O Ministério Público Eleitoral deu parecer pela cassação do diploma do prefeito reeleito de Santa Maria Madalena, Nilson José (Solidariedade), e do vice-prefeito, Cosme Ouverney (PL).
O parecer foi apresentado no recurso da chapa adversária contra a reeleição do prefeito e do vice, que está tramitando no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Os 50 anos da fusão RJ-GB mereceram poucas linhas nos jornais. Certamente porque tanto pelo lado de lá (antiga Guanabara) como pelo lado de cá (antigo Estado do Rio de Janeiro) não há contentamento com o processo imposto em 1975 pelo governo militar.
É certo que, à época em que foi concretizada, a fusão alcançava um sonho do comércio carioca. Tanto que o Clube de Diretores Lojistas levantou a bandeira do movimento, sobretudo porque o ministro Mário Andreazza (Transportes) se dispôs a construir, em tempo recorde, a ponte Rio-Niterói.
Efetivada, a fusão RJ-GB, com o decorrer dos anos, acabou não agradando aos dois lados. Inclusive, tempos mais tarde, o deputado campista Aluizio de Castro (falecido) levantou na Assembleia Legislativa um movimento pró-desfusão. A ideia não evoluiu.
A cidade de Niterói, que era a capital do antigo Estado do Rio de Janeiro, perdeu muito com a fusão. Assim é que o Fluminense, o seu principal, jornal, resistiu o quanto pôde. Mas acabou fechando.
Primeiro, o Fluminense deixou colocar nas ruas a sua edição impressa. Já a online continuou a ser parcialmente atualizada. Mas também foi paralisada.
O Fluminense foi um jornal centenário. Teve, inclusive, sucursal em Campos, no início dos anos 70. Era comandada pelo saudoso jornalista Martinho Santafé.
Ao perder o status de capital de estado e sendo convertida em sede de um município, Niterói vivenciou um processo de esvaziamento, sobretudo econômico.
O centro da cidade, na área do Calçadão, é o seu posto de trabalho. É ali, em frente à Caixa Econômica, que Jocenilton Carneiro, 67 anos, bate ponto para a venda do Picolé Pingo Doce.
Jocenilton mora em Caxeta, área rural de Campos. Ele acorda cedo, antes das 6h, a tempo de cuidar de algumas coisas em sua casa e pegar um ônibus para estar na sede da fábrica do Pingo Doce por volta das 8h.
A Pingo Doce, que também produz sorvete, fica na Rua Lacerda Sobrinho, ao lado do Ginásio do Automóvel Clube.
O que chama a atenção é que os seus vendedores são pessoas de idade. Todos ganham lanche antes de ir às ruas.
A Pingo Doce, em atividade desde 1986, cumpre um papel de inclusão social, abrindo oportunidade de trabalho inclusive para deficientes físicos.
A contrapartida financeira é a comissão, com um percentual sobre o produto vendido. O trabalho é duro. Infelizmente, para os picolezeiros, quanto mais dias quente, melhor. A temperatura alta alavanca as vendas.
Afinal, o mesmo sol que os castiga, quando rodam a cidade atrás de freguês, é uma fonte de energia para o que vendem.
O governador Cláudio Castro (PL) dissipa dúvida de que o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), é o nome que deseja para sucedê-lo nas eleições de 2026.
Mais do que chamar Bacellar de seu candidato “predileto”, Cláudio Castro vai se posicionando em prol do projeto, externando posições que vão favorecer o nome do presidente da Alerj.
Daí que Castro atua para isolar o vice-governador Thiago Pampolha (MDB), de forma a afastá-lo do páreo sucessório, não permitindo que assuma a sua cadeira no ano das eleições.
Matéria publicada pelo O Globo revela que o entorno de Castro vem pressionando Pampolha a aceitar uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Caso Pampolha aceite, ele sairia da linha sucessória e abriria caminho para Rodrigo Bacellar concorrer em 2026 já sentado na cadeira de governador.
A opção por Bacellar escanteia ainda outro quadro do MDB, o ex-prefeito de Duque de Caxias, e atual secretário estadual de Transportes, Washington Reis, que também se articula para concorrer.
