Alunos e colaboradores do C.E. Riachuelo em projeto cultural da Folha
10/11/2022 | 02h27
O Grupo Folha da Manhã marcou mais um gol de placa na noite dessa quarta-feira (9), no Teatro Municipal Trianon, em Campos. Não só pelo maravilhoso show de fim de ano com o cantor e compositor Leoni, mas por toda iniciativa por trás do evento, que foi um verdadeiro brinde à cultura.
Uma noite ainda mais especial para o Centro Escola Riachuelo, que foi presenteado pela Folha, com a oportunidade de convidar alunos e colaboradores para prestigiar o evento, que homenageia, desde 2000, com o Troféu Folha Seca, campistas de destaque nacional e/ou internacional em sua área de atuação.
Nesta 22ª edição, o troféu foi entregue ao cineasta campista Noilton Nunes, premiado com diversos filmes e ex-presidente da Associação Brasileira de Documentaristas.
Como educador e diretor do Riachuelo, me senti muito honrado em fazer parte dessa iniciativa, que visa a valorizar a cultura nacional, por meio do projeto “A Folha vai à Escola”.
O Grupo Folha cumpriu, brilhantemente, mais uma vez o seu “papel com a comunidade, para ir além das páginas escritas, faladas e digitalizadas; realizando também a missão de se aliar aos que serão nossos novos construtores, para que tenhamos um futuro mais pleno e fecundo”.
Quero gradecer mais uma vez aos diretores Diva, Aluysio e Christiano Abreu Barbosa pelo carinho, reconhecimento e parceria.
Parabéns por mais este evento de sucesso!
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Maioria dos jovens vê perdas irreparáveis de aprendizado devido à pandemia, revela pesquisa
21/10/2022 | 04h32
Arquivo Agência Brasil
Uma pesquisa divulgada pela Folhapress, nos últimos dias, revela que 61% jovens no Brasil concordam que a pandemia da Covid-19 causou perdas irreparáveis de aprendizado. A percepção muda de acordo com o gênero: mais mulheres reportam perda (65%) na educação que homens (57%).
O instituto Datafolha realizou mil entrevistas com jovens, na faixa de 15 a 29 anos, parte deles no Rio de Janeiro.
Com a pandemia, o Brasil, e em especial Campos, foi um dos países que por mais tempo manteve as escolas fechadas, algo que criticamos bastante enquanto educador e fomos para as ruas lutar contra. Não temos dúvidas que isto refletiu negativamente no desempenho dos alunos nas escolas.
De acordo com o Ideb, as repercussões da crise sanitária resultaram em uma queda de aprendizado dos alunos de escolas públicas e privadas em todas as etapas da educação básica. Dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) indicam que a taxa de abandono escolar mais que dobrou em 2021, de 2,3% (2020) para 5,6%.
Além disso, de acordo com um estudo divulgado em setembro pela Unicef, 17% dos estudantes das classes D/E abandonaram a escola durante a pandemia e não retornaram, metade deles para trabalhar fora.
Entre os que voltaram, 46% se sentiram despreparados para acompanhar as atividades escolares, 35% tiveram dificuldade para controlar suas emoções e 30%, pensamentos negativos, sentiram-se tristes e deprimidos, como já mostramos em publicação feita (aqui) no Blog.
Para especialistas, o quadro pode estar atrelado à saúde mental dos adolescentes e jovens. "É muito importante que as escolas mantenham ou adotem projetos específicos para tratar a questão da saúde mental e da construção de laços", destacou Alexandre Schneider, ex-secretário de municipal de educação de São Paulo.
Para ele, quando um jovem sinaliza que teve perdas não recuperáveis, significa que ele está inseguro tanto em relação ao seu próprio processo de aprendizagem quanto à capacidade da escola em garantir isso.
A pesquisa ainda mostra que a maioria (66%) concorda que a escola ensinou os jovens a formarem suas próprias ideias e opiniões sobre a realidade brasileira. Os números variam um pouco quando comparam os jovens de acordo com os pensamentos ideológicos: 72% entre os de esquerda concordam com a afirmação; 64% entre os de direita.
Para Schneider, esses dados mostram que os jovens não devem ser subestimados. "Eles têm ideias próprias e a pesquisa indica que qualquer tipo de tentativa de conduzir a forma de pensar desse aluno vai dar errado", diz ele. "Isso mostra que a escola faz pensar, não só para um lado, senão teríamos jovens só com uma tendência ideológica."
A pesquisa mostra também que metade dos jovens (52%) concorda que a escola os preparou para ser um bom profissional no mercado de trabalho.
*Com Informações da Folhapress
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Os desafios da Educação em pauta na 3ª edição da Jornada Bett
07/10/2022 | 01h17
Marcamos presença mais uma vez na Bett Brasil, agora na 3ª Jornada, que aconteceu nos últimos dias 05 e 06, em Recife (PE). Com o macrotema “Gestão escolar e inovação na aprendizagem: como lidar com os desafios?", o evento reuniu educadores e especialistas brasileiros para um amplo diálogo sobre o cenário atual e o futuro da gestão educacional.
A Bett Brasil é o maior evento de Educação e de Tecnologia da América Latina e também realiza encontros itinerantes, como este no Nordeste. Uma oportunidade para que a gente, gestores, mantenedores e líderes educacionais, possa estar sempre trocando ideias e atualizados.
As temáticas dos painéis trouxeram conteúdos voltados sobre os desafios enfrentados por nós para garantir uma educação de qualidade, inclusiva e equitativa, em meio aos constantes impactos sofridos por novos processos, tecnologias, metodologias e formas de pensar a aprendizagem.

