A Triste Fase do Jornalismo
21/03/2023 15:49 - Atualizado em 21/03/2023 16:49

ARTIGO - O curso de Jornalismo não faz um bom profissional, embora contribua e muito para a formação, aperfeiçoada com a prática e o tempo. Conheço excelentes jornalistas, originários de outras formações e até sem graduações superiores, mas donos de textos perfeitos, reportagens magníficas, experiência forte, capacidades intelectuais extraordinárias e poderosa visão do mundo, como também sei de jornalistas formados, incapazes de expressarem-se do modo minimamente correto e compreensível. E esse último recurso tem sobressaído-se no atual estágio da Comunicação, em que a tecnologia permite a quem quer, ser o que não consegue ser, mas insiste, o suficiente para enganar a si e à muita gente. É a pior fase do que seria o Jornalismo, pois não dá para dizer que é. Seria, mas não será. Confusos, os leitores navegam e naufragam nas mares da desinformação.E além dos pseudos-profissionais, afundam também as assessorias de comunicação com materiais sem cabeça, tronco e membros, sem data, local, personagens e, óbvio, sem conteúdo. Nada mais favorável para a contaminação acelerada das notícias falsas, das intenções pessoais, emocionais, comerciais e políticas. É tudo tão raso que chega a ser profundo. E não pense só os grandes canais e os blogs como sendo os responsáveis ??pela penúria, mas os donos de perfis nas redes sociais e os repassadores do WhatsApp também são. A ideia é viralizar pelas manchetes, títulos e chamadas, mas não pelo texto honesto e informativo, perdendo a direção para o opinativo que, tem valor, mas nunca maior do que o isento, claro e factual.Vence agora o achismo, o imaginário, o venenoso. E perde a verdade, essa estrutura frágil sobre a qual descansa a tranquilidade de quem prefere ficar quieto a escrever, falar e cometer bobagens monumentais. E perigosas. 

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    Sobre o autor

    Nino Bellieny

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