A Bolha das Redes Sociais e a Comunicação
21/08/2025 | 09h39
ARTIGO NINO BELLIENY


Nas últimas eleições e continuando pela rotina administrativa, a comunicação de políticos e gestores públicos se concentraram bem mais nas redes sociais. De fato, plataformas como Instagram, Facebook, TikTok e X oferecem alcance rápido, interação direta e grande potencial de engajamento. No entanto, confiar exclusivamente nesse canal cria uma bolha que não alcança 100% do público, mas somente a seguidores, simpatizantes de tudo o que o dono do perfil faça.

Parte significativa da população não busca as redes perfis de políticos, acessa as páginas de forma pessoal, escolhendo o que deseja ver, e acaba não recebendo informações essenciais, mas o que o algoritmo manda.

Esse fenômeno, conhecido como "comunicação em bolha", é apontado por especialistas em mídia como um dos grandes desafios da atualidade. Como explica Manuel Castells, em Redes de Indignação e Esperança (2013), as redes sociais funcionam como um espaço poderoso de mobilização, mas também apresentam limites de alcance e riscos de fechamento em circuitos restritos.

A aposta em fórmulas que rendem curtidas e visualizações pode gerar resultados imediatos, mas, ao serem repetidas em excesso, tornam-se previsíveis e esvaziadas de conteúdo. O risco é transformar a mensagem política em entretenimento descartável, desconectado das necessidades reais do cidadão.

E quando há uma crise ( sempre há) são os canais independentes os primeiros a serem lembrados, então, porque esperar pela necessidade urgente se a relação pode ser mantida de modo saudável, com envio constante de releases e comunicados para todos os jornalistas, do entorno ou fora?

Há ainda outro ponto crítico: quando surgem críticas, parte dos políticos prefere restringir comentários em suas páginas ou apagar questionamentos. A prática, embora simples de executar no ambiente digital, enfraquece a credibilidade e mina a confiança.

Mais do que controlar a narrativa, o caminho saudável é o da resposta transparente, reconhecendo falhas quando necessário e explicando decisões de forma clara.

Canais tradicionais e regionais, como rádios empresariais ou comunitárias, TVs, jornais impressos, revistas, blogs, podcasts e portais de notícias locais, continuam tendo maior relevância. Eles atingem públicos diferentes e ajudam a diversificar a comunicação. Não só políticos, mas empreendedores e empresários perdem em não pensar assim.

A criatividade também pode ser melhor explorada em campanhas que dialoguem com a realidade local, aproximando o político da comunidade e valorizando a pluralidade de vozes.

A construção de uma comunicação pública eficiente passa pelo equilíbrio: usar as redes sociais como aliadas, porém sem descartar os meios que ampliam o alcance e consolidam a mensagem. O desafio é sair da bolha e garantir que a informação circule de forma democrática, acessível e responsável. E não canse com o público, eleitor ou não, como dancinhas da moda no TikTok.
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De Grão em Grão o Futuro do Noroeste
08/08/2025 | 11h18

Artigo de Claudio Caiado*


O aroma do café recém-passado faz parte do nosso cotidiano, mas a força da indústria cafeeira vai muito além da xícara. No estado do Rio de Janeiro, o noroeste fluminense desponta como um território com potencial promissor, e é por isso que apresentei o Projeto de Lei nº 1043/2023, que “Cria o Pólo Cafeeiro do Noroeste Fluminense”.

Essa iniciativa vai muito além de um nome bonito. Trata-se de construir um ambiente estruturado e estratégico que fortalece a cadeia produtiva local da lavoura à xícara, gera empregos em municípios como Porciúncula, Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana e estimula a agroindustrialização, a inovação e a agregação de valor regional.

A criação do Pólo Cafeeiro significa dar condições para que pequenos e médios produtores possam acessar melhores tecnologias, capacitação técnica, linhas de crédito específicas e canais de comercialização diferenciados, tudo isso sem abandonar suas raízes ou sua identidade com o campo.

Importante lembrar: o Rio de Janeiro já conta com mais de 1,4 mil propriedades produtoras de café no Noroeste, gerando mais de 3,5 mil empregos diretos. Mesmo com esse potencial, muitos desses cafés acabam saindo em direção ao Espírito Santo por questões fiscais, e o estado deixa de arrecadar e de promover o beneficiamento local.

Com a implementação do Pólo Cafeeiro, queremos transformar essa realidade: que o café produzido aqui seja beneficiado aqui; que o valor acrescentado fique aqui; que o impacto social e econômico reverbere nos municípios que formam o coração rural do nosso estado.

