Embaixada Fla Campos fará torneio de captação para a base do Flamengo
25/10/2023 | 13h43
Troféus do torneio de captação
Troféus do torneio de captação / Foto: Divulgação
Com objetivo de captar promessas para a base do Flamengo, a Embaixada Fla Campos realizará no próximo final de semana um torneio entre clubes e escolinhas da cidade. Englobando as categorias sub-10, sub-12 e sub-14, a competição será disputada no estádio Ângelo de Carvalho, do Campos Atlético Associação, tanto no sábado (28) quanto no domingo (29), das 8h às 17h. Entrada gratuita.
— Será um evento em comemoração pelo Dia do Flamenguista, em 28 de outubro, e também pelo mês das crianças — afirma o presidente da Embaixada Fla Campos, Thiago Corrêa.
As equipes AGF e Cobreloa estão inscritas nas três categorias. A sub-10 e a sub-12 também terão o Helênico de Ururaí e a Escola Flamengo, enquanto a sub-14 será completada por Novo Horizonte e um projeto de Rio Preto. 
Estarão presentes o vice-presidente de consulados e embaixadas do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos, e de um observador técnico da base do clube carioca. O torneio terá conertura da Fla TV.
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Documentário sobre vida e obra de Waldir Pinto de Carvalho será lançado segunda-feira
25/10/2023 | 13h18
Escritor e memorialista Waldir Pinto de Carvalho
Escritor e memorialista Waldir Pinto de Carvalho / Foto: Reprodução/Câmara Municipal
Campista da Baixada, o escritor e memorialista Waldir Pinto de Carvalho foi um grande guardião e divulgador da planície goitacá, presente em vários dos seus livros. Marcando o ano em que são comemorados os 100 anos do seu nascimento, a equipe do podcast “Elas têm história”, projeto pessoal das historiadoras Rafaela Machado e Larissa Manhães, lançará na próxima segunda-feira (30) o documentário “Se não nos trai a memória: vida e obra de Waldir Pinto de Carvalho”. O evento de apresentação do filme está marcado para as 16h, na Câmara Municipal, onde também haverá palestra e exposição sobre o homenageado.
— Preparamos esse documentário justamente para ser lançado no ano de centenário de nascimento de Waldir Pinto de Carvalho, celebrado em julho. A ideia é termos o próprio Waldir contando um pouco da sua história. No livro que dá nome ao documentário (“Se não me trai a memória”), fica muito nítido o amor dele por Campos e pela Baixada Campista — afirma Rafaela Machado, diretora do Arquivo Público Municipal, batizado com o nome de Waldir em 2011.
A importância do escritor para Campos é enfatizada por Larissa Manhães, que também integra a equipe do Arquivo Público.
— Waldir de Carvalho é um escritor dos mais simbólicos de cidade porque produziu obras literárias que são um olhar sobre Campos, que projetam a cidade, que projetam a Baixada Campista, local do seu nascimento. Ele levou o nome da cidade para outros lugares do Brasil e do mundo — destaca Larissa.
Nascido no distrito campista de Santo Amaro, em julho de 1923, Waldir Pinto de Carvalho foi alfaiate, advogado, atuou no rádio e, como escritor, se dedicou a diversos contos literários, como crônicas, poemas e romances. Entre os seus principais livros, estão “Gente que é nome de rua” (1895), “Roda dos expostos” (1994) e “Se não me trai a memória” (2011). Ele morreu em 2007, aos 84 anos. No documentário, são relatados fatos de toda a sua trajetória, com base em entrevistas de pessoas próximas, como as filhas Zedir, Zalnir e Walnize Carvalho.
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Fidelense Tavinho é campeão mundial de futevôlei pela segunda vez
24/10/2023 | 15h53
Natural de São Fidélis, uma das cidades que mais revelam talentos no futevôlei, o atleta Otávio Souza conquistou o seu segundo título intercontinental. Nesse domingo (22), formando dupla com o manauara Amaury Gomes, o fidelense foi campeão do Campeonato Mundial, disputado em Capivari de Baixo, Santa Catarina. O evento reuniu atletas de vários países, sendo transmitido ao vivo pelo SporTV.
A final do Mundial foi disputada por duas duplas brasileiras. Tavinho — como é conhecido o fidelense — e Amaury venceram Índio e Felipe por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 11/15, 15/11 e 11/7.
