Dora Paula Paes
08/03/2022 16:07 - Atualizado em 09/03/2022 10:35
Manifestação pela morte da professora Luanda (Fotos: Genilson Pessanha)
Manifestação pela morte da professora Luanda (Fotos: Genilson Pessanha)
Manifestação pela morte da professora Luanda (Fotos: Genilson Pessanha)
Manifestação pela morte da professora Luanda (Fotos: Genilson Pessanha)
Manifestação pela morte da professora Luanda (Fotos: Genilson Pessanha)
Este dia 8 de março, em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, também marca um pedido de justiça pela morte da professora Luanda Bittencourt Mota Ribeiro, de 46 anos, em Campos. Colegas de trabalho, parentes e amigos da professora Luanda Bittencourt Mota Ribeiro fizeram uma homenagem em forma de manifestação por justiça, para que a morte de Luanda não seja esquecida. Ela foi baleada dentro de um estacionamento no dia 03 de fevereiro e morreu no dia 26, após ficar 23 dias internada no Hospital Ferreira Machado. O suspeito de atirar contra a professora foi seu ex-marido, o policial civil aposentado José Ricardo Silva Ribeiro, de 54 anos, que foi preso.
A manifestação aconteceu na tarde dessa terça (08), na frente da Coordenadoria Regional de Educação, no Centro. O grupo saiu em passeata até o local onde Luana foi baleada. Uma faixa levou os dizeres “Basta! A mulher é de quem ela quiser! Nenhuma a menos! Quantas mais terão que morrer? Não ao feminicídio! Não se omita!”.
A passeata ocorreu em silêncio que representou o luto pela morte de Luanda e de outras vítimas de feminicídio. O diretor Fernando Vasconcelos falou sobre o manifesto. “Esse momento não é para falar nada. O momento é de dor, de silêncio, de revolta. O momento é de indignação, de pedir justiça pela forma absurda como nossa amiga Luanda partiu desse mundo. Que esse momento seja também para essas outras mulheres que foram vítimas do feminicídio. Que possamos dar um basta a essa violência contra as mulheres”, afirmou.
A professora Luanda morreu no último dia 26, após ficar internada por 23 dias em estado grave. Ela foi baleada dentro de um estacionamento na rua 13 de Maio, no Centro de Campos, pelo ex-companheiro, o policial civil aposentado José Ricardo Silva Ribeiro, de 54 anos, que foi preso.
Luanda, que era assessora de gabinete administrativo da Regional Norte Fluminense da secretaria de Estado de Educação, também atuava como professora no Ciep Clóvis Tavares. Ela foi atingida no abdômen, tórax e na perna.
O suspeito do crime foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR 101, enquanto passava por Casimiro de Abreu, no dia 5 de fevereiro. José Ricardo não ofereceu resistência e foi conduzido à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).