Do céu as trevas em um só dia
02/08/2022 | 09h16
No dia 18 de julho acordei recebendo a notícia que meu sonhado título de MESTRE EM IMPLANTODONTIA tinha sido deferido e ainda completava 30 anos de formado; estava em êxtase de felicidade, parecia que estava no céu, literalmente nas nuvens!!!
Não obstante, também neste fatídico dia 18/07 recebi a notícia que aguardava por longos 9 anos e onze meses, mas não como esperava: o MM Juiz da Terceira Vara Cível desta Comarca, de forma sequer crível, indeferiu meus pedidos no processo indenizatório.
Tenho certeza: fui vítima de erro médico claro, com responsabilidades subjetivas e objetivas (nenhuma sequer deferida) que sofri em uma cirurgia simples de vesícula, ficando com sequelas irreversíveis, perdendo mais de 70% da visão e com a fala comprometida, após dois meses em coma, ceifando minha carreira promissora de implantodontista.
A frustração de perder a ação e ser, praticamente, acusado de culpado por minhas sequelas por estar obeso à época é lastimável.
Mesmo assim, apesar das trevas, a minha FÉ é maior que tudo. Ingressei com Embargos Declaratórios e caso as omissões e contradições não sejam sanadas pelo citado Juiz, recorrerei ao Tribunal de Justiça e até onde mais meu DEUS permitir. Não descansarei até que seja, pelo menos, indenizado, em parte, do erro que inutilizou meu futuro, pois hoje vivo com dependência de terceiros, com dificuldades financeiras graves e condenado a lembrar, pelo resto da vida, do que poderia ser e não foi.
DEUS irá permitir que eu vença, mesmo com poderosas forças contra mim. DEUS É MAIOR!
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Comemoração do Jubileu de Ouro da Faculdade de Odontologia de Campos com Rafael Corrêa Abrindo a Boca para Marco Barcelos
17/05/2022 | 14h19

1- Rafael Corrêa, qual a sensação de ser Coordenador da Faculdade de Odontologia e qual a programação prevista para as comemorações no Jubileu de Ouro?

R: Quando recebi o convite, em 2018, foi como um chamado. Havia me formado em 2002 e desde então segui minha formação de especialização, mestrado entre outros cursos em Instituições distintas, no Brasil e Estados Unidos. Ou seja, havia perdido a conexão com a antiga FOC (Faculdade de Odontologia de Campos), hoje UNIFLU, onde passei anos tão importantes em minha vida pessoal e profissional. Por isso, senti naquele convite a oportunidade de retribuir tudo que a Odontologia me deu. Desta forma assumi a Coordenação do Curso, ciente dos desafios, mas determinado a construir um legado que unisse a tradição do curso às novas tecnologias do ensino e da Odontologia Contemporânea.
Teremos um ano inteiro dedicado a comemoração deste Jubileu, mas nosso “pontapé” inicial será em nossa Semana Acadêmica, que acontecerá de 18 a 20 de maio, onde temos como objetivo resgatar nossa história, oferecer à comunidade acadêmica uma grade científica de peso e realizar um grande encontro de alunos, ex-alunos, professores e funcionários em nosso Campus.


2 - Com a fusão da Faculdade de Odontologia, Direito e Filosofia para UNIFLU, como ficou a parte organizacional?

R: A fusão e transformação destas importantes Instituições (FOC, FDC e FAFIC) para o Centro Universitário Fluminense (UNIFLU) ocorreu pela Portaria Ministerial de 25/10/2004. Desta forma, a Fundação Cultural de Campos (FCC) que era a mantenedora das faculdades, passa a ser a mantenedora do UNIFLU, que, enquanto Centro Universitário passa a ter em seu Organograma a figura de uma Reitoria e Pró-reitoria unificada, e que possui como subordinados os coordenadores dos cursos da Instituição. Assim, as decisões acadêmicas passam a ser centralizadas, guardadas as devidas especificidades de cada curso.


3 - A união da Faculdade de Fonoaudiologia a de Odontologia foi uma grande integração. Como a sociedade campista poderá ter acesso a estes importantes atendimentos?

R: O Curso de Fonoaudiologia chegou para somar dentro do Centro Universitário, reafirmando nossa vocação até então apenas pela Odontologia, de formar profissionais na área da saúde de vanguarda, que sempre se destacam no mercado de trabalho. Com a Fonoaudiologia não vem sendo diferente, e nossos serviços, tanto na Odontologia, como na Fonoaudiologia, são ofertados em nosso Campus II, na Rua Visconde de Alvarenga, 143, no Parque Leopoldina, local onde por muitos anos funcionou a antiga FOC (Faculdade de Odontologia de Campos), e que hoje concentra os dois cursos da área da saúde.


4 - Rafael Corrêa, há 4 anos coordenando a Faculdade de Odontologia, quais foram seus principais desafios e conquistas?

R: O desafio inicial era conhecido, e consistia em organizar melhor nosso Projeto Pedagógico, trazendo as novidades que a Odontologia experimentou nos últimos anos e conferindo um ensino moderno, com ferramentas contemporâneas. Além disso, adequar toda a estrutura do curso às exigências do Ministério da Educação (MEC) e fortalecer nosso tripé sustentador: o Ensino, a Pesquisa e a Extensão.
Porém, além dos desafios conhecidos, eis que em 2020, surge um obstáculo inesperado: a pandemia do Coronavírus. Com o apoio de nossa mantendedora, da Reitoria, além dos professores e claro, alunos, conseguimos estruturar, em tempo recorde, o ensino remoto, que perdurou por meses a fio. Mas sabíamos que a Odontologia não se ensina apenas de forma remota, as atividades práticas são insubstituíveis. Assim, em julho de 2020, após uma grande reforma em nossa estrutura, e após criar um Protocolo rígido de Biossegurança, elaborado por uma Comissão de Biossegurança própria, conseguimos retomar as aulas práticas, estágios e atendimentos clínicos, que são fundamentais para a formação do egresso, com toda segurança e controle. Podemos dizer que fomos a primeira Instituição de Ensino de Odontologia do estado do Rio de Janeiro a retomar estas atividades, fato que foi seguido pelas demais escolas de Odontologia em outros momentos.
Hoje, com a retomada do que consideramos nosso “novo normal”, muitos protocolos foram mantidos, por entendermos que seriam benéficos para a formação do nosso aluno e proteção dos mesmos, além de professores e funcionários.


5 - No início da década de 90 estava cursando a antiga FOC e prestávamos concurso para Suseme que era o melhor estágio concorrido por todas as faculdades do estado e tínhamos um alto índice de aprovação. Atualmente qual o grau de interesse dos acadêmicos no aprendizado e desenvolvimento de suas habilidades?

