São Fidélis ganha espaço que mescla educação e cultura
05/04/2025 | 09h59
Auditório conta com mini galeria de arte
Auditório conta com mini galeria de arte / Foto: Sérgio Boss
Reconhecida nacionalmente pela realização da Festa da Lagosta, que movimentou o turismo regional nas décadas de 1960, 1970 e em 1988, a cidade de São Fidélis tenta recuperar um pouco do seu destaque no viés cultural. Uma demonstração disso foi dada na última quarta-feira (2), com a inauguração do Auditório Professora Fátima Panisset, no térreo do prédio que abriga a secretaria municipal de Educação, no Centro. Voltado a capacitações e encontros de profissionais da rede municipal de ensino, o espaço também é apto a receber inicitivas artísticas.
Fátima Panisset, que dá nome ao auditório, foi uma educadora fidelense de reconhecida atuação no município, tendo falecido em 2019. Além de professora, era também poeta, atriz e uma das fundadoras da Academia Fidelense de Letras (AFL), da qual foi a primeira presidente. Familiares a representaram na inauguração do novo espaço, que contou com participação de membros da AFL e apresentações de saxofone e violino.
Uma das paredes do auditório conta com quadros de renomados fidelenses, como os artistas plásticos Eduardo Mattar  e Cezar Romero, e o multiartista Alexandre Mury. Romero e Mury, inclusive, receberam moção de aplausos da Câmara Municipal durante a solenidade, em razão das suas trajetórias artísticas e da divulgação do nome de São Fidélis no exterior.
O auditorio inaugurado na quarta-feira é climatizado e tem capacidade para 30 pessoas. Há projetos para que em breve possa abrigar rodas de conversa e workshops culturais.
Fátima Panisset, Cezar Romero, Eduardo Mattar e Alexandre Mury integram uma lista de fidelenses notáveis, junto a personalidades como o artista plástico Oscar Pereira da Silva; os cantores Elson do Forrogode, Barrerito e Parrerito; o historiador e diretor teatral Pierre Wilman; a diretora teatral Sônia Sóta; o futebolista Jayme de Almeida; o radialista Waldir Vieira; o jornalista Aristeu Guida, entre outros. Embora seja natural de Itaocara, o flautista e compositor Patápio Silva também pode ser mencionado, pois a freguesia de São José de Leonissa da Aldeia da Pedra pertencia a São Fidélis no ano do seu nascimento.
Solenidade de inauguração aconteceu na última quarta-feira
Solenidade de inauguração aconteceu na última quarta-feira / Foto: Divulgação/PMSF
Compartilhe
Entrevista - O bom humor, a vitalidade e as muitas parcerias de Lô Borges
02/04/2025 | 08h07
Lô Borges se apresentou no Sesc Campos na última sexta-feira
Lô Borges se apresentou no Sesc Campos na última sexta-feira / Foto: Matheus Berriel
O compositor mineiro Márcio Borges acertou em cheio quando escreveu que “sonhos não envelhecem”. Seu irmão Lô Borges é uma das provas vivas disso, pois continua compondo e cantando como aquele rapaz que, antes dos 20 anos, já havia criado as melodias de oito das 21 faixas do álbum duplo “Clube da Esquina”, recém-considerado o melhor de todos os tempos da música brasileira. Atualmente com 73 anos, Lô Borges lançará em breve o sétimo álbum anual consecutivo com músicas autorais inéditas. A grande novidade fica por conta de uma parceria com Zeca Baleiro, conforme revelado em entrevista na noite da última sexta-feira (28), antes do show realizado no Teatro Múcio da Paixão, no Sesc Campos.
— É, meu velho, são de 10 a 12 músicas e letras para decorar por ano — brincou o compositor, bem-humorado que é. — O próximo álbum já está pronto, com tudo certo, só falta o parceiro participar cantando em algumas faixas. Ainda não falei sobre isso, então, vou adiantar em primeira mão que o meu parceiro neste disco é o Zeca Baleiro, que fez todas as letras — revelou.
