Parabéns Campos, parabéns aos nossos talentos!
28/03/2022 | 13h08
Leonardo Berenger
Hoje é dia de celebrar a nossa Campos dos Goytacazes, tão bem representada pelo seu povo. Neste 28 de março, dia em que o nosso município completa 187 anos de elevação à categoria de cidade, quero render as minhas homenagens a todos aqueles que construíram essa história, que começou bem antes da Vila de São Salvador.
Mas, nesta postagem, não quero me ater ao passado, mas sim aproveitar para enaltecer a dedicação de tantas pessoas que acreditam nesta cidade, que investem nela. Não falo somente financeiramente, mas principalmente de todos aqueles que dedicam os seus mais diferentes talentos para fazer esta cidade continuar grandiosa.
Quem nunca ouviu falar que o melhor de Campos é o povo de Campos? Controvérsias à parte, somos sim conhecidos como um povo trabalhador e hospitaleiro.
Não é difícil conhecer alguém que veio a Campos para estudar ou trabalhar e não tenha ficado por aqui. Assim também como, infelizmente, não é difícil encontrar quem deseje sair daqui por falta de oportunidades, que poderiam sim ser infinitamente maiores por tudo que Campos representou e representa economicamente para o estado do Rio de Janeiro.
Temos que seguir acreditando em dias melhores, não baseados em política partidária, mas sim em políticas públicas efetivas de incentivo ao nosso desenvolvimento.
Como eu já disse, acredito no nosso povo e muito me orgulho quando tenho a oportunidade de cruzar com pessoas que, assim como eu, acreditam nesta cidade.
Quando decidi escrever neste espaço e apresentar um programa de rádio aos sábados na Folha FM foi pensando em dar voz e visibilidade a todos aqueles que trabalham com seriedade por esta cidade.
No último sábado (26), tivemos um exemplo claro disso quando recebemos no Papo Cabeça parte da equipe docurta-metragem Faroeste Cabrunco, queestreou nesse domingo no Trianon.
O diretor do filme, gravado em Campos com a participação do ator campista Tonico Pereira, Victor vanRalse, e o Jonathan Morgades, que é um dos atores principais do filme, com o personagemLamparão, falaram um pouco sobre o projeto e só reforçaram como Campos é cheia de gente talentosa.
Nem sempre o reconhecimento vem. Não falo isso só pela falta de incentivo financeiro ideal, mas até mesmo pela ausência de reconhecimento daqueles que acham que o que vem de fora é melhor do que produzimos aqui.
Aqui neste link você confere o vídeo da nossa entrevista. Como eu disse, só um exemplo de tanta coisa boa que a nossa cidade tem a oferecer.
 PARABÉNS AOS CAMPISTAS!
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Uso de máscaras passa a ser facultativo também no ambiente escolar em Campos
21/03/2022 | 14h08
O recuo do número de infecções, internações e mortes e o avanço da vacinação contra Covid-19 têm garantido o fim da obrigatoriedade do uso da máscara em lugares abertos ou fechados, inclusive no ambiente escolar, como já aconteceu em, pelo menos, 17 estados do país, e vários países.
Em Campos, a Prefeitura publicou no Diário Oficial do município, nesta segunda-feira (21/03), o uso facultativo de máscara. A decisão foi baseada, segundo o Executivo, nos estudos técnicos feitos pela Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde.
Desde o início do mês, o Governo do Estado do Rio de Janeiro já havia publicado um decreto permitindo que a prefeituras decidissem sobre o fim da obrigatoriedade do uso do equipamento de proteção, justamente pelo estado estar na fase verde. Além de Campos, outros municípios da região como Itaperuna, Macaé, São Fidélis, Italva e São Francisco de Itabapoana já haviam aderido à flexibilização.
A obrigatoriedade do uso do equipamento de proteção em Campos fica restrita para os hospitais e unidades de saúde.
A orientação das autoridades de saúde é de que independente da decisão tomada por cada secretaria municipal, as pessoas que desejarem continuar usando máscara em locais fechados ou abertos podem assim fazê-lo, principalmente aquelas com sinais e sintomas respiratórios.
O secretário de Saúde de Campos, Paulo Hirano, chegou a sugerir antes da publicação do decreto que os idosos, pessoas imunocomprometidas e com doenças de risco permanecessem usando a máscara para a proteção contra a Covid-19.
Como colocado pelo decreto, o uso é facultativo sem qualquer restrição ao ambiente escolar, assim sendo, fica sob responsabilidade dos pais e responsáveis a escolha de enviar seus filhos com ou sem máscaras às unidades escolares.
