"Infodemia" sobre covid 19 pode gerar ansiedade em idosos
04/05/2020 | 16h16
  O excesso de informações diárias sobre o covid19 pode comprometer uma parte da saúde bastante relevante: a saúde mental. A pandemia é um período penoso, e, quando temos em nossas mãos uma grande carga de informações, instrumentos variados de acesso, alguns com certeza sem confiabilidade, esta fase pode se tornar estressante. Pode nos adoecer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que temos que combater a COVID-19 e também a “infodemia”, uma “superabundância de informações”, sendo algumas fakes.

  Duas das principais consequências dessa condição são: ansiedade, medo, pânico e informações que possam levar ao descuido e quebra do isolamento. O ideal é avaliar qualquer material, duvidar das informações, buscar sites confiáveis e pesquisar dados oficiais sobre a COVID-19.

  Ao ler estudos sobre a doença, não opte apenas pelos mais recentes, procure buscar informações em sites do Ministério da saúde, da OMS e da secretaria municipal da saúde de sua cidade.

Nas mídias sociais, procure páginas oficiais e com credibilidade para falar sobre saúde. Mesmo pessoas influentes podem estar equivocadas. Olhe para os países que estão na nossa frente .

Durante sua pesquisa, cuide dos limites da sua saúde mental. Que tal estabelecer um tempo máximo diário para ler sobre o tema? Além disso, em momentos de ansiedade, lembre-se:

  Há medidas de segurança contra o coronavírus: lavar muito bem as mãos ou utilizar álcool gel 70%, adotar o isolamento social, usar máscara de forma correta quando sair de casa, evitar visitas e reuniões. Procure seu médico caso tenha sintomas como: febre, tosse, falta de ar, cansaço ou sonolência excessiva.

  Médicos e cientistas do mundo inteiro estão engajados na luta contra a COVID-19. Após descobertas sobre o vírus, as orientações podem mudar.Faça a sua parte e fique atento aos conteúdos que você consome. Estamos juntos nessa.

* Rubens de Fraga Junior é médico especialista em geriatria e gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
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Casal italiano se abraça após curar-se da Covid-19: 52 anos de união
25/04/2020 | 17h39
Junto há 52 anos, Rosa e Giorgio dividiram não só uma vida, como agora também o enfrentamento do covid-19. Ambos enfrentaram as complicações de saúde em decorrência do coronavírus. Ele, em especial, uma grave pneumonia. O atendimento se deu no Hospital Cremona, na Itália.
Já em meados de março, Giorgio melhorou e relatou aos médicos que estava muito triste, porque queria voltar para casa, com sua esposa. Um dos médicos da equipe relatou que: “Giorgio é daquele tipo de pessoa de que qualquer um gosta, nunca reclama de nada, sempre agradece”.
Quando ambos apresentaram boa melhora de saúde, e estando ainda em quartos separados, duas médicas combinaram de fazer uma surpresa para o casal.
Arranjando uma desculpa, a equipe levou Giorgio e Rosa para o mesmo quarto. E lá, finalmente, puderam se abraçar, emocionados, em uma imagem que viralizou e comoveu o mundo. “Foi um daqueles momentos que a gente não esquece”, afirmou a equipe do hospital. “Nenhum de nós conseguiu segurar as lágrimas”.
O reencontro foi um momento de infinita ternura, repleto de palavras doces e da alegria pela superação e por, finalmente, poderem abraçar um ao outro.
*Do R7, com informações do jornal Corriere della Sera.
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O mundo pós-pandemia será diferente
17/04/2020 | 22h45
Confira as 10 tendências para o mundo pós-pandemia
 
 
1. Revisão de crenças e valores
 
A crise de saúde pública é definida por alguns pesquisadores como um reset, uma espécie de um divisor de águas capaz de provocar mudanças profundas no comportamento das pessoas. Já estamos começando a ver esses sinais no Brasil —e no centro de São Paulo, com vários exemplos de pessoas que se unem para ajudar idosos, por exemplo.
 
2. Menos é mais
 
A crise financeira decorrente da pandemia por si só será um motivo para que as pessoas economizem mais e revejam seus hábitos de consumo. Como diz o Copenhagen Institute for Futures Studies, a ideia de “menos é mais” vai guiar os consumidores daqui para frente.
 
