Cresce número de denúncias de violência contra idosos. Negligência em alimentação lidera ranking
17/11/2019 | 11h17
A Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) realizou 125.325 atendimentos pelo Disque Direitos Humanos – Disque 100 no primeiro semestre de 2019. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a ouvidoria registrou um aumento de 19,12% de denúncias pelo canal. O balanço geral foi divulgado na última segunda-feira (11).
Fazem parte dos números as ligações que geram novas denúncias (76.529), as respectivas complementações (11.548) e os atendimentos especializados (9.253). O serviço de disseminação de informações sobre direitos humanos gerou 24.977 registros no primeiro semestre. Pouco mais de 1% dos atendimentos (2.895) foram redirecionados à Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180.
Para a ministra Damares Alves, o aumento nos números é um grande avanço porque mostra a efetividade do serviço. “Estamos fazendo mudanças no governo desde o começo do ano e uma delas foi na Ouvidoria. Nós reduzimos o tempo de resposta ao cidadão de quatro meses para menos de 10 dias. Também implementamos a ampliação para 100% do feedback dos órgãos parceiros quanto ao encaminhamento das denúncias”, conta.
O ouvidor nacional dos Direitos Humanos, Fernando César Pereira, acredita que “essas mudanças trouxeram um novo entendimento à população a respeito dos canais disponíveis”. Ele destaca, ainda, que é sempre necessário buscar o combate à violação de direitos humanos em todos os aspectos.
Pessoa idosa
O serviço oferecido pelo MMFDH recebeu 21.749 denúncias de violações contra a pessoa idosa em 2019. Os números representam um aumento de 29,68% em relação ao ano anterior. O estado que mais registrou o aumento foi Mato Grosso (68,37%). Paraná, Rio grande do Norte e São Paulo aparecem como os estados com mais denúncias a cada 100 mil habitantes, de acordo com dados do Censo de 2010.
Entre as principais violações estão negligência (79,26%), violência psicológica (48,40%), abuso financeiro e econômico (39,57%), violência física (23,91%), violência institucional (3,86%), violência sexual (0,45%) e discriminação (0,32%).
Entre os tipos de negligência, o maior número de denúncias apontam a negligência em alimentação (60,97%), em aparo e responsabilização (60,91%), em limpeza e higiene (47,80%), em medicamentos e assistência à saúde (45,26%), seguidos pelo abandono (30,29%) e a autonegligência (0,81%).
Segundo as denúncias do primeiro semestre de 2019, as vítimas do sexo feminino são maioria (63,07%), contra 32,12% do sexo masculino. No balanço geral, os idosos de 76 a 80 anos foram a maioria das vítimas de denúncias (18,17%), seguidos dos que têm de 66 a 75 (31,42%).
De acordo com o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do MMFDH, Antonio Costa, a secretaria está engajada no enfrentamento a esses tipos de violência desde o início da gestão. “O Programa Viver – Envelhecimento Ativo e Saudável tem o propósito de resgatar a autoestima, conscientizar a pessoa idosa no âmbito da educação financeira e dos direitos a ela inerentes”, afirma.
 
 
 
 
Fonte: site Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos 
 
 
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Idosos com mais de 80 anos têm super prioridade!!!
11/11/2019 | 20h34
A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou, em setembro deste ano, proposta que garante às pessoas com mais de 80 anos prioridade sobre os demais no atendimento em serviços públicos e privados. Os mais idosos terão tratamento preferencial inclusive em relação às demais prioridades: pessoas com deficiência, acima de 60, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e obesos.
 
Na verdade, desde julho de 2017, que os idosos com mais de oitenta (80) anos têm prioridade em relação a outros idosos com menos idade. Essa “super prioridade” dos octogenários é assegurada pela mudança em trechos do Estatuto do Idoso, realizada por meio da Lei 13.466/2017 e sancionada pelo ex presidente Michel Temer.
 