Com competições realizadas por diferentes entidades, o futevôlei tradicionalmente não tem torneios unificados. Desta forma, campeonatos que reúnem os principais nomes da modalidade são considerados estaduais, nacionais e mundiais, de acordo com a sua abrangência. Em 2017, Tavinho já havia conquistado um Campeonato Mundial na Espanha, na época formando dupla com o carioca Eduardo Papel.
Em São Fidélis, há outro atleta com títulos internacionais. Trata-se de Luciano Almeida, com sete conquistas consideradas mundiais. Nomes como Heytor Tarzan, Luiz Henrique Tita e Maradona são outros expoentes da cidade, estes com conquistas a níveis estadual e/ou nacional.
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Torcedor do Fluminense, estudante da UFF Campos vai para o Rio de bicicleta ver a final da Libertadores
21/10/2023 | 08h21
Lucas Bahia cumprirá promessa feita na semifinal
Lucas Bahia cumprirá promessa feita na semifinal / Foto: Genilson Pessanha
Morador de Campos há um ano e oito meses, o estudante universitário Lucas Bahia, de 22 anos, se prepara para uma aventura em nome da paixão pelo Fluminense. Cumprindo uma promessa, ele vai percorrer cerca de 360 quilômetros de bicicleta para assistir ao clube na final da Copa Libertadores da América, no Rio de Janeiro, colocando em prática o projeto “Rumo à glória eterna”.
Natural de Resende, no Sul do estado, Lucas Bahia já morou em várias cidades durante a vida. Bem novo, se mudou com a família para Linhares, no Espírito Santo. Em 2009, aos oito anos de idade, rumou para o Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa. Foi nesta época que se encantou pelo Fluminense, que naquele ano conseguiu uma improvável campanha de recuperação para evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
— Me apaixonei quase instintivamente pela história do Time de Guerreiros, que chegou a ter 98% de chance de ser rebaixado, mas teve uma arrancada histórica, com o Fred fazendo gol em quase todos os jogos. Para mim, foi mais importante do que o título do rival no mesmo ano — afirma Lucas Bahia, referindo-se ao sexto título brasileiro do Flamengo, conquistado no mesmo ano.
De fato, foi um grande feito do Fluminense não cair em 2009. No ano anterior, entretanto, o clube passou perto de conseguir uma façanha até hoje não alcançada: o título da Libertadores. Finalista pela primeira vez em 2008, o Tricolor das Laranjeiras acabou superado nos pênaltis pela LDU, no Maracanã, após ter perdido por 4 a 2 no Equador e vencido o jogo de volta por 3 a 1. Foi um baque enorme para os torcedores do clube, mas não tanto para Lucas, cujo fascínio pelo Flu ainda não havia despertado.
Quinze anos se passaram desde aquela decisão, e hoje a realidade de Lucas é outra. Apaixonado pelo Fluminense, ele decidiu replicar uma aventura vivida pelo ídolo Fred, que em 2008 ainda não estava no Fluminense, mas em 2009, como já lembrado, foi decisivo para garantir a permanência na elite nacional.
— Essa minha vontade de pedalar surgiu quando o Fred veio de bicicleta de Belo Horizonte até Laranjeiras, no Rio, em 2020, para assinar a sua volta ao Fluminense. Mas, essa ideia ficou guardada até este ano — explica o torcedor, que não tinha relação com o ciclismo antes de chegar a Campos, em fevereiro do ano passado, para cursar economia na Universidade Federal Fluminense (UFF). Na planície goitacá, Lucas usa a bicicleta para chegar à faculdade e também para trabalhar vendendo brownies.
Durante a boa campanha do Flu na atual Libertadores, enfim, foi feita a promessa. “Na semifinal, lembrei do meu primeiro jogo no Maracanã, que foi um Fluminense 3 x 0 Internacional, em 2010. Então, prometi que, caso o Fluminense chegasse à final, eu iria pedalar de Campos até o Rio”, explica o aventureiro.
E a confiança era grande! Tanto era que, antes mesmo da semifinal, Lucas comprou ingresso para a decisão, que já tinha local definido. Deu certo, pois o Fluminense empatou por 1 a 1 com o Internacional, em casa, mas venceu a segunda partida da semi por 2 a 1, de virada, como visitante.