Mas a falta de dinheiro no momento não será o único motivo. As pessoas devem rever sua relação com o consumo, reforçando um movimento que já vinha acontecendo. “Consumir por consumir saiu de ‘moda’”, escreve no site O Futuro das Coisas Sabina Deweik, mestre em comunicação semiótica pela PUC e pesquisadora de comportamento e tendências.
 
3. Reconfiguração dos espaços do comércio
 
A pandemia vai acentuar o medo e a ansiedade das pessoas e estimular novos hábitos. Assim, os cuidados com a saúde e o bem-estar, que estarão em alta, devem se estender aos locais públicos, especialmente os fechados, pois o receio de locais com aglomeração deve permanecer.
 
4. Novos modelos de negócios para restaurantes
 
Uma das dez tendências apontadas pelo futurista Rohit Bhatgava é o que ele chama de “restaurantes fantasmas”, termo usado para descrever os estabelecimentos que funcionam só com delivery. Como a possibilidade de novas ondas da pandemia num futuro próximo, o setor de restaurantes deve ficar atento a mudanças no seu modelo de negócios, e o serviço de entrega vai continuar em alta e pode se tornar a principal fonte de receita em muitos casos.
 
5. Experiências culturais imersivas
 
Como resposta ao isolamento social, os artistas e produtores culturais passaram a apostar em shows e espetáculos online, assim como os tours virtuais a museus ganharam mais destaque. Esse comportamento deve evoluir para o que se pode chamar de experiências culturais imersivas, que tentam conectar o real com o virtual a partir do uso de tecnologias que já estão por aí, mas que devem se disseminar, como a realidade aumentada e virtual, assistentes virtuais e máquinas inteligentes.
 
6. Trabalho remoto
 
O home office já era uma realidade para muita gente, de freelancers e profissionais liberais a funcionários de companhias que já adotavam o modelo. Mas essa modalidade vai crescer ainda mais. Com a pandemia, mais empresas —de diferentes portes— passaram a se organizar para trabalhar com esse modelo. Além disso, o trabalho remoto evita a necessidade de estar em espaços com grande aglomeração, como ônibus e metrôs, especialmente em horários de pico.
 
7. Morar perto do trabalho
 
Essa já era uma tendência, e morar no centro de São Paulo se tornou um objeto de desejo para muitas pessoas justamente por conta disso, entre outros motivos. Mas, com o receio de novas ondas de contágio, morar perto do trabalho, a ponto de ir a pé e não usar transporte público, deve se tornar um ativo ainda mais valorizado.
 
8. Shopstreaming
 
Com o isolamento social, as lives explodiram, principalmente no Instagram. As vendas pela Internet também, passando a ser uma opção também para lojas que até então se valiam apenas do local físico. Pois pense na junção das coisas: o shopstreaming é isso. Uma versão Instagram do antigo ShopTime.
 
9. Busca por novos conhecimentos
 
Num mundo em constante e rápida transformação, atualizar seus conhecimentos é questão de sobrevivência no mercado (além de ser um prazer, né?). Mas a era de incertezas aberta pela pandemia aguçou esse sentimento nas pessoas, que passam, nesse primeiro momento, a ter mais contato com cursos online com o objetivo de aprender coisas novas, se divertir e/ou se preparar para o mundo pós-pandemia. Afinal, muitos empregos estão sendo fechados, algumas atividades perdem espaço enquanto outros serviços ganham mercado.
 
10. Educação a distância
 
Se a busca por conhecimentos está em alta, o canal para isso daqui para frente será a educação a distância, cuja expansão vai se acelerar. Neste contexto, uma nova figura deve entrar em cena: os mentores virtuais. A Trend Watching aposta que devem surgir novas plataformas ou serviços que conectam mentores e professores a pessoas que querem aprender sobre diferentes assuntos.
 
