Paradoxo da Obesidade
Leonardo Gama - Atualizado em 30/08/2026 06:21
Pesquisadores da Universidade George Washington publicaram um estudo onde analisaram dados de quase 7.000 adultos com 65 anos ou mais, que foram acompanhados por até 14 anos.
A pesquisa analisou como as mudanças no índice de massa corporal (IMC) e na circunferência da cintura estavam associadas ao risco de morte.

Em comparação com homens com IMC dentro da faixa normal, homens com sobrepeso, definido como IMC entre 25 e 29,9 , apresentaram um risco de morte 46% menor.
Aqueles com obesidade grau I ou II, definida como IMC entre 30 e pouco menos de 40, também apresentaram menor risco.

Entre as mulheres, aquelas com sobrepeso apresentaram um risco de morte 27% menor do que aquelas com IMC normal.
Nem a obesidade grau I nem a grau II estiveram associadas a uma diferença estatisticamente significativa no risco de mortalidade.

O padrão foi bastante diferente quando foi analisada a circunferência da cintura.
Homens com circunferência da cintura superior a 40 polegadas (101,6 centímetros) e mulheres com circunferência superior a 35 polegadas (89 centímetros) apresentaram um risco 24% maior de morte prematura, em comparação com aqueles abaixo desses patamares.
É importante ressaltar que esse aumento do risco persistiu mesmo após os pesquisadores considerarem o IMC.
Então a obesidade deixou de ser problema? Obviamente não.
O IMC é uma ferramenta útil para avaliação de grandes populações, mas não considera o que gera "peso" no indivíduo, se massa óssea e muscular ou tecido adiposo.
Já a circunferência de cintura dificilmente mentirá: é uma área anatômica onde temos a medula espinhal, a coluna vertebral, vísceras e músculos.
O que vier além disso, é gordura mesmo. E diretamente associada a risco cardiovascular, AVC e Diabetes tipo II.
Resumindo: menos neurose com a balança e atenção à "pança".
Costumo falar aos meus pacientes, que envelhecer de cintura fina é um grande passo para envelhecimento saudável.
Ao invés de comprar balança, invista em uma fita métrica...baratinha.

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