A garantia de prioridade no atendimento a idosos com mais de sessenta anos é de suma importância. Assim sendo, a “super prioridade” de idosos com mais de oitenta anos também. Ao diminuir a demora na resolução dos conflitos, aumenta-se a chance desses idosos usufruírem de seus direitos ainda em vida.
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Cheguei aos 60 anos. Deixei de ser útil?
02/11/2019 | 23h11
 
Tentar isolar os idosos das atividades diárias é um grande erro, afirmam os especialistas. “Meu pai tem 80 anos, não pode mais sair de casa sem ajuda”; “Minha mãe é de idade, não deveria mais morar sozinha”. “Meu pai quer dirigir, quer morar sozinho, quer continuar cozinhando”. Para continuar com suas funções rotineiras é importante fazer uma análise da capacidade funcional do paciente, vendo a sua autonomia e independência. A idade não entra nessa conta.
 
Autonomia e independência
 
Antes de declarar que o idoso não pode fazer alguma coisa ou precisa de ajuda extra com qualquer atividade, duas condições deverão ser avaliadas pelo geriatra: independência e autonomia. A primeira diz respeito às capacidades motoras do paciente, se ele consegue se movimentar sozinho sem qualquer problema. A autonomia se refere às capacidades cognitivas, aos pensamentos e atitudes.
 
Se, após avaliação, o idoso demonstrar que não tem nenhum tipo de dependência, a sua independência deve ser respeitada pela família. E isso é muito comum, de a pessoa passar pela avaliação e provar que está apta a viver sozinha.
 
E mesmo quando há dependência, o idoso não deve ser excluído de toda e qualquer tarefa. É essencial que a família não retire a sensação de ser “útil” do avô.
 
De filho para pai
 
Outra situação comum nos consultórios geriatras é ver a inversão de papeis, o que não deveria existir. Filhos que se sentem pais dos próprios pais geram uma sensação de tolhimento do idoso.
 
A orientação dos especialistas é para que, ao invés de “mandar” no próprio pai ou mãe, converse com eles. “Você continua sendo o filho e seu pai tem a autonomia dele. Ele toma as decisões. O que você pode fazer é trocar uma ideia, sugerir, mas não mandar. A palavra final é do idoso”, explicam os especialistas.
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Benefícios da natação para idosos: por que começar agora mesmo?
29/10/2019 | 16h39
O nosso organismo sofre diversas alterações ao longo da vida. Com o passar dos anos, o corpo é afetado por muitas mudanças de ordem física e cognitiva, que podem ser amenizadas se corpo e mente forem estimulados da forma correta. A prática de exercícios físicos, como a natação para idosos, é uma excelente aliada nessa missão e, portanto, deve ser vista como uma necessidade durante a terceira idade.
 
Lembrando que é sempre importante consultar um médico antes de iniciar qualquer prática esportiva. Dessa forma, garante-se que está seguro no esporte que escolheu, seja ele qual for.
 
A natação é um dos esportes mais recomendados para os idosos, porque traz muitos benefícios ao organismo e estimula também as atividades cognitivas, além de estimular todos os grupos musculares, sendo considerada uma das modalidades esportivas mais completas.
 
A natação ajuda a melhorar o equilíbrio
Um dos problemas mais comuns entre os idosos são as quedas. A habilidade de manter o equilíbrio acaba sendo afetada e, somada à fragilidade dos ossos dos idosos, e a doenças degenerativas que podem surgir com a idade, pode causar muitos transtornos e até resultar na incapacidade de andar ou realizar alguns movimentos, pois, em muitos casos, os tecidos ósseo e muscular não se recuperam completamente após sofrer lesões.
 
Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Western Sydney, na Austrália, sobre as atividades físicas e seu impacto no equilíbrio do corpo dos idosos, mostrou que os idosos praticantes de natação tem 33% menos probabilidade de cair. Isso porque a prática esportiva estimula o desenvolvimento de força física e aumenta a estabilidade dos músculos, que são essenciais para manter um bom equilíbrio.
 
