Preços de frutas e legumes disparam
- Atualizado em 12/02/2020 21:37
Os preços de vários itens entre os hortifrutigranjeiros dispararam nos últimos dias no Mercado Municipal de Campos devido à queda na oferta em razão das fortes chuvas que castigaram alguns estados produtores como São Paulo, Minas e Espírito Santo. Os produtos que mais sofreram aumento foram tomate, vagem, chuchu, pimentão, jiló, batata, cenoura, banana, laranja e repolho.
Alguns destes itens registraram alta entre 50% e 80%, segundo o feirante Marco Antônio Moreira. O preço da vagem chegou a ser comercializado em algumas bancas a R$ 10,00 o quilo. O pimentão, a R$ 6,00, enquanto os preços do tomate, o chuchu e batata variavam entre R$ 2,70 a R$ 3,50. A laranja lima custava até R$ 5,00 a dúzia; a banana prata, a R$ 4,00.
Os legumes e frutas comercializados no Mercado detêm como procedência os postos da Ceasa do Rio e de Cariacica (ES). Na unidade de abastecimento do Rio, no bairro do Irajá, o preço do quilo do tomate saltou de R$ 1,67 para R$ 2,24, entre os últimos dias 03 e 12 deste mês. No mesmo período, a batata inglesa subiu de R$ 1,76 para R$ 1,83. Ontem, na unidade capixaba, a cenoura registrou alta de R$ R$ 2,00 para R$ 2,75; o jiló, de R$ 2,98 para R$ R$ 3,21. A vagem era vendida a R$ 7,78.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço do tomate chegou a registrar um recuo entre 03 e 07 deste mês, devido ao aumento da produção em São Paulo, Minas e Espírito Santo, mas com as últimas enchentes os preços médios do produto voltaram a subir com força com a redução da oferta.
A alta de preços tem sido repassada ao consumidor, mas não na mesma proporção. “Se a gente for repassar os preços para o consumidor na mesma percentagem, não vemos vender. A mercadoria não sai, e aí como é que fica?”, ponderou Marco Antônio. “Legumes e frutas maduras precisam ser vendidas rapidamente. Se não caem ainda mais de preço ou apodrecem”, frisou Carlos Ferreira, outro feirante.

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