A 3ª Jornada Bett teve mais de 30 palestrantes e 15 horas de conteúdo.
Ao lado do gerente administrativo do nosso Centro Escola Riachuelo, Hebert Rangel, ouvimos temas como: “Que tipo de gestão deve ser desenvolvida para promover uma escola inovadora?”; “Porque o gestor escolar deve estimular desenvolvimento de competências e habilidades do século XXI em uma escola inovadora?”; “Escola como organização aprendente: como motivar o corpo docente, promovendo o desenvolvimento e aprendizagem de toda a equipe?”; “Como manter um fluxo financeiro saudável”; “Marketing Educacional: como manter uma boa conversa com as famílias desde a matrícula?”; “Novas tecnologias na aprendizagem - como incorporá-las de forma espontânea e natural”; “Para onde vai a escola?
O evento foi importante para a gente se fortalecer... Como empresa, temos que criar, apostar, realizar e continuar com as estratégias de crescimento, mas tudo tem que ser feito com a nossa essência, com a alma do nosso negócio que é o acolhimento, é o cuidado, é o humano…
 
Retorno mais uma vez a Campos na certeza de que na minha bagagem tem mais conhecimento e o desejo de aprender sempre mais.
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Como aumentar a confiança entre pais e filhos?
02/09/2022 | 06h59
Como sempre buscamos fazer aqui neste espaço, trazemos mais uma contribuição da Escola da Inteligência sobre a importância do envolvimento da família no fortalecimento socioemocional. Vale muito a leitura do artigo abaixo:
"Uma relação forte de confiança entre pais e filhos é uma base para a vida toda e que faz muita diferença na formação dos pequenos. Porém, sobretudo com a chegada da adolescência, o relacionamento entre família pode se tornar problemático se não houver empenho para manter a confiança mútua.

Afinal, crianças e adolescentes são indivíduos com personalidade e opiniões próprias, além de terem uma vontade grande de vivenciar coisas novas que nem sempre são aprovadas pela família — o que, muitas vezes, tem a ver com o instinto de proteção dos pais em relação aos filhos.

Desse modo, podem surgir conflitos e distanciamentos. Quer saber como evitar isso e aumentar a confiança entre pais e filhos? Então, continue a leitura e veja algumas dicas para que o bom relacionamento seja cultivado desde cedo!

A importância de nutrir a confiança entre pais e filhos
O vínculo afetivo com a família é um dos mais importantes na nossa vida. Durante a infância e a adolescência, sentir que há apoio, afeto e entendimento dentro de casa faz toda a diferença na formação afetiva e social. Por isso, nutrir a confiança entre pais e filhos é o caminho para um relacionamento transparente e saudável.

Se os pequenos sentem que têm um lugar seguro para fazer confidências e dividir suas apreensões em casa, terão o suporte da família em momentos decisivos. Do contrário, podem recorrer a outras companhias que nem sempre proporcionam os melhores encaminhamentos.

Dicas para construir uma relação de confiança com os filhos
A educação de crianças e adolescentes não vem com manual de instruções. Isso significa que não há certo ou errado: a relação com os filhos depende das características e valores de cada família.

Porém, alguns hábitos são vistos como saudáveis nos relacionamentos familiares e contribuem com a consolidação da confiança entre pais e filhos. Veja só!