R: Hoje, a realidade difere um pouco de outrora. O acesso à informação é quase instantâneo, as ferramentas tecnológicas criaram novas possibilidades de aprendizado e a realidade dos desafios da profissão pode ser reproduzida de maneira muito mais fiel. Porém, novas Instituições surgiram em profusão, e que infelizmente não possuem o mesmo compromisso no ensino que sempre prezamos, onde o aluno passa a ser “cliente” e o diploma quase que uma “mercadoria” que pode ser comprada. Com isso, passa-se a nivelar um pouco mais abaixo, o que certamente favorece os cirurgiões-dentistas formados pelo UNIFLU, pois o que não mudou foi o padrão de destaque que nossos egressos apresentam quando se colocam no mercado de trabalho.
Temos o orgulho de observar ex-alunos se destacando no Brasil e até mundo afora, e que exibem com orgulho o carimbo da Odontologia do UNIFLU (leia-se também FOC), e que possuem um enorme carinho pela nossa Instituição.
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Oportunidade de debater e discutir o poder da comunicação no meio acadêmico com professor Wilson Heidenfelder abrindo a boca para Marco Barcelos.
16/01/2022 | 17h07
Hoje nosso bate papo será com um dos mais respeitados Coaches da região. Wilson Heidenfelder, 52 anos, casado, comunicólogo social, jornalista e professor da FMC (Faculdade de Medicina de Campos). Ele é especialista em Comunicação e Oratória, atuando há mais de 26 anos com desenvolvimento pessoal e profissional. Analista comportamental tem contribuído com centenas de pessoas a identificarem os entraves emocionais responsáveis pelas mais diversas fobias, medos capazes de dificultar a realização de uma vida plena e feliz. Neste ano de 2022 se prepara para o lançamento do seu livro “Comunicação Que Salva Vidas” e a inauguração de um espaço dedicado a receber pessoas que desejam mudar seus resultados e alcançar seus objetivos. Nesta entrevista vamos falar sobre sua experiência como professor da Faculdade de Medicina de Campos, do programa de treinamento que está coordenando na prefeitura da cidade e quais as suas expectativas para esse ano pós-pandemia.
1 – Professor Wilson Heidenfelder, inicio nossa entrevista perguntando como um jornalista, formado em Comunicação Social acaba se tornando um professor de um curso de medicina?
R – Na verdade me formei em 2003, na antiga FAFIC com a expectativa de me tornar professor universitário em jornalismo, mas não rolou. (rsrsrs) Acho que não me queriam no quadro. Mas, o Universo está sempre nos surpreendendo e nos entregando mais do que realmente prospectando para ele e, assim em 2018 após ministrar uma palestra para os alunos dos cursos de Medicina e Farmácia na FMC acabei sendo convidado pelo diretor geral da instituição o prof. Dr. Edilbert Pellegrini para assumir uma das cadeiras optativas do Curso de Medicina.
2 - Mas, o que a comunicação tem haver com formação de médicos?
R: Na verdade tudo. Diversos estudos dão conta de que o acadêmico dos cursos de medicina tem uma tendência quase que natural de se distanciar das relações interpessoais entre seus colegas de trabalho e principalmente dos seus pacientes. A médica Graziela Moreto aponta em um de seus artigos que o excesso de informação técnico científico relacionado à área de formação médica e, a pouca ou quase nada interação com competências inter- relacionais desencadeiam o que ela chama de “desumanização das relações médico-paciente” e ela mesma sugere como resposta a esse fenômeno o desenvolvimento de habilidades empáticas, que em última instância está diretamente relacionada a mudança de padrões comunicacionais. Desta forma oferecemos a faculdade como componente optativo nossa ementa de Comunicação Interpessoal, Práticas de Oratória e Coaching hoje sendo ministrado para os alunos do 5º. e 6º. Período do curso.
 
3 - Essa realidade se reflete no dia a dia do atendimento médico e, é observado na quantidade de processos movidos por erros médicos. Acredita que tal situação esteja relacionada a essa dificuldade na comunicação do médico?
R: O Conselho Federal de Medicina nos revela que cerca de 76% dos processos de erros médicos não estão diretamente relacionados a imprudência, imperícia ou negligência médica, mas principalmente nas condutas éticas-profissionais do médico no exercício de sua profissão. Estes dados sinalizam fortemente para a necessidade de se repensar o formato acadêmico de preparação do então aluno de Medicina. Para além das competências técnicas científicas tão necessárias nesta formação, fortalecer o processo de ensino/aprendizagem das competências interpessoais torna-se cada vez mais urgente. E, é neste sentido que a FMC uma das mais tradicionais instituições de ensino de Medicina do país, mas sempre na vanguarda trás para o seu programa pedagógico um componente curricular apto a dar conta destas questões.
4 - E qual tem sido o resultado deste trabalho junto aos alunos? Tem adesão? Já que se trata de um competente curricular optativo.
R: Não é fácil concorrer com componentes optativos como Eletrocardiograma, Anatomia Médico Cirúrgico dentre outros componentes importantes oferecidos pelas optativas, mas é um trabalho de formiguinha que tem ganhado um alcance extraordinário. A adesão tem sido muito grande, alcançando a cada semestre uma participação maior e efetiva as propostas oferecidas pelo nosso componente. Mas, o mais importante é de fato a oportunidade da discussão, do debate aberto sobre um tema ainda muito cauterizado por tabus e preconceitos no meio acadêmico. Uma novidade deste semestre 2022.1 será a ampliação da carga horária com a oferta do que chamamos de Laboratório Clínico de Comunicação Interpessoal realizado no ambiente do hospital escola com ciclos de discussões envolvendo outros profissionais de saúde e a observação do processo de comunicação durante os atendimentos clínicos e ambulatoriais.
5 - Outra linha de trabalho que tem atuado está ligada ao serviço público municipal. Sabemos que desde o ano passado você assumiu junto a Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Campos um setor voltado para treinamento. O que anda fazendo por lá?
R: Sou servidor público estatutário a mais de 18 anos, concursado como animador cultural e sempre gostei de trabalhar com pessoas, de desenvolver projetos voltados para o crescimento sociocultural, pessoal e profissional. Fui coordenador da Animação Cultural, diretor das Casas de Cultura, assessor cultural e diretor de multimídia da câmara de vereadores e, no atual governo fui convidado pelo secretário de administração prof. Wainer Teixeira de Castro para desenvolver um programa de treinamento junto a Subsecretaria de Gestão de Pessoas voltado para os mais 13 mil servidores municipais e, assim nasceu o Programa Treinarh iniciado em março de 2021 com o objetivo de ofertar uma nova perspectiva sob o olhar da cultura do serviço público, na melhoria da qualidade vida do servidor e consequentemente uma melhor oferta de serviços aos munícipes.
6 - Com essa quantidade de servidores a serem atendidos com o Programa Treinarh acredito que tenha uma equipe atuando com você.
R: Sem sombra de dúvidas. Até porque ninguém faz nada sozinho, muito menos em um projeto desta dimensão. Tive a alegria de reencontrar uma amiga com quem trabalhei há uns 15 anos atrás e que a pelo menos 20 anos trabalha na Subsecretaria de Gestão de Pessoas, a Selene Queiroz, pedagoga competente e comprometida com o que faz, mas chegaram a equipe as doutoras Débora Rosa e Jamile Cristina, ambas psicólogas especialistas em lidar com pessoas nos mais diversos ambientes e a jovem e promissora jornalista Rayra Gomes, eficiente e dedicada as propostas do programa. Outros profissionais virão durante essa trajetória e, assim estamos montando uma equipe multiprofissional de especialistas em lidar com pessoas.
7 - Seu livro, o novo espaço de atendimento que está inaugurando e novos projetos. Quais são suas expectativas neste pós-pandemia?
R: O livro é um sonho que venho acalentando nestes últimos 5 anos e, que reúne mais de duas décadas de trabalho tendo como principal ferramenta a comunicação como um instrumento de transformação pessoal e profissional daqueles que estiveram em meus treinamentos e processo de coaching. Em 1995 eu já profetizava que o novo milênio traria junto com as novas tecnologias o distanciamento e a dificuldade ainda maior das pessoas se relacionarem e interagirem uma com as outras. Essa previsão inevitavelmente tem se concretizado. Nunca foi tão urgente e necessário cuidar de pessoas! Assim nasce o Espaço SER, numa parceria com outra profissional de ponta, a coach e terapeuta holística Neide Mara Gomes Palmeira. O Espaço SER nasce com a missão de expandir a consciência, despertar as inteligências, destravar os medos, resinificar crenças e transformar pessoas. O mundo pós- pandemia trás consigo uma nova configuração, novos desafios e um novo modus operandi e precisamos estar todos preparados, prontos e equilibrados para viver tudo isso com leveza e qualidade de vida.
8 - Foi um grande prazer recebe-lo para esta entrevista em nossa coluna. Gostaria de deixar uma mensagem para os nossos leitores/seguidores?
R: Primeiramente quero agradecer a você Marco pelo convite e por este bate papo incrível que você me proporcionou. Aos seus leitores minha gratidão por participarem deste momento enquanto leitores. Dizer que não há mais tempo a perder, que a mudança que você procura não está lá fora e nem nas outras pessoas. A mudança que deseja e quer que aconteça em sua vida está dentro de você, latente, vívido e ansioso para se realizar. Ouça mais o que sua voz interna positiva tem a te dizer e, se a voz que você ouve tem te sabotado é hora de reeduca-la para que ela possa ser sua chave do sucesso. Paz e Bem a todos.
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No Dia Mundial da Visão seria de extrema importância uma Campanha Oftalmológica com objetivo de chamar a atenção para a Cegueira e a Deficiência Visual, avalia a Presidente da Retina Campos Sylvia Elizabeth, abrindo a boca para Marco Barcelos.
14/10/2021 | 14h52