Melhora o condicionamento físico
A natação é um dos esportes mais recomendados justamente porque sua prática estimula todos os grupos musculares, e por isso é considerada um dos esportes mais completos. Na terceira idade, a estrutura física acaba sendo enfraquecida, e a natação para idosos pode ser uma excelente aliada para desacelerar esse processo de enfraquecimento, pois fortalece todo o corpo.
 
Melhora o sistema cardiorespiratório
Durante a prática da natação, a frequência de batimentos cardíacos é elevada, e o pulmão é estimulado a trabalhar usando sua capacidade máxima. Além disso, o contato com a água faz com que haja a vasodilatação das vias respiratórias. Esses estímulos resultam no fortalecimento do sistema cardiovascular e do sistema respiratório.
 
Não desgasta e protege as articulações
Diferentemente do que ocorre em atividades como a corrida, por exemplo, na natação não há impacto direto nas articulações. O contato com a água estimula o fortalecimento delas e reduz os casos de doenças que afetam essas áreas do corpo, como a artrite.
 
Melhora a capacidade cognitiva
A natação, além de estimular o corpo, estimula a mente. A prática da natação para idosos estimula a interação social e ajuda a reduzir os casos de depressão – problema muito comum na terceira idade. Além disso, o idoso começa a criar novamente objetivos para sua vida – o que muitos idosos sentem falta após pararem de trabalhar. Na natação, ele começa a sonhar com competições, e está constantemente pensando em desenvolver sua habilidade, e em melhorar seu desempenho. Objetivos dessa natureza, aliados à interação social proporcionada pelo esporte, estimulam a cognição e a concentração, e reduz os casos de isolamento, que podem potencializar doenças degenerativas.
 
E vale lembrar: a natação é recomendada para todas as idades, e nunca é tarde demais para aprender!
 
Fonte: site Clinica di Paula
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Abandono afetivo inverso: idosos órfãos de filhos vivos
21/10/2019 | 12h40
Muitos filhos têm deixado de honrar seus pais idosos, estes tem faltado com a obrigação e dever de cuidados, isso por que muitos estão mais preocupados com carreiras profissionais e tem deixado de lado o papel de zelo e amor para com aqueles que dedicaram uma vida inteira para protegê-los até a vida adulta.
No entanto, o que mais presenciamos no cotidiano, nos jornais e televisão, são idosos sendo maltratados ou abandonados em asilos, já que aqueles responsáveis por sua proteção, estão sem tempo para auxiliá-los ou mantê-los nesse momento de suas vidas.
Quando os pais idosos não possuem recursos suficientes para a subsistência, é, sem qualquer questionamento, dever dos filhos de ampará-los. Além do dever de prestação material, o que poucos sabem é que a responsabilidade entre pais e filhos pode ir além da obrigação legal de natureza pecuniária.
Fato é que a dor e a humilhação causadas pelo abandono ao idoso, como a negação do afeto, do convívio familiar e do próprio alimento, comprometem tanto materialmente como psicologicamente quem mais necessita de amparo nesta fase avançada de vida.
Além disso, tem- se o Estatuto do Idoso que veio efetivamente confirmar atribuições que já existiam na Carta Magna, em relação à responsabilidade de amparo aos pais idosos. Os pais são responsáveis em amparar seus filhos. Nada mais justo, que em contrapartida, os filhos também o sejam quando os pais assim necessitam.
Diante de tais circunstâncias é importante mencionar o chamado abandono afetivo inverso, que é uma negação de amparo afetivo, psíquico e moral, esse podem gerar graves consequências ao idoso, tornando mais do que claro a real necessidade de que haja uma possibilidade de tentar inibir, impedir e por fim punir esse abandono pela família, o que comprova que a responsabilidade civil e o dever de indenizar não se trata apenas desta obrigação de amparo material como também amparo afetivo.
Por isso que essa responsabilização não abrange somente aos filhos, mas a todos os familiares do idoso necessitado. Dessa forma, a lei estabelece sabiamente os parâmetros a serem seguidos para que a prestação de Alimentos seja firmada, devendo atender ao binômio Necessidade/Possibilidade.
Trata-se, portanto, de direito do idoso que deve ser preservado, devendo a instituição família, buscar de forma simples protegê-los com amor e cuidado dentro da sociedade, para que não precise da intervenção do Estado para cumprir o que de fato deveria ser feito por compaixão. Isto porque se é dever dos pais em prestar auxílio moral e material por toda a vida dos seus filhos, também será dever dos filhos prestarem assistência aos seus pais.
 
