Servidores municipais com ato na Câmara de Campos
Paulo Renato Pinto Porto 16/05/2019 08:55 - Atualizado em 16/05/2019 08:55
Genilson Pessanha
Os servidores municipais de Campos vislumbram um horizonte nas negociações com o governo para pôr fim à greve da categoria. Nessa quarta-feira (15), representantes do Siprosep (Sindicado dos Servidores) e vereadores se reuniram na Câmara Municipal a fim de buscar uma solução para o impasse quanto às reivindicações da categoria.
Os grevistas se concentraram nas escadarias da Câmara para uma manifestação, enquanto outros servidores assistiam à sessão e buscavam interlocução com os vereadores.
Ao observar a presença dos servidores na sessão, o presidente do Legislativo, Fred Machado (PPS), se ofereceu para intermediar a negociação com Executivo. Machado se ausentou da sessão — cujos trabalhos passaram então a ser presididos pelo vice-presidente Marcelo Perfil (PHS) —, enquanto convidava uma comissão de servidores para reunião na sala da presidência, com os vereadores Genásio (PSC), além de Cabo Alonsimar (PTC), Joilza Rangel (PSD) e Álvaro Oliveira (SD).
Uma hora depois, Fred voltou a presidir a sessão, deixando os outros vereadores e os servidores para construir uma pauta de negociações a ser encaminhada ao governo. Mas, ao retornar ao plenário, teve que contornar uma discussão entre o vereador José Carlos (DC) e alguns servidores.
— Nunca me recusei a receber nenhum de vocês. Deixei agora a presidência da sessão para me reunir lá dentro com seus colegas e buscar uma solução com o governo. Mas não admito falta de respeito. A palavra do vereador é inviolável. Se continuar o desrespeito, vou interromper a sessão ou mandar esvaziar o recinto — disse Fred, em resposta à interferência dos servidores na sessão.
Do lado de fora, professores gritavam e erguiam faixas em defesa da educação e contra o presidente Jair Bolsonaro pelos cortes de verbas nas universidades. O hit da manifestação foi o samba “Vou festejar”, imortalizado por Beth Carvalho. “Você pagou com traição/ a quem sempre lhe deu a mão”.
Antes, Alexandre Stollet, diretor do Siprosep, informava que a paralisação dos serviços atingiu o setor ambulatorial dos dois hospitais do município, Ferreira Machado e Geral de Guarus. “Na parte de emergência, mantivemos pouco mais de 30% para atendimento à população”, afirmou.
Em algumas unidades como o PU da Saldanha Marinho e o Centro de Saúde de Guarus, o funcionamento transcorria normalmente. Os servidores confirmaram assembleia amanhã, às 17h, para uma avaliação do movimento. O percentual de reajuste reivindicado pela categoria é de 15%, mas o governo oferece 4,18%.

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