Jorjão Machado se lança pré-candidato a prefeito de Campos em 2028
Dora Paula Paes - Atualizado em 07/11/2026 07:23
Douglas Ruas e Jorjão Machado
Douglas Ruas e Jorjão Machado / Reprodução
O movimento Direita Campos está disposto a enfrentar a máquina do governo municipal nas urnas em 2028. Independentemente de estar ou não no PL, Jorge Machado já se apresenta como pré-candidato a prefeito. Ele também afirma que o movimento está se preparando para eleger três vereadores. Entre os nomes citados está o da delegada Madaleine (União Brasil).

Segundo Jorge, a confiança do grupo vem do trabalho realizado na cidade, especialmente em relação à votação de Flávio Bolsonaro e à eleição de Douglas Ruas para o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

“Vamos estar unidos, apoiando todos da direita. Para a Câmara de Vereadores temos muitos nomes e vamos trabalhar para eleger três pelo PL”, afirmou. Ele ressaltou que coloca seu nome à disposição para disputar o Executivo municipal porque nenhum vereador do partido manifestou interesse na candidatura. Nesta legislatura, o PL tem dois vereadores em Campos: Nildo Cardoso e Dr. Abdu Neme. 

Jorjão, como também é conhecido, já esteve nas urnas em 2020, quando disputou uma vaga na Câmara Municipal. Na ocasião, lembra que não tinha “um real e nem uma vaga de emprego”. Naquele pleito, obteve 601 votos.

“Ao contrário da minha realidade de hoje, fui coordenador-geral da campanha do senador Carlos Jordy, de Laís Jordy, e coordenamos parte das campanhas de Douglas Ruas, Flávio Bolsonaro e Jair Bittencourt”, destacou. Ele também afirmou estar preparado para assumir o comando do PL em Campos, atualmente sem presidência definida.

Questionado sobre a possibilidade de o partido ficar sob o comando do deputado federal eleito Wladimir Garotinho (PL), Jorge reconheceu a força política do parlamentar, mas afirmou que pretende disputar o espaço.

“Wladimir terá força, mas nós também. E, no final, quem tiver mais força vai ganhar. A rejeição dele entre a direita é muito grande”, declarou.

Jorge afirmou ainda que a definição sobre o comando partidário não dependerá exclusivamente de Wladimir, mas também das direções estadual e nacional da legenda.

“Já fui presidente do PSL, em 2018, por indicação de Flávio Bolsonaro, e já fui presidente do PL, em 2022, também por indicação dele. Agora, por uma questão de caneta, sei que o presidente poderá ser Wladimir, mas vou brigar com ele até o final e disputar a presidência. Só sei que a Direita Campos terá um representante para prefeito, ainda que não seja pelo PL”, concluiu.

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