogueira e Matheus Berriel - Atualizado em 22/10/2022 09:18
Carla Machado
Carla Machado / Divulgação
Ex-prefeita de São João da Barra e deputada estadual eleita, Carla Machado (PT) afirmou, em entrevista ao Folha no Ar dessa sexta-feira (21), que os adversários políticos no seu município não preocupam. Apesar de divergências com outros nomes da região eleitos para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), como o deputado Bruno Dauaire (União), ela defende a união em pautas que são de interesses do Norte e Noroeste Fluminense: “A hora da eleição (municipal) vai ser em 2024, daqui a dois anos, e aí a gente briga, aquele jogo da política. Mas, cada um tem que respeitar o outro”. Ela não confirmou, nem descartou a possibilidade de disputar a Prefeitura de Campos — município no qual recebeu mais da metade dos seus 34.658 votos no dia 2 de outubro. Diz que “vai depender muito das situações”. Na expectativa para ocupar um novo cargo eletivo, afirma que ainda não tem uma posição tomada sobre a eleição da Mesa Diretora da Alerj, já que acabou de sair de uma disputa eleitoral e hoje o foco do seu partido é a eleição do candidato a presidente Lula (PT). Carla se mostrou preocupada com a campanha presidencial violenta, fez críticas ao uso de fake news na campanha e a desmonte de programas que considera legado petista. Após convidar a população para participar do evento do PT neste sábado em Campos, ainda pediu: “Que votem Lula 13, para o Brasil voltar a ser feliz”.
Adversários não preocupam – Nosso grupo político é forte, a gente demonstrou também nessa eleição. Deus é quem coloca a autoridade, e vamos na luta, vamos com fé. Não me preocupa nenhum adversário político aqui (em SJB). Esses adversários políticos já estiveram, muitos até foram eleitos no palanque da gente. Eu estou há quase 20 anos ganhando eleição dentro de SJB. E falei que eu trabalhei para continuar ajudando SJB, Campos, São Francisco. Tem pessoas que apostaram na gente, e a gente precisa também estar contribuindo com essas lideranças que querem o bem dos seus municípios.

Deputados estaduais da região – Tudo o que for bom para a região, eu acho que tem que ter união. A bancada do Nordeste dá um show no Congresso. A gente tem que visar o bem comum, principalmente na base da gente. É esse o trabalho. Se fala de domicílio eleitoral... O Bruno (Dauaire) vota aqui. Nem verão passa mais aqui, mas é da região. Na realidade, não vamos misturar as coisas. A gente vai fazer um trabalho na Alerj voltado para o que a região precisa. Divergências vão continuar a ter, acho que todos nós pensamos de uma forma. Agora, a hora da eleição vai ser em 2024, daqui a dois anos, e aí a gente briga, aquele jogo da política. Mas, cada um tem que respeitar o outro. Se foi a vontade popular que nos colocou, nós temos que ter respeito para sermos respeitados. Eu tenho minhas divergências lá com os Dauaire e tenho os meus motivos, porque muitas vezes a questão política ia para o campo pessoal, algumas questões que eu não aceito, porque eu faço política com P maiúsculo. Mas, a gente deixa para trás essas coisas, porque a gente tem que olhar para frente. Vamos estar lá unidos pelas pautas da região, com certeza.

Presidência da Alerj – Lá atrás, o Jair (Bittencourt), de quem gosto muito, falou: “Carla, você vai se eleger, eu preciso do seu voto para a Alerj”. E eu disse: “Pô, deixa eu me eleger primeiro”. Esse Jair é sensacional. Mas, eu ainda não entrei nesse campo de eleição de Mesa. Eu ainda não parei nem para pensar nisso. Saí de uma eleição, tem uma eleição agora de Lula, a gente tem que conversar com partido, é muita coisa. Hoje, o foco é a eleição de Lula.

Mesa em Campos – Eu nunca me meti em eleições de Mesa de Campos nem em política de Campos propriamente dita, a não ser ter ido para ajudar a Fred. Então, não sei como acontece. Espero que cheguem a um denominador comum.

Apoio de Fred a Rodrigo Bacellar – Cada um tem o livre arbítrio. Ele preferiu apoiar a outro. Sem problema.

Prefeitura de Campos – Eu vou entrar nesse (mandato) de deputada, e pretendo trabalhar e corresponder. Hoje (a Prefeitura de Campos), não faz parte dos meus planos. Agora, se amanhã eu achar conveniente, de repente eu posso entrar numa disputa. Isso vai depender muito das situações.

Expectativa para o mandato – A gente vai fazer o trabalho com todo amor, com todo carinho, com toda determinação, buscar o que tiver ao nosso alcance para trazer para a nossa região. A gente tem essa juventude que precisa de mais oportunidade; a gente vê as diferenças com as mulheres, tantos problemas. Temos aqui uma agricultura que precisa realmente de mais apoio, essa ponte (da Integração) que parece que tem uma cabeça de burro enterrada... Tem umas pautas que são no Governo Federal, como o avanço do mar de Atafona, os nossos diques. Temos tanta gente ainda precisando de um programa melhor para que se tire da pobreza.

Campanha pró-Lula na região – A gente vai fazer umas atividades. Nesta semana, eu estive reunida com o PT local (de SJB). A prefeita vai estar fazendo uma carreata no domingo aqui em SJB. Eu vou estar participando de uma carreata em Campos também, amanhã (hoje, sábado). A gente convida as pessoas. Bolsonaro foi eleito há quatro anos naquela onda bolsonarista. Me preocupa essa polarização, Lula e Bolsonaro. As pessoas brigam, as pessoas se agridem. O que eu estou pedindo muito é que a gente possa estar fazendo a campanha de paz, entrando no diálogo. Essa última reunião que eu tive aqui, quarta-feira, foi muito boa; cada um colocando o porquê de Lula. Há muita fake news, muita mentira. Estão misturando religião com a questão política. Estão dizendo que Lula vai fechar igreja, que Lula é a favor do aborto, essas coisas sem nexo. O que deveria estar se discutindo é a política pública. Quantas pessoas estão no mapa da fome, que aumentou muito? As universidades estão passando dificuldades. Se pobre hoje é doutor, foi por causa dos programas sociais criados no governo do PT, em especial no governo de Lula. Os programas estão acabando, os recursos diminuindo. E a gente vê um foco: armamento. O que ajudou na questão da segurança? Eu não vejo isso! Há umas pautas muito loucas, muita mentira. A gente pede para as pessoas refletirem e, se puderem, que votem Lula 13, para o Brasil voltar a ser feliz.

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