Mortes Planejadas

Por NinoBellieny As mortes de personalidades públicas em países onde o porte de armas é restrito e a segurança considerada extrema, de aparente tranquilidade e sensação pacífica, evidenciam uma característica ocorrente em qualquer lugar e continente: a da convicção de quem deseja executar alguém. Determinado, o indivíduo planeja e cumpre à risca, atuando nos pontos falhos das melhores zonas de segurança. Tenha experiência militar, um simples treinamento ou apenas vontade e nenhum currículo guerreiro, o assassino em construção irá em busca do alvo até falhar… ou conseguir. O crime cometido, deveria fazer parte de um tipo de estatística diferente das atuais, presumíveis e baseadas em atividades comuns aos noticiários, desde de um assalto, disputa territorial, rixas, ou à uma briga de rua, desestimuladas por presença policial ostensiva. O assassinato de propósitos psicológico ou ideológico, assemelha-se ao passional, este quase sempre dentro de casa, longe dos olhos policiais. Crimes de oportunidade podem ser evitados com câmeras, forças de segurança onipresentes em redes bem tecidas de uma cidade, mas não os premeditados ou os de descontrole emocional. Imputação de responsabilidade à fraqueza policial, insuficiência estratégica e regulamentar de crimes assim, é não ter o mínimo conhecimento das motivações humanas. Seria útil se os especialistas em estatísticas, separassem as linhas e não jogassem nos ombros da polícia , evidências às quais não são da responsabilidade deles. Afinal, não há como por policiais em cada lar,  intenções passionais e psicóticas, nem mesmo em estados totalitários haveria tal controle. Com zero armas de fogo, facas serão usadas, sem elas, outros objetos e ainda sem estes, simplesmente as mãos. Quem mata, é criativo, focado e recorrente até  ser preso, se for. Aquele que, assim procede, no fundo se acha um missionário divino, obstinado e  implacável. As mortes para eles são somente números. 

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