Como gestor do Centro Escola Riachuelo, reforço que desde o início da pandemia seguimos rigorosamente todos os decretos colocados pelo município, por acreditar que todos eles foram baseados em dados técnicos-científicos que garantiriam a nossa comunidade escolar toda a segurança necessária.
Foto: Paulo-H Carvalho - Agência Brasília
Neste momento, não poderíamos agir de forma diferente e seguiremos a nova orientação publicada. Continuaremos sempre vigilantes a todos os outros cuidados, que fazem do nosso ambiente escolar o mais acolhedor e seguro.Também ficaremos atentos a qualquer nova determinação do município, já que a nossa evolução ao fim da pandemia também depende de mais avanços na imunização e na manutenção dos baixos índices casos registrados até o momento, que colocam Campos na fase verde.
Uma nova reunião do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 foi marcada para o dia 12 de abril e até lá permaneceremos vigilantes a qualquer possível alteração.
Que o bom senso prevaleça sempre, baseado não só no livre arbítrio, mas principalmente nas recomendações das autoridades de saúde respaldadas pelos estudos científicos
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Secretaria de Educação adere ao Projeto Escola Parceira da Uenf
17/03/2022 | 17h15
Secretaria de Educação firma parceria com a Uenf
Secretaria de Educação firma parceria com a Uenf / Subcom Campos
A secretaria municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) de Campos firmou parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) visando o desenvolvimento de projetos educacionais na rede municipal de ensino. O objetivo, segundo o secretário Marcelo Feres, é garantir a melhoria da qualidade do ensino em Campos, por meio do Projeto Escola Parceira da Uenf.
Marcelo participou de reunião com o reitor da Universidade Raul Palácio; vice-reitora Rosana Rodrigues; pró-reitor de Ensino, Manuel Molina Palma; professora e pesquisadora responsável pelo projeto Jardim de Polinizadores, Maria Cristina Gaglianone; subsecretária de Ciência e Tecnologia, Suzana da Hora Macedo; e a diretora de Relações Institucionais da Secretaria, Ludmila da Matta. O encontro aconteceu na sede da Uenf.
— Tivemos um encontro muito produtivo. Apresentamos para a Secretaria de Educação de Campos o projeto de Escola Parceira da UENF, que tem o objetivo de firmar acordos de cooperação para fomentar a educação regional. Além disso, divulgamos ações que a UENF já vem desenvolvendo em escolas municipais de Campos, mostrando a importância desse apoio para promover políticas públicas voltadas à educação — afirmou o reitor.
— A proposta é desenvolvermos diversas frentes de trabalho como palestras, cursos, eventos, capacitações dos profissionais da Educação, atuação de estagiários de licenciaturas e bolsistas da Uenf nas escolas municipais garantindo a contrapartida, entre outras ações. Além disso, a ideia é que os estudantes das licenciaturas possam desenvolver projetos nos laboratórios de ciências, matemática e robótica, a serem implantados em breve nas escolas municipais — informou Marcelo Feres.
De acordo com Ludmila, outras reuniões estão previstas para as próximas semanas, visando definir as primeiras unidades escolares que serão contempladas. “Queremos trazer toda essa sinergia e potencialidade das universidades para dentro da nossa rede municipal, a fim de avançarmos cada vez mais rumo a uma educação de qualidade”, disse Ludmila.
Fonte: Prefeitura de Campos
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Segunda dose pediátrica contra a Covid-19 é ampliada em Campos
15/03/2022 | 11h39
Agência Brasil
Empolgados e ainda comemorando a volta de todos os nossos alunos presencialmente às escolas após dois anos, não podemos de forma alguma nos esquecer de cumprir as medidas que nos garantem um ambiente seguro. E uma delas é manter atualizado o esquema vacinal contra a Covid- 19 das nossas crianças e adolescentes.
Nesta terça-feira (15), a Secretaria de Saúde Campos começou a aplicar a segunda dose da vacina Pfizer pediátrica para todas as crianças que já completaram o intervalo de oito semanas da primeira dose. Vale ressaltar que a imunização só se torna eficaz satisfatoriamente com as duas doses.
A estratégia, segundo a Prefeitura, continua sendo a vacinação noturna e diurna com agendamento online (AQUI) e também postos específicos para atendimento por distribuição de senha.
Para o agendamento da segunda dose vacina Pfizer, pais ou responsáveis legais podem escolher uma das vagas 300 vagas distribuídas.