Reis hoje está inelegível devido a uma condenação por crime ambiental e ainda tem um recurso pendente no Supremo Tribunal Federal (STF).
Rodrigo Bacellar, além do apoio do governador Cláudio Castro, é favorecido por uma aproximação com o bolsonarismo e pela possibilidade de uma federação entre o União Brasil e o Partido Progressistas (PP).
Para quem ia dá porrada na Argentina, hein Brasil?! Acabou caindo de 4. Um vexame! dias antes do jogo, o atacante Raphinha disse, em entrevista à Romário TV, que o Brasil daria uma porrada na Argentina. Tiro pela culatra.
A Folha de S.Paulo revela que o empresário Eike Batista idealizou um projeto para a região Norte do Estado Rio de Janeiro que está sendo denominado de “supercana”.
O projeto promete utilizar uma tecnologia de cruzamento genético de cana-de-açúcar, que permitirá a produção de até três vezes mais etanol por hectare e até 12 vezes mais bagaço por hectare.
A empresa que detém o projeto BRXe planeja desenvolver 70 mil hectares da “supercana” e três unidades de moagem de cana de 4 milhões de toneladas cada.
Pelo projeto, o empreendimento teria uma capacidade anual de produção de 1,08 bilhão de litros de etanol e 537,6 milhões de litros de combustível sustentável de aviação (SAF) em 2031.
A matéria da Folha revela que a ideia é que as instalações industriais para produzir os derivados de cana sejam estabelecidas próximo ao Porto do Açu.
O grupo de investimentos Brasilinvest, do empresário Mário Garnero, se comprometeu em investir US$ 500 milhões (R$ 2,8 bilhões) no projeto.
Eike Batista não será sócio do empreendimento inicialmente, apesar de ser o rosto do projeto. Por ora, problemas judiciais o impedem, mas a entrada não é descartada no futuro.
Quem comanda a BRXe, empresa que receberá o aporte, é Luis Rubio e Sizuo Matsuoka, que estudam novas variedades de cana há mais de uma década.
A companhia ainda irá fechar contratos para uso das terras.
Projeto da deputada Carla Machado (PT) confere o Prêmio Narcisa Amália de Literatura e Jornalismo a estudantes do Ensino Médio, matriculados em escolas públicas sediadas no Estado do Rio, que se destacarem na produção literária e de jornais escolares.
A Alerj publicará coletânea das produções selecionadas a cada edição do prêmio, em formatos digital e, havendo disponibilidade orçamentária e interesse público, também produzirá em formato impresso.
Anos 70. O prefeito Raul Linhares recebe, no Palácio Villa Maria, sede do governo, o radialista José Salles, que foi entrevistá-lo sobre uma viagem que acabara de fazer à Brasília.
Raul Linhares, sempre bem humorado, dirige-se a Salles, antes da primeira pergunta, e indaga:
— Você quer gravar aqui no gabinete ou com eu descendo do avião?
— Descendo do avião, prefeito? — estranha Salles.
Raul dirige-se para um ventilador de pé, daqueles grandes, antigos, que tem no gabinete e coloca um papel para roçar nas hélices do aparelho.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) inaugurou, nesta quarta-feira (19/03), a sala da Procuradoria Especial da Mulher, localizada no terceiro andar do Palácio Tiradentes, sede histórica do Parlamento fluminense. O espaço foi criado para oferecer apoio jurídico e psicológico a mulheres vítimas de violência, inclusive política, além de fiscalizar órgãos responsáveis pela defesa dos direitos das mulheres.
Instalada em 2024, a Procuradoria tem como primeira procuradora a deputada Tia Ju (REP) e como procuradora-adjunta a deputada Célia Jordão (PL). A deputada licenciada Martha Rocha (PDT), quando da criação desse órgão, também foi eleita como procuradora-adjunta.
