Esteatose Hepática
07/08/2022 | 07h07
A esteatose hepática, também chamada de fígado gorduroso, é uma das patologias que mais cresce em todo o mundo, atingindo cerca de 25 % da população adulta. 
O seu desenvolvimento está diretamente associado aos maus hábitos alimentares e sedentarismo. 
O consumo exagerado de açúcares e alimentos ultra processados é apontado como um bom atalho para a patologia (Esteatose Não alcoólica).
Pois bem, cientistas de Singapura publicaram no Journal of Hepatology um estudo que sugere que o uso de vitaminas do complexo B, principalmente B12 e ácido fólico pode prevenir casos graves de esteatose hepática. 
De acordo com Dr Singh, pesquisador chefe, a suplementação com essas vitaminas reduziu de forma impactante as taxas de homocisteína no fígado e sangue. 
A homocisteína é uma molécula diretamente associada à gravidade da doença, além de risco cardiovascular muito aumentado. 
Ainda de acordo com o pesquisador, o uso suplementar de vitaminas do complexo B pode até reverter casos graves de esteatose hepática. Lembrando que atualmente apenas o transplante de fígado poderia tratar os casos graves.
Aguardemos novas conclusões, mas vários dados tem sugerido o uso de suplementação com vitaminas do complexo B na prevenção de doenças metabólicas. 
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Vitamina B6 e Depressão
28/07/2022 | 06h04
De acordo com pesquisadores da Universidade de Reading a suplementação com vitamina B6 pode ter importantes efeitos antidepressivo e ansiolítico. 
A atividade do nosso cérebro depende de um balanço delicado entre substâncias (neurotransmissores) excitatórios, inibitórios e regulatórios. 
O excesso de atividade cerebral está relacionado à depressão e ansiedade, de forma que muitos antidepressivos e ansiolíticos produzem efeito inibitório, enquanto outros alteram a atividade de certos neurotransmissores ligados ao prazer e auto satisfação, como a serotonina.  
Uma dessas substâncias, o GABA (ác. gama amino butírico) tem importante ação inibitória e regulatória no cérebro e a vitamina B6 aumenta a sua produção. 
No estudo em questão, 300 participantes foram divididos em dois grupos: um ingeriu doses altas de vitamina B12 e outro grupo ingeriu vitamina B6.
Após trinta dias, o grupo que usou a B6 relatou importante redução de ansiedade, melhora de humor e produtividade. A B12 não surtiu efeitos. 
O Dr David Field, pesquisador chefe, salienta que as doses usadas no estudo não podem ser alcançadas com alimentos apenas, sendo necessário suplementar a piridoxina (vit. B6) para se chegar a cerca de 50 vezes a dose diária recomendada normalmente (em torno de 1,5 mg/ dia).  
 
 
 
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Droga contra enxaqueca no emagrecimento
19/07/2022 | 06h42
Os Triptanos são uma classe de drogas utilizadas classicamente para o tratamento de enxaqueca.
Mas recentemente pesquisadores encontraram uma utilidade insólita para essas substâncias: a perda de peso.
O estudo publicado no Journal of Experimental Medicine no dia 11 deste mês, mostra que camundongos que ingeriram triptanos mostraram perda de peso e consumo alimentar reduzido e, o mais surpreendente é que os resultados surgiram em menos de um mês.
Segundo Chen Liu, Ph.D., os triptanos são conhecidamente seguros e seriam uma nova arma na luta contra a pandemia de obesidade que o mundo observa. 
Os receptores de serotonina do tipo 1 B, ainda pouco estudados, parecem ser o alvo da ação dos triptanos e levariam a uma sensação de saciedade precoce, além de auto-satisfação.  
Como de praxe novos estudos devem ser conduzidos, afim de se atestar a eficácia em médio e longo prazos dessas substâncias no tratamento da obesidade.  
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Vacina contra gripe e Alzheimer
04/07/2022 | 06h47
Segundo uma pesquisa bem recente, há relação direta entre a vacina contra influenza e a doença de Alzheimer.
O artigo foi publicado por pesquisadores da Universidade do Texas (24/06/22; Journal of Alzheimer's Disease) e analisou 935,887 pessoas vacinadas e 935,887 não vacinadas, durante 4 anos.
Os pacientes avaliados no estudo apresentavam mais de 56 anos e observou-se que a incidência de Alzheimer foi 40 % menor em pessoas vacinadas.
Também foi relatado que a vacinação anual seria mais eficaz na prevenção da doença.
Os mecanismos dessa proteção seguem sendo estudados, mas especula-se que pneumonias, febre, etc, comuns no quadro de influenza, podem agravar ou mesmo desencadear alterações que levem ao Mal de Alzheimer.
Mais um ótimo motivo para a vacinação contra gripe!
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Pílula do Exercício
26/06/2022 | 06h51
Cientistas da Faculdade de Medicina de Stanford publicaram semana passada dados no mínimo muito interessantes.
O artigo publicado na NATURE, uma das mais renomadas revistas científicas, descreve a identificação de uma molécula produzida durante o exercício, que pode revolucionar a nossa relação com as atividades físicas.
Que a prática de exercícios físicos regulares reduz o apetite, auxilia na perda e controle do peso, etc, todos já sabem, contudo os mecanismos exatos de como isso ocorre ainda precisam ser esclarecidos.
Segundo Jonathan Long, MD, pesquisador da Stanford, os mecanismos moleculares ainda são desconhecidos e devem ser elucidados.
Analisando o sangue de corredores, identificou-se uma molécula chamada de Lac-Phe, que é produzida após o exercício intenso.
Essa molécula é sintetizada a partir do ácido láctico, aquele que causa queimação na fadiga muscular, e fenil alanina, um aminoácido.  
Estudos realizados em camundongos obesos, mostraram que altas doses de Lac-Phe reduziu o consumo alimentar em 50%, sem afetar o seu comportamento.
Também foi observada perda de peso e melhora na resistência à insulina nos camundongos que ingeriram a Lac-phe.
Curiosamente essa molécula foi identificada em cavalos de corrida e em humanos, sugerindo fazer parte de um mecanismo adaptativo ancestral.
Os exercícios de alta intensidade e curta duração foram mais eficazes na elevação da Lac-phe, seguidos por exercícios de resistência e longa duração. 
Os dados sugerem uma aplicação terapêutica sem precedentes e que podem vir a auxiliar em muito, pessoas que não conseguem manter uma rotina de exercícios mais intensos, como alguns idosos e indivíduos com outras limitações. 
_A indústria farmacêutica já deve estar com os olhos cintilantes...
 
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Câncer de Esôfago
19/06/2022 | 07h55
abril.com.br
O Esôfago é um tubo muscular que leva o alimento mastigado até o estômago. 
Infelizmente dados recentes da OMS afirmam que é um dos tipos de câncer que mais cresce em todo o mundo. 
Um dos problemas é que os sintomas tendem a ser ignorados, por se parecerem em muitos casos com uma simples "azia". 
Um outro sintoma é a saciedade precoce: a pessoa come poucas garfadas e se sente de estômago cheio.
Dores abaixo das costelas, desconforto ou dores no peito ao engolir, tosse persistente, perda de peso não intencional, alterações de voz (torna-se mais rouca), também podem ser sintomas da patologia.
O importante em todos os casos é que se procure o quanto antes um gastroenterologista para uma endoscopia.
No Brasil os tumores de esôfago já são a quinta causa de mortalidade por tumores em homens (Ministério da Saúde, 2020). 
Como sempre, além da genética, o tabagismo, o consumo exagerado de álcool (principalmente bebidas destiladas), consumo de alimentos industrializados são fatores predisponentes e a obesidade foi adicionada à lista recentemente.
Mas calma, a grande maioria dos casos de azia e disfagia (dificuldades em engolir) são condições bem mais simples, como gastrites e esofagites de refluxo.   
 