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 - Sylvia Elizabeth, hoje é o Dia Mundial da Visão, muito importante para nós deficientes visuais. Como presidente da Retina Campos na sua visão quais políticas públicas seriam necessárias para prevenir e identificar doenças da visão?
R. O Dia Mundial da Visão é anualmente na segunda quinta-feira de outubro. Esse ano, em 14 de outubro seria de extrema importância uma campanha oftalmológica com objetivo de chamar a atenção para a cegueira e a deficiência visual fazendo a conscientização à questão da saúde visual e ocular.
A dificuldade em agendar oftalmologista através do SUS dificulta também o atendimento desses pacientes e quando conseguem já está com a saúde ocular agravada.
A Associação de Retinopatia Norte Fluminense/Retina Campos tem um projeto de Centro Oftalmológico de Referência em Retina – CORR - um centro com atendimento mais ágil pelo SUS especializado no diagnóstico e tratamento das doenças da retina, especialmente Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), Retinopatia Diabética, Edema Macular Diabético e Doenças Hereditárias da Retina como a Retinose Pigmentar, a doença de Stargardt, a Síndrome de Usher, entre outras. Esse projeto ainda está em conversa com as pessoas envolvidas na Prefeitura.
Principais sintomas de problemas de visão mais comuns:
Lacrimejamento em excesso;
Hipersensibilidade à luz;
Sensação de vista cansada;
Dificuldade para enxergar à noite;
Dor de cabeça frequente;
Vermelhidão e dor nos olhos;
Coceira nos olhos;
Visualização de imagens duplicadas ou distorcidas;
Necessidade de fechar os olhos para enxergar os objetos focados;
Desvio dos olhos para o nariz ou para fora;
Necessidade de esfregar os olhos várias vezes por dia.
Irritação nos olhos e lacrimejamento
Procure um oftalmologista se apresentar um dos sintomas acima.
Se você tem mais de 40 anos, provavelmente apresenta algum grau de presbiopia. Além disso, também poderá apresentar catarata.
O diabetes pode gerar a retinopatia diabética e outros problemas oculares. Já a hipertensão pode causa a retinopatia hipertensiva. Ambos evoluem lentamente e são assintomáticas de início e pode desencadear outras doenças oftalmológicas, e se não tratado a tempo, pode levar à cegueira como fase final.
2 - Sylvia Elizabeth, como as pessoas com interesse em associar-se ao Retina Campos dentro do Grupo de Doenças Hereditária de Retina (DHRs) ou Doenças da Visão devem proceder?
R. Basta entrar em contato através:
Facebook, Youtube ou instagram - @retinacampos
Site: www.retinacampos.org.br
Tel. e WatsApp: 22-99838- 6020
E-mail:
[email protected] ou [email protected]
3 - Sylvia Elizabeth, qual a importância do exame genético também chamado de teste genético ou genotipagem na oftalmologia para identificar doenças da Retina?
R. Os exames genéticos atualmente disponíveis que são baseados em DNA e podem estabelecer a predisposição para uma doença genética específica décadas antes que o paciente tenha sintomas e que a doença seja detectável até mesmo antes do exame clínico. Além disso, permite avaliar várias hipóteses ao mesmo tempo, ou seja, várias doenças podem ser testadas. O valor clínico de um teste genético é maximizado quando seus resultados e implicações são explicados detalhadamente e discutidos com o paciente por um médico experiente no assunto.
O Painel de Retinopatias Hereditárias sequencia genes relacionados a Retinose Pigmentar, Síndrome de Bardet Biedl, Doença de Stargardt, Distrofia de Cones e Bastonetes, Acromatopsia, Síndrome de Usher. Doença de Best, Retinosquise e outras.
Um resultado positivo significa que o laboratório encontrou uma alteração em um determinado gene, cromossomo ou proteína de interesse. A genotipagem, pode confirmar um diagnóstico clínico, indicar que uma pessoa carrega uma mutação genética específica do pai ou da mãe ou de ambos, identificar um risco aumentado de desenvolver uma doença no futuro ou sugerir a necessidade de um exame aprofundado. Como os membros da família têm algum material genético em comum, esse desfecho também pode ter implicações para fazer oi aconselhamento genético incluir o risco de desenvolver uma determinada condição ou a possibilidade de ter filhos afetados.
O resultado desse exame podem ajudar os indivíduos:
Participar de testes clínicos;
Ter um tratamento novo;
Tomar decisões sobre ter filhos;
Como são feitos os testes genéticos nas DDR?
Geralmente são amostras retiradas do interior da boca, conhecido como “esfregaço de mucosa bucal” ou da saliva, entretanto também é possível fazer testes com exames de sangue.
4 - Sylvia Elizabeth, em Campos já existem estes testes?
R. São poucos estados no Brasil que tem um laboratório específico para Painel Genético.
Se uma pessoa quer realizar esse exame, deve primeiro consultar um médico oftalmologista especialista em retina que irá fazer a solicitação e ao mesmo tempo encaminhar um geneticista ocular para ler o exame. A genotipagem geralmente é feita como parte de uma consulta genética.
Todos os membros da Associação de Retinopatia Norte Fluminense/Retina Campos estão sendo genotipados com o médico do Comitê Científico, Dr. Luís Roiman, oftalmologista especialista em retina. O material (saliva) é coletado no consultório e enviado a California, EEUU, para o laboratório Invitae que tem uma parceria com a Retina Brasil para exame genético gratuito.

5 - Após identificar o erro genético como tratá-lo?
R. Infelizmente, as DHRs ainda não tem tratamento, salvo as distrofias com sintomas desde a infância como Retinose Pigmentar e Amaurose Congênita de Leber com o gene RPE65.
A primeira cirurgia na América Latina foi realizada com a equipe da Dra. Juliana Sallum, em São Paulo com Luxturna que é uma terapia para o gene RPE65.
No entanto, vários testes clínicos, tratamentos estão surgindo e é necessário ter o exame genético para participar desses novos tratamentos.
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Na Ciência Não Há Lugar Para Celebridades e Festas de Oscar ou Garimpar Popularidade Para a Próxima Eleição, Avalia o Co-Responsável Pelo GPIDMR Itep- Uenf /Uniflu Auner Pereira, Abrindo a Boca Para Marco Barcelos.
24/07/2020 | 12h48
1 - A educação é um dos pilares de uma sociedade , na sua formação e desenvolvimento como valorizar um Estado no progresso científico , incentivando a pesquisa ?
Pela sua expressão... “A educação”, começo por aí – A educação é um processo de vida e investimentos em diferentes níveis de complexidade de responsabilidade das famílias. A Escolaridade é um projeto produtivo sistêmico do Estado – segundo a Constituição em vigor - que deveria começar na creche e culminar na continuidade do estudante ao longo de toda a sua vida profissional no desenvolvimento de informações, tecnologias e cientificidade, na Universidade e no mercado. É dever do estado e direito do cidadão, previsto na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, artigo 205 da Constituição Federal de 1988: " A educação,(Escolaridade?) direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, é um investimento de gerações, está previsto em orçamento. Nós temos uma população incentivada por títeres processuais que permanecem como súditos a reboque das ideias de depender do estado, como em uma corte imperial. Acham que quem tem o poder é quem ocupa cargo público, autoridade, o imperador, o rei. A todos o devido respeito, mas como representantes da vontade do povo. Uma visão imperialista escravocrata em plena república. Ainda não usufruem da informação democratizada que “ todo o poder emana do cidadão” Ele ou ela, como autoridade, deve exigir em todas as instâncias do estado brasileiro o cumprimento das leis e dos orçamentos. Dinheiro, recursos, estão previstos sim, mas não para a a ignorância e ganância de alguns. Lembro de uma pergunta a um estudante no ensino fundamental: O que você quer ser quando crescer? – Controlador de licitação. Não há um estado valorizado sem que, primeiro o cidadão não tenha entusiasmo de ser ele o representante que sustenta o estado e não depende dele, do estado, para usufruir favores. Isso provém da continuidade de Escolas em que o conteúdo estudado em sala de aulas ou por meios informatizados não se torna aplicação imediata na melhoria de vida dele, do cidadão. Se constituem em um armazém reprodutivo de ideologias em diferentes linguagens, salvo algumas iniciativas diferentes. Por isso muitos estudantes ficam frustrados, pois o tempo que gastam com a tal escola não representam mudanças na sua vida e de suas famílias. Então para que perder tempo com tais assuntos de livros? Aí imperam os modismos e eles são empurrados a uma busca por novas experiências que vão culminar nos achacadores de angustias juvenis e traumas dos estudantes com o oferecimento de novos aliciamentos para os seus interesses de sustentabilidade marginais em festas de bairros. O artigo 207 - da CRFBr, indica a indissociabilidade da pesquisa extensão e ensino, onde estão os resultados transformadores na maioria das instituições do tal ensino? Nos últimos 50 anos de escolas o mundo informado, mudou? Todos os em torno de 600.000 apenados no Brasil não tiveram escola? Tanto dinheiro aplicado em escolas e o resultado, todos os cidadãos lutando pela sua realidade e dignidade comunitária. A rua ficou mais limpa? As casas são melhores, a mobilidade urbana? Áreas de lazer? Estão empregados, empreendendo? Bibliotecas em cada bairro, abertas aos sábados e domingos? Olimpíadas de bairros, esportes da juventude? A segurança e bem estar? A maior parte dos jovens tem esperanças na sua empregabilidade? Resultados? Pé no chão e cabeça lá fora pela manipulação da mídia idiossincrática de favores e desinformação adrede de vida rica. Mitos!
02 - Nunca se deu tanto valor aos profissionais de saúde e aos pesquisadores , como nesta Pandemia . Na sua avaliação quais políticas públicas se fazem necessárias para o Brasil chegar ao nível dos países de primeiro mundo ?
Os Brasileiros verdadeiros não devem cair nessa fantasia de primeiro mundo. O seu primeiro mundo é onde você vive e trabalha e quem sabe vai morrer. Você está disposto a transformar a sua realidade? Como estão as suas negociações de comunidade e de bairro? Se a revolução não começar por aí não adiante mirar na Finlândia. A população não sabe e nem tem controle sobre o que são políticas publicas. Você mesmo pode dizer quais são as políticas públicas efetivas no seu bairro. Se não aconteceu no seu bairro o resto é marketing para com o seu dinheiro e discurso de mídias pagas pelo próprio pode publico. Impresssa livre não vive de verbas de governo, vive da sua competência de venda de seus produtos no mercado. A política pública prioritária deveria ser a formação de gestores que pretendessem ser agentes públicos, como verdadeiros estadistas e se a população não participar da tal politica pública, fica só discurso. Agora vem a nova onda? “O novo normal” ? Nunca foi normal. Igual a história de “capital humano”. O mercantilismo e a função do imperialismo escravocrata usavam capital humano.Nunca fomos e não somos capital humano, uma mentalidade de guildas que também fluem para o que se propõem algumas novidades do tipo sites,aplicando golpes por infovia, que mesmo com novas linguagens e tecnologias, replicam os costumes de facções ou milicias com discursos e estruturas novas ao intensificar o mecanicismo cartesiano, positivista, tecnicista, evidentemente adaptados aos signos do século XXI. É uma pandemia tecnológica excludente. E não me venha com a seguinte história: “ Por favor não morram todos os pobres. Precisam ficar alguns para o ano que vem? Se não como vamos fazer campanhas de caridade?
Pergunto: Se você conhece e se todas as crianças, jovens e adolescentes estão informados e participando das política públicas para a realidade dos 5. 570 municípios no Brasil ?
1. Empregabilidade dos jovens e adultos na sua região?
2. Redução de tributos e incentivos com investimentos em empresas locais?
3. Ampliar o poder de compra da população?
4. Maximizar a valorização da estrutura de segurança pública?
5. Opções de lazer?
6. Eliminar o analfabetismo?
7. Ter todas as ruas limpas e higienizadas?
8. Receber seus proventos em dia?
9 Identificar atendimentos de orientação prévia de nutrição e bem estar?
10 Qualificar orientação sistemática de rotinas de atendimento médico, odontológico, psicológico, nutricional e educacional em todas as escolas para pais e estudantes incluídos.
11. Avaliar orientação sistemática de saúde nos polos de socorro?
12. Verificar a orientação dos investimentos na produtividade, rentabilidade, lucratividade e viabilidade na produção, distribuição e consumo na agropecuária?
13. Avaliar sistemas de abastecimento, armazenagem de alimentos?
14. Avaliar sistemas de incentivos ao associativismo, comunidades e cultura local?
15.Qualificar o patrimônio publico e histórico integrado com o turismo regional efetivo?
16. Mensurar o usufruto de restauração e finalidade dos prédios públicos abandonados?
17 Consolidar a comunicação e infovia nos distritos mais distantes?
18.Utilizar a sistematização do segmento viário e transportes para as grandes distancias?
19 Usar os canais e sistema fluvial integrados com a piscicultura?
20.Intensificar os treinamentos sistemáticos para o atendimento às demandas cidadãs?
21.Atender todas as crianças até 12 anos e prestadores de serviços de transportes urbanos com 3 idiomas?
22.Atender os abrigos de idosos e idosas e de outros segmentos com sustentabilidade institucional?
23. Instalar portais com câmeras em todos os bairros para ampliar a segurança da população?
24. Agir com urgência sobre a constituição e manutenção das facções e milícias com o tráfico de impostos, de armas, munições, drogas e vidas humanas. ?
25. Efetivar a orientação às mulheres na politica protetiva nacional ?
26. Determinar restrições a imóveis urbanos abandonados e criadores e focos de mosquitos ?
27. Funcionar o transporte de massa urbana interligada por metrô de superfície?
28. Efetivar captação de água potável da região da serra?
29. Asfaltar as estradas vicinais de acesso a comercialização de produtos agropecuários?
30. Concluir a valorização da mão de obra rural?
31. Investir no apoio a formação , treinamento e desenvolvimento de força de trabalho?
32. Gerenciar o programa de que todas as famílias sejam integradas na reconstrução permanente das escolas da sua comunidade?
33. Promover e realizar as eleições democráticas pela comunidade em todas as gestões de escolas do município?
34.Eliminar gradualmente todas as possibilidades de políticas públicas que contribuem com a dependência da tutela pública em qualquer situação?
35. Realizar o acesso irrestrito na internet com a política de cidade informatizada?
36. Incentivar as comunidades solidárias bem como as políticas cooperativistas?
37. Valorizar realização de parques ecológicos em memória da cultura local ?
38. Empreender a valorização de parque ecológico em memória a cultura afro.
39. Demonstrar respeito irrestrito as manifestações de crenças e culturas nativas?
40. Incentivar e investir em incubadoras de empreendedores locais?
41 Intensificar a programação cultural com adesão irrestrita de artistas locais?
42. Investir em mídias representativas da identidade e cultura local ?
43. Incentivar a programação efetiva de expressão a história do local ?
44. Valorizar as nascentes e locais de reserva de mananciais?
45. Viabilizar a Arborização nativa e reflorestamento sistêmico de áreas especiais.?
46. Realizar Atividades desportivas e incentivo a investimentos em campeonatos locais?
47. Valorizar as margens e da água dos rios com investimentos em meio ambiente saudável.
48. Valorizar parques e lagoas ?
49. Criar e manter de parques temáticos para utilização da população em atividades sob orientação cultural.
50. Reconstruir um centro cívico para concentrar todos os atendimentos às demandas cidadãs?
51.Promover gincanas de leituras e cultura em bibliotecas e museus em todos os distritos e bairros abertos aos sábados e domingos- usinas do saber?
52. Eliminar o descarte de “marginais” e doentes de madrugada para que os serviços públicos de outro município possa atender?
53. Definir a questão dos resíduos sólidos e líquidos?
54. Promover o bem-estar para a população?
55. Especializar a estrutura de serviços hospitalares e ambulatoriais?
56. Avaliar os poços artesianos e domésticos nos bairros?
57. Promover os programas de engenharias sanitária e ferroviária?
58. Manter a segurança alimentar em bares e restaurantes?
59. Proteger e desenvolver condições ambientais para salvar a fauna e flora silvestre regional?
60. Proporcionar o desenvolvimento da saúde mental?
61. Construir e ampliar as condições viárias com ciclovias?
62. Promover a realização de Feiras de alimentos naturais e de artesanato?
63. Eliminar as filas de bancos?
64. Construir e administrar a estrutura de serviços de sanitários públicos e bebedouros em praças e espaços de lazer e centros de comércio?
65. Orientar e promover atividades e uso das praias?
66. Qualificação de serviços de cemitérios e afins?
67. Adequar o trânsito com a oferta de serviços de estacionamento de veículos e automotores em vias públicas?
68. Implantar vias rápidas centro – bairro, livres de estacionamento público?
69. Coibir sistematicamente o uso de som elevado nas vias públicas e além do horário limite.
70. Eliminar o problema sanitário de aves em praças públicas e telhados alimentados por Transeuntes?
71. Atender e orientar a atenção especial no acolhimento aos fluxos de emigrantes e imigrantes?
72. Proporcionar a transparência e a comunicação democrática das informações sobre o planejamento estratégico e gestão para curto, médio e longo prazos com a população?
73. Promover em Instituições, escolas, empresas e nos sites aos valores humanos com base no título I da Constituição em vigor- de 1988.?
Para começo de conversa, são 100 itens, observe os 73 itens indicados anteriormente e verifique se pode responder com dados e informações citando fontes ?
O resto é perda de tempo. Não vão resolver o que está aí há mais de 100 anos.
Diz um ditado oriental que : “ Quando dois elefantes brigam, a grama é que leva a pior”
Vem aí outra oportunidade de fazer uma nova história de uma vez por todas ou nunca mais nesta geração.
Pode mostrar a diferença?
03 - Dr Auner Pereira , a cada dia temos vídeos com publicações científicas ou apenas falácias , sobre a possível cura da covid 19 , ou tratamentos , o que deixa a população insegura . Como saber se o tratamento é eficaz e respaldado cientificamente ?
Somente por sites e pronunciamento das instâncias científicas. Na ciência não há lugar para celebridades e festas de Oscar ou garimpar popularidade para a próxima eleição. Cientista está voltado para a nação. A vacina virá.
04 - Dr Auner Pereira , sendo co-responsável pelo Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento Municipal Regional.Itep- Uenf /Uniflu , como incentivar novos pesquisadores , nas mais variadas linhas de pesquisa , e quem pôde participar ?
O GPIDMR- Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento Municipal-Regional.Itep-UENF-RJ/UNIFLU-RJ.CNPq atua em estudos e pesquisas desde o programa de stricto sensu da Faculdade de direito de Campos, em 2000, Uniflu-direito. Desenvolve o incentivo a produção textual científica, estudos e pesquisas interinstitucionais em conexão com professores, estudantes, lideranças comunitárias e interessados de todas as áreas de ciências da natureza e da natureza sócio-histórico- crítica- cultural, em diferentes linguagens e conexões interativas, com objetivo de desenvolver informações pertinentes, adequadas, na decidibilidade, razoabilidade, equidade e hermenêutica que representam o acesso a todas as pessoas interessadas em cientificidade nas diferentes universidades. Os egressos e estudantes universitários de distintas origens, desde que solicitado, são orientados para programas de mestrado, doutorado e pós doutorado. Os pesquisadores(as) são interdependentes em sua produção e especialidades. O importante é descobrir que todos os projetos e a produção textual científica gerada está em constante evolução e participação nos eventos, regionais, nacionais e internacionais. O grupo somente trabalha com a cultura científica em conexão aos objetos e relações estudadas.É integrado com o programa de iniciação científica na promoção da criatividade e inovação. A base ideológica do Grupo está centrada nos cânones da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Temos duas reuniões formais por ano. Por semestre, são realizados treinamentos sobre a produção textual científica e o incentivo para participar em editais e concursos. Não há tutela partidária, religiosa ou financeira.Todas as culturas são respeitadas. A atividade é voluntária e de desenvolvimento pessoal nos padrões da ciência do século XXI. Cada pesquisador(a) organiza o seu futurível. Os interessados podem entrar em contato: enviar e-mail para: < [email protected]>
Auner Pereira Carneiro - http://lattes.cnpq.br/3337902004026180
20.03.1947 - Economista – Corencon PR
Professor Pós-doc UENF-RJ - Doutor USP-SP
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Apreensão do Celular do Presidente da República na Avaliação do Jurista José Eduardo Pessanha Abrindo a Boca para Marco Barcelos.
26/05/2020 | 22h08
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

01- José Eduardo, como jurista, qual sua análise sobre o Ministro do STF, Celso de Mello em cogitar requisitar o celular do Presidente da República, para averiguar possível cometimento de crime?

R.: Prezado amigo Marco Antônio, curial esclarecer, ao contrário do que afirma este “exército oficial de desinformação”, que o ministro decano Celso de Mello não determinou a apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro. Como bem delineado na sua pergunta, está sendo cogitado e, para que se materialize, é necessário que o Órgão de acusação, no caso a Procuradoria Geral da República (PGR) analise se tal diligência é importante (ou mesmo essencial) para o deslinde das investigações, como requerido por Partidos Políticos à Corte Suprema.
É óbvio que em um processo desta monta, que investiga se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal a fim de evitar a investigação de familiares, todas as provas devem ser colacionadas com máxima precaução, a fim de que o Inquérito 4.831/DF possa ter regular prosseguimento.
Do aspecto técnico-jurídico, tal medida – apreensão de aparelho celular – é usual nos inquéritos em curso, eis que se trata de efetivo elemento de colheita de prova. Óbvio que ao se tratar do aparelho de telefone do chefe do Executivo, certamente razões de maior alicerce devem ser apresentadas, não bastando mera conjectura ou mesmo provas circunstanciais. Neste contexto, acredito que o Sr. Procurador Geral da República irá requerer novas diligências e providências, antes de entender pela necessidade de tal diligência complexa, a fim de evitar recrudescimento desnecessário nas relações interpoderes.


02- Quais os embasamentos jurídicos para acusar um Presidente da República?

R.: O Presidente da República pode ser punido nos crime de responsabilidade e crimes comuns praticado no exercício do cargo de Chefe do Poder Executivo, onde tal responsabilização advêm do interesse da Coisa Pública sobre qualquer outro interesse derivante.
Nos crimes de responsabilidade (infrações político-administrativas) cometidas no desempenho da função, circunscreve-se a condutas que atentam contra a Constituição e, especialmente, contra a existência da União, o livre exercício dos Poderes do Estado, a segurança interna do País, a probidade da Administração, a lei orçamentária, o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais e o cumprimento das leis e das decisões judiciais, como previsto na CRFB/88, em seu art. 85º.
Já nos delitos relativos à prática de crime comum, o processamento dar-se-á nos termos da Lei nº 8.038/90 e dos arts. 230 a 246 do RISTF. Em ambos casos, haverá um controle político de autorização, a ser realizado pela Câmara dos Deputados, que autorizará ou não o recebimento da denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal. Quanto ao julgamento, nos crimes de responsabilidade, o mesmo se dará perante o Senado Federal, sendo que nos crimes comuns, admitida a denúncia, o julgamento será pelo STF. Estes são os fundamentos jurídicos de uma acusação em face do Presidente da República.


03- Quais os prejuízos jurídicos que poderiam advir aos três Poderes tal conduta do Ministro do STF, Celso de Mello?

R.: Entendo que sua pergunta está adstrita a eventual apreensão do celular do Presidente da Republica, até porque, lamentavelmente, processo contra Presidentes da República deixaram de ser raros em nossa sofrida Nação. Neste contexto, verifica-se, até pela “ameaça” clara realizada pelo Chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), um General da Reserva, talvez maculando sua ficha funcional, que a citada possível apreensão elevaria a volumes exorbitantes o dissenso já existente entre os poderes, notadamente porque o Executivo revela-se centralizador, aético e impositor, enquanto que o Judiciário tem tentado apresentar uma postura pseudodemocrática, mas corporativista, oligárquico e soberbo, sendo que o Congresso, como de costume, prefere ater-se ao “jogo do poder”, buscando a permanência em seu “status quo” e interesses nebulosos. Refém deste imbróglio está o Povo, vítima, mas também culpado de todo o presente que nos assola.

04- José Eduardo, em um momento de Pandemia, certamente o mais difícil que nossa geração está atravessando e que vai afetar futuras gerações, qual sua opinião jurídica e como cidadão, para um futuro digno e merecedor de um povo guerreiro e sofrido como o povo brasileiro?

