Tragédia em Petrópolis traz à tona presente e passado vergonhoso; veja o vídeo
21/02/2022 13:32 - Atualizado em 21/02/2022 13:36
No Papo Cabeça de sábado (19/02), na Folha FM, aproveitamos para reforçar a Campanha SOS Petrópolis, que busca arrecadar donativos para as vítimas da tragédia provocada pela chuva no município da Região Serrana do Rio. Tanto aqui no Blog, como na escola, temos divulgado pontos de arrecadação das doações, inclusive nas cinco unidades do Centro Escola Riachuelo. (Veja aqui)
Sabemos que bens materiais não são nada diante de tantas perdas emocionais, mas, neste momento, as doações de vários tipos de donativos são necessárias e um acalento àquela população tão sofrida, diante de mais uma tragédia provocada pelas chuvas.
O número de mortes, infelizmente, já é o maior já registrado na história da cidade– a maior catástrofe até aqui era a de 1988, quando 171 morreram.
É muito revoltante saber que mais uma vez faltaram ações dos governantes, que pudessem evitar novos desastres naturais e as perdas não só estruturais, mas principalmente das várias vidas e famílias destruídas.
Lamentamos que tragédias como estas se tornem, muitas vezes, palanques eleitorais. O trabalho tem que ser preventivo para que cenas tristes como as vividas em Petrópolis não voltem a acontecer.
Penso que todos os educadores deveriam, neste momento, parar os seus conteúdos programáticos e destinar seu enfoque à situação de Petrópolis, propondo aos seus alunos uma reflexão sobre os acontecimentos na Região Serrana.
Assuntos não vão faltar por tudo que essa tragédia revela. Não bastasse tudo de inacreditável vivido pela população pretopolitana, ainda ficamos perplexos em saber que até hoje o município sustenta "herdeiros" da antiga família real com o pagamento de imposto desde 1847.
A partir do desastre, o debate nas redes sociais sobre o laudêmio se formou. Conhecida como o "taxa do príncipe", o imposto é cobrado em cima da comercialização de terras em determinadas áreas do município, ondeficava a Fazenda Córrego Seco, pertencente a Dom Pedro II.
Segundo reportagem do G1, a então fazenda, hoje, engloba o Centro e outros bairros mais valorizados da Cidade Imperial. E pasmem, para cada transação de terra feita na região,é cobrado um percentual de 2,5%, que obrigatoriamente é repassado aos herdeiros de Dom Pedro II.
Um triste capítulo da nossa história, que não pode ser ignorado e merece uma reflexão por toda sociedade, e uma revisão dos nossos políticos.
Não vamos deixar, de forma alguma, que toda essa tragédia de Petrópolis caia no esquecimento.

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    Sobre o autor

    Fabiano Rangel

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    Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.