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Violência contra idoso é impeditivo para inscrição na OAB
13/10/2019 | 19h08
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) não vai mais aceitar a inscrição em seus quadros de bacharéis em direito que tenham agredido mulheres, idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência física e mental. Sem a inscrição no órgão, os recém-formados não podem exercer a advocacia nem se apresentar como advogados.
A edição de uma súmula que torne os casos de agressões e violência contra mulheres, idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência física e mental um impeditivo à inscrição na Ordem foi aprovada pelo plenário do Conselho Federal da OAB, em março deste ano.
Os conselheiros concordaram com a tese de que quem incorre em qualquer um destes casos não tem idoneidade moral para exercer a profissão. Ao analisar a proposta apresentada pela Comissão Nacional da Mulher Advogada, que tratava especificamente da violência contras as mulheres; o relator, o conselheiro Rafael Braude Canterji, afirmou que a simples denúncia é um fator contrário à aceitação do acusado nos quadros da OAB.
Segundo a OAB, no processo de inscrição, os candidatos devem apresentar atestado de antecedentes criminais - documento que traz informações sobre processos ou condenação em casos de violência. Anualmente, cerca de 100 mil bacharéis em direito obtêm a inscrição na OAB e se tornam advogados.
Confira a íntegra da súmula:
"Requisitos para a inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Inidoneidade moral. A prática violência contra a mulher, assim definida na “Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher – ‘Convenção de Belém do Pará’ (1994)”, constitui fator apto a demonstrar a ausência de idoneidade moral para a inscrição de bacharel de Direito nos quadros da OAB, independente da instância criminal, assegurado ao Conselho Seccional a análise de cada caso concreto.”
 
