Brasil leva empate da Croácia na prorrogação e é eliminado nos pênaltis
Matheus Berriel 09/12/2022 14:51 - Atualizado em 09/12/2022 23:28
Partida terminou 0 a 0 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação
Partida terminou 0 a 0 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação / Foto: Divulgação/Fifa
O Brasil está eliminado nas quartas de final da Copa do Mundo, adiando o sonho do hexacampeonato. Após empate sem gols no tempo normal e vatagem de 1 a 0 na prorrogação, com gol de Neymar, a Seleção sofreu o empate da Croácia, que venceu nos pênaltis por 4 a 2 e avançou para enfrentar quem vencer de Argentina x Holanda. A classficação croata aconteceu nesta sexta-feira (9), no estádio da Cidade da Educação.
O gol anotado por Neymar na prorrogação o deixa empatado com Pelé como os maiores artilheiros da história da Seleção Brasileira em jogos oficiais. São 77 gols de cada na conta da Fifa, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também considera 18 tentos anotados por Pelé contra clubes e seleções estaduais, o que o deixaria com 95. A Croácia marcou com Petokvic.
O jogo:
Embora o Brasil tenha começado com mais presença no campo de ataque, foi a Croácia quem assustou primeiro no estádio da Cidade da Educação. Aos 12 minutos, Pasalic foi à linha de fundo e cruzou fechado, mas a bola passou por dois jogadores, entre eles Perisic, que não conseguiu finalizar na pequena área. Era o início de um momento de supeoridade croata, só interrompido quando a troca de passes brasileira voltou a funcionar. Aos 19, Vinícius Junior tabelou com Neymar e chutou em cima da zaga. No lance seguinte, Neymar experimentou da entrada da área, mas Livakovic fez defesa segura.
Favorável ao estilo de jogo da Croácia, o ritmo cadenciado deixava o confronto morno e apreensivo, dividindo a culpa com os erros de ambos os lados na construção das jogadas. Uma chance só voltou a ser construída aos 41, em falta cobrada por Neymar, que passou no meio da barreira e acabou também facilmente defendida pelo goleiro. Muito pouco para o primeiro tempo de um jogo eliminatório de Copa.
Com outra postura depois do intervalo, rapidamente o Brasil criou suas melhores oportunidades até então. Raphinha avançou pela direita e serviu Richarlison, que viu Livakovic defender com o pé o seu desvio. No minuto seguinte, um lançamento longo fez com que a bola sobrasse com Vinícius Júnior no lado esquerdo da área. O camisa 20 tocou para Neymar, que já girou chutando, mas em cima da zaga. Se optasse por devolver o passe, deixaria Vinícius com mais liberdade para a finalização. Vini ainda poderia ter marcado na sequência, mas, já sem espaço, finalizou em cima do goleiro. Apesar de a bola ter batido no braço de Joranovic na origem do lance, a arbitragem entendeu não configurar pênalti.
Ilesa durante a pressão brasileira, a Croácia voltou para o jogo a partir do momento em que conseguiu cadenciá-lo, vencendo boa parte das disputas no meio-campo. Porém, não conseguiu anular o ataque brasileiro, renovado com a entrada de Rodrygo e com Richarlison se movimentando mais. Livakovic pegou com o peito um desvio de Lucas Paquetá, lançado por Neymar na ocasião. O mesmo Neymar que saiu de frente para o goleiro, aos 30, tendo mais uma tentativa bloqueada pelo paredão croata.
Livakovic apareceu novamente aos 35 minutos, quando segurou em dois tempos um chute de Paquetá, este concluindo uma jogada com participações de Casemiro e Antony. Já na base do abafa, aos 40, Fred tentou de fora da área e mandou direto pela linha de fundo.
A falta de precisão possibilitou o drama existente a cada tentativa de ataque da Croácia, mesmo com estas ocorrendo em menor quantidade. Drama, aliás, que durou até o fim do primeiro tempo da prorrogação. Após Petkovic se livrar da marcação na entrada da área, os croatas tiveram chance de sair na frente com Brozovic, que isolou da entrada da área. Melhor para o Brasil, que enfim saiu do sufoco. Mesmo fortemente marcado, Neymar tabelou com Rodrygo e Paquetá, driblou o goleiro e estufou a rede aos 15 minutos.
Foi um alívio, mas ainda faltavam outros 15. E, neles, a Croácia se lançou em busca do empate, obtido aos 12 da segunda etapa. Em contra-ataque bem construído. Modric acionou Vlassic, que passou para Orsic. Deste, foi feito o cruzamento rasteiro que encontrou Petkovic pronto para finalizar de primeira. A bola ainda desviou em Marquinhos antes de vencer Alisson.
Nos pênaltis, Vladic, Majer, Modric e Orsic garantiram os 100% de aproveitamento da Croácia. O Brasil, por sua vez, viu Livakovic defendeu sua primeira tentativa, com Rodrygo, enquanto Marquinhos cobrou na trave. Casemiro e Pedro converteram suas cobranças, mas não foi suficiente.

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