R.: Prezado Marco Antônio, peço vénia para citar o filósofo francês Joseph-Marie Maistre: “cada povo tem o governo que merece”. Ora, a pandemia é uma prova global, imposta a todos num cenário de hecatombe, porem porque já somos o segundo País do Mundo em efeitos da peste? Outros tanto Países possuem população maior ou similar a nossa; porque sofremos tanto? Certamente é fruto do nosso desaparelhamento técnico, de nossas prioridades equivocadas e de nossas escolhas torpes. Os efeitos jurídicos da pandemia se darão, de uma forma maior, após o pico da pandemia, quando o Poder Judiciário enfrentará uma enxurrada de ações visando proteção de direitos e disputas indenizatórias. Porem como cidadão, aos que passarem por esta etapa de sofrimento, quiçá reste o ensinamento de que os últimos 520 anos em nada nos prepararam, seja materialmente, seja como contexto ético, para um enfrentamento desta espécie. De fato, temos um povo sofrido (guerreiro nem tanto!), mas que detêm uma nuance masoquista e que prefere se regalar em detalhes e usar antolhos para a ausência de caráter de muitos dos nossos governantes. Assim, como parte do Povo que sou, minha opinião é que Joseph-Marie Maistre estava absolutamente correto.

05 – Quais suas considerações finais sobre o atual cenário político-social?

R.: Estimado amigo, peço vênia para iniciar uma breve e humilde análise pelo cenário local, me estendendo ao Estado e, por fim, a União. Em nossa pacata Campos dos Goytacazes, tivemos a conjunção de muitos fatores: um Município falido por desmandos anteriores; a carência de arrecadação própria por ausência de incentivo ao crescimento industrial; a queda de arrecadação brutal dos royalties do petróleo; uma equipe jovem com pouca experiência à frente do Governo; uma das piores pestes do Planeta de todos os tempos e disputas políticas acima dos interesses municipais. Tudo isso leva a um resultado previsível (e não poderia ser outro): caos! É inegável as intenções probas do chefe do Executivo local, mas é certo que sem logística; sem um numeroso apoio político-administrativo; sem recursos financeiros, experiência, insumos, é crível que se chegue a um resultado longe do esperado. No contexto estadual, passada a fase das bravatas eleitorais, onde o Governador eleito, como todos, prometeu o que sequer sabia como alcançar, vem agora a “prova de fogo”, onde o Estado sequer consegue montar hospitais de campanha (coisa já realizada em quase todos os Estados da Federação) devido a ganância de muitos que detêm o poder e a ordenação de despesas. Enfim, quanto ao Estado, ainda não disseram a que vieram, pois o pouco que fizeram foi com a verba que deixaram de pagar os devidos empréstimos ao Governo federal.
Por fim, como a “cereja do bolo”, temos a União, acéfala quanto aos problemas de relevo nacional porque conduzida de forma infanto-juvenil por alguém que somente está preocupado em ser reeleito, manter sua oligarquia, favorecer seus adjuntos e tecer bravatas em rede nacional. Creio que esta breve e acanhada análise, totalmente pessoal, espelha, em meu entender, a “areia movediça” em que nos encontramos. Um cordial abraço.
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A visão da Brasileira Pietra Soares Estudante de Medicina em Portugal e o COVID-19, Abrindo a Boca Para Marco Barcelos
11/04/2020 | 20h00
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1- Pietra Soares, optar por fazer medicina em Portugal foi um desafio. E agora tendo que enfrentar a pandemia do Covid-19. Como está sendo a vida no âmbito acadêmico?
No que toca o aspecto acadêmico em Portugal, as faculdades de medicina encerraram as suas atividades presenciais no dia 9 de março.
Desde então, todos os órgãos acadêmicos têm buscado, incansavelmente, as melhores maneiras de continuar o nosso ano letivo em casa, não apenas relativamente às aulas, mas também procurando as melhores soluções para realizar algumas avaliações online.
Como o pico da pandemia em Portugal é uma incógnita, não temos perspectivas de voltar às nossas atividades acadêmicas presenciais esse ano, uma vez que o ano letivo no nosso país começa em Setembro e termina em Junho/Julho.
Nossas aulas têm seguido o calendário e horários normais, sendo lecionadas através de plataformas online de videoconferência, como o Zoom/Colibri, ou mesmo por meio de vídeos gravados e disponibilizados na plataforma Moodle.
A maior dificuldade, para mim, relativamente ao regime de aulas não presenciais, é encontrar maneiras de refazer a minha rotina e torná-la produtiva.
Além disso, a associação de estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, instituição de ensino na qual estudo, lançou um site inovador que deixo aqui, caso seja do interesse de alguém consultá-lo (https://aefmup.pt/corona/), com o intuito de oferecer sugestões de atividades aos alunos para que tentemos fugir à monotonia desses meses difíceis. Atualizam o site diariamente com dicas de receitas, vídeos de personal trainers com treinos que possam ser feitos em casa e sem aparelhos, de maneira a estimular uma rotina mais saudável e trabalhar a nossa saúde mental em quarentena, cursos online sem custos associados, congressos por videoconferência com médicos e profissionais das mais diferentes áreas da saúde, dicas de filmes e livros e fóruns políticos.
Além disso, a Universidade do Porto está a oferecer subsídios de até 350 euros para estudantes nacionais e internacionais que estejam em situação de fragilidade social pela propagação da pandemia no país. Implementou, ainda, a Linha de Apoio Psicológico da U. Porto para estudantes que precisem de acompanhamento psicológico. A linha é gratuita e funciona todos os dias, inclusive aos fins de semana.
Sinto que estamos muito bem entregues à nossa direção acadêmica e estou bastante satisfeita com a evolução do ensino virtual que, acredito eu, tenha uma tendência crescente, ao longo dos próximos anos, de ocupar um espaço importante em todo o mundo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2- Como os portugueses estão enfrentando pandemia, no aspecto psicossocial?
Gostaria de começar com um excerto da matéria publicada no jornal português ‘Expresso’, em que José Miguel Caldas de Almeida, professor de Psiquiatria e Saúde Mental da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, fez um comentário muito assertivo, na minha opinião, no que toca o aspecto psicossocial da pandemia em Portugal.
“Ele diz não ter dúvidas de que a atual situação de pandemia terá “um impacto muito significativo” na saúde mental dos portugueses, mas esse impacto será tanto menor quanto maior a capacidade do Governo de colmatar as “várias insuficiências” e evitar “a rutura dos serviços de saúde públicos e do sistema de apoio social”. “O que aprendemos com outras emergências, como a crise financeira de 2008, é que grandes privações ao nível dos rendimentos, desemprego, dívidas e insegurança em relação à possibilidade de manter a habitação são fatores com um grande impacto na saúde mental”.
É preciso pensarmos que há pessoas a perderem familiares, amigos e que foram privadas da despedida; pessoas que não podem regressar às suas casas e que olham, todos os dias, para situações que nunca antes tinham visto e que apenas a própria experiência e o tempo ensinarão a melhor maneira de lidar; pessoas desempregadas, tomadas pelo medo e pela insegurança de não saberem como poderão sustentar a família nos próximos meses; pessoas sem condições para comprar bens essenciais a preços mais altos nos supermercados; pessoas doentes.
É natural que os conflitos domésticos e a tensão aumentem, inclusive nos casamentos, assim como a ansiedade e o medo de serem infectados com o novo coronavírus.
Temos profissionais de saúde assustados. Assistem, diariamente, a todas as suas certezas e experiência profissional de anos se esvair e dar lugar a uma incerteza e medo jamais vistos em seu trabalho. No entanto, dizem nunca ter sido mais recompensador exercer a sua profissão.
Além do apoio psicológico oferecido pelas universidades do país, como mencionado anteriormente na entrevista, também a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) e o Ministério da Saúde criaram, em conjunto, uma linha de apoio que conta com mais de 60 psicólogos credenciados pela ordem, estando apta a receber chamadas telefônicas de cidadãos comuns e de pessoas na área da saúde.
A pandemia certamente deixará marcas e trará dificuldades para todos os cidadãos, mas temos que acreditar que vamos conseguir ultrapassar as suas sequelas da melhor maneira possível.
E nunca podemos nos esquecer que, tão importante quanto estar fisicamente bem nessa altura, é ter uma mente sã, e, por esse motivo, deixo aqui um apelo à todas as pessoas que sintam que precisam de apoio psicossocial neste momento: não tenham vergonha de procurar ajuda.
 

