Servidores fazem manifestação e vereadores negociam com governo
Paulo Renato do Porto 16/05/2019 20:01 - Atualizado em 21/05/2019 20:18
Em greve, servidores públicos municipais de Campos fizeram manifestações e bloquearam por alguns minutos alguns pontos da cidade no final da tarde desta quinta-feira, causando transtornos no trânsito, como na avenida 28 de Março com José Alves Azevedo (Beira Valão). Com faixas, cartazes e palavras de ordem, um grupo permaneceu no local por alguns minutos, mas logo se dispersou. Durante algum tempo, policiais militares em duas viaturas estiveram no lugar após a dispersão dos manifestantes.
Os grevistas reivindicam reajuste salarial de 15%, enquanto o governo oferece 4,18% de reposição, alegando limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os servidores reivindicam ainda plano de saúde, aumento no auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho.
Na última quarta-feira, os servidores foram à Câmara Municipal onde uma comissão foi recebida pelo presidente do Legislativo, Fred Machado, e o líder do governo, Paulo César Genásio. Os trabalhadores apresentaram uma proposta de 5% nos salários de maio, aumento de 1% ao mês para ser pago durante sete meses. Eles aguardam uma resposta do governo ainda nesta sexta-feira.
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sirprosep), Sérgio Almeida, manifestou descontentamento com a adesão dos servidores.
— Algumas unidades há uma paralisação de uma parte dos serviços, como no Ferreira Machado, no Hospital Geral de Guarus (HGG), nos postos da Saldanha Marinho e em Guarus. A adesão poderia ser maior, mas as pessoas têm lá seus interesses, suas gratificações, muitos em cargos de confiança, outros tem algumas vantagens.
Sérgio Almeida disse que a categoria aguarda o transcurso das negociações da pauta encaminhada pela Câmara ao Executivo, mas a assembleia desta sexta, às 17h, está mantida.
— Caso a gente entre em acordo e o governo atenda nossas reivindicações, nós abriremos mão da ação judicial que movemos pelas perdas nos últimos três anos. Nesta ação, já contamos, inclusive, com parecer favorável do Ministério Público. E o reivindicamos que governo se comprometerá a dar uma melhora no auxílio-alimentação, de R$ 350,00 para R$ 500,00, caso não haja a partilha dos royalties com os outros estados, na ação que será julgada no Supremo Tribunal Federal — explicou ainda Almeida.

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