Afinal, crianças e adolescentes são indivíduos com personalidade e opiniões próprias, além de terem uma vontade grande de vivenciar coisas novas que nem sempre são aprovadas pela família — o que, muitas vezes, tem a ver com o instinto de proteção dos pais em relação aos filhos.
Desse modo, podem surgir conflitos e distanciamentos. Quer saber como evitar isso e aumentar a confiança entre pais e filhos? Então, continue a leitura e veja algumas dicas para que o bom relacionamento seja cultivado desde cedo!
A importância de nutrir a confiança entre pais e filhos
Se os pequenos sentem que têm um lugar seguro para fazer confidências e dividir suas apreensões em casa, terão o suporte da família em momentos decisivos. Do contrário, podem recorrer a outras companhias que nem sempre proporcionam os melhores encaminhamentos.
Dicas para construir uma relação de confiança com os filhos
A educação de crianças e adolescentes não vem com manual de instruções. Isso significa que não há certo ou errado: a relação com os filhos depende das características e valores de cada família.
Porém, alguns hábitos são vistos como saudáveis nos relacionamentos familiares e contribuem com a consolidação da confiança entre pais e filhos. Veja só!
Faça do diálogo uma rotina
Por isso, vale a pena separar um momento do dia para colocar a conversa em dia, como durante uma refeição. Nessa ocasião, coloque-se à disposição para escutar atentamente, evitando distrações como o celular ou a televisão.
Uma dica muito importante é jamais trair a confiança do seu filho. Se, nesses diálogos, surgirem confidências ou segredos, não conte a ninguém, nem mesmo a pessoas muito próximas. Mostre ao pequeno que os momentos de conversa entre vocês são um lugar seguro.
Tenha um hobby em família
Dividir uma paixão e fazer dela uma tradição fortalece muito o relacionamento e ajuda a estreitar os laços. Por exemplo, praticar atividades físicas em família, pescar todo domingo de manhã, fazer alguma atividade artística, ir ao cinema juntos uma vez por semana etc.
Entenda a realidade do seu filho
No mesmo sentido, o mundo de hoje não é o mesmo de alguns anos atrás, por isso é importante que as gerações anteriores tenham abertura para lidar com conflitos e problemas que fazem sentido hoje, mesmo que em sua época tenha sido diferente.
Minimizar ou desprezar questões dos pequenos é um dos principais motivos para a quebra de confiança entre pais e filhos, sobretudo na adolescência. Afinal, se nossas queixas e apreensões são tratadas como banalidade ou ridicularizadas, não nos sentimos mais confortáveis para expô-las, não é?
Evite enfrentamentos agressivos
Lembre-se de que você é a única pessoa adulta na conversa e, portanto, mesmo que seu filho tenha reações explosivas, as correções devem ser feitas com firmeza e calma.
Evite interrupções de fala, xingamentos ou generalizações como “você é assim, sempre faz isso” — em vez disso, a bronca deve ser direcionada a comportamentos pontuais, por exemplo, “essa atitude nos decepcionou”.
Mostre que você confia nele
Além disso, vale a pena delegar algumas responsabilidades adequadas à idade do seu filho. Assim, ele perceberá, por meio de ações, que você realmente o vê como uma pessoa com a qual se pode contar. Ainda, essa é uma excelente maneira para incentivar a formação de caráter e o desenvolvimento de autonomia.
Dê liberdade e espaço
Por isso, caso perceba que ele não quer conversar ou se abrir naquele momento, mostre-se disponível, mas não insista. Isso pode afastá-lo ainda mais.
Além disso, é importante que a família deixe que os filhos, sobretudo na adolescência, tenham liberdade de opinião e abertura para tomar as próprias decisões — sempre, é claro, com a orientação e a vigilância da família.
Diante desta leitura, você já tem boas dicas de como a confiança entre pais e filhos pode ser cultivada. Essa é uma das bases mais importantes para um bom relacionamento familiar, sendo decisiva para a formação dos jovens".
Fonte: Blog da Escola da Inteligência
Para ajudar eleitoras e eleitores a votar pela educação, o UNICEF apresenta nove temas que precisam fazer parte da agenda pública brasileira:
1.#VotePelaEducação – Fora da Escola Não Pode!
2.#VotePelaEducação – Pela retomada do direito à educação
3.#VotePelaEducação – Por uma educação antirracista, antissexista e inclusiva
4.#VotePelaEducação – Pela valorização de professoras(es) e
5.#VotePelaEducação – Pela valorização da escola pública
6.#VotePelaEducação – Por mais recursos para a educação pública
7.#VotePelaEducação – Pela inclusão digital e educação conectada
8.#VotePelaEducação – Aprendizagem e trabalho decente para jovens
9.#VotePelaEducação – Pelos direitos de cada criança e adolescente no Brasil
Para saber mais sobre a campanha, os temas acima e do levantamento online, basta acessar este LINK.
Fonte do texto: Site da ONU
Como medida preventiva, já determina, apenas para a rede pública, o adiamento do retorno do recesso escolar dos alunos da educação infantil (entre 0 e 5 anos incompletos – berçário, maternal I e II, e pré-escolar I e II). A previsão é de que o atraso seja de uma semana e é inevitável não pensar por que a Educação tem que mais uma vez “pagar o preço” se toda sociedade parece ter voltado à normalidade?
