Exame de DNA confirma que ossada encontrada no Jockey é de Greicy Kelly, assassinada no ano passado
A família de Greicy Kelly Gomes do Nascimento, brutalmente assassinada em novembro do ano passado, poderá enfim realizar seu sepultamento. Um exame de DNA confirmou que a ossada encontrada em março deste ano em um terreno no bairro Jockey pertence a ela, que tinha 31 anos, cinco filhos e estava grávida na ocasião. Um casal foi detido suspeito da morte, mas apenas o homem confessou o crime e responde ao processo preso preventivamente, enquanto a mulher negou participação. Os dois foram indiciados por homicídio.
Durante uma audiência de instrução do caso em junho, o advogado de acusação Márcio Marques e a prima de Greicy Kelly, Larissa Costa, cobraram o resultado do exame de DNA, necessário à identificação da ossada encontrada e que permitirá a obtenção da certidão de óbito e a realização do velório. Devido à falta de testemunhas, uma nova audiência foi marcada para 18 de agosto, no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos.
Durante uma audiência de instrução do caso em junho, o advogado de acusação Márcio Marques e a prima de Greicy Kelly, Larissa Costa, cobraram o resultado do exame de DNA, necessário à identificação da ossada encontrada e que permitirá a obtenção da certidão de óbito e a realização do velório. Devido à falta de testemunhas, uma nova audiência foi marcada para 18 de agosto, no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos.
De acordo com o advogado Márcio Marques, o sepultamento ainda vai demorar devido aos procedimentos burocráticos necessários junto à Justiça, ao Cartório de Pessoas Naturais e ao Instituto Médico Legal (IML).
"Vai demorar um pouco, porque vou requerer ao juízo hoje para que sejam tomadas as providências e oficiar o Cartório de Pessoas Naturais para emissão da certidão de óbito. Depois, ofício para o IML para liberação dos restos mortais da Greicy Kelly e as providências para o sepultamento", explicou.
Greicy Kelly Gomes desapareceu em 17 de novembro do ano passado. Após um casal suspeito de cometer o crime ter sido detido em março, o homem confessou o assassinato e indicou o local onde o crime teria ocorrido, no bairro Jockey, onde a ossada foi encontrada. Já a mulher negou participação. A investigação foi concluída pela Polícia Civil com o indiciamento dos dois pelo crime de homicídio.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 3,6 mil que Greicy Kelly teria com o acusado, além de uma ação trabalhista ajuizada contra a mulher dele. Segundo a delegada Carla Tavares, titular da 134ª Delegacia de Polícia do Centro na época da prisão, a ação trabalhista tratava do período em que Greicy Kelly trabalhou como cuidadora do pai da mulher inicialmente detida como suspeita, que teria resultado numa quantia de R$ 52 mil.
Desdobramentos do caso
Durante coletiva de imprensa realizada no início deste ano para esclarecer o crime, a delegada passou mais informações:
"Segundo o autor, que foi o executor, ele vinha já premeditando este crime. A partir do momento que eles receberam a notificação dessa ação trabalhista, ele falou para a mulher que acabaria com a vida de Greicy. E veio pensando em como ia fazer isso. Então, na manhã do crime, ele se dirigiu até a residência da vítima, com um galão de gasolina dentro do veículo e foi até a residência da vítima. Chegando lá, ele encontrou com a vítima e ela, por conhecê-lo, prontamente se dirigiu a ele, cumprimentando de forma cordial. Ela pediu mais uma vez dinheiro emprestado a ele, que aproveitou essa oportunidade e falou para a vítima que não tinha dinheiro, mas que tinha uma pessoa que estava devendo, e teria dito 'vamos lá para a gente pegar o dinheiro'", explicou.
O acusado relatou ainda que levou Greicy até o Parque Califórnia, nas proximidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), e a estrangulou depois de saírem do veículo. Em seguida, ele colocou fogo no corpo dela. Carla informou também que até então o crime não era visto como duplo homicídio pois não havia confirmação de que os autores tinham planejado matar também o feto. O casal afirmou que não sabia da gravidez.
Ainda segundo a delegada, a mulher do executor sabia de todo o planejamento do assassinato e ainda ajudou no álibi do acusado, além de corroborar com a narrativa contada por ele. O homem chegou a ligar para a companheira para contar que havia realizado o crime logo depois. No entanto, em sede policial, a mulher disse que não participou do crime e que não autorizou o fato.
No dia 30 de novembro, foi encontrado um corpo carbonizado no mesmo bairro.