3- Pietra Soares, como o governo português está investindo para tratar a COVID-19?
O governo português renovou o Estado de Emergência, decretado pela primeira vez por um período de 15 dias no dia 16 de março. Junto a ele, a restrição da circulação de pessoas no país; a suspensão de todas as atividades letivas presenciais das escolas e universidades; o encerramento de discotecas; a suspensão de visitas a lares em todo o território nacional; o estabelecimento de limites de frequência em supermercados de modo a manter uma distância de segurança; a diminuição abrupta no número de voos; a criação de uma linha de crédito de apoio à tesouraria das empresas no valor de 200 milhões de euros; apoio financeiro excecional a trabalhadores que tenham de ficar em casa a acompanhar filhos de até 12 anos, no valor de 66% da remuneração base.
No caso de crime de desobediência às medidas impostas pelo estado de emergência, é aplicado o artigo 348.º do Código Penal, que estipula que “quem faltar à obediência devida a ordem ou a mandado legítimos, regularmente comunicados e emanados de autoridade ou funcionário competente, é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias”.
Tendo em mente o agravamento de problemas sociais que o isolamento poderá agravar, o governo criou, ainda, um plano coordenado de contingência em matéria de prevenção e combate à violência doméstica em articulação estreita com a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica.
 

4- A quantidade de infectados e pessoas que morreram com o COVID-19, e qual é o prognóstico do governo para os próximos 15 dias ?
No dia 7 de abril, os dados divulgados foram os seguintes: 12442 infectados (crescimento de 6% em relação ao número de casos do dia anterior) e 295 mortos (o que corresponde a 2,8% do número de casos e representa uma subida de 11% em relação ao dia anterior).
O número de internados em cuidados intensivos foi de 271, também segundo o relatório divulgado pela Direção Geral de Saúde no dia 7 de abril, representando 2,2% dos infectados, e um crescimento de apenas 0,4% em relação ao dia anterior.
Já há, também, 184 casos de pessoas recuperadas.
As previsões das autoridades de saúde sobre a fase mais aguda da doença em Portugal apontavam para o mês de maio. No entanto, no último dia 2 de abril, a Direção Geral de Saúde optou por maior cautela ao afirmar que nós só saberemos que estivemos no pico quando começarmos a descer. A curva da pandemia em Portugal ainda está em ascensão, embora não seja uma subida abrupta nem exponencial.
Como Portugal encontra-se em fase de mitigação da doença desde o dia 26 de março, a terceira e mais grave fase de resposta à doença Covid-19, ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária, a expectativa é que, nos próximos 15 dias, os casos continuem a subir, podendo ou não atingir o pico, uma vez que, como mencionei, as autoridades do DGS preferem, nesse momento, ser mais cautelosos e não falar em datas.
Não obstante, o governo português deu parecer favorável à proposta de decreto do Presidente da República para a renovação do Estado de Emergência por mais 15 dias, no último dia 2 de abril.
O Presidente Marcelo Rebelo de Souza disse, ainda, haver uma forte esperança de que, no decorrer do mês de maio, os portugueses possam, de maneira lenta e gradual, retornar às suas rotinas.
 

5- A Espanha está a cada dia mais crescendo o número de infectados e mortos, e fica bem ao lado de Portugal. Quais as medidas que o governo português tomou para evitar a contaminação?
A situação em Espanha é realmente alarmante, embora nos últimos dias tenha vindo a sofrer um declínio esperançoso, que hoje foi contrariado por um novo aumento no número de mortes.
No entanto, desde o dia 16 de março e até o próximo dia 15 de abril, a circulação entre Portugal e Espanha foi limitada ao transporte de mercadorias e a viagens motivadas por razões profissionais, e, por esse motivo, apenas 9 fronteiras terrestres entre os dois países foram mantidas abertas. O tráfego aéreo, marítimo e ferroviário também foram suspensos.
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) está responsável, desde então, por proceder aos controles de fronteira, em articulação com outras forças de segurança, nos nove pontos de circulação definidos. Também a Guarda Nacional Republicana e a Guarda Civil espanhola estão a fiscalizar a circulação nessas e em outras zonas.
Em termos de comparação, o número de casos e de óbitos pelo novo coronavírus no mundo, nota-se uma diferença entre os casos em Portugal e Espanha. Essa disparidade poderá, entre outros motivos, ser explicada pela demora do governo espanhol em reagir. A Espanha esperou 43 dias desde o primeiro caso do vírus no país para decretar Estado de Emergência e fechar escolas e estabelecimentos públicos “não essenciais”. Em contrapartida, o governo português começou por fechar escolas 14 dias após o primeiro caso registrado no país e decretou Estado de Emergência após 17 dias, o que pode nos ter conferido alguma vantagem em relação aos outros países europeus que vivem situações mais graves no momento.
Número de casos e mortos por COVID-19 em Portugal e no mundo. Fonte: ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control).
 

