O verdadeiro papel da educação física escolar
Marcos Almeida 26/03/2023 20:59 - Atualizado em 26/03/2023 21:19
 
Desenvolvo, academicamente, uma teoria sobre a educação física escolar, ao qual defendo 100% de aulas com o estímulo ao movimento, também chamadas de aulas práticas, sem a inserção de teorias e afins. Consigo ver muito mais sentido nestas aulas apresentadas aos jovens frente a levar para sala de aula com teorias sobre regras de jogos, funcionamento do corpo humano e etc.
Esta teoria venho aplicando há vários anos e, hoje, muito mais maduro na práxis diária, combato algumas diretrizes que são recomendadas didaticamente, onde, não vejo sentido em aplicá-las em detrimento a uma possibilidade de oferecer qualidade de vida pelo movimento, que é o real papel da EF onde quer que esteja.
Alguns dados se mostrem importantes sob o aspecto de se provar que frente as observações que tenho feito, e com realidades distintas mas que muito se assemelham entre EUA e Brasil. Hoje, mais de 50% das crianças dos EUA estão acima do peso, números que também por aqui estão bem próximos.
O relatório público do Sistema Nacional de Vigilância Alimentar e Nutricional, com dados de pessoas acompanhadas na Atenção Primária à Saúde, aponta que, até meados de setembro de 2022, mais de 340 mil crianças de 5 a 10 anos de idade foram diagnosticadas com obesidade. Em 2021, a APS diagnosticou obesidade em 356 mil crianças dessa mesma idade.
Isso explica o verdadeiro papel da educação física escolar, sob o meu ponto de vista. Acredito, sem sombras de dúvidas, que a EF pode ajudar hoje um aluno para que tenha saúde no futuro, facilitando a sua vida e o seu esforço estudantil atual, além das já reconhecidas facilidades geradas pela oxigenação cerebral em prol de melhores aprendizagens, socialização e etc.
A educação física deve ensinar habilidades de movimentos e não habilidades esportivas ou regras de jogo, ou seja, mais movimentos e menos teoria, é o que defendo tacitamente. 
Claro que respeito opniões alheias e metodologias que podem ser desenvolvidas por cada um no seu local de trabalho, mas não concordo e não vejo de uma forma objetiva como a EF pode ajudar mais que através da motricidade. 
Acredito que com esta bandeira, ao qual muitos já desenvolvem, mas talvez sem uma defesa teórica, ajudaremos muitos jovens no atual presente e no breve futuro. Bons treinos!

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