Desde o último dia 4, quando John Kennedy e Germán Cano marcaram os gols que garantiram a virada épica no Beira-Rio, Lucas Bahia é só expectativa. Se já vinha se preparando desde 26 de setembro, ele intensificou os treinamentos a partir da confirmação do Flu na final. Está pedalando quase diariamente, em diferentes locais de Campos, como a avenida Arthur Bernardes e uma área atrás do Boulevard Shopping. Para efeito de motivação extra, todos os seus treinos são compartilhados nas redes sociais, atraindo comentários de amigos e tricolores de várias regiões do Brasil. Só no TikTok, Lucas passou a ter quase 2.900 seguidores.
O roteiro do estudante da UFF Campos já está traçado.Ele sairá de Campos no próximo dia 29, um domingo,pretendendo chegar ao Rio na terça-feira, dia 31. A ideia é pedalar pela área litorânea e, durante a viagem, fazer paradas em Macaé e Rio Bonito, passando as noites nessas cidades. Como não é permitido atravessar a ponte Rio-Niterói de bicicleta, ele terá que passar por Magé e Duque de Caxias. A namorada, Júlia Barreto, vai acompanhar tudo de carro, levando comida, água e equipamentos de substituição de peças da bicicleta caso surja algum problema.Interessados em colaborar para o custeio de alimentação e hospedagem podem fazer doações via PIX, com a chave [email protected].
Em jogo único, a final da Libertadores será no sábado seguinte, 4 de novembro, quando o Fluminense vai receber o Boca Juniors no Maracanã. Caso o título inédito seja conquistado sobre o tradicional clube argentino, outras promessas já estão prontas para serem executadas por Lucas Bahia.
— Se o Fluminense for campeão, além de voltar para Campos de bike, vou pedalar para todos os jogos do Carioca 2024, mas partindo já do Rio, onde mora a minha família — adianta ele.
Lucas que se prepare, pois serão muitos novos quilômetros até diferentes estádios cariocas, sem contar a possibilidade de jogos em cidades como Volta Redonda ou fora do estado. Apesar disso, o tricolor parece não ter dúvida: todo esse esforço valerá a pena pela glória eterna!
Lucas Bahia cumprirá promessa feita na semifinal
Lucas Bahia cumprirá promessa feita na semifinal / Foto: Genilson Pessanha
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Incentivo à preservação do Mosteiro de São Bento em Campos
21/10/2023 | 08h09
Edvar Júnior entre Dom Inácio e Dom João Crisóstomo
Edvar Júnior entre Dom Inácio e Dom João Crisóstomo / Foto: Genilson Pessanha
Membro de uma família de Cazumbá e outras localidades na Baixada Campista, o arquiteto Edvar de Freitas Chagas Júnior encontrou no Mosteiro de São Bento, em Mussurepe, uma oportunidade para manter viva a sua relação com aquela região. Todos os convidados para a celebração pelo seu aniversário de 57 anos, neste sábado (21), receberam como sugestão de presente a doação de alguma quantia para ajudar a financiar intervenções na estrutura do prédio, construído no século XVII.
Fundado por Frei Bernardo de Montserrat e fechado para restauração em 2017, o Mosteiro de São Bento reabriu as portas em dezembro do ano passado. O marco dessa reabertura foi a chegada de uma nova comunidade monástica, oriunda do Mosteiro Nossa Senhora da Ternura, da cidade de Formosa, em Goiás. Foi justamente esse um dos movimentos que atraíram a aproximação de Edvar Júnior com o prédio.
— A comunidade monástica do mosteiro me abraçou e me tornou quase um beneditino. Não chego a essa qualificação, mas realmente me senti abraçado. Inclusive, descobri que a minha avó materna está sepultada no cemitério daqui, toda a origem da minha família é da Baixada. Então, esse histórico falou mais forte — explica Edvar, atual presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos.
Símbolo histórico da presença dos monges beneditinos na região, a partir de 1648, o Mosteiro de São Bento é tombado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos (Coppam) há 11 anos. Em 2021, recebeu também o tombamento do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
— O tombamento pelo Inepac legitimou ainda mais a importância do patrimônio histórico; serviu para informar a população de como o prédio é valioso e precisa ser preservado — pontua a historiadora Graziela Escocard, coordenadora do Museu Histórico de Campos.
