Perigos na RJ 216, a principal rota Campos-Farol
Dora Paula Paes 17/12/2022 08:21 - Atualizado em 17/12/2022 08:23
A possibilidade de agito na praia de Farol de São Thomé, com a chegada do verão, leva a um olhar mais atento ao principal caminho que leva ao único balneário de Campos: a RJ 216. São 50 quilômetros entre Campos e a praia, cortando a Baixada Campista. A rodovia estadual terá um aumento significativo no já movimentando fluxo de veículos. Sem indicativo por parte do Departamento de Estradas e Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) de promover melhorias imediatas antes do início da temporada mais quente do ano, as três dezenas de quebra-molas, mal sinalizados, é um grande problema que requer atenção por parte dos motoristas.
Esse ano, a instalação de seis radares nos kms: 1,4; 1,6; 17,1; 28 e 40,8 limitaram a velocidade em 50km/h; a maioria instalada próximo a localidades populosas da Baixada. A instalação de semáforo com fiscalização eletrônica para avanço semafórico e excesso de velocidade (nos dois sentidos), segundo o órgão estadual, atendeu à solicitação da Câmara dos Vereadores de Campos. “Realizamos estudos técnicos que levaram à identificação da necessidade de instalação nesses pontos”, informou em nota, por ocasião da implantação.
Entretanto, o maior problema continua sendo os quebra-molas sem sinalização. “O número de motoristas que param aqui na padaria e reclamam da quantidade e da falta de sinalização nos quebra-molas é muito grande. Sem sinalização, essas lombadas acabam por causar acidentes, principalmente, à noite, já que a pintura está apagada e não existe antes deles placas informando, só quando o motorista já está praticamente no quebra-molas”, diz a atendente de uma padaria na localidade de Mineiros, Letícia Cris de Souza Peixoto.
Na última quinta-feira (15), a equipe da Folha da Manhã fez o percurso Campos-Farol para saber das condições da RJ 216. Em cada localidade que é cortada pela rodovia é possível destacar uma situação que chama atenção.
Na localidade Campo Limpo, há presença de lixo junto ao acostamento. Em Saturnino Braga, os quebra-molas no seu trecho urbano não estão sinalizados. Os motoristas, em período de chuva, devem estar atentos à presença de barro na pista, o que pode tornar a pista escorregadia. A área é onde se concentra o polo cerâmico e o fluxo de é grande de caminhões pesados.
Na localidade de Santo Amaro, o acostamento precisa de capina, com capim se aproximando da pista principal. A ponte que fica entre Farol e Boa Vista também precisa de manutenção. O mato está crescido e falta guarda-corpo destruído por algum acidente. Na mesma área, próximo ao Heliporto de Farol de São Thomé, uma placa de velocidade, por exemplo, está partida ao meio.
Até o fechamento da edição o DER-RJ não respondeu aos questionamentos sobre possíveis ações na rodovia para a chegada do Verão.
Novo e velho problemas com as passarelas
No caso dos pedestres, a RJ 216 têm dois problemas que deixam a população esperando por soluções. Motivo de queixas de pessoas que moram em seu entorno e de ciclistas e pedestres que precisam transitar pelo trecho todos os dias, a passarela na ponte de Donana, que passa pelo canal dos Coqueiros, segue interditada, desde o dia 20 de setembro, pela secretaria municipal de Defesa Civil. Ela caiu definitivamente, no último dia 6 de novembro.
O DER, por sua vez, informa que “a obra na passarela sobre a ponte de Donana, na RJ 216, está em processo para dar início aos trâmites da licitação. Após licitada, segundo a diretoria de Projetos de Engenharia, a obra levará cerca de três meses para ser iniciada”.
Outro problema é a passarela sobre a RJ 216 no Parque Imperial, na área urbana da rodovia, ainda dentro da cidade de Campos. No caso, existe um empurra-empurra, entre o DER-RJ e a Prefeitura de Campos. Em nota, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura já informou que está preparando o levantamento e orçamento para em breve dar início aos trâmites para a reforma.
Diante das críticas da população e das dúvidas que ficam, pelo fato da passarela se encontrar sobre uma via estadual, o DER-RJ pontua em nota: “Apesar de estar localizada na malha viária estadual, a passarela foi instalada pela prefeitura. A manutenção e conservação desta passarela são realizadas pela administração municipal”.
A passarela segue interditada com trechos sem as placas de metal e tomada pelo mato.

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