Já por senha, a segunda dose pode ser feita no Centro de Convenções; na UBFS de Lagamar, em Farol de São Tomé; UBSF Poço Gordo; UBSF Parque Prazeres; na Unidade Pré-Hospitalar (UHP) Travessão. Com exceção do Centro de Convenções da UENF, nos demais locais o atendimento é das 8h30 às 13h.
“A criança que completou seis anos, mas recebeu a primeira dose de Pfizer, a segunda deve ser com o mesmo imunizante. O mesmo acontece com quem completou 12 anos e recebeu a Pfizer pediátrica, precisa concluir o esquema primário com o imunizante”, esclarece o coordenador de Imunizações, Leonardo Cordeiro.
Também já estava sendo aplicada a segunda dose da CoronaVac, que é voltada para as crianças de 6 a 11 anos, podendo ser garantida por agendamento online ou através de senha.
Ainda é possível o agendamento para a primeira dose. Todo esquema com locais e horários, inclusive da vacinação noturna, podem ser conferidos em publicação feita pela Prefeitura (AQUI).
Desde o início da vacinação pediátrica, segundo aas autoridades de Saúde em Campos, não houve qualquer intercorrência grave que comprometesse a imunização contra o coronavírus, o que só reforça sua segurança e eficácia científica.
Precisamos continuar avançando no combate desta doença e acreditar na ciência para a volta total à normalidade. Torcer para que mais crianças possam ser vacinadas, inclusive já está sob análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) um novo pedido feito Instituto Butantan para a ampliação do uso da vacina Coronavac em crianças de 3 a 5 anos.
Segundo a Anvisa, o prazo de avaliação é de até sete dias úteis e começa a contar a partir dessa segunda-feira (14).
DOSE DE REFORÇO - Outra notícia também divulgada sobre a ampliação da vacinação é a de que o Ministério da Saúde fará alterações na imunização infantil no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid (PNO).
De acordo com as novas medidas, crianças e adolescentes imunocomprometidos, com idades entre 5 e 17 anos, receberão uma terceira dose (D3) da vacina contra o coronavírus.
Não vamos baixar a guarda e o nosso papel como educador é também informar os caminhos para sairmos de vez desta pandemia. Quanto mais pessoas vacinadas, maiores as chances de nos livramos desta doença que silenciou tantas vidas e que marcará para sempre a humanidade.
 
 
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Uma educação para além do absorvente
09/03/2022 | 17h08
Nesta semana, em meio às comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, veio a notícia de que o governo federal decidiu liberar a distribuição gratuita de absorventes para alguns grupos de mulheres, como forma de combater a pobreza menstrual, mesmo que ainda de forma restrita.
Polêmicas à parte sobre a liberação só ter vindo agora, já que antes foi vetada, o que eu quero aqui nesta postagem é falar sobre os impactos que a falta de absorvente pode causar no meio escolar e de que forma, nós educadores, podemos contribuir para um ambiente cada vez mais saudável e acolhedor para as nossas meninas e mulheres.
Na noite desta terça-feira (08), foi exibida uma reportagem que trazia um depoimento que me marcou, apesar de não ser surpreendente por, infelizmente, saber que faz parte da vida de milhares de mulheres.
No quintal de uma residência simples, a dona de casa Maria Brito dos Santos relatou à repórter que as netas passam apuro quando não dá para comprar absorvente e, muitas vezes, acabam faltando as aulas: “Quando você não tem dinheiro para comprar, como é que você faz? A criança não vai para a escola, a menina não vai”, contou.
Um levantamento feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), no ano passado, revelou que entre adolescentes e jovens que menstruam, 35% afirmaram que já passaram por alguma dificuldade por não ter acesso a absorventes.
“A experiência de menstruar tem sido algo difícil para muitas pessoas que menstruam, seja pela falta de insumos, como absorventes, seja pelas condições estruturais, como água e banheiro. Na enquete, ouvimos pessoas que, na falta de recursos mínimos, relataram uso de fralda, pano e até sabugo de milho no período menstrual. Isso tem um impacto profundo no direito de ir e vir, na construção de autoestima e confiança corporal, e na dignidade de pessoas que menstruam”, afirma Astrid Bant, representante do UNFPA no Brasil.
O mesmo levantamento revelou outro dado preocupante. As informações sobre menstruação ainda não fazem parte da vida escolar. Entre as pessoas que menstruam, 71% disseram que nunca tiveram aulas, palestras ou rodas de conversa sobre cuidados na menstruação na escola. Entre quem não menstrua, 58% nunca tiveram.