Possuindo uma estrutura imponente, com estilo eclético, o prédio consolidou-se como marco da arquitetura colonial religiosa e um símbolo de resistência. É o que destaca a também historiadora Rafaela Machado, diretora do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho:
— Carregando as marcas do tempo, o Mosteiro de São Bento representa a materialidade do processo colonizatório empreendido pelas ordens religiosas através da Baixada Campista. Conhecer o mosteiro é conhecer a nossa história e a história dos elementos que formam a identidade do ser campista.
Outra integrante da equipe do Arquivo Público, a historiadora Larissa Manhães reforça o sentido de pertencimento presente no prédio. “Trata-se de uma das construções mais antigas e marcantes da formação histórica do que hoje chamamos de Campos dos Goytacazes. Os beneditinos chegaram à região ainda no século XVII, a partir do recebimento da escritura de composição passada em favor da ordem beneditina, dos jesuítas e dos sete capitães. Por isso, contribuir para a preservação do mosteiro e para a divulgação da sua história é contribuir para a preservação da própria história da cidade de Campos, em especial da nossa importante Baixada Campista”, enfatiza.
De fato, os beneditinos tiveram relevante atuação na formação da sociedade campista. Afinal, assumiram protagonismo na criação e na consolidação do povoamento, servindo o Mosteiro de São Bento, sede da ordem, como base para a integridade religiosa e econômica da popular “Baixada da Égua”.
— Além da sua importância arquitetônica, o Mosteiro de São Bento é também patrimônio cultural imaterial, pois personifica a fé e tradição do povo campista — reforça o pesquisador Genilson Paes Soares, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos.
— A presença dos beneditinos em terras goitacá indica a prosperidade econômica que estava por vir. A ordem se baseia no preceito de “orar e trabalhar”. Aqui na Baixada Campista, receberam parte das terras onde logo cresceu a cidade, o que gerou uma contenda de longos anos. Certo é que cultivaram as terras recebidas, arrendaram parte delas a outros, construíram igrejas, capelas e o mosteiro, ponto turístico obrigatório, ao menos para aqueles do turismo religioso — complementa a historiadora Sylvia Paes.
Em janeiro, o potencial turístico da Baixada Fluminense foi valorizado com o lançamento do Caminho da Fé, em parceria da CDL com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e a Diocese de Campos. Voltado a divulgar os pontos turísticos da região com expressão religiosa, o projeto teve resultado quase imediato. Em julho, mais de mil pessoas participaram da primeira edição do Pedal São Bento, criado com o intuito de que surja uma tradição similar à da Caminhada de Santo Amaro. No mesmo mês, o Caminho da Fé foi reconhecido como novo roteiro de turismo do Rio de Janeiro.
— A inclusão do notável Mosteiro de São Bento no Caminho da Fé foi um passo significativo em direção a compartilhá-lo com um público mais amplo. Ele não apenas atrai aqueles que buscam respostas espirituais, mas também cativa entusiastas da história e da arquitetura, bem como todos aqueles que desejam imergir na rica cultura local — pontua o gerente regional do Sebrae-RJ, Guilherme Reche.
A iniciativa foi muito elogiada por pessoas ligadas à preservação do patrimônio histórico e cultural campista, como o jornalista Edmundo Siqueira. “O Mosteiro de São Bento é mantido pelos monges beneditinos, e os tombamentos municipal e estadual protegem aquele patrimônio, mas é preciso criar esse pertencimento para toda a cidade”, comenta Edmundo.
Vinculada ao Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, a unidade de Mussurepe atualmente tem como prior Dom Inácio Maria Veiga. É ele quem encabeça o projeto de constante manutenção e reforma do prédio, cuja parte interna ainda apresenta problemas estruturais.
— Toda obra em um prédio histórico requer muito cuidado, sobretudo para cumprir o que exigem os órgãos de preservação. O prédio é tombado. Então, entrando em contato com esses órgãos e buscando parcerias, a gente tem apresentado os problemas e, junto com eles, buscado soluções, especialmente na parte financeira, do que fazer em relação a projetos. Estamos buscando a iniciativa privada também — relata Dom Inácio, que tem como braço direito Dom João Crisóstomo Maria, celeiro e assessor de Comunicação.
Nos últimos meses, com recursos próprios do mosteiro e apoio de fiéis, foi reconstituída a parede de um galpão do prédio, onde no passado funcionou um cinema. Toda a originalidade foi mantida. Também foram feitos retoques em alguns banheiros. A partir da captação de recursos e da aprovação de novas intervenções, futuramente, outras paredes poderão ser restauradas. Há ainda quatro sinos precisando de reparos, com o custo do serviço avaliado em R$ 25 mil.