Faça do diálogo uma rotina
Com a correria do dia a dia, muitas vezes, o diálogo em casa acaba negligenciado. Porém, o primeiro passo para construir uma relação de confiança entre pais e filhos é cultivar a amizade, e isso depende de tempo compartilhado e comunicação.

Por isso, vale a pena separar um momento do dia para colocar a conversa em dia, como durante uma refeição. Nessa ocasião, coloque-se à disposição para escutar atentamente, evitando distrações como o celular ou a televisão.

Uma dica muito importante é jamais trair a confiança do seu filho. Se, nesses diálogos, surgirem confidências ou segredos, não conte a ninguém, nem mesmo a pessoas muito próximas. Mostre ao pequeno que os momentos de conversa entre vocês são um lugar seguro.

Tenha um hobby em família
Como dito, a confiança mútua entre pais e filhos anda lado a lado com uma forte amizade. Uma das melhores maneiras de cultivar o afeto em família é dividir momentos de diversão e lazer. Então, que tal começar um hobby com seu filho?

Dividir uma paixão e fazer dela uma tradição fortalece muito o relacionamento e ajuda a estreitar os laços. Por exemplo, praticar atividades físicas em família, pescar todo domingo de manhã, fazer alguma atividade artística, ir ao cinema juntos uma vez por semana etc.

Entenda a realidade do seu filho
É importante que a família se coloque no lugar da criança ou adolescente, entendendo sua realidade e seus conflitos. Lembre-se de que a formação emocional dos pequenos ainda não está completa. Por isso, é normal que a maneira de manifestar as emoções deles nem sempre sejam compatíveis com as dos adultos.

No mesmo sentido, o mundo de hoje não é o mesmo de alguns anos atrás, por isso é importante que as gerações anteriores tenham abertura para lidar com conflitos e problemas que fazem sentido hoje, mesmo que em sua época tenha sido diferente.

Minimizar ou desprezar questões dos pequenos é um dos principais motivos para a quebra de confiança entre pais e filhos, sobretudo na adolescência. Afinal, se nossas queixas e apreensões são tratadas como banalidade ou ridicularizadas, não nos sentimos mais confortáveis para expô-las, não é?

Evite enfrentamentos agressivos
Quando for corrigir seu filho, sempre evite enfrentamentos agressivos — eles nunca são o melhor caminho para a resolução de problemas, em nenhum tipo de relacionamento. Por isso, é importante desenvolver a inteligência emocional para controlar as emoções em momentos que exigem uma postura mais séria.

Lembre-se de que você é a única pessoa adulta na conversa e, portanto, mesmo que seu filho tenha reações explosivas, as correções devem ser feitas com firmeza e calma.

Evite interrupções de fala, xingamentos ou generalizações como “você é assim, sempre faz isso” — em vez disso, a bronca deve ser direcionada a comportamentos pontuais, por exemplo, “essa atitude nos decepcionou”.

Mostre que você confia nele
A melhor forma de mostrar a alguém que você merece confiança é confiar primeiro. Por isso, tenha atitudes que demonstrem ao seu filho o quanto você valoriza a opinião e o ponto de vista dele. Compartilhe suas preocupações diárias, inclua o pequeno em seus projetos, peça opinião quando for tomar uma grande decisão.

Além disso, vale a pena delegar algumas responsabilidades adequadas à idade do seu filho. Assim, ele perceberá, por meio de ações, que você realmente o vê como uma pessoa com a qual se pode contar. Ainda, essa é uma excelente maneira para incentivar a formação de caráter e o desenvolvimento de autonomia.

Dê liberdade e espaço
Se, durante a primeira infância, o mundo dos pequenos gira em torno da família, quanto mais o seu filho cresce, mais ele construirá o próprio universo. Por mais sólida que seja a confiança entre vocês, é natural que ele precise de espaço — isso deve ser respeitado.

Por isso, caso perceba que ele não quer conversar ou se abrir naquele momento, mostre-se disponível, mas não insista. Isso pode afastá-lo ainda mais.

Além disso, é importante que a família deixe que os filhos, sobretudo na adolescência, tenham liberdade de opinião e abertura para tomar as próprias decisões — sempre, é claro, com a orientação e a vigilância da família.

Diante desta leitura, você já tem boas dicas de como a confiança entre pais e filhos pode ser cultivada. Essa é uma das bases mais importantes para um bom relacionamento familiar, sendo decisiva para a formação dos jovens".