 
 * Com informações do Conselho Federal da OAB
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Quarta idade: vamos beber até a última gota do vinho da vida
07/10/2019 | 01h56
Apesar da população viver cada vez mais, os brasileiros estenderam suas existências em velocidade recorde: duas vezes mais rápido que a média mundial, segundo dados comparativos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desafiando estimativas, é cada vez mais comum pessoas de 80 anos dividirem com jovens o assento do ônibus, a cadeira da universidade, o aparelho da academia de ginástica. As faixas etárias tradicionais já não lhes contemplam, por isso criou-se uma nova nomenclatura: a quarta idade. Trata-se de fenômeno mais visível nos países desenvolvidos, mas cuja tendência já pode ser notada em escala planetária.
O avanço da medicina preventiva, as descobertas de vacinas e curas para doenças graves, assim como a popularização de procedimentos estéticos resultam em organismos mais preservados com aparências viçosas. Dessa forma, o conceito de velhice não se aplica mais aos 60, e o fim da vida foi empurrado a ponto de muitos colecionarem os 100 anos.
Vivemos uma “revolução da longevidade”. Apesar da quebra de paradigma, ainda estamos aprendendo a lidar com a quarta idade. É comum, até hoje, pensarmos no idoso como um ser incapaz, que deve esperar (deitado) a morte chegar.
O panorama que se aproxima é incerto. Só não há dúvida de que as reflexões sobre a quarta idade – e como vivê-la – são cada vez mais necessárias. As novas gerações de idosos têm o papel de conquistar esse novo tempo que a medicina ganhou para eles, uma terra desconhecida. Porque, como dizia o filósofo inglês Thomas Hobbes, existe algo pior que viver uma vida “solitária, pobre, ruim, tosca e breve”. É viver uma vida solitária, pobre, ruim, tosca... e longa.
Portanto, aproveitemos enquanto é tempo e vamos beber até a última gota do vinho da vida. Até porque, quando se chega à quarta idade, todos os pedágios já foram pagos, e a estrada a ser percorrida ainda pode ser longa, larga e bela.
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Família tradicional, hierarquizada, verticalizada? Isso não existe mais!
29/09/2019 | 12h02
As transformações socioculturais que hoje assistimos, impactam diretamente na forma como os indivíduos se relacionam com o mundo e com o outro, não sendo diferente quando nos referimos às relações na velhice. Velhice esta que como todas as outras fases do ciclo vital, também enfrentam mudanças significativas nos modos tradicionais de funcionamento, fazendo com que seja necessário ressignificar e reinventar os papeis e funções sociais em meio a tantas mudanças. 
O ciclo vital envolve diferentes fases da vida do indivíduo, todas permeadas pela presença da família, núcleo inicial da vida humana, responsável pela formação subjetiva, cultural, religiosa e social.
A família, como conhecemos, tem sofrido grandes mudanças em sua estrutura, que se reflete nas relações com seus membros, nas formas de cuidado e apoio aos mais frágeis, sendo estes pontos importantes quando nos referimos a idosos e envelhecimento. Até mesmo o estado mudou seu olhar, a partir da constituição de 1988, ao perceber que o importante são os vínculos de afeto, que são construídos ao longo das histórias de vida dos indivíduos.
Isto nos leva a compreender a definição de família como grupos de pessoas ligados pelos vínculos afetivos, transformando o modelo tradicional que conhecíamos, hierarquizado, consanguíneos. Sendo assim, a família tradicional, hierarquizada, verticalizada, já não existe, principalmente nos centros urbanos. Isto também se reflete no modo como os membros mais jovens se relacionam com os mais velhos, sinalizando uma transformação na construção dos vínculos, subjetivação, das vivências dos desafios enfrentados na velhice e o impacto disto na família.
Nas famílias contemporâneas podemos observar diferentes estruturas e formatos, com casamentos mais tardios, recasamentos, separações, casamentos homoafetivos, redução do número de filhos ou ausência destes, reestruturação da relação conjugal, insuficiência de cuidados aos membros mais frágeis, estes podemos entender as crianças e os velhos. Diante de tudo isto se faz necessário uma mudança de observação e compreensão dos profissionais que trabalham junto a estas estruturas.
Buscar compreender como a velhice se apresenta nestas estruturas, sua complexidade, seus desafios e dinâmica faz com que o trabalho junto a esta população seja realizado com respeito e responsabilidade, atendendo as demandas destes novos tempos.
Mesmo assim, ainda nos deparamos com mitos e expectativas, não somente dos idosos e familiares, mas também dos profissionais que trabalham com famílias de idosos.
Um exemplo que assistimos é a ideia de que a família, a vida ao lado das gerações mais jovens é a única e melhor opção para os idosos, quando esta pode não ser a opção preferida pelas pessoas idosas e nem a melhor opção para eles.
Se estamos nos referindo que a observação deve ser aos vínculos que se estabelecem entre os sujeitos do grupo familiar, não podemos deixar de admitir que assim como existem vínculos saudáveis, há a possibilidade de vínculos tóxicos, que adoecem o sujeito.
Não podemos esquecer que novas gerações de idosos estão aí, iniciando suas velhices, levando em suas bagagens histórias familiares diversas, que não correspondem mais àquilo que conhecíamos como modelo família.
 