Tirando a histórica parceria de Lô Borges com o irmão Márcio, letrista do álbum “Muito além do fim”, de 2023, Zeca Baleiro será o parceiro mais famoso do compositor na sequência de discos com faixas inéditas desde 2019. Isso ilustra bem a versatilidade de um Lô Borges agregador, mesclando o peso do seu nome ao talento também existente nas novas gerações.
— Sempre faço parcerias com novos nomes — ressaltou: — Fiz o disco “Tobogã”, de 2024, com a Manuela Costa, uma menina de Brasília que nunca tinha feito uma música com ninguém. Até hoje, ela só fez letra para mim. Foi um disco de 12 músicas. A profissão dela não é nem letrista ou poeta... Ela é médica, pediatra de hospital público. A praia dela é outra. Mas, trocando algumas mensagens, pelos anos que a gente se conhece, percebi que ela tem uma coisa que soa música. Os e-mails que ela me enviava pareciam letras de música. Falei isso para ela, e ela disse que se eu mandasse uma música, ela poderia tentar fazer uma letra. Enviei, e ela já escreveu uma letra super bala, super boa, não só na métrica como no conteúdo, no contexto. Daí mandei outra música; ela se superou e enviou uma letra melhor ainda. Continuamos compondo e nasceu o disco. Então, eu componho com pessoas conhecidas e pessoas desconhecidas. Eu gosto é de fazer música, seja com Nando Reis, Samuel Rosa, Zeca Baleiro, que todo mundo conhece, ou com a Manuela Costa e a Patrícia Maês (parceira no álbum ”Chama Viva”, de 2022), que ninguém conhece, ou o Makely Ka (parceiro em “Dínamo”, de 2020), o Nelson Angelo (em “Rio da lua”, de 2019), que as pessoas conhecem pouco. A Manuela Costa até brincou que é costureira exclusiva (risos), só faz música comigo, porque o principal foco da vida dela é a medicina.
A visão agregadora de Lô Borges é explicável. Basta lembrar que o fato de ele ser hoje um dos compositores mais influentes do Brasil está diretamente ligado ao convite feito pelo amigo Milton Nascimento, no início dos anos 1970, para gravarem juntos o “Clube da Esquina”. Mais de cinco décadas após ser lançado pela Odeon, o álbum foi considerado pela revista “Paste Magazine”, dos Estados Unidos, o melhor da história da música brasileira e o nono melhor do mundo de todos os tempos, em junho do ano passado.
— Isso é um pouco delicado, porque advogar em causa própria é um negócio complicado — comentou um modesto Lô Borges. — Eu acho o “Clube da Esquina” um excelente disco. Como um dos autores do álbum, fiquei lisonjeado por essa eleição, feita por uma revista americana especializada em música. Mas às vezes acho até um pouco de exagero. Tenho meus gostos e adoro o “Clube da Esquina”, mas eu concebi o disco junto com o Milton Nascimento. Fica estranho e cabotino eu falar que é o melhor do Brasil, falando de um trabalho meu. Então, o que posso dizer é que eu acho legal, fico feliz — complementou.
A unidade do Sesc em Campos foi a sétima parada de Lô Borges na turnê “Histórias e Canções”, que integra o Circuito Pulsar Sesc RJ. Acompanhado pelo guitarrista Henrique Matheus, Lô mesclou canções dos álbuns recentes com sucessos da carreira, como “O trem azul” (parceria com Ronaldo Bastos); “Paisagem da janela” (com Fernando Brant); “Equatorial” (com Beto Guedes); “Um girassol da cor dos seus cabelos” e “Quem sabe isso quer dizer amor” (com Márcio Borges); “Para Lennon e McCartney” (com Fernando Brant e Márcio Borges), e “Clube da Esquina n°2” (com Milton Nascimento e Márcio Borges). Neste, ao cantar que “de tudo se faz canção e o coração na curva de um rio”, interagiu com o público mencionando o Paraíba do Sul. O formato intimista do show também o permitiu abordar o 190° aniversário da elevação de Campos à condição de cidade, celebrado naquele dia.