Fonte: Blog da Escola da Inteligência
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Educadores apontam em pesquisa maior agressividade dos alunos após pico da pandemia
23/08/2022 | 05h19
Picture showing children violence  at school
Picture showing children violence at school / Ascii 32
Uma pesquisa da Associação Nova Escola, realizada com mais de 5 mil entrevistas em todo o país, revela que sete em cada 10 educadores dizem que a violência aumentou na reabertura das escolas depois do período mais crítico da pandemia e que os alunos estão mais agressivos entre si.
O resultado, segundo o levantamento divulgado no último dia 20 no JN, é o mesmo nas redes pública e privada, no centro e na periferia das cidades, em todas as regiões do país. Os educadores sentem que no tempo de escolas fechadas, uma parte das crianças e dos adolescentes desaprendeu o convívio social. Está mais difícil respeitar regras, ouvir, controlar as emoções.
São casos assustadores de violência física e verbal entre alunos e também de ameaça aos educadores. Um dos casos mais chocantes aconteceu não muito longe da gente, em Petrópolis. Um adolescente enfrenta uma depressão após perder um dos testículos por conta de uma “brincadeira” estúpida na qual sofria agressão dos colegas a cada resposta errada que dava a uma pergunta. O Ministério Público (MP) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) estão investigando o caso.
Desde que passamos a escrever neste espaço aqui, temos alertado para a importância de cuidar da saúde mental de meninas e meninos. Compartilhamos com frequência o quanto ainda tem sido desafiador o dia a dia dos nossos alunos, muito abalados emocionalmente pelos reflexos da pandemia, principalmente pelo distanciamento físico de dois anos.
Tenho também chamado as famílias para que estejam cada vez mais perto das escolas, pois estas consequências são uma responsabilidade de todos. Ainda hoje, com mais de sete meses de aulas presenciais, enfrentamos diariamente casos de estudantes que sequer conseguem ficar em sala de aula, com crises de ansiedade, isso sem contar aqueles que não fazem questão do mínimo de socialização com os colegas. E o pior... esta é uma constatação nos diferentes segmentos, do Infantil ao Ensino Médio.
Ainda segundo os educadores ouvidos na pesquisa da Associação Nova Escola, a maior agressividade é consequência de: doenças psicológicas, famílias vulneráveis, falta de socialização e falta de ações disciplinares.
Já sabíamos que, mais do que correr atrás do prejuízo dos conteúdos programáticos, teríamos que fortalecer o socioemocional dos nossos alunos, buscando a construção de relações saudáveis a partir do ambiente escolar, aproximando também as famílias.
Todos estamos no mesmo barco e não há como remar em sentido contrário. Buscar suporte fora do ambiente escolar também se faz necessário em muitos casos, por isso não podemos ignorar os sinais que, infelizmente, estão aí a cada pesquisa.
Fonte: JN
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Campanha do UNICEF convoca sociedade a priorizar educação nas eleições
17/08/2022 | 06h27
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou na última terça-feira (15) a campanha #VotePelaEducação, um apelo para que eleitores e eleitoras exijam ações concretas de candidatos e candidatas em resposta à crise educacional.
Um levantamento realizado pela consultoria Timelens a pedido do UNICEF, entre os meses de janeiro e julho deste ano, mostrou que apenas 4% das menções nas redes sociais às Eleições 2022 falam sobre educação.
Após mais de dois anos de pandemia, o Brasil ainda está diante de uma crise profunda e urgente: a retomada da educação. Mais de 1,4 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos estão fora da escola no país, e milhões voltaram às salas de aula com grandes defasagens de aprendizagem. Eles estão em risco de abandonar a escola.
Porém, infelizmente, o tema, no entanto, não está entre as preocupações dos eleitores. O levantamento realizado pela Timelens para o UNICEF analisou menções às Eleições 2022 nas redes sociais (Facebook, Twitter, YouTube e Instagram), no Google e em websites e blogs, incluindo portais de notícias, nos primeiros seis meses de 2022. Foram analisadas mais de 12 milhões de menções no período. O nível de confiança da consulta é 99%, com margem de erro de 3%.
A grande maioria das menções girava em torno de outros temas factuais, com destaque para Superior Tribunal Federal – STF (27,8%), urnas eletrônicas (11,1%), mensagens de intolerância (9,4%) e fake news (7%). Além de educação, outros temas essenciais ficaram à margem: saúde (2%), emprego (1,6%) e fome (0,7%).
“Os resultados acendem um alerta importante para a urgência de colocar a educação em destaque no debate eleitoral”, defende Mônica Dias Pinto, chefe de educação do UNICEF no Brasil. “Nos próximos anos, o país precisará de grandes esforços para se recuperar, econômica e socialmente, dos impactos da COVID-19 e voltar a avançar na garantia de direitos. Um presente e um futuro prósperos para todas as crianças e todos os adolescentes só se construirão com investimentos consistentes e estratégicos na educação. Neste momento, é fundamental que cada eleitor, cada eleitora #VotePelaEducação”, diz ela.
Campanha - Para colocar o tema Educação em destaque, o UNICEF convida todas e todos para que acessem a página da campanha, entendam as prioridades para a educação do país, baixem os materiais gratuitamente e divulguem os conteúdos.

