Exame de DNA confirma que ossada encontrada no Jockey é de Greicy Kelly, assassinada no ano passado
Gabriel Torres 31/07/2026 17:09 - Atualizado em 31/07/2026 17:53
Após identificação, família de Greicy Kelly poderá realizar sepultamento
Após identificação, família de Greicy Kelly poderá realizar sepultamento
A família de Greicy Kelly Gomes do Nascimento, brutalmente assassinada em novembro do ano passado, poderá enfim realizar seu sepultamento. Um exame de DNA confirmou que a ossada encontrada em março deste ano em um terreno no bairro Jockey pertence a ela, que tinha 31 anos, cinco filhos e estava grávida na ocasião. Um casal foi detido suspeito da morte, mas apenas o homem confessou o crime e responde ao processo preso preventivamente, enquanto a mulher negou participação. Os dois foram indiciados por homicídio.

Durante uma audiência de instrução do caso em junho, o advogado de acusação Márcio Marques e a prima de Greicy Kelly, Larissa Costa, cobraram o resultado do exame de DNA, necessário à identificação da ossada encontrada e que permitirá a obtenção da certidão de óbito e a realização do velório. Devido à falta de testemunhas, uma nova audiência foi marcada para 18 de agosto, no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos.
Família pede justiça em frente ao Fórum de Campos
Família pede justiça em frente ao Fórum de Campos / Foto: Rodrigo Silveira
 
De acordo com o advogado Márcio Marques, o sepultamento ainda vai demorar devido aos procedimentos burocráticos necessários junto à Justiça, ao Cartório de Pessoas Naturais e ao Instituto Médico Legal (IML).
"Vai demorar um pouco, porque vou requerer ao juízo hoje para que sejam tomadas as providências e oficiar o Cartório de Pessoas Naturais para emissão da certidão de óbito. Depois, ofício para o IML para liberação dos restos mortais da Greicy Kelly e as providências para o sepultamento", explicou.
Greicy Kelly Gomes desapareceu em 17 de novembro do ano passado. Após um casal suspeito de cometer o crime ter sido detido em março, o homem confessou o assassinato e indicou o local onde o crime teria ocorrido, no bairro Jockey, onde a ossada foi encontrada. Já a mulher negou participação. A investigação foi concluída pela Polícia Civil com o indiciamento dos dois pelo crime de homicídio.
Prisão do casal suspeito de assassinar Greicy Kelly
Prisão do casal suspeito de assassinar Greicy Kelly / Reprodução
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 3,6 mil que Greicy Kelly teria com o acusado, além de uma ação trabalhista ajuizada contra a mulher dele. Segundo a delegada Carla Tavares, titular da 134ª Delegacia de Polícia do Centro na época da prisão, a ação trabalhista tratava do período em que Greicy Kelly trabalhou como cuidadora do pai da mulher inicialmente detida como suspeita, que teria resultado numa quantia de R$ 52 mil.
Desdobramentos do caso
Durante coletiva de imprensa realizada no início deste ano para esclarecer o crime, a delegada passou mais informações:
"Segundo o autor, que foi o executor, ele vinha já premeditando este crime. A partir do momento que eles receberam a notificação dessa ação trabalhista, ele falou para a mulher que acabaria com a vida de Greicy. E veio pensando em como ia fazer isso. Então, na manhã do crime, ele se dirigiu até a residência da vítima, com um galão de gasolina dentro do veículo e foi até a residência da vítima. Chegando lá, ele encontrou com a vítima e ela, por conhecê-lo, prontamente se dirigiu a ele, cumprimentando de forma cordial. Ela pediu mais uma vez dinheiro emprestado a ele, que aproveitou essa oportunidade e falou para a vítima que não tinha dinheiro, mas que tinha uma pessoa que estava devendo, e teria dito 'vamos lá para a gente pegar o dinheiro'", explicou.
O acusado relatou ainda que levou Greicy até o Parque Califórnia, nas proximidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), e a estrangulou depois de saírem do veículo. Em seguida, ele colocou fogo no corpo dela. Carla informou também que até então o crime não era visto como duplo homicídio pois não havia confirmação de que os autores tinham planejado matar também o feto. O casal afirmou que não sabia da gravidez.
Ainda segundo a delegada, a mulher do executor sabia de todo o planejamento do assassinato e ainda ajudou no álibi do acusado, além de corroborar com a narrativa contada por ele. O homem chegou a ligar para a companheira para contar que havia realizado o crime logo depois. No entanto, em sede policial, a mulher disse que não participou do crime e que não autorizou o fato.
No dia 30 de novembro, foi encontrado um corpo carbonizado no mesmo bairro.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS