Em 50 minutos de conversa com o jornalista Ricardo Bruno, Bacellar afirmou que as divergências ficaram para trás e que, hoje, com maturidade e diálogo, conseguiu unificar todos os grupos em torno da nova direção do Parlamento.
Como exemplo da superação, citou a ótima relação firmada com os deputados Jair Bittencourt e Márcio Canella, dois de seus principais opositores no processo interno de disputa à presidência da Casa, em que se sagrou vencedor.
Ex-secretário de Governo da gestão Cláudio Castro, o presidente da Alerj fez elogios ao governador, mas advertiu que se enganam os que acham que a Alerj hoje é uma extensão do Palácio Guanabara.
— Aqui não tem essa história de puxadinho. Sou presidente do poder Legislativo. Tenho um lado, embora queira bem ao governador, de quem me tornei um amigo. No que puder, vamos trabalhar em harmonia em favor da população fluminense. Mas sempre preservando a independência entre os poderes — afirmou.
Confirmou o entendimento com o prefeito Wladimir Garotinho, encerrando a rixa política histórica entre as famílias Bacellar e Garotinho na cidade.
— Isto, neste momento, é o que a população de Campos espera da gente. União e responsabilidade para juntos, Governo, Alerj e Prefeitura, ajudarmos a cidade e seus moradores. Além disto, sou contra reprovação de contas como instrumento de retaliação política.
Indagado sobre sua posição nas eleições municipais de 2024, quando Wladimir tentará a reeleição, Bacellar disse que ainda não tem posição firmada.
Na entrevista, Rodrigo Bacellar rememorou sua trajetória política; falou da influência do pai, o líder sindical Marcos Bacellar, no seu estilo direto, às vezes duro, de posicionar.
— Ele me deu posições importantes. A presidência da CCJ, a relatoria do impeachment (de Wilson Wtzel) e das contas do ex-governador Pezão. Pude mostra minha capacidade e assim me credenciar para a presidência.
O presidente da Alerj confirmou o propósito de ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado futuramente, mas, enigmático, afirmou que seu nome está à disposição do grupo político a que pertence para qualquer outra missão.