Esse foi o segundo show de Lô Borges na planície goitacá em menos de 10 meses. Em junho do ano passado, ele se apresentou com casa cheia no Teatro Firjan Sesi, em Guarus. A lotação se repetiu no Sesc Campos, o que já era sabido há uma semana, pois os ingressos se esgotaram em aproximadamente 20 minutos na terça-feira (25), dia de abertura das vendas.
— Estou virando freguês dessa cidade — brincou Lô Borges na entrevista pré-show. — Recebo o carinho do público em Campos com o peito em festa e o coração a gargalhar. Muita alegria! É muito bom saber que o trabalho da gente é reconhecido e tem esse carinho das pessoas. Graças a Deus, tem sido assim na turnê inteira. Esse show no Sesc Campos é o sétimo, e em todos a receptividade tem sido muito legal — agradeceu.
No aniversário da cidade, o presente foi para as cerca de 100 pessoas que conseguiram ingresso. Puderam conferir a vitalidade de um Lô Borges que não sucumbiu às transformações da indústria musical, aprendendo a conviver com elas sem abrir mão da sua essência:
— O pessoal é que tem que se adaptar à gente, não acho que eu tenho que me adaptar ao streaming. Eu comecei na fita cassete e atravessei todas as mídias que foram evoluindo. Agora, está chegando a inteligência artificial. Daqui a pouco vai ser música para ET, você vai mandar mensagem por disco voador. Não sei aonde vai parar... Mas, eu acho que o pessoal é que tem que acompanhar o que a gente está fazendo, e não o artista acompanhar o que está sendo feito. Para mim, não muda nada. A minha origem é o meu instrumento, a minha inspiração. Estou com mais de 70 anos. Desde os meus 18, 20, continuo com a mesma inspiração. Eu sento e componho as músicas, vou fazendo. O pessoal é que vem atrás de mim, levando as músicas para as mídias diferentes. Mas não penso em tipo de mídia quando estou fazendo disco; nem em repercussão, muito menos em mídia tecnológica. Sou um compositor muito simples. Para mim, basta um violão ou um piano, mais um gravador de iPhone, e em cinco dias eu faço um disco.
Compartilhe
Personagem criada por ilustradora de Campos é divulgada por ministra da Igualdade Racial
31/03/2025 | 10h30
Ana Curiosa fez parte de postagem de Anielle Franco no Instagram
Ana Curiosa fez parte de postagem de Anielle Franco no Instagram / Foto: Divulgação/Instagram
Criada em 2019 pela ilustradora e designer gráfica Diane Lizst, niteroiense radicada em Campos, a personagem Ana Curiosa repercutiu nacionalmente neste domingo (30). Ela foi divulgada pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, em um post no Instagram evidenciando a sensibilidade e a importância do trabalho de profissionais da área. A publicação foi feita no contexto de um debate sobre os benefícios e os riscos da inteligência artificial, num momento em que ilustrações criadas em aplicativos viralizaram nas redes socials.
— Um carrossel de artes lindas feitas por artistas de carne e osso, pra lembrar que a inteligência artificial jamais vai substituir a sensibilidade do olhar humano pra vida — escreveu Anielle Franco.
Das 10 artes incluídas na postagem, Ana Curiosa aparece logo na primeira, de mãos dadas com a ministra, enquanto esta segura a filha no colo. A ilustração é de março de 2023, como forma de homenagem a Anielle pelo Dia Internacional da Mulher, evidenciando os seus feitos enquanto professora, jornalista, escritora, ministra e mãe.
Menina negra, estudiosa e muito engajada em pautas sociais, Ana Curiosa é fruto do trabalho de conclusão de curso de Diane Lizst, formada em design gráfico pelo Instituto Federal Fluminense (IFF). Ela foi a idealizadora da personagem, contando com auxílio da também ilustradora e designer Maryana Ahlert na finalização artística.
Comumente usada para se falar da representatividade por meio da educação, Ana Curiosa tem mais de 19 mil seguidores no Instagram, além de um livro e três histórias em quadrinhos infanto-juvenis. As obras abordam a luta antirracista e dão ênfase a personalidades negras de forma lúdica. Devido à semelhança dos seus traços e penteados com os de Ana Curiosa, muitas garotas tornaram-se embaixadoras da personagem em diversas cidades.