Além disso, esse projeto se alinha à crescente demanda por cafés especiais, sustentáveis e de origem definida. Com iniciativas como concursos, certificações e incentivos à produção orgânica ou de terroir, podemos posicionar o Noroeste Fluminense no mapa dos cafés de alta qualidade, gerando prestígio, turismo rural e recuperação de áreas degradadas.

Por fim, transformando o café em motor de desenvolvimento, estamos reforçando laços entre campo e cidade, criando oportunidades e reafirmando a importância do setor agropecuário para toda a população fluminense, seja quem trabalha diretamente com o grão, seja quem saboreia o cappuccino na buzina da manhã.

A criação do Pólo Cafeeiro do Noroeste Fluminense não é apenas uma proposta legislativa. É um passo concreto rumo a um futuro mais justo, próspero e saboroso para o interior do nosso estado.

*Caiado é deputado Estadual (PSD) e membro efetivo da Comissão de Agricultura Pecuária e Políticas Rural Agraria e Pesqueira da ALERJ







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Ex-vice-prefeito recepciona ex-governador
22/07/2025 | 10h14

O ex-vice-prefeito de Itaperuna, por duas vezes, Elias Meiber, atual presidente municipal do PSDB, e diretor-presidente da TV Itaperuna, re sua esposa Leila, receberam em sua residência no Morada Real, no bairro Cidade Nova, o ex-governador Anthony Garotinho, acompanhado do ex-prefeito de São Fidélis, Davi Loureiro, um dos mais fiéis escudeiros de Garotinho.
No cardápio, além de tabule, kibe e outros pratos, conversas sobre os momentos nacional e estadual. O  encontro foi na terça-feira (15)
Garotinho estev eme Itaperuna para participar do PodCast NinoBellieny, onde permaneceu por 2 horas e 57 minutos, emendando em seguida em uma coletiva com  jornalistas locais, em um total de 5 horas initerruptas, sendo a maior audiëncia até agora do programa que é recente. Clique para ver AQUI
 
 
 
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Força resultante da soma do 29º BPM com a 143ª DP detona operadores do tráfico
17/07/2025 | 23h14
A Casa Caiu
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Os policiais da 143ª DP e  e do 29º BPM prenderam quatro indivíduos no distrito de Retiro e no bairro Cidade Nova na sede do município de Itaperuna, nesta quinta-feira (17). Os presos são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e roubo.
Coordenada pelo delegado Carlos Augusto Guimarães da 143ª DP, com apoio de Policiais Militares do 29º BPM, leia-se coronel Fabiano de Souza, foram entregues em mãos, mandados de prisão e feita uma busca com autorização da Justiça.

Foram apreendidos dinheiro, drogas, armas de fogo, munições, câmeras de monitoramento ( algo cada vez mais comum)  e material para embrulhar e também preparar as drogas
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Boechat: A Origem do Sobrenome
14/07/2025 | 13h22


O sobrenome Boechat tem origem suíço-germânica e está ligado à região de língua francesa da Suíça, especialmente nos cantões de Vaud e Jura. Trata-se de uma variação francesa de nomes germânicos e, em alguns registros históricos, aparece associado a famílias protestantes que migraram para outras partes da Europa — e, mais tarde, para a América Latina.

A grafia Boechat é uma forma francofonizada de nomes como Bösche, Böchat ou Bochat, e pode ter raízes toponímicas (ligadas a um local) ou profissionais. Na Suíça e na França, o nome ainda é encontrado com variações semelhantes, embora seja raro.

No Brasil, o sobrenome ficou mais conhecido por meio do jornalista Ricardo Boechat, descendente de imigrantes europeus. Famílias com esse sobrenome chegaram ao país no contexto das grandes levas migratórias dos séculos XIX e XX.

Por ser incomum, o sobrenome Boechat está geralmente ligado a linhagens específicas e sua genealogia pode ser rastreada com mais precisão em registros civis e religiosos de imigração.









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Origem do Sobrenome Meiber
10/07/2025 | 11h42
 Homenagem ao agente político e ex-vice-prefeito de Itaperuna, Elias Meiber
O sobrenome Meiber é considerado raro e sua origem exata ainda é pouco documentada em fontes genealógicas amplamente conhecidas. No entanto, há algumas hipóteses plausíveis sobre suas raízes, que podem estar ligadas a variações linguísticas e adaptações fonéticas ocorridas ao longo de processos migratórios, especialmente na Europa.

Uma possibilidade é que Meiber seja uma variação de sobrenomes germânicos como Maiber, Meiberg ou Mayberg, que, por sua vez, podem derivar de palavras em alemão antigo — "Mai" (maio) e "berg" (monte ou colina), sugerindo um significado como "monte de maio" ou "colina florida", algo relacionado à primavera. Sobrenomes com o sufixo -berg são comuns em regiões de língua alemã, especialmente entre judeus asquenazes.