 
 
 
Fonte: site Portal do Envelhecimento
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Mercado de trabalho na terceira idade: "up" na carreira ou estímulo à longevidade?
22/09/2019 | 09h37
A inclusão das pessoas com mais de 50 anos de idade no mercado de trabalho vai além da simples disputa por vagas com os mais jovens. As profissões do futuro para essa geração estão intimamente ligadas a competências intrínsecas à senioridade, habilidades que a maturidade costuma aprimorar nas pessoas.
Não se trata de dar um ‘up’ na carreira. A questão é reinventar o trabalho para quem tem mais de 50 anos e também encarar o tema intergeracional, ressignificando os padrões de longevidade para todas as idades. 
O objetivo, de acordo com instituto de pesquisa, é aproveitar esta tendência e ligar as profissões do futuro aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Organização das Nações Unidas (ONU). É o caso da economia circular, na qual seniores com experiência em tecnologia passam a atuar na redução do lixo tecnológico e na melhoria da fluidez digital das pessoas.
Com um olhar mais sistêmico, típico da maturidade, o desafio é colaborar para que as empresas migrem para processos contínuos de reaproveitamento e reciclagem.
Na área de educação, por sua vez, o desafio é combater a evasão escolar, encarando as fragilidades emocionais e sociais típicas da juventude do aluno. A troca, em termos de benefícios, é mútua. O jovem tende a permanecer estudando. O profissional com mais de 50 anos, em geral, consegue observar uma melhora na autoestima e pode contar com uma nova fonte de renda.
Realidade: Uma rede bancária, por exemplo, criou uma profissão que deve melhorar a qualidade de atendimento nas agências. O sênior vai orientar o cliente que está se preparando para aposentar a ter um planejamento financeiro. Vinte sêniores estão sendo treinados para essa função, que se vale das inteligências relacional e emocional do trabalhador. Por ser uma nova área de atuação, a expectativa é que não tire a posição de outro profissional.
Fonte: Instituto Mongeral Aegon 
 
 
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Especialista afirma: A música é um instrumento poderoso contra o Alzheimer!
16/09/2019 | 13h34
A música proporciona imensos benefícios para o nosso corpo e alma. Entre idosos, estudos mostram que a música é responsável por liberar endorfinas, sociabilizar e até mesmo diminuir algumas dores, proporcionando muitos ganhos em diversas outras áreas. Além disso tudo, é um instrumento poderoso contra o Alzheimer! Os benefícios da musicoterapia para pessoas com Alzheimer são gigantescos e, mesmo já sendo conhecidos, os efeitos positivos da música ainda surpreendem o mundo todo!
 
A ligação emocional entre música e o ser humano tem explicações biológicas. A região do cérebro responsável pela música fica muito próxima à área das emoções, contribuindo para tornar tão forte essa associação entre a música e a emoção. Por isso a música é considerada a “linguagem da emoção”.
 
É fundamental que as músicas escolhidas sejam calmas, do agrado do doente e, caso tenham uma ligação emocional com ele os resultados tendem a ser ainda melhores! A música ligada à emoção pode estimular boas memórias e dar sensação de prazer.
 
De acordo com a geriatra Dra. Deborah Casarsa, a memória musical é a última que se perde na demência. “Portanto, viva a música”.
 
Além da música, existem inúmeras outras formas de estimular a pessoa com Alzheimer, inclusive através da religiosidade também, por exemplo, vcê pode estimular o doente até convidando-o para rezar um terço com você, se a pessoa for católica. As possibilidades para estimular o doente são inúmeras!
 
 
 
 
*Dra. Deborah é graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos (1999) e tem especialização em Gerontologia e Geriatria Interdisciplinar pela Universidade Federal Fluminense(2001). Tem vasta experiência em Geriatria com participação em Congressos Nacionais e Internacionais.
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Sobre o autor

Helô Landim

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