Desde que passamos a escrever neste espaço aqui, temos alertado para a importância de cuidar da saúde mental de meninas e meninos. Tenho compartilhado com frequência o quanto ainda tem sido desafiador o dia a dia dos nossos alunos, muitos abalados emocionalmente pelos reflexos da pandemia, principalmente pelo distanciamento físico de dois anos do colégio.
Agora, uma enquete realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização da sociedade civil Viração Educomunicação, mostra o quanto é urgente voltarmos a nossa atenção ao tema.
A consulta feita com mais de 7,7 mil adolescentes e jovens de todo o Brasil mostra que, recentemente, metade sentiu necessidade de pedir ajuda sobre saúde mental. O levantamento online mostra, também, que 50% dos respondentes não conheciam serviços ou profissionais dedicados a apoiar adolescentes na área da saúde mental.
Neste momento em que o País começa a retomar a rotina, com a melhora da pandemia de covid-19, a saúde mental de adolescentes e jovens continua sendo uma preocupação, de acordo com a publicação feita pela Unicef.
Quando questionados sobre o sentimento que melhor descreveria como estavam se sentindo nos últimos dias, 35% dos adolescentes e jovens que responderam à enquete disseram “ansiosas(os)”. Além disso, 14% se disseram “felizes”; 11%, “preocupadas(os) consigo”; 9%, “indiferentes”; e 8%, “deprimidas(os)”.
Entre todos os respondentes, metade diz que sentiu necessidade de pedir ajuda em relação à saúde mental, mas 40% deles não recorreram a ninguém. Outros 20% buscaram amigas(os); 15%, psicólogas(os) ou psiquiatras; 11% recorreram à família e 8%, a namoradas(os). Somente 2% procuraram professores e outros 2%, profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde.
Entre os motivos destacados por aqueles que não buscaram ajuda, estão a insegurança (29%), a desistência de buscar ajuda (26%), o medo de julgamento (17%), ou a falta de informação sobre quem procurar (10%).
Apenas metade dos respondentes conhecia serviços ou profissionais dedicados a apoiar adolescentes na área da saúde mental. Entre quem conhecia, o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) apareceu como o principal local (38%), seguido por Centro de Atenção Psicossocial (Caps) (20%) e escola (17%).
“Os resultados mostram que é fundamental que famílias e profissionais que trabalham com adolescentes ampliem suas habilidades para fazer uma escuta qualificada e sem julgamentos, promover o acolhimento e encaminhar adolescentes para os serviços adequados disponíveis. Essas são as primeiras pessoas de confiança buscadas por adolescentes e jovens em temas de saúde mental, mas é essencial que eles conheçam os fluxos de atendimento psicossocial em seus municípios, saber a quem buscar e aonde ir. É importante que os municípios estejam preparados para receber essas demandas intersetorialmente”, explica Gabriela Mora, oficial do Programa de Cidadania dos Adolescentes do Unicef no Brasil.
“Muitas vezes fala-se sobre a juventude e os desafios enfrentados nessa fase sem que adolescentes e jovens sejam convidados a participar do debate. É preciso construir espaços que possibilitem a escuta ativa desses sujeitos. Somente dessa forma seremos capazes de superar os estigmas em relação à saúde mental e planejar ações realmente assertivas para a criação de redes de apoio”, afirmam Jéssica Rezende e Juliane Cruz, analistas de projeto na Viração e responsáveis pela implementação do U-Report no Brasil.
Sobre a enquete
A enquete, com maior participação de adolescentes entre 15 e 19 anos, foi realizada de 17 a 23 de maio de 2022 por meio da plataforma U-Report. As enquetes do U-Report Brasil são realizadas virtualmente pelo WhatsApp, Telegram e Facebook Messenger, por meio de um chatbot.
O projeto é desenvolvido pelo Unicef em parceria com a Viração Educomunicação. Não se trata de pesquisas com rigor metodológico, mas de consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas, principalmente adolescentes e jovens, que se cadastram na plataforma. Esta enquete apresenta a opinião de mais de 7,7 mil adolescentes até 19 anos e não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo. Confira todos os dados aqui.
Onde pedir ajuda?
Para apoiar adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, o Unicef conta com um canal de ajuda em saúde mental virtual, o Pode Falar. A plataforma já recebeu mais de 36,6 mil acessos desde que foi lançada em fevereiro de 2021 e funciona de forma anônima e gratuita por meio de um chatbot batizado de Ariel por adolescentes, acessado pelo site podefalar.org.br ou pelo WhatsApp (61) 9660 8843.
Fortalecer a educação socioemocional para mudar o cenário assustador constatado na enquete só se torna cada vez mais urgente.
Defendo isso na prática há pelo menos 5 anos, antes mesmo destes novos tempos impostos pela pandemia. Tornamo-nos o primeiro colégio de Campos a implantar o Programa Escola da Inteligência, idealizado pelo Dr. Augusto Cury. Buscamos sempre também aproximar a família da escola e promover a construção de relações saudáveis.
Todos nós precisamos estar vigilantes aos desafios desta juventude... segurar na mão e ficar mais atento aos pedidos de socorro, infelizmente, silenciados muitas vezes.
*Com informações da Unicef:
Foto: Tristeza foto criado por jcomp - br.freepik.com
Volto a dizer que, para mim, o projeto do ensino domiciliar é desnecessário, não deveria nem estar no
Sobre o autor
Fabiano Rangel
[email protected]Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.