 
* Clayton Melo é jornalista e analista de tendências em A Vida no Centro
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Aos 91 anos e curada do Coronavirus, idosa admite: "Não precisa ter medo, porque onde existe Deus, existe cura"
06/04/2020 | 16h07
Vitalina Ferreira dos Santos, de 91 anos, ficou internada por 10 dias e recebeu alta médica neste domingo (5), em Cornélio Procópio, no norte pioneiro do Paraná. A idosa mora em uma fazenda em Leópolis e contou que viajou para São Paulo (SP), no início de março, antes de ser infectada pela Covid-19.
De acordo com a filha de Vitalina dos Santos Barbosa, a mãe teve pneumonia e ficou internada por um dia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Mas em nenhum momento apresentou um quadro grave de saúde.
Vitalina e a filha, que a acompanhou no hospital, ficarão em isolamento domiciliar por dez dias, mesmo em apresentarem sintomas da doença. A filha aguarda pelo teste da Covid-19.
Dona Vitalina é mãe de 10 filhos, tem 21 netos, 19 bisnetos e cinco tataranetos. Não à toa, ela disse que não vê a hora de abraçar todo mundo.
No hospital, segundo a filha, ela fazia videoconferência pelo celular com os familiares.
De acordo com Vitalina, apesar de saber da gravidade da doença, ela não ficou preocupada porque tinha fé de que ficaria bem.
“Não esquentei com nada. Não precisa ter medo, porque onde existe Deus, existe cura. Se você tem fé em Deus você tem tudo, porque Deus é amor.”
Recuperada, Vitalina contou que espera poder voltar para a fazenda dela para trabalhar. Ela explicou que morar em meio à natureza a ajuda a ter uma boa saúde.
Sempre ativa e há 60 anos vivendo na mesma fazenda, ela disse que gosta de cuidar de tudo, desde plantar flores até limpar o quintal.
Fonte: g1.globo.com
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Como proteger idosos do Coronavírus
29/03/2020 | 21h41
      Prevenção é a palavra de ordem quando o assunto é coronavírus e especialmente quando se trata de pessoas acima de 60 anos. Um Estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China aponta que a letalidade progride de acordo com a faixa etária e, em pessoas com mais de 80 anos é de 15%.
    Separamos algumas dicas para você idoso(a) ou que possui idosos na sua família a principal dica é : FIQUE EM CASA! Porém, seguem outras tão importantes quanto a do isolamento social.
  1-  Lavar bem as mãos com sabão até os cotovelos sem esquecer de esfregar entre os dedos. Dê preferência a sabonete líquido.
Utilize álcool 70% para substituir a lavagem das mãos ou até para finalizar.
2 -Em ambiente público, evite passar a mão na boca, olhos e nariz já que o vírus é transmitido por vias aéreas e pelo contato com secreções respiratórias.
 3-Manter limpos os ambientes. Higienizar superfícies, móveis e até o celular com produtos desinfetantes.
 4-Prefira não cumprimentar as pessoas com beijo no rosto.
5-O contato próximo e a saliva devem ser evitados.
6-Estar com vacinas contra gripe em dia.
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5 Mitos do Corona Vírus
22/03/2020 | 16h53
5 mitos sobre a proteção contra o coronavírus
Previna-se da desinformação sobre as melhores maneiras de prevenir a Covid-19
 A cada dia surgem novas notícias sobre o coronavírus, mas nem todas são verdadeiras: existem muitas informações erradas circulando por aí sobre a melhor forma de se proteger da Covid-19. Confira a seguir cinco mitos que já foram desvendados pelo The New York Times e pelo UOL e capriche na prevenção.
 Gargarejo com vinagre mata o vírus
Mito
 Não é verdade que fazer gargarejo com água, sal e vinagre mata o novo coronavírus, como diz uma mensagem compartilhada nas redes sociais. O vírus infecta as células do pulmão, e não as da garganta ou do nariz, que são apenas sua porta de entrada no nosso organismo. A única coisa que o gargarejo pode fazer é aliviar a coceira na garganta.
 Higienizar as mãos, com álcool em gel ou com água e sabão, ainda é uma das maneiras mais efetivas para se proteger da Covid-19Higienizar as mãos, com álcool em gel ou com água e sabão, ainda é uma das maneiras mais efetivas para se proteger da Covid-19
 Alho evita a contaminação
Mito
Alguns componentes do alho podem até reforçar o sistema imunológico mas, segundo a Organização Mundial da Saúde, não existe evidência científica de que o consumo de alho proteja as pessoas do novo coronavírus.
 É bom aumentar a dose de vitamina C
Mito
 A vitamina C não é eficaz para proteger o organismo do novo coronavírus, então de nada adianta ficar tomando esse suplemento como sugere outra mensagem que vem circulando nas redes. Até o Ministério da Saúde já se pronunciou sobre isso: "não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico milagroso ou vacina que possa prevenir a doença”.
 Todo mundo deve usar máscara
Mito
 A recomendação médica é a de que pessoas saudáveis e sem sintomas da Covid-19 não usem máscaras cirúrgicas, pois elas não foram feitas para nos proteger de uma infecção viral --a maioria é solta demais para ser eficiente. Elas só servem para evitar que uma pessoa infectada transmita o vírus.
 Devemos usar luvas
Mito
 Muita gente pensa em usar luvas para apertar botões de elevador ou para se segurar no transporte público, mas essa estratégia não é eficiente, pois a própria luva pode ser contaminada nesses contatos. O melhor mesmo é lavar a mão com água e sabão e não tocar
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No meio de uma crise mundial, paulista tem atitude empática
16/03/2020 | 17h11
"Essa doença é sobre o outro, não é sobre nós". Foi assim que uma paulista justificou sua iniciativa de colocar no elevador social do prédio onde mora um comunicado disponibilizando-se a ajudar seus vizinhos idosos em caso de necessidade.
No meio de uma crise mundial, a paulista dá uma aula de cidadania, e também nos lembra a razão de sermos diferentes das máquinas fazendo uma releitura da sabedoria que vem da Grécia antiga, berço do pai da medicina, Hipócrates: "Toda e qualquer morte humana deveria nos sensibilizar pelo simples fato de fazermos parte da humanidade".
De fato, as evidências científicas, até o momento, revelam que a Covid-19 é muito mais grave entre os idosos, justamente o grupo etário que mais cresceu nos últimos anos no Brasil, segundo dados do IBGE. A taxa de mortalidade, entre eles, chega aos 15%, especialmente para os que já passaram dos 80 anos.
De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas mais frequentes no início da doença são a associação de febre e dificuldade para respirar. Diante da fragilidade dessa população [dos idosos], é essencial que as pessoas assumam comportamentos de proteção.
Veja como você pode proteger-se e também aos outros (inclusive seus vizinhos)
Lavar as mãos: Antes de comer, depois de usar o banheiro, após assoar o nariz, tossir, espirrar;
Depois de ter estado em locais públicos;
Após ter tocado superfícies em locais públicos;
Após tocar outras pessoas.
Outros cuidados
Evite aglomerações;
Evite locais com pouca ventilação;
Limite a circulação o máximo possível. Caso precise sair para fazer compras, escolha horários de menor pico ou peça ajuda para pessoas conhecidas;
Evite o uso de transporte público, especialmente nos horários de pico;
Mantenha-se fisicamente ativo, mas prefira exercitar-se em locais arejados, de preferência ao ar livre.
 