Para ajudar eleitoras e eleitores a votar pela educação, o UNICEF apresenta nove temas que precisam fazer parte da agenda pública brasileira:

1.#VotePelaEducação – Fora da Escola Não Pode!
2.#VotePelaEducação – Pela retomada do direito à educação
3.#VotePelaEducação – Por uma educação antirracista, antissexista e inclusiva
4.#VotePelaEducação – Pela valorização de professoras(es) e
5.#VotePelaEducação – Pela valorização da escola pública
6.#VotePelaEducação – Por mais recursos para a educação pública
7.#VotePelaEducação – Pela inclusão digital e educação conectada
8.#VotePelaEducação – Aprendizagem e trabalho decente para jovens
9.#VotePelaEducação – Pelos direitos de cada criança e adolescente no Brasil

Para saber mais sobre a campanha, os temas acima e do levantamento online, basta acessar este LINK.

Fonte do texto: Site da ONU
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Alunos de escolas particulares sem bolsa de estudo passam a contar com o Prouni. Entenda a nova Lei
21/07/2022 | 04h33
Sai resultado do ProUni
Sai resultado do ProUni / Agência Brasil - Marcelo Casal Jr
Já estão valendo, desde o último dia 16 de julho, as novas regras que garantem, por lei, o acesso a mais estudantes de escolas particulares ao Programa Universidade para Todos (Prouni). Antes da Lei 14.350/2022, sancionada em maio deste ano, apenas os alunos do ensino público ou da rede privada com bolsa integral tinham direito ao programa do Governo Federal, que dá gratuidade ou descontos em universidades particulares.
O texto, originado da Medida Provisória (MP) 1075/21, diz que as bolsas do Prouni continuarão a ser oferecidas aos estudantes, cuja renda familiar não ultrapasse os três salários-mínimos, mas que o perfil socioeconômico deixará de ser um critério de pré-seleção. O desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) continuará sendo considerado critério.
Com as novas regras, os estudantes com deficiência e os professores da rede pública que vão cursar pedagogia ou licenciatura continuam a ser beneficiados com as do Prouni.
Na sequência vêm os alunos que cursaram todo o ensino médio em rede pública; alunos que dividiram o ensino médio entre a rede pública e a privada, com bolsa integral; alunos que dividiram o ensino médio entre a rede pública e a privada, com bolsa parcial ou sem bolsa; alunos que fizeram todo o ensino médio na rede privada, com bolsa integral, e os alunos que fizeram todo o ensino médio na rede privada, com parcial ou sem bolsa.
Pelas novas regras, ficam extintas as parciais de 25%. A partir de agora, as do Prouni deverão ser integrais ou de 50%. Não há mudança no percentual mínimo de bolsas a serem concedidas pelas instituições.
O texto veda ainda aos beneficiários acumular mais de uma bolsa do Prouni. Também fica proibida a concessão para alunos de universidades públicas e para estudantes que, numa outra instituição, façam uso do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Apesar de as bolsas do Prouni serem destinadas a estudantes que estão na primeira graduação, a lei abre uma exceção para cursos onde há concomitância ou complementariedade de bacharelado e licenciatura. Nesses casos, o estudante pode obter a do Prouni para cursar a segunda parte da formação.
O Programa Universidade para Todos (Prouni) é um programa do Ministério da Educação (MEC), criado desde 2004, que tem por objetivo oferecer oportunidades para que pessoas de baixa renda entrem em cursos de graduação em Instituições de Ensino Superior privadas do país.
A proposta é contribuir para a ampliação do acesso ao ensino superior, diversificação dos espaços universitários, bem como para redução das desigualdades sociais e raciais no país.
Nota do Blog:
Decisão mais do que acertada por parte do Governo Federal esta ampliação do acesso ao Prouni. Dar a um filho o ensino particular muitas vezes é o resultado de um esforço de toda uma família e está longe de significar as melhores condições financeiras.
Não era justo restringir àqueles que têm bolsa de 100% a chance de seguir trilhando seu caminho no ensino superior. Não são poucas as vezes que a família abre mão de muitas coisas para ter um filho em escolas privadas, justamente por não encontrar na rede pública, infelizmente, a qualidade que busca, com poucas exceções.
Em muitos casos, quem paga por um colégio particular sabe que a realidade é totalmente outra no processo transitório à universidade. Os valores cobrados são, na maioria das vezes, totalmente díspares. Sem contar, o fato de que a realidade financeira de qualquer um está sujeita a modificações.
Seja na sua criação em 2004, no governo Lula, ou na sua ampliação agora em 2022 no governo Bolsonaro, a lei de acesso ao Prouni é o exemplo do que sempre defendo: a criação efetiva de políticas públicas, como políticas de Estado e não de Governo.
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Novo decreto não obriga adiar retorno escolar na rede privada
12/07/2022 | 12h57
“A gente vai ter que desenvolver uma resiliência, no sentido de aprender a conviver com o coronavírus, já que não é esperado que ele vá ser erradicado”, A afirmação de especialistas como o infectologista Fernando Bellissimo Rodrigues, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, só reforça o que já estamos vivendo na prática.
Para ele, a Covid-19 tende a se estabilizar, tornando-se uma endemia, uma espécie de doença controlada, que se manifesta em partes ou em todo o ano na forma de surtos, como é o caso da influenza. “Endemia é a situação em que uma determinada doença segue os padrões normais, os padrões habituais, o que naturalmente varia de doença para doença”, disse o infectologista em publicação no Jornal da USP.
A cada nova reunião do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 e outras Doenças Emergentes e Reemergentes, e consequente publicação de decreto em Diário Oficial, surgem questionamentos de até quando vamos conviver com limitações? A resposta provavelmente nem tão cedo virá.
Em publicação suplementar do Diário Oficial (AQUI), nesta segunda-feira (11), a Prefeitura de Campos, manteve a Fase Verde, indicando situação de atenção moderada e mais um vez determinou algumas regras na área de Educação.