Compartilhe
Ingressos para show de Lô Borges no Sesc Campos se esgotam em cerca de 20 minutos
25/03/2025 | 10h08
Um dos fundadores do Clube da Esquina, Lô Borges se apresentará no Sesc na próxima sexta-feira
Um dos fundadores do Clube da Esquina, Lô Borges se apresentará no Sesc na próxima sexta-feira / Foto: João Diniz/Divulgação
 
Vindo a Campos pela segunda vez num intervalo de nove meses, o cantor e compositor Lô Borges novamente terá casa cheia para recepcioná-lo. Os ingressos para o seu show no Sesc Campos, na próxima sexta-feira (28), se esgotaram em cerca de 20 minutos. As vendas começaram às 9h desta terça (25), na própria unidade, e às 9h25 já não havia mais entradas, devido à alta procura.
A capacidade total do Teatro Múcio da Paixão, no Sesc Campos, é de 103 pessoas. Segundo a direção da unidade, 10 ingressos foram destinados à produção do evento, enquanto um ficou reservado para acompanhante de cadeirante, caso haja. Desta forma, 92 ingressos foram disponibilizados ao público e rapidamente esgotados, pois havia pessoas esperando desde antes das 8h. Cada pessoa teve direito a comprar no máximo duas entradas.
A mais recente passagem de Lô Borges pela planície goitacá ocorreu em 21 de junho do ano passado, para show no Teatro Firjan Sesi Campos. Na ocasião, também foram vendidos todos os ingressos.
Compartilhe
Morre aos 77 anos Afrânio de Abreu, dono do famoso Bar do Afrânio, em Campos
18/03/2025 | 13h52
Afrânio administrava bar no Centro há 33 anos
Afrânio administrava bar no Centro há 33 anos / Foto: Wellington Cordeiro
Morreu na manhã desta terça-feira (18) o comerciante Afrânio de Abreu, aos 77 anos. Metalúrgico da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, ele ficou conhecido por ser proprietário do Bar do Afrânio, existente há mais de 30 anos no entorno da pracinha do Canhão, no Centro de Campos, sua cidade natal. O falecimento ocorreu por volta das 6h, no Hospital da Unimed, por conta de parada cardíaca decorrente de complicações de uma pneumonia. O velório e o sepultamento aconteceram na tarde desta terça no cemitério Campo da Paz. 
Torcedor do Fluminense, Afrânio completou 77 anos no dia 22 de fevereiro. Ele deixa três filhos, seis netos e um bisneto. Situado na esquina das ruas Barão de Miracema e Gil de Góis, seu bar é apontado como um dos mais undergrounds da boemia campista.
— São muitas histórias no balcão do Bar do Afrânio, como da famosa jukebox que unia a turma nos fins de noite. Afânio era um gentil dono de boteco, que tinha sempre um sorriso para receber seus amigos e fregueses. A cultura de botequim campista perde muito com sua partida — publicou nas redes sociais o fotógrafo Wellington Cordeiro, presidente da Associação de Imprensa Campista e membro da confraria Batuque na Mesa e Cerveja Gelada.
Compartilhe
Criador do Festival Troque o Disco, de Campos, participa de conferência virtual do Spotify
12/03/2025 | 20h01
Loud ENTITY_amp_ENTITYClear 2025 Pre-Briefing aconteceu nessa segunda-feira
Loud ENTITY_amp_ENTITYClear 2025 Pre-Briefing aconteceu nessa segunda-feira / Foto: Reprodução/Instagram
Com um site constantemente atualizado e 70,5 mil seguidores no Instagram, as plataformas digitais do Festival Troque o Disco, de Campos, ganharam reconhecimento internacional. Criador do projeto, o DJ Guillerme Freitas foi convidado pelo Spotify para participar da conferência Loud & Clear Pre-Briefing, em que a plataforma sueca apresentou um relatório com dados da economia global do streaming durante o ano passado. O encontro aconteceu nessa terça-feira (11), de forma virtual, reunindo representantes do Spotify e de cerca de 30 veículos ligados à música ao redor do mundo.