 
 
*Com informações do UOL VivaBem
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Existe limite de idade para casar, dirigir, votar, vender imóveis ou doar bens?
08/03/2020 | 19h59
CASAMENTO/UNIÃO ESTÁVEL
A partir dos 70 anos, o casamento deverá acontecer com regime de separação total de bens, obrigatoriamente. É possível a partilha de bens adquiridos na constância da relação, desde que comprovado o esforço comum.
DIRIGIR
Não existe limitação de idade para dirigir, o que garante a liberdade do indivíduo. A determinação é que a partir dos 65 anos, o motorista tenha que realizar a renovação a cada três anos.
VENDER/COMPRAR IMÓVEIS
Não há limites de idade! Sim! Muitos idosos ficam surpresos quando respondo isto, pois muitos são levados a crer que precisarão da autorização dos filhos para realizar estes negócios jurídicos. Tento deixar claro: o imóvel é do seu proprietário e ele pode vendê-lo a qualquer tempo! Não há qualquer determinação legal de que os filhos devam aprovar ou anuir a venda do imóvel.
DOAR BENS
Para doar parte de seu patrimônio, também não há limite de idade. A limitação é de percentual do patrimônio quando existem herdeiros necessários (filhos, netos ou mesmo pais). Um idoso pode doar até 50% do seu patrimônio para qualquer pessoa, seja em vida ou em testamento. Mas deve preservar os outros 50% para os herdeiros.
VOTAR
O voto é obrigatório para pessoas de 18 a 70 anos. Mas o idoso pode seguir votando enquanto puder. Além disso, as pessoas com 60 anos ou mais tem atendimento prioritário no dia da eleição, não havendo necessidade de ficar em fila para votação.
CONTRATAR SEGURO DE VIDA
Os limites informados aqui são determinados pelas seguradoras. Como regra geral, a idade máxima para contratar a primeira apólice de seguro de vida, é de 65 anos. Após esta idade, as seguradoras aceitam apenas a renovação da apólice.
DICA DE OURO!
Sempre que for realizar qualquer destes atos (e tantos outros da vida civil), procure a orientação de um advogado de sua confiança.
 