Como medida preventiva, já determina, apenas para a rede pública, o adiamento do retorno do recesso escolar dos alunos da educação infantil (entre 0 e 5 anos incompletos – berçário, maternal I e II, e pré-escolar I e II). A previsão é de que o atraso seja de uma semana e é inevitável não pensar por que a Educação tem que mais uma vez “pagar o preço” se toda sociedade parece ter voltado à normalidade?
No caso da rede particular de ensino, o município fez apenas a recomendação para que observemos a determinação. Reforço que, como gestor escolar, estou desde do início da pandemia cumprindo rigorosamente a todas as determinações e observando as recomendações, sempre levando em consideração o ambiente seguro que oferecemos ao nosso aluno.
O que não vamos permitir é ver mais uma vez crianças e adolescentes fora da sala de aula, pois o que estamos vivenciando desde o retorno das aulas presenciais é assustador, déficits que demorarão anos e anos para serem recuperados... Lugar de criança é na escola e ponto.
O recesso escolar está aí, muitas crianças não estarão nas unidades de ensino, mas será mesmo que os pais vão deixá-las sem o contato social? Impossível imaginar shoppings, parques, praias e clubes sem a grande maioria da presença delas...
O que cabe a cada um de nós é fazermos a nossa parte conscientemente, seguir orientando a vacinação de todos os nossos estudantes, inclusive como reforça este novo decreto; e deixar a critério de cada família encaminhar seu filho à escola com ou sem máscara.
Vamos seguir acompanhando os próximos passos e orientações do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 e de Vigilância das Doenças Emergentes e Reemergentes, que voltará a se reunir inicialmente no dia 15 de agosto.
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Metade dos jovens sentiu necessidade de pedir ajuda em relação à saúde mental recentemente, diz Unicef
08/06/2022 | 04h04

Desde que passamos a escrever neste espaço aqui, temos alertado para a importância de cuidar da saúde mental de meninas e meninos. Tenho compartilhado com frequência o quanto ainda tem sido desafiador o dia a dia dos nossos alunos, muitos abalados emocionalmente pelos reflexos da pandemia, principalmente pelo distanciamento físico de dois anos do colégio.