Durante a solenidade de inauguração, Tia Ju destacou a importância da nova estrutura para o fortalecimento dos direitos das mulheres. “Hoje é um dia histórico para o Parlamento. Esta sala não representa apenas um espaço físico, mas o compromisso desta Casa com as mulheres. Agradeço ao presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar (União), e ao diretor-geral, Marcos Britto, por esse avanço. Nosso papel é garantir que as mulheres sejam protagonistas em todos os espaços da sociedade e tenham seus direitos resguardados”, afirmou.
Já Célia Jordão ressaltou que o ambiente foi planejado por mulheres e para mulheres. “A vítima que procurar o espaço será recebida e orientada por profissionais especializados. Toda a estrutura foi organizada com cuidado para que possamos exercer um papel de acolhimento. Nossa Procuradoria se soma à Procuradoria da Mulher da Câmara Federal, existente desde 2009, para ampliar o atendimento no estado”, destacou.
A sala funcionará de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, recebendo denúncias por e-mail, telefone e presencialmente. Para prestar atendimento, foi formada uma equipe técnica composta por advogados e psicólogos.
Uma das integrantes da Procuradoria, a delegada Madeleine Dykeman, que esteve à frente da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campos dos Goytacazes entre 2022 e 2024, ressaltou que o grupo atuará de forma fiscalizadora, além de promover workshops para ampliar a participação feminina na política.
“Sei como é difícil para uma mulher romper o ciclo da violência. Ter uma escuta ativa é essencial nesse processo. Nosso objetivo principal será garantir a aplicação da lei e ampliar a divulgação das medidas de proteção para as mulheres”, explicou Dykeman.
A presidente da Comissão da Mulher da Alerj, deputada Renata Souza (PSOL), reforçou que a Procuradoria atuará de forma complementar ao trabalho já realizado pela Casa. “Fizemos muitas discussões para garantir que esse espaço não se sobreponha à Comissão, mas que atue de forma complementar. A Procuradoria representa um ganho significativo para as mulheres do nosso estado. Estamos falando da integralidade dos direitos das mulheres e da nossa luta contra a violência de gênero”, pontuou.
ROBSON MACIEL DESTACA APOIO
O procurador da Alerj, Robson Maciel, representou o presidente Rodrigo Bacellar na cerimônia e destacou o apoio do parlamentar à iniciativa. “Desde o início, o presidente demonstrou sensibilidade a essa demanda. Assim que recebeu o pedido, pautou o projeto de resolução, que se tornou a Resolução 25/23. Essa medida foi inspirada na Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados. A Procuradoria Legislativa da Alerj apoia todas as competências desta resolução e reforça a fiscalização do cumprimento dos direitos das mulheres. Sempre que houver reivindicações relacionadas ao tema, a Alerj estará pronta para atendê-las”, afirmou.
O evento também contou com a presença da deputada Sarah Poncio (PL), da deputada licenciada Martha Rocha, de representantes do Governo do Estado, além de prefeitas, vereadoras e procuradores de diversos municípios do Rio de Janeiro.
Um alerta às autoridades municipais e estaduais, que precisam se posicionar, tornando o policiamento mais ostensivo em Atafona, Grussaí e Chapéu do Sol.
Por conta da insegurança, o cenário é ruim nas praias de São João da Barra. Em Chapéu do Sol, registre-se que, dias atrás, um hortifruti foi assaltado. O marginal, mascarado, levou o dinheiro que encontrou no caixa.
Veranistas vivem apreensivos em deixar suas casas fechadas fora do período de temporada. Daí que muitos batem ponto nas praias para conferir “se está tudo bem”, como definiu um amigo.
Diante de um preocupante cenário, empresas que fazem segurança residencial são contratadas para o trabalho de monitoramento. Para quem tem imóvel nas praias é um custo a mais nas despesas mensais.
VENDA DE DROGAS
O comércio de drogas, com ramificações do tráfico, é a causa para o aumento da violência. “Pontos de venda cada vez se espalham mais em Atafona”, aponta uma frequentadora assídua.
A bandidagem está levando até fios, arrancando-os dos postes junto às residências, deixando-as sem energia. O objetivo é a venda do cobre para a compra da maconha, do crack, do pó.