— Nem nos melhores do mundo eu achava que o Troque o Disco iria chegar tão longe. Hoje, ainda que com muito pé no chão, eu acredito que é só o começo de ainda mais feitos que virão — publicou Guillerme, num story em seu perfil no Instagram. — Ganhei o dia, talvez o ano. Que experiência incrível — complementou.
Um dos participantes do Loud & Clear Pré-Briefing foi o chefe de parcerias entre artistas e indústria do Spotify Internacional, Bryan M. Johnson. Segundo matéria do jornal O Globo, durante a conferência foi exposto que, em 2024, o Spotify gastou US$ 10 bilhões em pagamentos, recorde histórico da indústria musical. Outro dado destacado foi o de que, também no ano passado, quase 1.500 artistas geraram mais de US$ 1 milhão em royalties somente do Spotify, com estimativa de US$ 4 milhões no valor referente a todas as fontes de receitas registradas.
Criado em 2022, o Festival Troque o Disco já teve três edições, todas atraindo público de 3 mil a 5 mil pessoas. As duas primeiras edições ocorreram na Casa de Cultura Villa Maria, enquanto a mais recente foi realizada no Quintal da Vovó, em setembro do ano passado. No site e nas redes sociais do festival, Guillerme Freitas faz publicações referentes a shows, discos históricos e outros assuntos relacionados à música.
Compartilhe
Secreto e Mai Asian Food são campeões do Festival Gastronômico de Verão de Campos
11/03/2025 | 14h41
Restaurantes e pratos vencedores foram conhecidos nessa segunda-feira
Restaurantes e pratos vencedores foram conhecidos nessa segunda-feira / Fotos: Reprodução/Instagram
Foram conhecidos na noite dessa segunda-feira (10) os restaurantes vencedores do Festival Gastronômico de Verão de Campos - Edição Frutos do Mar. O Secreto levou o prêmio principal na categoria de voto popular, por seu risoto de camarão ao tucupi. O júri técnico, por sua vez, definiu como vencedor o Mai Asian Food, cujo prato foi o chirashi bowl (arroz temperado, gengibre e sunomono com sashimis de salmão, atum e peixe branco).
Realizado pela Liga Gastronômica de Campos em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ), o Festival Gastronômico de Verão aconteceu de 24 de janeiro a 23 de fevereiro, envolvendo 25 restaurantes. Todos eles disponibilizaram ao público um prato selecionado, pelo valor de R$ 59,90. Segundo a organização, foram comercializados 9.921 pratos, gerando R$ 594.267,90 de receita total. O evento teve apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos e da secretaria municipal de Turismo, além da iniciativa privada, inclusive do portal Folha1.
Confira abaixo os pódios:
Voto Popular:
1º lugar - Restaurente Secreto
2º lugar - Jeitin di Minas Bistrô
3º lugar - Atemporal Pizzeria e Cozinha Afetiva
 
Júri técnico:
1º lugar - Mai Asian Food
2º lugar - Chef Diogo Coupey
3º lugar - Nomad Smoke House
Compartilhe
Morre em Campos o locutor esportivo Almeida Sales
20/02/2025 | 10h42
Almeida atuou em várias emissoras de rádio em Campos
Almeida atuou em várias emissoras de rádio em Campos / Foto: Divulgação/Campos Difusora
Morreu nesta quinta-feira (20), aos 62 anos, o locutor esportivo José Antônio Almeida Sales. Segundo a emissora de rádio Campos Difusora, em que ele trabalhou por muitos anos, a causa foi um infarto fulminante, ocorrido em sua casa, na Pecuária. O velório acontece em uma das capelas do cemitério do Caju, onde será realizado o sepultamento às 9h destasexta (21).
Membro da principal equipe esportiva da Difusora, Almeida Sales também atuou em outras emissoras de Campos. Em suas narrações, ficou conhecido por bordões, entre eles "Pintei!" e "Olha o gol, olha o gol!". Fora do rádio, era bancário do Bradesco.