Outra hipótese é que o nome tenha sido modificado ao longo do tempo em registros de imigração, como aconteceu com milhares de sobrenomes europeus ao serem transliterados em países como Brasil, Estados Unidos ou Argentina. Erros de grafia ou simplificações podem ter transformado Meiberg, Maiber ou Meierberg em Meiber.

Por ser um sobrenome incomum, é provável que sua origem esteja restrita a um número pequeno de famílias, com ramificações específicas. Em contextos brasileiros, pode estar relacionado a famílias descendentes de imigrantes europeus (especialmente alemães, austríacos ou poloneses) que aportaram no país entre os séculos XIX e XX.

Para uma confirmação mais precisa da origem do sobrenome Meiber, o ideal é consultar registros genealógicos familiares, certidões de nascimento e imigração, além de bancos de dados históricos especializados em onomástica e etimologia de sobrenomes. Testes de DNA também podem oferecer pistas sobre a ancestralidade dos portadores do nome.









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Um Clássico Sempre Jovem: Feijoada da Folha
06/07/2025 | 14h39
A Folha da Manhã/Folha1 pela 32ª vez reuniu com a mesma classe de sempre diversos poderes: político, empresarial, social, artístico, cultural e outros, na clássica Feijoada da Folha, mostrando que o tempo passa, mas o jornal permanece, exatamente como o tema deste ano estampado na sempre cobiçada camisa-convite: Ainda Estou Aqui, homenagem ao filme de Walter Salles/livro de Marcelo Rubens Paiva, Oscar de melhor filme internacional. D. Diva Abreu, os filhos Christiano e Aluysio, e equipe, ganham mais um Oscar de Melhor Festa da planície do Norte/Noroeste Fluminense.
 
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Câmara de Itaguaí instaura Comissão Processante para apurar denúncia sobre contrato de limpeza de rios
03/07/2025 | 21h46
 
Na 19ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Itaguaí, realizada nesta quinta-feira (3), os vereadores aprovaram, por maioria simples, a admissibilidade de uma denúncia protocolada por uma eleitora do município, Sueli Pereira da Costa, sobre possíveis irregularidades em contrato firmado pela Prefeitura para serviços de limpeza e desassoreamento de rios.
A denúncia resultou na instauração da Comissão Processante 001/2025, que ficará responsável por conduzir as investigações.

Ela tem como base o processo licitatório nº 6.973/2021, referente ao Pregão Eletrônico nº 104/2021, cujo objeto era a contratação de empresa especializada para limpeza de córregos, canais e estabilização de taludes.
A empresa L.A. Brasil Locações de Máquinas Ltda., vencedora da licitação, teria recebido pagamentos da Prefeitura sem a execução efetiva dos serviços.
Bairros como Chaperó e Teixeira foram citados como exemplos de locais onde as obras não teriam sido realizadas, apesar dos repasses.

O parecer jurídico da Procuradoria da Câmara, assinado pelo procurador Carlos André Franco, considerou a denúncia formalmente válida, com narrativa clara e documentação mínima necessária para prosseguimento.
Ressaltou ainda que a admissibilidade não implica juízo sobre o mérito, mas apenas autoriza o início da apuração.

Durante a votação, os vereadores Fabinho Taciano, Adilson Pimpo, Nando Rodrigues, Agenor Teixeira, Guilherme Farias e Rachel Secundo votaram favoravelmente.
A vereadora Paty Bumerangue, que participou remotamente, declarou apoio, mas não votou por suspeição pessoal. O presidente da Casa, Haroldo Jesus, não votou, conforme previsto no Regimento Interno.

Comissão Processante definida

Na sequência da sessão, foi realizado o sorteio público dos membros da Comissão Processante 001/2025, com os seguintes vereadores nomeados: Fabinho Taciano, Adilson Pimpo e Nando Rodrigues.

Presidente defende CPI da UPA

Antes da votação da Ordem do Dia, o presidente Haroldo Jesus utilizou a tribuna para defender o aprofundamento das investigações, anunciando a apresentação de um requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a contratação emergencial de R$ 22 milhões firmada com uma organização social para a gestão da UPA de Itaguaí.
Segundo Haroldo, há indícios de irregularidades no processo de qualificação da entidade, como ausência de transparência, desclassificações sem justificativa e omissão do Conselho Municipal de Saúde.

Haroldo também declarou ter recebido ameaças após levantar os questionamentos e afirmou não se intimidar:
"Estamos aqui para representar o povo. Não tenho rabo preso e seguirei firme na defesa do interesse público."

