Madeleine Dykeman: "Desejo ser prefeita de Campos"
“Tenho muito orgulho, foram 20.532 votos ao todo. Isso nos mostra que existe uma parcela da população que deseja essa mudança, que encontra na nossa voz essa possibilidade de mudança”, afirmou Madeleine Dykeman, delegada da Polícia Civil e ex-candidata a deputada federal, na sexta-feira (6), no programaFolha no Ar, na Folha FM 98.3. Ela ainda comentou sobre suas estratégias eleitorais no pleito deste ano. Por fim, a delegada analisou o resultado do 2º turno para presidente, a fuga de Flávio Bolsonaro e os rumos da direita.
Caminhos – “Quando você coloca o destino que você quer no seu Google Maps, você sabe para onde você quer ir e muitas vezes o Google vai falar, olha, esse caminho aqui é o mais curto, mas ele está com um acidente que vai te fazer impedir de chegar e talvez você tenha que pegar um caminho mais longo. Mas você só começa a entender esse caminho quando você entra na estrada. Já disse aqui, declaro, quantas vezes quiser, que o meu desejo é ser prefeita de Campos. Mas se vai ser viável, essa candidatura de 2028, vai depender das construções. Objetivamente, meu desejo é ser prefeita em 2028.”
Eleição 2026 – “Tenho muito orgulho, foram 20.532 votos ao todo. Foi uma campanha sem ajuste, sem aporte de apoio político, de ninguém de mandato e nenhuma máquina administrativa, trabalhamos, exclusivamente, com fundo eleitoral. Então, isso nos mostra que existe uma parcela da população que deseja essa mudança, que encontra na nossa voz essa possibilidade de mudança.”
Decisões - “Não é fácil ir para uma eleição forte, a gente teve em uma nominata de 150 mil votos, 130 mil votos. É pesado, mas a gente tinha uma construção de um caminho. Foram duas decisões muito importantes, e aqui são exclusivamente minhas. Não tinha um grupo, foram decisões que eu tomei sozinha.”
Disputa para federal - “As minhas pautas naturais, segurança pública e defesa da mulher, são pautas que são discutidas em Brasília. Tenho muito mais legitimidade para defender algo que efetivamente vou entregar e falar com mais propriedade. Não faz sentido ficar falando sobre segurança pública no ponto de vista estadual, onde pouca coisa se muda. Tenho poder de fala, como o pessoal diz, no âmbito federal.”
Cálculo eleitoral - “No âmbito federal, sabia que os meus principais antagonistas estariam no âmbito federal, que era o Wladimir Garotinho, que o voto de rejeição dele veio para mim. Era muito natural, como eu não tinha grupo político e estrutura relevante, a gente ia trazer com base nesta rejeição. Principalmente porque o Caio (Vianna), na eleição de 2024, ele se uniu ao grupo Garotinho e quebra ali o paradigma de que era uma oposição. Sabia que ele tinha perdido a força do que ele dizia. Estava brigando por aqueles votos de pessoas que entendem que não queriam mais esse modelo para o futuro e nós vamos apostar nesse nome aqui. Quando não tem muita estrutura, tem que ter estratégia. Outra questão também foi o fundo eleitoral, essa é a terceira questão, pois ele é maior. Então, constitucionalmente falando. Se eu não tinha estrutura, eu precisava buscar a estrutura do fundo eleitoral para conseguir trabalhar.”
2º turno presidencial - “Foi uma virada acachapante. Foram 10,3 milhões de votos a mais. O primeiro turno já foi surpreendente pela vitória do Flávio e criou-se uma expectativa no segundo turno. Existia, sim, uma esperança de que o Flávio fosse chegar à frente. Inclusive, 18 institutos de pesquisa diziam que a vitória seria em torno de 52%, mas acredito que houve fatores determinantes com o governo. A gente viu o uso da máquina pública com muita força.”
Flávio nos EUA - “Diante de tudo que nós estamos vendo na conjuntura do país, eu ouso dizer que estamos diante de um judiciário que não é isento. Você pode gostar do Flávio ou não gostar, mas considerar que já havia uma decisão judicial sete minutos após uma eleição, não há como se discutir que essa não é uma decisão política. Ele não teria isenção, de forma nenhuma, no julgamento dele e ele ia viver com uma espada de Dâmocles (parábola moral que simboliza a vulnerabilidade, a insegurança e o perigo iminente) sobre a cabeça, porque ia virar moeda de troca do Senado. Essa decisão dele é para ter voz, porque, provavelmente, do jeito que tudo estava caminhando, ele ia seguir para ser preso. Não estou questionando, se ele tem ou não culpabilidade, estou dizendo que, talvez, ele tivesse o devido processo legal.”