— Aos familiares e amigos, nossa solidariedade neste momento de despedida — manifestou, em nota, o Sindicato dos Bancários de Campos.
Compartilhe
Bienal do Livro de Campos será no Cepop e terá Ziraldo como homenageado
18/02/2025 | 14h44
Ziraldo participou da Bienal de 2012, no Cepop, em bate-papo com o público
Ziraldo participou da Bienal de 2012, no Cepop, em bate-papo com o público / Fotos: Divulgação/PMCG
A 12ª Bienal do Livro de Campos terá como homenageado o cartunista mineiro Ziraldo, cujo falecimento completará um ano no último dia do evento. Inclusive, já foi elaborada a identidade visual, assinada pelo ilustrador campista Alicio Gomes, com inspiração no estilo do criador do Menino Maluquinho. A programação tem curadoria da escritora Suzana Vargas, gaúcha radicada no Rio de Janeiro, que também atuou nas edições de 2010, 2012 e 2014.
Durante a carreira, Ziraldo esteve relacionado com a Bienal do Livro de Campos em três ocasiões. Em 2000, ele fez o cartaz da primeira edição do evento, impresso em offset. Um exemplar da peça foi autografado pelo cartunista e, por muitos anos, ficou exposto em uma das paredes da centenária livraria Ao Livro Verde, que fechou as portas no final de 2023. Ziraldo retornou a Campos em 2004, participando da terceira edição da Bienal, no Parque de Exposições da Fundação Rural de Campos. Já em 2012, o cartunista foi a atração de um bate-papo com o público, na única edição realizada no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop) até o momento.
Adiada do ano passado para este, a 12ª Bienal vai acontecer de 28 de março a 6 de abril, retornando ao Cepop após 13 anos. O presidente da Academia Pedralva Letras e Artes, Carlos Augusto Souto de Alencar, chegou a sugerir à Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima que houvesse uma homenagem dupla, incluindo também a poeta mineira Lúcia Miners, que morreu em 2012, tendo adotado Campos como a sua cidade. Porém, foi informado de que não haveria tempo para mudanças na programação. A promessa é de que Lúcia seja homenageada no próximo Festival Doces Palavras (FDP!).
Cartunista fez cartaz da primeira Bienal de Campos, em 2000
Cartunista fez cartaz da primeira Bienal de Campos, em 2000 / Foto: Reprodução/Instituto Ciraldo
Compartilhe
Lembrado em filme sobre Ney Matogrosso, ex-companheiro do cantor cursou medicina em Campos
17/02/2025 | 17h41
Membro da turma de 1983 da FMC, Marco de Maria teve relacionamento de 13 anos com Ney
Membro da turma de 1983 da FMC, Marco de Maria teve relacionamento de 13 anos com Ney / Foto: Reprodução/Instagram
Com trailer lançado e estreia nos cinemas prevista para este ano, a cinebiografia de Ney Matogrosso tem entre os seus principais personagens um médico formado em Campos. Trata-se do paulistano Marco de Maria, que viveu um relacionamento amoroso com o cantor por mais de uma década e morreu em 1990, em decorrência da Aids. Pouco divulgada, a relação de Marco com a planície goitacá é lembrada por campistas que o conheceram do final dos anos 1970 ao início da década seguinte.
A confirmação está na lista anual de formandos da Faculdade de Medicina de Campos (FMC). Durante os seis anos de curso, Marco Antônio de Maria integrou uma turma da qual também fazia parte o pediatra Wilson Cabral, ex-deputado estadual e ex-secretário de Saúde de Campos, que guarda boas lembranças da convivência quase diária na instituição.
— A gente entrou na FMC em 1978 e se formou em 1983. Éramos 96 alunos. Tínhamos um convívio natural, por sermos colegas de turma. Lembro que ele era muito inteligente, carismático, extrovertido, e tinha um sorriso fácil, que iluminava o ambiente. Se expressava muito bem e demonstrava ter muita empatia com os colegas. Infelizmente, teve uma morte precoce. Até hoje, nossa turma tem encontros regulares, anuais, e eu gostaria muito que ele estivesse conosco nesses encontros — lamenta.