Ordem do Dia e projetos aprovados

A sessão foi encerrada com a votação, em bloco, de requerimentos, indicações, pareceres e projetos de lei. Destaque para a aprovação do Projeto de Lei nº 40/2025, de autoria da vereadora Rachel Secundo, que autoriza a criação do Programa de Saúde Mental dos Servidores Públicos de Itaguaí.

A próxima sessão ordinária está agendada para o dia 8 de julho, em horário regimental.
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Deste solo és mãe gentil
27/06/2025 | 18h08
NinoBellieny
 Para Todas as Mães da Pátria e do Mundo
 
Hoje eu conheci uma parte das raízes de Geane Vincler, prefeita cardosense — daquelas profundas, cuneiformes, responsáveis pela fibra visível nos frutos.

Denilda, mãe de Camila, Beatriz e Geane, é uma moça do campo, ou, como dizia a estampa em inglês na camiseta dela: country gal.

Oriunda de Valão dos Pires, comunidade do distrito de São Joaquim, acostumada à lida em um sítio repleto de inúmeras obrigações, tarefas pesadas e diárias, soube transmitir às filhas valores espirituais para a vida toda.

Denilda é bela, dona de um grande sorriso, de uma fé inquebrantável. Guardiã, cuidadora, mulher que dobra os joelhos na pedra e se conecta diretamente com Deus.

Hoje tive essa honra, e deixo aqui o meu respeito, minha consideração e o reconhecimento a todas as mulheres do campo — da roça — como a minha mãe, Carminha, também nascida no interior de Cardoso Moreira-RJ, em São Luís.

Mulheres de mãos fortes, lágrimas fáceis, coragem explosiva na defesa das crias. Educadoras de práticas e conceitos ancestrais.

Que Deus proteja as garotas do campo, as garotas da cidade, as garotas do mundo — nossas eternas professoras.
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Barbosa, a Origem do Sobrenome
21/06/2025 | 11h35
NinoBellieny
 
LunaRossa
Origem e significado
O sobrenome Barbosa tem origem toponímica, ou seja, provém de um lugar. É derivado de "Barbosa", uma antiga freguesia no concelho de Celorico de Basto, distrito de Braga, em Portugal. O nome é formado a partir do latim vulgar
barbosa, que pode remeter à presença de plantas espinhosas (barbas-de-bode) ou a terrenos cobertos de vegetação bravia, sugerindo uma associação ao ambiente natural do local.

Outra hipótese etimológica aponta que “Barbosa” seria uma junção de “barba” (do latim barba, barba) e um sufixo formador de gentílicos, denotando talvez “barbado” ou “o barbudo”, como apelido físico. No entanto, a explicação mais aceita é a origem toponímica.

Primeiras referências históricas
Os registros mais antigos do sobrenome datam da Idade Média, especialmente em documentos nobiliárquicos portugueses. A família Barbosa aparece ligada à pequena nobreza rural e à administração local, ganhando notoriedade entre os séculos XIII e XV. O nome se espalhou pelo norte de Portugal e posteriormente pelo Brasil.

Dispersão geográfica
Portugal: mais comum nas regiões do norte, especialmente Braga, Porto e Vila Real.

Espanha: ocorre de forma residual como "Barbosa" ou adaptado, mas é mais raro.

Brasil: extremamente difundido desde o período colonial. Muitos escravizados libertos e mestiços adotaram o sobrenome Barbosa nos registros civis e religiosos.

Américas e África Lusófona: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde também apresentam registros do nome.

Estados Unidos, França, Canadá: presente em comunidades luso-brasileiras e latino-americanas.

Barbosa no Brasil
O sobrenome Barbosa é hoje um dos mais populares do país. Está presente em todos os estados, com alta incidência em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. Famílias Barbosa desempenharam papéis importantes na política, no direito, nas artes e na Igreja. Um dos Barbosas mais notáveis foi Ruy Barbosa (1849–1923), jurista, político e diplomata baiano.

Referências bibliográficas
Machado, José Pedro. Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa. Lisboa: Confluência, 2003.

Rosa, A.A.P.M. Apelidos Portugueses – Sua Origem e Significação. Editorial Presença, 1981.

Mattoso, José. A Nobreza Medieval Portuguesa. Editorial Estampa, 1981.

Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo – Catálogo de Apelidos Portugueses.

IBGE – Distribuição de Sobrenomes no Brasil, 2020.

Barreto, Gustavo. Sobrenomes de Origem Portuguesa no Brasil Colonial. Revista Brasileira de História, 1997.
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