Açúcar na Infância e Demência
Um artigo publicado na Neurology semana passada, afirma que o consumo de açúcar na infância pode aumentar em muito o risco de demência na idade adulta.
Na pesquisa, 64.737 indivíduos de ambos os sexos, nascidos após a Segunda Grande Guerra, foram acompanhados em relação ao consumo de sacarose.
Esse período foi escolhido devido ao fim do racionamento de açúcar no Reino Unido (em setembro de 1953).
O estudo analisou o quanto o racionamento de consumo de açúcar e a sua posterior "liberação" em diferentes fases nos primeiros 1.000 dias de vida, estava ligada ao risco de demência na idade adulta.
O estudo analisou o quanto o racionamento de consumo de açúcar e a sua posterior "liberação" em diferentes fases nos primeiros 1.000 dias de vida, estava ligada ao risco de demência na idade adulta.
As pessoas submetidas à restrição de açúcar durante a gestação e o primeiro ano de vida apresentaram risco 21% menor de desenvolver demência (por várias causas) e 23% menor de desenvolver doença de Alzheimer.
Cada vez mais a ciência comprova, que consumirmos o que nossos antepassados consumiam, parece ser o melhor caminho para um envelhecimento saudável.
A nutrição evolutiva explica: foram de 60 a 200 mil anos de evolução consumindo grãos, tubérculos, frutos, caça, pesca e ovos...e de 2500 anos "pra cá", com carboidratos simples como a sacarose, farinhas refinadas e mais recentemente os famigerados ultraprocessados.