Agora, uma enquete realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização da sociedade civil Viração Educomunicação, mostra o quanto é urgente voltarmos a nossa atenção ao tema.

A consulta feita com mais de 7,7 mil adolescentes e jovens de todo o Brasil mostra que, recentemente, metade sentiu necessidade de pedir ajuda sobre saúde mental. O levantamento online mostra, também, que 50% dos respondentes não conheciam serviços ou profissionais dedicados a apoiar adolescentes na área da saúde mental.

Neste momento em que o País começa a retomar a rotina, com a melhora da pandemia de covid-19, a saúde mental de adolescentes e jovens continua sendo uma preocupação, de acordo com a publicação feita pela Unicef.

Quando questionados sobre o sentimento que melhor descreveria como estavam se sentindo nos últimos dias, 35% dos adolescentes e jovens que responderam à enquete disseram “ansiosas(os)”. Além disso, 14% se disseram “felizes”; 11%, “preocupadas(os) consigo”; 9%, “indiferentes”; e 8%, “deprimidas(os)”.
Entre todos os respondentes, metade diz que sentiu necessidade de pedir ajuda em relação à saúde mental, mas 40% deles não recorreram a ninguém. Outros 20% buscaram amigas(os); 15%, psicólogas(os) ou psiquiatras; 11% recorreram à família e 8%, a namoradas(os). Somente 2% procuraram professores e outros 2%, profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde.

Entre os motivos destacados por aqueles que não buscaram ajuda, estão a insegurança (29%), a desistência de buscar ajuda (26%), o medo de julgamento (17%), ou a falta de informação sobre quem procurar (10%).

Apenas metade dos respondentes conhecia serviços ou profissionais dedicados a apoiar adolescentes na área da saúde mental. Entre quem conhecia, o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) apareceu como o principal local (38%), seguido por Centro de Atenção Psicossocial (Caps) (20%) e escola (17%).

“Os resultados mostram que é fundamental que famílias e profissionais que trabalham com adolescentes ampliem suas habilidades para fazer uma escuta qualificada e sem julgamentos, promover o acolhimento e encaminhar adolescentes para os serviços adequados disponíveis. Essas são as primeiras pessoas de confiança buscadas por adolescentes e jovens em temas de saúde mental, mas é essencial que eles conheçam os fluxos de atendimento psicossocial em seus municípios, saber a quem buscar e aonde ir. É importante que os municípios estejam preparados para receber essas demandas intersetorialmente”, explica Gabriela Mora, oficial do Programa de Cidadania dos Adolescentes do Unicef no Brasil.

“Muitas vezes fala-se sobre a juventude e os desafios enfrentados nessa fase sem que adolescentes e jovens sejam convidados a participar do debate. É preciso construir espaços que possibilitem a escuta ativa desses sujeitos. Somente dessa forma seremos capazes de superar os estigmas em relação à saúde mental e planejar ações realmente assertivas para a criação de redes de apoio”, afirmam Jéssica Rezende e Juliane Cruz, analistas de projeto na Viração e responsáveis pela implementação do U-Report no Brasil.

Sobre a enquete

A enquete, com maior participação de adolescentes entre 15 e 19 anos, foi realizada de 17 a 23 de maio de 2022 por meio da plataforma U-Report. As enquetes do U-Report Brasil são realizadas virtualmente pelo WhatsApp, Telegram e Facebook Messenger, por meio de um chatbot.

O projeto é desenvolvido pelo Unicef em parceria com a Viração Educomunicação. Não se trata de pesquisas com rigor metodológico, mas de consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas, principalmente adolescentes e jovens, que se cadastram na plataforma. Esta enquete apresenta a opinião de mais de 7,7 mil adolescentes até 19 anos e não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo. Confira todos os dados aqui.

Onde pedir ajuda?

Para apoiar adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, o Unicef conta com um canal de ajuda em saúde mental virtual, o Pode Falar. A plataforma já recebeu mais de 36,6 mil acessos desde que foi lançada em fevereiro de 2021 e funciona de forma anônima e gratuita por meio de um chatbot batizado de Ariel por adolescentes, acessado pelo site podefalar.org.br ou pelo WhatsApp (61) 9660 8843.
Fortalecer a educação socioemocional para mudar o cenário assustador constatado na enquete só se torna cada vez mais urgente.