 
*Com informações do site de Ariane Angioletti 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O cuidado com quem cuida
01/03/2020 | 10h42
A Academia Nacional de Ciência, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos divulgou um estudo em 2018 sobre cuidadores familiares e um dado chama a atenção: 63% dos cuidadores familiares morrem antes do que as pessoas que estão sendo cuidadas por eles próprios. Este é um reflexo da sobrecarga física e emocional a que são submetidos os cuidadores familiares.
Pesquisas apontam que a partir do segundo ano como cuidador familiar, o nível de estresse chega a tal ponto que o cuidador pode perder o controle emocional e desenvolver doenças pela falta de cuidados próprios.
As famílias geralmente "elegem" um cuidador e este entra numa espiral sem direito a descanso, sem tempo para cuidar de si ou dos seus interesses. Cuidadores familiares acabam por abandonar seus planos profissionais, ficam isolados socialmente e não recebem apoio dos demais familiares.
O foco do cuidador familiar é o doente que ele cuida, não restando qualquer atenção para si próprio, ocasionando a morte do cuidador (ou a sua incapacidade de cuidar) ao passo que aquele que é cuidado seguirá recebendo a atenção necessária. Se não pelo cuidador afetado, por um substituto que, enfim, surgirá.
 
 
 
 
*Site Ariane Angioletti
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Perfil da futura geração 60+
16/02/2020 | 18h18
 
   Os Dados da pesquisa Longeratividade, do Instituto Locomotiva, servem de base para planejamento da gestão do envelhecimento, que envolve estilo de vida, perfil de autonomia da população , reflexos do envelhecimento na saúde mental e emocional ,dessa importante — e numerosa — faixa etária da nossa população brasileira.
  São 54 milhões de brasileiros com mais de 50 anos, ou ¼ da população brasileira. Isso é o equivalente a mais de uma Espanha ou mais do que duas Austrálias.Em três décadas, teremos quase 43% da nossa população com 50 anos ou mais, 98 milhões,Apesar de nascerem mais homens do que mulheres, as brasileiras com mais de 50 anos são maioria: 55% contra 45%.
    No Brasil, A região Sudeste concentra 46% da população 50+. As demais regiões, em ordem decrescente, são: Nordeste (25%), Sul (16%), Centro-Oeste (7%) e Norte (6%).
  O estado civil dessa população revela  que, 54% dos 50+ são casados. Viúvos e solteiros têm 18% de representatividade, e 10% são divorciados. Já auto percepção da equação, idade / velhice /juventude, revela que 90% dos entrevistados não se considera nem jovem nem velho, tendo uma percepção de meia idade.Entre os 50+, a maioria (81%) considera-se nem jovem, nem velho. Só 10% dos entrevistados consideram-se velhos.
  Já no que diz respeito  a principal característica dessa população, ser  Honesto/Honesta foi citado por 88% dos entrevistados. Outras características entre as mais citadas pelos entrevistados são: confiável (86%), trabalhador/trabalhadora (82%) e autêntico/autêntica (78%).
 No entanto, do ponto de vista da característica que os brasileiros 50+ menos se identificam apenas 4% dos brasileiros 50+ consideram-se ricos/ricas (4%). Outras características pouco citadas foram: sensual (14%) e aventureiro/aventureira (14%). 
  Já a  maneira que a maioria dos brasileiros 50+ gostariam de ser chamados, é  de 38%  que  “maduro(a)” é o melhor termo para referir-se às pessoas mais velhas. Terceira idade teve 25% das menções, melhor idade, 23%, idoso, 14% e velho, 3%, caindo por terra a visão de melhor idade, terceira idade.
  Segundo os entrevistados com mais de 50 anos, o maior medo ao envelhecer não é a doença.O principal medo é com as mudanças no corpo/sentir-se feio (25%). Doença foi citada por 2% dos entrevistados. Falta de dinheiro (20%), solidão (18%), sentir-se inútil (14%), ser um peso para outras pessoas (11%) e não ter ninguém para cuidar de mim (10%) foram os outros medos citados.
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Sobre o autor

Helô Landim

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