Wilson Cabral e outros colegas de turma não sabiam, mas há relatos de que alguns conhecidos já comentavam sobre um possível namoro entre Marco de Maria e Ney Matogrosso. Hoje com 59 anos, o comerciante Herval Gomes Júnior garante que Ney chegou a visitar Marco na cidade por volta de 1980. Quando adolescente, Herval conhecia Marco porque o então estudante de medicina visitava amigos numa pensão administrada pela sua mãe, na rua Voluntários da Pátria, em trecho próximo à FMC.
— Lembro muito bem dele. Andava com aquelas bolsinhas peruanas, era também artista plástico. Lembro que ele tinha alguns quadros — conta Herval, atualmente dono de uma livraria e papelaria na avenida Alberto Torres.
Num período em que muitos estudantes de outros estados prestavam vestibular para a FMC, boa parte dos aprovados passava a morar em repúblicas de Campos. Segundo Herval Gomes Júnior, o próprio Marco de Maria residiu em uma, perto do antigo Cine Goitacá, antes de se mudar para uma casa na rua Salvador Corrêa.
— Certa vez, num domingo, chegou alguém falando que o Ney Matogrosso estava lá nessa casa, que não existe mais. Já rolava uma fofoquinha de que o Ney namorava o Marco. Então, eu e alguns estudantes que moravam na pensão da minha mãe fomos até lá para ver o Ney. Era um grupo de umas seis pessoas, com a desculpa de que alguém ia pegar matéria da faculdade com o Marco. Ninguém ali tinha preconceito; o interesse de saber se era o Ney foi por pura tietagem. Quando chegamos, havia um Passat branco estacionado, com placa do Rio, e o Ney estava na janela da casa, de costas para a rua. Era uma casa com frente ampla, deu para ver que o biotipo era idêntico ao dele. Quando ele percebeu a nossa chegada, se afastou da janela. Logo depois, o Marco veio atender à gente, dizendo que estava com gente de fora e só poderia nos receber à noite. Então, a gente foi embora. Nosso contato era mais porque ele vinha à pensão da minha mãe. Ninguém sabia que ele seria personagem importante na vida do Ney — afirma Herval.
A atriz Lúcia Talabi também se recorda de conhecidos comentarem sobre visitas de Ney Matogrosso a Marco de Maria, sempre em encontros resguardados. Cursando letras na Faculdade de Filosofia de Campos (Fafic) e não adepta à tietagem, ela teve contato apenas com Marco, a quem conheceu no início dos anos 1980, em edições do Festival Universitário de Teatro. Engajado, ele atuava como um agitador cultural na FMC, tornando-se figura importante no movimento universitário da cidade.

— Marco era muito bacana, uma linda pessoa. Não era meu amigo de convivência, mas a gente se encontrava nos movimentos culturais e políticos. Gostávamos muito de conversar. Tenho lembrança de estarmos algumas vezes em grupo no Bar Vermelho. Era um período de ditadura, pré-abertura política, e a gente fazia muitas coisas através das faculdades. O Festival Universitário de Teatro era pulsante, então, os envolvidos trabalhavam muito, se identificavam e também bebiam juntos. Estávamos sempre em confraternização por algo. Éramos jovens muito inquietos, todos os diretórios eram presentes, e o Marco estava no meio disso tudo — destaca Lúcia, que o reencontraria anos mais tarde, em um desfile da Banda de Ipanema, quando ambos já moravam no Rio de Janeiro.
De fato, Marco de Maria era uma figura conhecida entre a juventude universitária de Campos. O diretor teatral Fernando Rossi e o professor Marcelo Sampaio foram outros a conhecê-lo. Antes de estrear como colunista social, Marcelo cursava história na Fafic. Foi nessa época que teve contato com o então estudante de medicina, de quem se tornou amigo, a ponto de presenciar dois dos encontros com Ney. 
— Marco era uma pessoa muito agradável! Não tinha parentes aqui, mas fez amizades. Almoçou algumas vezes com minha família, em minha casa, e jantei duas vezes, com ele e Ney Matogrosso, na casa em que ele morou na rua Salvador Corrêa, perto da pracinha do Sossego. Lembro disso sempre que passo por lá — diz Marcelo.