Defendo isso na prática há pelo menos 5 anos, antes mesmo destes novos tempos impostos pela pandemia. Tornamo-nos o primeiro colégio de Campos a implantar o Programa Escola da Inteligência, idealizado pelo Dr. Augusto Cury. Buscamos sempre também aproximar a família da escola e promover a construção de relações saudáveis.

Todos nós precisamos estar vigilantes aos desafios desta juventude... segurar na mão e ficar mais atento aos pedidos de socorro, infelizmente, silenciados muitas vezes.


*Com informações da Unicef:

Foto: Tristeza foto criado por jcomp - br.freepik.com

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Ensino domiciliar tira mais uma vez a responsabilidade do Estado com a Educação
23/05/2022 | 12h26
Agência Brasil
É impressionante como o nosso país não aprende com lições dadas pela pandemia, inclusive na Educação. Vimos na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovar o projeto de lei que regulamenta a prática do ensino domiciliar, conhecida como "homeschooling", que agora passará pelo Senado.
O texto aprovado pela Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio).
Eu acho sinceramente que o Congresso Nacional está com pouco serviço, poucas demandas, porque é uma inversão de prioridades, absurda. A gente tem, na educação básica, quase 50 milhões de alunos no Brasil e quantas famílias vão se beneficiar de ensino domiciliar?
Criaram umas regras de formação para os pais e responsáveis que resolverem aderir esta modalidade (confira aqui). Será mesmo necessário este tipo de educação para atender uma parcela tão restrita? São poucas as pessoas que vão se aproveitar disso.
Muito melhor do que se pensar na educação domiciliar, seria importante que os nossos políticos lutassem por investimentos na educação integral pública.
Tivemos mais uma vez provas, nesta pandemia, dos riscos que muitas crianças correm hoje em estar dentro de casa, infelizmente com casos de violência, assédio e tantas outras coisas que a gente sabe que existem. Até mesmo estando nas ruas, sujeitas ao tráfico de drogas.
Estas crianças podiam estar dentro da escola aprendendo muito mais. Então essa lei está indo na contramão. Está tirando a responsabilidade do Estado e jogando para as famílias.
Sem contar que deixa de lado a valorização do docente. Será que todos nós podemos ocupar o lugar de um professor?
Nós tivemos experiências de dois anos de pandemia e os pais estavam desesperados, não sabiam o que fazer, como ensinar. Ensinar não é tarefa fácil, existe toda uma metodologia, todo um cuidado. Isso nós estamos falando do cognitivo... e como fica a questão do relacionamento?
A palavra do século é relacionamento. Se a gente não aprende a se relacionar, fica para trás. Essas crianças não vão ter mais convivência, não vão ter os momentos maravilhosos que o ambiente escolar propicia. Há dificuldades, claro, mas é por meio delas que a gente supera, vence e se prepara para poder enfrentar o mundo.
A desculpa de criar os seus filhos de acordo com as suas crenças e valores, não é suficiente, porque a gente não cria filho para a gente, cria para o mundo. E o mundo não vai ser de acordo com os meus valores. Ele é feito das diversidades.
O que eu venho falando há bastante tempo é que cabe aos responsáveis a tarefa de passar aos seus filhos os valores que acreditam. Este ensinamento cabe à família desde que a criança é pequena. Se ela fizer isso bem feito, a escola vai complementar e escolarizar. O que está acontecendo é que muitas famílias estão deixando de fazer seu papel e está jogando essa responsabilidade para a escola, que por sua vez não vai conseguir dar conta dessa educação total, até pela falta de tempo, autoridade e tantas outras coisas que ela tem.
Agora é esperar para ver como será a avaliação do Senado, mas ao que tudo indica, vai passar por lá também e seguir para sanção presidencial.
Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido no país por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por isso a proposta dos deputados foi criar uma lei específica para isso.
No julgamento, em 2018, a maioria dos ministros entendeu que é necessária a frequência da criança na escola, de modo a garantir uma convivência com estudantes de origens, valores e crenças diferentes, por exemplo.
Os ministros, na ocasião, também argumentaram que, conforme a Constituição, o dever de educar implica cooperação entre Estado e família, sem exclusividade dos pais.
Volto a dizer que, para mim, o projeto do ensino domiciliar é desnecessário, não deveria nem estar no
Congresso Nacional, porque nós viemos de uma pandemia, na qual as nossas prioridades deveriam ser outras. Ao invés de apoiar a educação básica, eles estão novamente tirando a responsabilidade do Estado e jogando nas costas de quem não tem condições de fazer na sua integralidade.
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Sobre o autor

Fabiano Rangel

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Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.