Direita sem o bolsonarismo? - “Se quisermos fazer uma direita sem vinculação, precisaremos fazer o trabalho de base. Quais são as pautas da direita, trazer o público para o conhecimento disso e, a partir disto, pode-se falar em uma independência. Não sei se é o caminho é se distanciar do bolsonarismo, mas o que a gente viu, nesta eleição, é que muita gente não gosta do bolsonarismo, do núcleo, que, inclusive, tinha muita gente que achava que Flávio não era o candidato ideal.”
Eleição 2026 – “Tenho muito orgulho, foram 20.532 votos ao todo. Foi uma campanha sem ajuste, sem aporte de apoio político, de ninguém de mandato e nenhuma máquina administrativa, trabalhamos, exclusivamente, com fundo eleitoral. Então, isso nos mostra que existe uma parcela da população que deseja essa mudança, que encontra na nossa voz essa possibilidade de mudança.”
Decisões - “Não é fácil ir para uma eleição forte, a gente teve em uma nominata de 150 mil votos, 130 mil votos. É pesado, mas a gente tinha uma construção de um caminho. Foram duas decisões muito importantes, e aqui são exclusivamente minhas. Não tinha um grupo, foram decisões que eu tomei sozinha.”
Disputa para federal - “As minhas pautas naturais, segurança pública e defesa da mulher, são pautas que são discutidas em Brasília. Tenho muito mais legitimidade para defender algo que efetivamente vou entregar e falar com mais propriedade. Não faz sentido ficar falando sobre segurança pública no ponto de vista estadual, onde pouca coisa se muda. Tenho poder de fala, como o pessoal diz, no âmbito federal.”
Cálculo eleitoral - “No âmbito federal, sabia que os meus principais antagonistas estariam no âmbito federal, que era o Wladimir Garotinho, que o voto de rejeição dele veio para mim. Era muito natural, como eu não tinha grupo político e estrutura relevante, a gente ia trazer com base nesta rejeição. Principalmente porque o Caio (Vianna), na eleição de 2024, ele se uniu ao grupo Garotinho e quebra ali o paradigma de que era uma oposição. Sabia que ele tinha perdido a força do que ele dizia. Estava brigando por aqueles votos de pessoas que entendem que não queriam mais esse modelo para o futuro e nós vamos apostar nesse nome aqui. Quando não tem muita estrutura, tem que ter estratégia. Outra questão também foi o fundo eleitoral, essa é a terceira questão, pois ele é maior. Então, constitucionalmente falando. Se eu não tinha estrutura, eu precisava buscar a estrutura do fundo eleitoral para conseguir trabalhar.”
2º turno presidencial - “Foi uma virada acachapante. Foram 10,3 milhões de votos a mais. O primeiro turno já foi surpreendente pela vitória do Flávio e criou-se uma expectativa no segundo turno. Existia, sim, uma esperança de que o Flávio fosse chegar à frente. Inclusive, 18 institutos de pesquisa diziam que a vitória seria em torno de 52%, mas acredito que houve fatores determinantes com o governo. A gente viu o uso da máquina pública com muita força.”
Flávio nos EUA - “Diante de tudo que nós estamos vendo na conjuntura do país, eu ouso dizer que estamos diante de um judiciário que não é isento. Você pode gostar do Flávio ou não gostar, mas considerar que já havia uma decisão judicial sete minutos após uma eleição, não há como se discutir que essa não é uma decisão política. Ele não teria isenção, de forma nenhuma, no julgamento dele e ele ia viver com uma espada de Dâmocles (parábola moral que simboliza a vulnerabilidade, a insegurança e o perigo iminente) sobre a cabeça, porque ia virar moeda de troca do Senado. Essa decisão dele é para ter voz, porque, provavelmente, do jeito que tudo estava caminhando, ele ia seguir para ser preso. Não estou questionando, se ele tem ou não culpabilidade, estou dizendo que, talvez, ele tivesse o devido processo legal.”
Direita sem o bolsonarismo? - “Se quisermos fazer uma direita sem vinculação, precisaremos fazer o trabalho de base. Quais são as pautas da direita, trazer o público para o conhecimento disso e, a partir disto, pode-se falar em uma independência. Não sei se é o caminho é se distanciar do bolsonarismo, mas o que a gente viu, nesta eleição, é que muita gente não gosta do bolsonarismo, do núcleo, que, inclusive, tinha muita gente que achava que Flávio não era o candidato ideal.”