Conhecedor da música popular brasileira, o jornalista campista Chico de Aguiar assegura que Marco de Maria e Ney Matogrosso se conheceram por intermédio de outro acadêmico da FMC. O mineiro Manuel de Abreu Pereira integrava a turma de 1981 e teria sido o responsável por apresentá-los.
— Tive alguns contatos com Marco de Maria, que morreu antes do Manuel, ambos com o vírus HIV. Outro amigo meu, Sandoval Outeiro Costa Filho, que foi um entalhador conhecido em Campos, também tinha amizade com Manuel e Marco. Foi Sandoval quem me apresentou a eles. Como Sandoval também tinha amizade com Ney Matogrosso, eu o acompanhei por duas vezes em visitas à casa de Ney — detalha Chico.
No livro de memórias "Vira-lata de raça", publicado com Ramon Nunes Mello em 2018, Ney Matogrosso mencionou um envolvimento momentâneo de Marco de Maria com o cantor e compositor Cazuza, a quem o ex-integrante da banda Secos & Molhados já havia namorado.
— Quando comecei a relação com o Marco de Maria, Cazuza ficou enciumado, morto de ciúmes, e disse que iria transar com o meu namorado. Eu falei que podia, a relação era aberta e não tinha problemas, inclusive avisei meu namorado que o Cazuza ia procurá-lo para transar. Um dia Marco me contou que ele foi à praia com Cazuza e depois para a casa dele transar. Em seguida, Cazuza me encontrou e disse que tinha transado com Marco. Ficou tudo bem, só perguntei: “Foi gostoso?”. Ele disse que sim. Respondi: “Pensa que eu estaria com alguém se não fosse bom?". Depois desse episódio continuamos amigos, transamos algumas vezes. E também dormimos juntos sem transar, era gostoso dormir com ele simplesmente para desfrutar da sua companhia. Não tínhamos problemas de posse em relação ao outro, ninguém tinha problemas, havia muita liberdade. Até que chegou a Aids e nos fez regredir em nossos comportamentos de liberdade sexual, trazendo a morte e o medo como um fantasma a pairar sobre nossas vidas — escreveu Ney Matogrosso, hoje com 83 anos.
A relação de Ney com Marco de Maria durou 13 anos. Nos quatro últimos, inclusive, eles moraram juntos, pois Ney cuidou do companheiro após este ter sido diagnosticado com Aids. Foi tempo suficiente para que o considerasse seu "amor e amigo", e não marido, pois não tinham essa visão do relacionamento. 
Em setembro de 2018, Ney Matogrosso publicou no Instagram uma imagem de Marco, elogiado por seguidores do cantor como um "homem lindo", de "olhos bonitos". Já em recente entrevista sobre as gravações do filme "Homem com H", Ney confessou ter se emocionado ao assistir uma cena envolvendo o ex-companheiro.
— Era eu chegando à minha casa com o Marco, que já estava doente. Eu dizia a ele que não entendia por que meu exame de Aids tinha dado negativo. Então, ele me perguntava se eu ia ficar com ele mesmo "magro, feio, com cabelo caindo, manchas pelo corpo". Eu respondia: "Claro!". Os atores foram tão convincentes que tive uma coisa assim... eu perdi o controle. Sou um cara controlado emocionalmente. E não é que comecei a chorar, as lágrimas pulavam do meu olho e eu não tinha controle sobre aquilo — disse Ney Matogrosso ao jornal "O Globo", em abril do ano passado.
Escrito e dirigido por Esmir Filho, "Homem com H" tem o ator Jesuíta Barbosa no papel principal. Bruno de Montaleone foi o responsável por interpretar Marco de Maria, num elenco que também conta com Jullio Reis, Hermila Guedes, Rômulo Braga, Mauro Soares, Jeff Lyrio, Carol Abras, Lara Tremoroux e Céu. A produção é da Paris Filmes, com supervisão do próprio Ney Matogrosso.
Compartilhe