“A dignidade menstrual é um direito de cada adolescente e jovem que menstrua. É essencial retirar o tabu em relação ao tema. As escolas têm um papel fundamental nesse processo. Cabe a elas acolher todas as pessoas que menstruam e contribuir para transformar o ambiente escolar em um espaço acolhedor, sem bullying, e que respeite a todas e todos", defendeu, em 2021, a representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer.
A pesquisa ainda mostrou que entre quem menstrua, 62% afirmam que já deixaram de ir à escola, ou outros lugares por causa da menstruação. Além disso, 73% dizem que já sentiram constrangimento na escola ou em outro lugar público por conta menstruação. O constrangimento é também notado por quem não menstrua: 58% disseram que já presenciaram essas situações de constrangimento.
Esta enquete feita pela UNICEF é um recado que adolescentes e jovens estão nos dando, e revela que é essencial garantir espaços seguros de diálogo nas escolas e nas famílias para garantir que os direitos menstruais sejam respeitados.
Como cidadão, gestor escolar e também como professor concursado de Educação Física, no Governo do Estado do Rio, desde 2007, nunca conseguiria passar ileso a tantas informações tão impactantes.
Tenho dito e trabalhado para que o papel da escola seja efetivo nas ações por melhores condições de vida para as mulheres, contribuindo para uma sociedade justa e igualitária, a começar pelo ambiente escolar. É nosso dever fazer um trabalho de fortalecimento para as meninas e ainda de conscientização envolvendo também os meninos.
Só vamos conseguir avançar nisso com parcerias, contando com o apoio de quem se preparou para lidar com estas questões. Tanto as escolas públicas, quanto as privadas precisam estar atentas a isso.
No fim do ano passado, tive o privilégio de conhecer o trabalho do Instituto ELA (Educação, Liderança e Altruísmo). Fundado há dois anos, em São Paulo, o instituto é formado por um grupo de educadoras, mulheres fortes e sonhadoras que se uniram pelo protagonismo da mulher, dando suporte principalmente a educadores, com palestras e campanhas, inclusive incentivando a doação de absorventes.
Logo me encantei com o trabalho e hoje somos parceiros. Temos o Selo de Responsabilidade Social Feminina, e iniciamos, como gestor do Centro Escola Riachuelo, algumas ações este ano nas nossas cinco unidades, por meio do nosso Departamento da Família.
Na volta às aulas, as estudantes já encontraram absorventes disponíveis nos banheiros das unidades.
A nossa proposta é envolver todos em campanhas não só sobre a importância do absorvente, mas também em outros temas que não podem passar desapercebidos no dia a dia.
Queremos quebrar o tabu que ainda existe em relação à menstruação, e também incentivar uma campanha de doação do produto íntimo a comunidades carentes.
Não nos resumiremos à questão, outros temas precisam ser abordados, inclusive seguindo as orientações da Lei Federal 14.164, de 10 de junho de 2021, que determina a aplicação de conteúdos sobre a prevenção da violência contra a mulher nos seus currículos e institui a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher.
O que buscaremos sempre é o fortalecimento das nossas meninas e mulheres, principalmente incentivando à educação socioemocional. Para falar de empoderamento feminino, da valorização delas, a gente precisa começar onde? Na base. Precisamos mostrar para estas meninas que estão nas escolas, que elas podem ser o que quiserem, mas que, para isso, precisam estar fortalecidas.
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O GLOBO: Em dois anos de pandemia, colégios privados perderam quase um milhão de alunos
03/03/2022 | 15h00
Uma reportagem publicada nas versões impressa e virtual de O Globo mostra bem o baque sofrido pelos colégios privados nos dois anos de pandemia, principalmente na educação infantil. Veja abaixo trechos da reportagem:
“As escolas privadas brasileiras perderam quase um milhão de estudantes nos dois primeiros anos da pandemia. O número representa uma queda de quase 10% de matrículas, interrompendo uma série histórica de crescimento.
O maior baque foi na educação infantil, que representou quase 600 mil — 298 mil na creche e 308 mil na pré-escola, uma queda de 21% e 25%, respectivamente.
(...) A creche não é uma etapa obrigatória, e por isso, os pais não precisavam nem buscar uma escola pública para as crianças.