6- Pietra Soares, qual é o seu sentimento com tudo o que está acontecendo no mundo, e o quê poderia falar para uma reflexão?
Gostaria de iniciar a minha reflexão com duas declarações. A primeira, de um médico intensivista português que admiro muito, Gustavo Corona- “A coragem é o que sobra da motivação quando ultrapassa o medo”. A segunda é uma frase muito divulgada nas redes sociais no último mês, de autoria desconhecida- “Vou para o hospital por ti e pelos teus. Podes ficar em casa por mim e pelos meus?”.
Acho que não há nenhuma frase no momento que me faça tanto sentido como essa. É preciso ter empatia sempre. Não precisamos viver a situação de dor e sofrimento do outro para nos colocarmos em seu lugar, mesmo sem conhecer, e fazer o que está certo e o que gostaríamos que fosse feito por nós.
Há profissionais de saúde privados, muitas vezes por decisão própria, de ver as suas famílias. Para não falar nos milhares de doentes; alguns até mortos. Salvar é a grande missão da vida dessas pessoas, mas nós também precisamos fazer o mínimo por elas, que é estar em casa.
Por isso sempre que surgir aquela vontade de tomar um sol na praia, comer alguma coisa diferente no seu restaurante preferido, lembre que você não é o único aprendendo a lidar com os seus próprios desejos nesse momento e que há pessoas passando por verdadeiros pesadelos. Temos que respeitar essas pessoas, a sua dor e o seu sacrifício, e continuar torcendo por dias melhores em que poderemos voltar a estar com quem amamos e a fazer tudo aquilo que gostamos.
Acho que essa é a mensagem que gostaria de deixar. Fiquem em casa. Confiem na vossa linha de frente e obedeçam às recomendações das autoridades de saúde de maneira a protegerem a vocês, às vossas famílias, à todos os profissionais de saúde que se arriscam todos os dias por nós, aos empregados de limpeza nos hospitais, que certamente estão a trabalhar muito mais que o habitual, a todos os trabalhadores envolvidos na produção de bens essenciais e materiais de proteção, e aos nossos cientistas, que trabalham incansavelmente na busca por vacinas e alternativas farmacológicas que possam funcionar contra essa doença, lutando todos os dias contra o desconhecido.
Essa luta também é sua. É de todos nós. Sejamos agentes de saúde pública. Hoje e sempre.
Pietra Soares Rodrigues
Hospital de Campanha do INEM montado junto ao serviço de urgência do Hospital de São João, no Porto em Portugal.
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O fisiculturismo é o esporte da transformação!!
20/12/2019 | 12h22
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O fisiculturismo é o esporte da transformação!!
O fisiculturismo é um esporte que tem despertado o interesse de muitas pessoas e temos uma atleta de ponta em nossa cidade, SUELEN MORAIS, dedicada, disciplinada e vencedora.  Vamos juntos entender um pouco mais sobre o dia a dia de uma atleta de fisiculturismo!
01- Como foi trocar a passarela como modelo para se tornar fisiculturista ?
Na verdade, desfilava muito quando era adolescente, com o tempo fui gostando de um corpo mais atlético e me apaixonei pela musculação.
02- Com apenas quatro anos de malhação você coleciona vários títulos , qual o mais importante , e onde almeija chegar ?
Eu treino há mais de 10 anos, mas no fisiculturismo iniciei em 2015. Apesar de ter sido campeã em todos que competi, o mais importante foi o Mr Olympia desse ano que não fui campeã, mas consegui o vice campeonato na categoria wellness. Busco evoluir a cada campeonato e apresentar sempre meu melhor.
 03- Como é a vida da atleta Suelen , o dia dia , alimentação e a carga horária de malhação ?
 R: Vida de atleta não é nada fácil, exige muita disciplina, foco e renúncias. Sou mãe e esposa tb, meu dia a dia é corrido e puxado, mas amo minha rotina.
04- Quais os obstáculos encontrados , qual a palavra de incentivo para as mulheres que sonham em ter um corpo saudável e malhado ?
R: É um esporte extremamente caro, onde a maior dificuldade estar em conseguir patrocínio e também como é pouco valorizado, existe muito preconceito das pessoas.
agora pra vc quer e sonha em ter um corpo malhado, te digo: Tenha paciência, não desista de você, recomece quantas vezes for necessária, você pode e consegue!
Finalizamos dando um forte e enorme parabéns para SUELEN MORAIS, por mostrar que tudo na vida tem um preço, que ter paciência é fundamental durante o processo e se você tem um SONHO não desista dele nunca!!! Que venham vários campeonatos e infinitas medalhas!! PARABÉNS!!
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Diagnostico Precoce Levando ao Aumento do Índice de Cura no Outubro Rosa com Cândida Barcelos Abrindo a Boca para Marco Barcelos
31/10/2019 | 19h37
Para fecharmos o mês do outubro rosa com chave de ouro, temos uma entrevista muito importante com a Dra Cândida Barcelos, para esclarecer um pouco mais sobre esse assunto!
Pergunta 1: Dra Cândida Barcelos , o outubro rosa chama a atenção para a prevenção , fatores de risco e detecção precoce do Câncer de Mama. Na sua opinião o objetivo tem sido alcançado , com o aumento da procura para fazer os exames necessários , e consequentemente a diminuição do índice que aflige as mulheres ?
A campanha Outubro Rosa que se iniciou desde 1990 numa ONG americana ela vem tomando mais força nos últimos anos no sentido de voltar a população e a sociedade como um todo não especificamente só às mulheres no sentido de se preocuparem mais com câncer de mama e a partir daí se ter um diagnóstico precoce através de exames de rastreamento. Esses exames de rastreamento vão desde o simples toque no auto exame da mama mas principalmente através de exames radiografia da mamografia que é um exame que vai nos oferecer, alterações iniciais e que vão aparecer antes mesmo do nódulo ser formado. Isso nos dá um diagnóstico bastante precoce do câncer de mama que nos leva a um índice de cura muito mais elevado. Então a importância é não permitir que a fase inicial do câncer de mama evolua. Então pra isso é necessário o exame de rastreamento feito através da mamografia.
Nós observamos que no Brasil mesmo tendo um índice bastante elevado, em torno de 62 % de câncer de mama, é um dos países com maior índice de câncer de mama e principalmente o estado do Rio de Janeiro. Nós observamos por outro lado um índice de sobrevida muito bom em comparação com a população geral mundial em torno de 13 %. Isso provavelmente é devido à eficácia das campanhas de prevenção e também de tratamento e logo o diagnóstico e tratamento precoce.
Pergunta 2: Dra. Cândida Barcelos a partir de que idade que idade as mulheres devem procurar um médico para ser examinada . Tendo em vista que é o Câncer que mais mata mulheres no Brasil ?
Então é o câncer ginecológico que mais acomete mulheres. E dissimula incidência só perdendo para o câncer de pele não melanoma, sendo assim o segundo de maior incidência é nas mulheres. É Claro que a mulher deve procurar um médico como exame de controle preventivo pelo menos uma vez ao ano e ir ao ginecologista e dentro da rotina de prevenção, o câncer de mama as mamas também serão avaliadas e orientadas dependendo da faixa etária para exames específicos. Em relação à idade a orientação do Ministério da Saúde aqui mulheres na faixa etária entre 50 e 69 anos devem fazer a mamografia a cada dois anos. Caso não haja nenhuma alteração.
Pergunta 3: Dra. Cândida Barcelos , pacientes que são indicados mastectomia , são indicados para uma equipe multidisciplinar para seu acompanhamento e tratamento ?
Sim sempre há o acompanhamento para o tratamento já do câncer instalado, através de uma equipe multidisciplinar. Então um oncologista cirúrgico, um oncologista clínico, vai acompanhar e orientar o tratamento específico dependendo do tipo de tumor, do grau da classificação e grau avançado. Ele vai orientar qual o melhor tratamento para aquele tipo de tumor. É óbvio que é necessário uma equipe multidisciplinar com psicólogos, nutricionistas e enfermeiros especializados além da equipe médica.
Pergunta 04: Dra. Cândida Barcelos , ainda existe pacientes que por medo relutam em procurar um Ginecologista , e quando procuram está em um estágio avançado ?
Sim! Há muitas pacientes que não tem como rotina ou talvez por medo, não querem fazer os exames de prevenção, nunca aparecem no ginecologista para nenhum tipo de tratamento. Muitas pacientes acham que por não estarem sentindo nada não precisam ir. Normalmente o câncer de mama não dá sintomas iniciais, só em fase final, onde é mais terminal e surgem as dores. Então se for esperar os sintomas do câncer de mama, como dores para ir ao médico realmente você já vai estar num estágio mais avançado.
Pergunta 05: Existem mulheres que após quarenta anos evitam de deixar manipular os seios no ato sexual , com medo de machucar e levar ao Cancer de Mama . Isto é um tabu ou pode acontecer ?
Não!! Isso é um tabu não tem relação entre manipulação e câncer de mama.
Pergunta 06: Com sua vasta experiência e sendo uma Ginecologista de ponta em nossa cidade . Qual seu conselho para as mulheres na prevenção do Câncer de Mama ?
Então a prevenção se inicia com um ato dela tomar uma decisão de olhar para si mesma e prestar atenção ao que ela necessita. Buscar na presença do ginecologista uma maneira dela fazer uma autoavaliação da sua saúde e principalmente em relação aos seus órgãos genitais e mamas, já que são cânceres de maior incidência na mulher. Então ela tem que ter essa conscientização da necessidade pelo menos uma vez por ano, entrar em contato com seu médico, com o seu ginecologista para os exames de rotina e aí serão realizados exames preventivos.
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A JCI Impactou a Comunidade da Tapera com a Renovação da Praça Morar Feliz.
11/10/2019 | 14h38
  • Juntos somos mais fortes!

    Juntos somos mais fortes!

A JCI nod ia 05/10 realizou uma ação na Praça Morar Feliz na comunidade da Tapera , reunindo Conpanheiros e Amigos da JCI.
Foi muito intenso! O rosto queimado de Sol prova um pouco isso!
Conquistamos muitos apoios, engajamento, comunicação externa, doadores, novos voluntários e, principalmente, ainda mais proximidade e comprometimento dos moradores da Tapera I!
Para conhecimento de todos, encaminho aqui parte dos serviços feitos, doações garantidas e atividades que foram realizadas no sábado.
 
 
Vamos às ações realizadas no dia 28/09.
 
 
- Terraplanagem, com distribuição do aterro na praça, retirada do mato e melhor compactação do solo.
- limpeza, regularização, cimentação e acabamento de todo o piso da futura quadra de esportes.
- Plantação das mudas frutíferas e nativas no entorno da calçada da praça.
- Fechamento de buracos nas calçadas.
- Entrega e distribuição de 72 pneus no entorno do parquinho e jardins, os quais foram preparados, pintados e decorados.
- Entrega de escoras de eucalipto de grande e pequeno portes para a rede de proteção da quadra e para a execução do parquinho infantil.
 
 
Temos muito trabalho pela frente, companheiros e voluntários!
Contamos com o comprometimento e entusiasmo para continuar com esse projeto solidário, "Renova Tapera".
 “Servir a humanidade é a Melhor Obra de uma Vida” JCI Campos dos Goytacazes!
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Sobre o autor

Marco Barcelos

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