— Estamos buscando a iniciativa privada. Além disso, como o prédio pertence ao Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, temos apresentado a eles as propostas em busca de soluções. Desde que chegamos aqui, viemos fazendo um apanhado de todas as situações, para colocar as partes em conversação e buscar soluções — finaliza o prior. De acordo com Dom Inácio, cumpre papel primordial nesse sentido o envolvimento dos moradores da Baixada, algo que tem crescido nos últimos meses.
Tendo em seu acervo vasto material de arte sacra, o Mosteiro de São Bento fica aberto a visitações de segunda-feira a sábado, das 9h às 11h e das 15h30 às 18h. O público que busca o prédio para realizar orações pode fazê-las todos os dias, das 4h às 20h. Já as missas acontecem de segunda a sábado, às 6h30, além dos domingos, às 11h30, quando tradicionalmente é maior o número de fiéis.
Paredes internas do prédio precisam de restauração
Paredes internas do prédio precisam de restauração / Foto: Genilson Pessanha
Paredes internas do prédio precisam de restauração
Paredes internas do prédio precisam de restauração / Foto: Genilson Pessanha
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Sérgio Arruda de Moura é eleito para a Academia Campista de Letras
17/10/2023 | 14h13
Sérgio Arruda de Moura livro acl
Sérgio Arruda de Moura livro acl / Foto: Divulgação/Uenf
Pernambucano radicado em Campos há quase três décadas, o professor e escritor Sérgio Arruda de Moura é o novo integrante da Academia Campista de Letras (ACL). Na noite dessa segunda-feira (16), ele foi eleito para ocupar a cadeira de número 32, que tem como patrono o ex-presidente da República Nilo Peçanha. Sérgio Arruda recebeu 83% dos votos, cabendo os outros 17% ao pesquisador e compositor Pedro Henrique Rodrigues Ribeiro. Os demais candidatos não foram votados.
— É mais uma oportunidade que estou tendo de participar desta cidade, que me acolheu tão bem quando aqui cheguei, há 28 anos, para trabalhar na Universidade Estadual do Norte Fluminense — afirma Sérgio Arruda. — Essa oportunidade coroa dois grandes propósitos: eu me senti pertencente a uma confraria de autores de Campos e também estou tendo a oportunidade de trabalhar pela literatura, que é uma coisa que sempre fiz, como professor de letras e agora também como um autor reconhecido pela cidade, no seio da sua mais alta representatividade entre os escritores — complementa.
Autor de várias obras — entre elas o romance “Um cão late na noite”, de 2022, e o livro de contos “Caderneta de campo”, lançado este ano —, além de ex-articulista da Folha da Manhã, Sérgio assume na ACL uma cadeira vaga desde julho de 2020. Seu último titular foi o radialista e escritor José Florentino Salles, que morreu aos 97 anos.
A comissão do pleito que tornou Sérgio Arruda de Moura imortal foi composta pelo presidente da ACL, Christiano Fagundes, e pelas acadêmicas Edinalda Almeida e Inês Ururahy.
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Professoras de São João da Barra e Campos têm projetos reconhecidos no Prêmio Arte na Escola Cidadã
05/10/2023 | 14h11
Beatriz Póvoa Coutinho e Amanda Bastos
Beatriz Póvoa Coutinho e Amanda Bastos / Foto: Divulgação/Uenf
Duas professoras do Norte Fluminense tiveram os seus trabalhos reconhecidos no Prêmio Arte na Escola Cidadã, principal honraria do Brasil voltada exclusivamente para professores de educação artística. Amanda Cristina Figueira Bastos de Melo, que leciona no Instituto Federal Fluminense (IFF) em São João da Barra, foi a campeã nacional da categoria ensino médio com o projeto “Arte e espaços: visualidades, afetos e pertencimentos em São João da Barra”, realizado no ano passado com turmas de segundo ano do ensino médio integrado. Já Beatriz Póvoa Coutinho, educadora do Colégio Estadual Nelson Pereira Rebel, em Campos, recebeu menção honrosa pelo projeto “Marias, não se calem”, também feito em 2022 com estudantes do segundo ano do ensino médio.