 
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Ovo para o coração
30/05/2022 | 06h20
Um amplo estudo realizado por pesquisadores chineses, sugere uma relação direta entre o consumo de ovos e a saúde cardíaca. 
A pesquisa realizada com 4778 indivíduos, sendo 3400 portadores de alguma patologia cardíaca, foi feita com o uso de Ressonância Magnética Nuclear Direcionada, que analisou substâncias no sangue resultantes do consumo regular de ovos, dentre outras. 
Observou-se que uma delas, a Apolipoproteína A-1, que compõe o chamado bom colesterol (HDL) foi encontrada em maiores níveis nos comedores regulares de ovos.
Essas pessoas apresentaram uma incidência bem menor de doenças cardíacas e vasculares.  
O Dr Lang Pan, pesquisador chefe, ressalta que o estudo considera o consumo de um ovo por dia como saudável, lembrando que a gema dos ovos é uma rica fonte de colesterol.
Na nossa humilde opinião, no Brasil principalmente, houve uma virada muito radical em relação ao consumo de ovos nos últimos 10 anos:
as pessoas se limitavam a consumir 4-5 ovos por semana e passaram a consumir o triplo.
No meio esportivo, observamos na prática clínica, atletas consumindo 20 ovos por dia (!), com o conceito equivocado de que quanto mais proteína melhor... 
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Retardar o envelhecimento
01/05/2022 | 07h41
dentalpress
Um estudo publicado recentemente na Nature Communications sugere que certas mudanças podem retardar o processo de envelhecimento.
A população mundial vem apresentando aumento na expectativa de vida tanto de homens quanto mulheres, com um número cada vez maior de pessoas acima dos 60 anos em relação aos jovens. 
O envelhecimento é marcado por inúmeras alterações fisiológicas e metabólicas, incluindo a perda progressiva de massa muscular, que pode ser mais intensa em certas pessoas (sarcopenia). 
Essa perda de tecido muscular se inicia aos trinta a quarenta anos, mas se intensifica após os 60.
A redução de massa magra está intimamente ligada à dependência de cuidadores e parentes no dia-a-dia dos idosos, de forma que vários estudo tem sido realizados no sentido de reduzir essa perda muscular. 
De acordo com o Dr. Daniel Ham, restrições calóricas parecem favorecer a manutenção de massa muscular, porém para surpresa da equipe de pesquisadores, o estudo realizado em camundongos mostrou que a rapamicina pode ser bem mais eficaz.  
A associação entre restrição calórica e a rapamicina foi ainda mais efetiva. 
Essa droga é utilizada para evitar rejeição a transplantes (age como imunossupressora) e parece inibir uma molécula (mTORC1) ligada a perda de músculos com a idade. 
Os resultados são muito animadores, mas obviamente são necessários mais estudos e testes em modelos mais próximos ao humano. 
 
 
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Insônia e Obesidade
17/04/2022 | 06h36
Achados científicos publicados por pesquisadores da Clínica Mayo mostram uma relação direta entre a insônia e quadros de obesidade. 
Segundo Naima Covassin, Ph.D., cardiologista do estudo, a falta de sono aumenta em 9% a área abdominal total e aumenta em 11% a quantidade de gorduras viscerais.
Já é notório que o aumento nas gorduras viscerais é ligado a riscos cardiovasculares e Síndrome Metabólica.
Os dados do estudo foram publicados no Journal of the American College of Cardiology e curiosamente um dos fatores apontados pelo estudo, além de estresse, é o fato de que ficando mais tempo acordados teríamos mais tempo para ingerir calorias...famoso assalto à geladeira. 
Lembramos aqui que a insulina é o grande hormônio produtor de gorduras subcutâneas, de forma que a ingestão de doces à noite ainda piora a situação geral.  
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Covid e Testosterona
04/04/2022 | 06h08
uol
Segundo artigo publicado na Scientific Reports existe uma relação direta entre a infecção por COVID-19 e os níveis de estrógenos e testosterona. 
O Professor John Manning defende que a gravidade da Covid apresenta correlação com baixos níveis de testosterona/ alto estrogênio. 
O fato de idosos apresentarem maior gravidade na infecção pode ser em parte explicado por esse fator, segundo o pesquisador. 
Porém, mais preocupante em tempos que a pandemia parece ter finalmente cedido, é a questão do que a Covid deixa para trás...
Alguns dados preliminares indicam que o "pós-covid" pode ser acompanhado de redução acentuada na produção de testosterona. 
Novos estudos estão em andamento, mas há fortes indícios que uma espécie de andropausa precoce pode ser decorrente da infecção. 
Resultados de outros estudos já avaliavam relatos de "perda de libido" e "impulso sexual" reduzido após a covid. 
 Aguardemos...
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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