A saída da rede privada também gera problemas para a pública. A creche e a pré-escola são etapas em que o país ainda não garante vaga para todas as crianças. Diretora do Centro de Políticas Educacionais da FGV-RJ e ex-secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin aponta outro problema gerado nesse último ano: a dificuldade de planejamento.
(...) Um fenômeno muito comum em 2020 e 2021 foi o de pais que decidiram tirar seus filhos da creche e pré-escola da rede privada e não os colocaram na rede pública”.
Nota do Blog:
A reportagem publicada em O Globo traz um triste retrato do que esta pandemia representou economicamente para os estabelecimentos privados de ensino, citando inclusive o fechamento de várias escolas no Brasil. Mostra também a história de uma família que tinha colocado o filho na escola pública e agora está retornando para a rede privada.
São cenários muito perto da realidade enfrentada aqui em Campos. O que nos preocupa vai além das perdas econômicas. Temos que levar em consideração o desnivelamento pedagógico que muitos alunos que ficaram fora da escola ou que não estudaram devidamente vão enfrentar a partir de agora.
É preciso a compreensão de todos os educadores e principalmente das famílias. Temos que levar também em consideração todo o aspecto mental e o socioemocional. Ainda não há como mensurar de fato o quanto sofreremos com este impacto, mas é incontestável que todos nós fomos afetados de alguma forma por esta pandemia.
A educação precisa ser prioridade para todos, tanto para o poder público, quanto para as famílias. Precisamos valorizar a educação, porque só com ela que vamos conseguir salvar este país e o mundo.
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Mensagem ao professor: Escolas mais humanas para evitar guerras
25/02/2022 | 18h41
Explosão é vista na capital ucraniana de Kiev
Explosão é vista na capital ucraniana de Kiev / Gabinete do Presidente da Ucrânia
Vemos atônitos mais uma guerra explodir no mundo e não há como não se comover diante da dor de tantas pessoas e os reflexos que esta invasão da Rússia na Ucrânia vai causar em várias partes deste planeta.
Mais um triste capítulo da história mundial escrito com sangue e que infelizmente passará a figurar os livros e as aulas dos nossos estudantes.
A forma como este conteúdo deverá ser apresentado dirá muito sobre que escola queremos construir e, por consequente, que sociedade queremos formar.
Entre as várias leituras que tenho feito sobre as consequências de uma guerra, uma direcionada aos professores (educadores de forma geral) chamou ainda mais a minha atenção e compartilho com vocês abaixo.
A mensagem é atribuída a uma carta de autoria desconhecida que teria sido encontrada em um campo de concentração nazista, após o fim da Segunda Guerra Mundial, trazendo a seguinte mensagem aos professores:
“Prezado Professor,
Sou sobrevivente de um campo de concentração.
Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver.
Câmaras de gás construídas por engenheiros formados.
Crianças envenenadas por médicos diplomados.
Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas.
Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de
colégios e universidades.
Assim, tenho minhas suspeitas sobre a Educação.
Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos.
Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou
psicopatas hábeis.
Ler, escrever e aritmética só serão importantes se fizerem das nossas crianças mais humanas”.
É uma mensagem que vale para todos nós: educadores, alunos, familiares e sociedade como um todo.
 
 
Escolas precisam ser ambientes humanizados! Precisamos fazer delas, lugares para formar cidadãos conscientes, humanos e de valores... É nosso dever promover a construção moral e ética nas nossas crianças e adolescentes!
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Prefeitura confirma aulas presenciais de 5 a 11 anos para 07/03
21/02/2022 | 13h45
Reprodução de vídeo
A volta às aulas presenciais das crianças de 5 a 11 anos está mantida para o próximo dia 07 de março, segundo decisão do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19, após reunião realizada nesta segunda-feira (21).
Até lá, para estas faixas etárias, seguem autorizadas, apenas, as atividades extraclasses nas unidades, complementando as aulas remotas, como já previa o decreto em vigor.
O município se manteve na Fase Amarela do Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Sociais, mas alterou algumas regras que serão publicadas em novo decreto no Diário Oficial do Município.
Apesar de ainda proibir a retomada das aulas presenciais para todos, a previsão é que o decreto mantenha autorização para eventos em locais fechados, mesmo que ainda reduzindo a capacidade de frequentadores.
O Carnaval de rua segue cortado, mas, em espaços públicos, estão autorizadas as atividades culturais e esportivas durante o dia, desde que sejam mantidas as regras sanitárias.
O subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, Charbell Kury, reforçou a importância da vacinação, principalmente entre as crianças que ainda não voltaram para as escolas.
