Grandes shows do Circuito Junino de SJB custaram mais de R$ 500 mil
Arnaldo Neto 07/07/2022 22:44 - Atualizado em 07/07/2022 22:45


O portal da transparência da Prefeitura de São João da Barra foi atualizado, nesta quinta-feira (07), e o cálculo dos gastos com os grandes shows do Circuito Junino podem ser fechados. Se em abril, durante a festa de Nossa Senhora da Penha, o secretário de Turismo, Edivaldo Machado, ressaltou que o município não comprometeria grandes valores com artistas nacionais — apesar da polêmica levantada com os R$ 90 mil (aqui) do cachê do Padre Antônio Maria —, nos eventos dos santos juninos a pasta abriu os cofres. Somente nos quatro grandes shows anunciados há exatamente um mês pela prefeita Carla Caputi (sem partido), o pagamento total foi de mais de meio milhão de reais — R$ 545 mil —, sem contar toda a estrutura contratada paro evento (incluindo palco, sonorização, camarins, segurança, entre outros itens). Segundo a prefeita, o Circuito fez circular R$ 2,5 milhões no município.

Na festa de Santo Antônio, no dia 12 de junho, o cantor Glauco Zulo, do cenário regional, já que é de Macaé, recebeu R$ 20 mil para subir ao palco. No Dia da Cidade, 17 de junho, a Prefeitura pagou R$ 210 mil pela apresentação de Felipe Araújo. Já no dia do padroeiro do município (24 de junho), São João Batista, o show de Alemão do Forró custou R$ 90 mil. O maior cachê foi o da dupla Fernando e Sorocaba, que se apresentou nas primeiras horas do dia de São Pedro (29 de junho), por R$ 225 mil.
Apesar de as festas terem as programações religiosas, tradicionais no município, a secretaria de Turismo não contratou shows com artistas católicos neste ano.

Em recente participação na rádio comunitária Grussaí FM, a prefeita Carla Caputi comentou sobre críticas aos cachês dos shows e destacou que o evento deu retorno aos comerciantes.

— A questão dos shows, ontem vi [umas reclamações], fiquei olhando e pensando: 'senhor, olha que coisa, o pessoal do quanto pior, melhor, fica feliz em dizer que a gente gasta com show a toa'. E isso é um absurdo. A gente gerou mais de R$ 2,5 milhões em um mês de Circuito Junino, tivemos visita de mais de cinquenta mil pessoas no município durante todo o período. Tivemos dinheiro circulando em vários comércios da cidade. [...] Aí o pessoal fica jogando para a galera, dizendo que gastou não sei quanto com show. Reclamando! Meu pai do céu, se você não faz o show, seja local, regional ou nacional, reclamam, aí, olha só o sofrimento dos nossos amigos ambulantes, o quanto eles sofreram [no período da pandemia em que não teve eventos devido as restrições] — disse Caputi, em trecho do seu programa na emissora, transcrito pelo Portal Ozk (aqui).
Além da retomada dos grandes shows no Circuito Junino, Caputi já anunciou que um evento no Açu, neste mês, também contará com atrações do cenário nacional. Já em setembro, em pleno período eleitoral, o município voltará ter a ExpoBarra. O evento não era realizado desde 2012, quando a ex-prefeita Carla Machado (PT) estava encerrando o seu segundo mandato e entregou, ainda sem concluir, o Parque de Exposições. Antes da pandemia, em 2019, a secretaria de Turismo chegou a anunciar que o evento seria realizado naquele ano. Porém, meses depois, cancelou e a Prefeitura anunciou obras no Parque de Exposições, ainda não concluídas.  
Vale destacar que São João da Barra tem batido recorde de arrecadação. O pequeno município do Norte Fluminense, de menos de 40 mil habitantes, é impulsionado pelo Porto do Açu e pela melhora significativa nas receitas dos royalties. Para o próximo ano, o orçamento estimado do município é de R$ 640.866.051,96.

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