No caso de Amanda, o projeto, idealizado durante a pandemia da Covid-19, partiu da percepção da ausência de identificação dos alunos com São João da Barra.
— Percebia que eles não tinham uma relação afetiva com o município, e aquilo me incomodou. Então, a gente começou a analisar esses espaços à distância. Trabalhamos com alguns artistas que produziram obras de arte em São João da Barra, com o objetivo de desenvolver nos alunos um olhar estético, reforçando a importância do valor simbólico, da memória e do afeto com os espaços, com as nossas origens — explica ela.
Ao final, foi construído um mapa afetivo do município. O projeto ainda será registrado num documentário.
Já o projeto “Marias, não se calem”, desenvolvido em Campos por Beatriz, envolveu leituras, pesquisas, debates, oficinas, produções, exposições artísticas, performances e apresentações teatrais sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher.
— Durante a realização do projeto, os alunos puderam exercer protagonismo de forma crítica e criativa, sensibilizando-se e sensibilizando a comunidade para o combate a esse grave problema social — explica a professora.
Tanto Amanda quanto Beatriz participam do programa de formação continuada do Polo Arte na Escola, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).
O prêmio — Voltado a incentivar os professores de educação artística do Brasil, dando visibilidade a projetos com potencial para transformar estudantes, cidadãos e as suas comunidades, o Prêmio Arte na Escola Cidadã faz um mapeamento de trabalhos desenvolvidos em escolas das cinco regiões do país. Na primeira etapa, os projetos são avaliados a nível local por professores de arte de universidades integrantes da Rede Arte na Escola. Na segunda fase, a mesma avaliação acontece a nível regional. Por fim, há uma avaliação composta pela Comissão Nacional, composta por especialistas em arte, educação e cidadania.
Este ano, integraram a Comissão Nacional o pedagogo e psicólogo Jadson Levi San'Anna Lima, coordenador da superintendência de Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (SDR) do Estado da Bahia; o produtor cultural Márcio Black, fundador do Coletivo Sistema Negro, que mescla cultura e ações sobre pautas antirracistas em São Paulo o educador Rodrigo Monteiro, doutor e mestre em Comunicação; e Semiótica e bacharel em Comunicação das Artes do Corpe; e a produtora cultural e pesquisadora Thaís Póvoa, docente na Escola Livre de Teatro de Santo André.
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Morre Edimelo, ilustre torcedor do Americano, aos 67 anos
01/10/2023 | 17h07
Edimelo era presença constante nos estádio
Edimelo era presença constante nos estádio / Foto: Reprodução
Morreu na manhã deste domingo (1°), aos 67 anos, um folclórico torcedor do Americano. Edimelo, como era conhecido Edilson Dias de Melo, sofria de um câncer e foi a óbito em casa. O velório está marcado para as 19h deste domingo, na Capela Viagem da Paz, em frente ao cemitério do Caju. O sepultamento está previsto para a manhã desta segunda-feira (2).
Membro da torcida Força Jovem Master do Americano, Edimelo era presença constante nos estádios, inclusive em jogos do clube como visitante. No ano passado e este ano, por exemplo, marcou presença em excursões alvinegras a Volta Redonda e Cabo Frio, além de partidas em Cardoso Moreira. Entre os torcedores, era visto como uma figura alegre e apaixonada pelo clube.

— Ele, que era um alvinegro fiel, levava o Glorioso por onde passava — publicou o Americano nas redes sociais. — Certamente, deixará saudades — complementou o clube, desejando força a amigos e familiares.

Técnico do Americano em 2021 e no ano passado, Tinoco também lamentou o ocorrido. "Poxa vida, que notícia triste. Que Deus conforte o coração de todos os amigos e familiares", comentou o treinador na postagem do Americano.
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Orquestrando a Vida e El Sistema firmam convênio que possibilitará intercâmbio a jovens músicos campistas
28/09/2023 | 17h31
Diretor do El Sistema e o presidente da Orquestrando a Vida
Diretor do El Sistema e o presidente da Orquestrando a Vida / Foto: Divulgação.
A ONG Orquestrando a Vida teve uma importante conquista no último sábado (23). Durante a segunda edição do Congresso Mundial El Sistema, em Caracas, na Venezuela, foi assinado um convênio que permitirá a crianças, adolescentes e jovens adultos de Campos, de todas as camadas sociais, o acesso e o aprofundamento no estudo da música por meio de intercâmbio.