A Prefeitura segue com a repescagem da imunização de crianças entre 5 e 11 anos (Confira aqui).
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Tragédia em Petrópolis traz à tona presente e passado vergonhoso; veja o vídeo
21/02/2022 | 13h32
No Papo Cabeça de sábado (19/02), na Folha FM, aproveitamos para reforçar a Campanha SOS Petrópolis, que busca arrecadar donativos para as vítimas da tragédia provocada pela chuva no município da Região Serrana do Rio. Tanto aqui no Blog, como na escola, temos divulgado pontos de arrecadação das doações, inclusive nas cinco unidades do Centro Escola Riachuelo. (Veja aqui)
Sabemos que bens materiais não são nada diante de tantas perdas emocionais, mas, neste momento, as doações de vários tipos de donativos são necessárias e um acalento àquela população tão sofrida, diante de mais uma tragédia provocada pelas chuvas.
O número de mortes, infelizmente, já é o maior já registrado na história da cidade– a maior catástrofe até aqui era a de 1988, quando 171 morreram.
É muito revoltante saber que mais uma vez faltaram ações dos governantes, que pudessem evitar novos desastres naturais e as perdas não só estruturais, mas principalmente das várias vidas e famílias destruídas.
Lamentamos que tragédias como estas se tornem, muitas vezes, palanques eleitorais. O trabalho tem que ser preventivo para que cenas tristes como as vividas em Petrópolis não voltem a acontecer.
Penso que todos os educadores deveriam, neste momento, parar os seus conteúdos programáticos e destinar seu enfoque à situação de Petrópolis, propondo aos seus alunos uma reflexão sobre os acontecimentos na Região Serrana.
Assuntos não vão faltar por tudo que essa tragédia revela. Não bastasse tudo de inacreditável vivido pela população pretopolitana, ainda ficamos perplexos em saber que até hoje o município sustenta "herdeiros" da antiga família real com o pagamento de imposto desde 1847.
A partir do desastre, o debate nas redes sociais sobre o laudêmio se formou. Conhecida como o "taxa do príncipe", o imposto é cobrado em cima da comercialização de terras em determinadas áreas do município, ondeficava a Fazenda Córrego Seco, pertencente a Dom Pedro II.
Segundo reportagem do G1, a então fazenda, hoje, engloba o Centro e outros bairros mais valorizados da Cidade Imperial. E pasmem, para cada transação de terra feita na região,é cobrado um percentual de 2,5%, que obrigatoriamente é repassado aos herdeiros de Dom Pedro II.
Um triste capítulo da nossa história, que não pode ser ignorado e merece uma reflexão por toda sociedade, e uma revisão dos nossos políticos.
Não vamos deixar, de forma alguma, que toda essa tragédia de Petrópolis caia no esquecimento.
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Uenf e outros pontos da região arrecadam doações para Petrópolis
16/02/2022 | 11h14
Vamos todos entrar nesta corrente do bem em apoio aos moradores de Petrópolis, na Região Serrana do nosso estado, que mais uma vez vive uma tragédia por consequência das chuvas. A cidade está devastada não só estruturalmente, mas também na dor de dezenas de pessoas que perderam os seus familiares. Já são mais de 100 mortes confirmadas.
Aproveitamos para divulgar alguns lugares que estão recebendo doações para serem destinadas ao município. Em uma postagem nas redes sociais, a Uenf, por exemplo, informou que abriu um ponto de coleta de doações no seu Centro de Convenções.
“Gostaríamos de convidar a toda a sociedade campista e a comunidade universitária para colaborar e dessa forma ajudar aos desabrigados”, comunicou.
Os quartéis do Corpo de Bombeiros em Campos e em toda região Norte e Noroeste, também estão sendo pontos de doação para serem destinados à Petrópolis, assim como todos os batalhões da Polícia Militar do RJ.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também está recebendo doações em suas 63 subseções no estado. Os clubes de futebol do Rio também se mobilizaram para ajudar os moradores de Petrópolis.
Estão sendo aceitas doações de colchões, cobertores, material de limpeza e higiene pessoal, máscaras, álcool em gel, roupas, alimentos não perecíveis e água.
Se você souber de mais um ponto de doação, por favor, nos informe através do perfil no Instagram @papocabecafm. Mas, acho que o momento agora, é concentrar nossas forças nestes locais para que possamos arrecadar o máximo de ajuda possível.
*Núnero de mortes, infelizmente, em atualização.
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Sobre o autor

Fabiano Rangel

[email protected]

Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.