— Esse convênio com o El Sistema abre a parte de cooperação técnica — destaca o presidente da Orquestrando a Vida, Jony William Vianna. — Eles enviam delegações de professores para cá, para ensaios de orquestras e treinamentos de alunos e professores. E há também o intercâmbio, proporcionando que possamos ir para a Venezuela, tanto professores quanto alunos, para treinamentos técnicos nas orquestras e nos núcleos, inclusive com confecções de concertos, preparações de maestros, instrumentistas, e ainda participações em orquestras internacionais. É um mundo que se abre para a Orquestrando a Vida e para a cidade — enfatiza.
Fundado em 1975 pelo músico José Antonio Abreu, o El Sistema (O Sistema, em português) é um modelo didático que propõe a difusão e a democratização do acesso à música. Em vários países há réplicas desse método, de modo que 140 participantes internacionais estiveram reunidos no Centro Nacional de Ação Social da Música na última semana, de segunda-feira (18) a sábado (23), fazendo uma primeira abordagem a respeito do Sistema Mundial de Orquestras e Coros. Foram representados 43 países, bem como 86 programas inspirados no El Sistema.
— Mostrar resultados é a chave desta estrutura — disse o diretor-executivo do El Sistema, Eduardo Méndez. — Os resultados nos dão reconhecimento para conquistar mais espaços e obter financiamento que nos permita continuar trabalhando em prol de crianças e jovens. Para mostrar resultados, é preciso trabalhar muito — pontuou.
A Orquestrando a Vida esteve representada no evento pelo seu presidente, Jony William, e pelo diretor artístico, Hodyllon Martins, além do contrabaixista Victor Hugo, de 16 anos; do violinista Dávilla Santiago Santos e do percussionista Henrique Castor de Matos, ambos de 18. 
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Associação Brasileira de Imprensa adere campanha SOS Ao Livro Verde
25/09/2023 | 18h19
Ao Livro Verde foi fundada em 1844
Ao Livro Verde foi fundada em 1844 / Foto: Rodrigo Silveira
A campanha SOS Ao Livro Verde, em apoio à mais antiga livraria do Brasil, sediada em Campos, ganhou mais uma importante aliada. Trata-se Associação Brasileira de Imprensa (ABI), cuja adesão foi oficializada na última quarta-feira (20), em ofício assinado pelo presidente da entidade, Octávio Costa.
Em julho, a SOS Ao Livro Verde já havia sido reforçada pela Academia Brasileira de Letras (ABL), presidida pelo jornalista e escritor Merval Pereira. Ao todo, mais de 50 instituições (campistas, estaduais e nacionais) participam da campanha, lançada em julho pela Academia Campista de Letras (ACL), a Associação de Imprensa Campista (AIC), o Instituto Histórico e Geográfico de Campos e o Centro Universitário Fluminense (Uniflu), além de um grupo de ex-alunos do Liceu de Humanidades de Campos. Um dos braços do movimento é um abaixo-assinado, que conta com quase 2.100 assinaturas.
Nesta terça-feira (26), às 15h, haverá na Câmara Municipal a terceira reunião de uma comissão mista sobre a Ao Livro Verde. Presidida pelo vereador Rogério Matoso, a comissão está preparando um relatório final com sugestões e propostas para evitar o fechamento da livraria, fundada em 1844 e que em junho acionou a Justiça com um pedido de autofalência, tendo R$ 1.886.264,91 em dívidas. O relatório será apresentado à sociedade civil em reunião plenária aberta, no dia 3 de outubro, às 11h, também na Câmara.
Sugestões para a comissão mista da Câmara podem ser enviadas até o próximo sábado (30), pelo site camaracampos.rj.gov.br, pelo Instagram @camaradecampos ou pelo grupo de WhatsApp da SOS Ao Livro Verde. A entrada neste grupo deve ser solicitada por meio de contato com os telefones (22) 99234-4935 e 99820-9998. Já o abaixo-assinado da campanha continua recebendo assinaturas pelo site peticaopublica.com.br.
Tramita na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) um projeto do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, para tornar a Ao Livro Verde um patrimônio histórico e cultural do estado. Em Campos, a livraria foi reconhecida como patrimônio cultural pela Câmara, em agosto, e pela Prefeitura, este mês.
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