Paralisação dos caminhoneiros e as incertezas que rondam o movimento
29/05/2018 11:11 - Atualizado em 04/06/2018 14:00
Paralisação
A paralisação nacional dos caminhoneiros entrou no oitavo dia ontem. Para o governo federal, a fase de negociações foi superada e hoje é dia de o movimento chegar ao fim. Será? Desde quinta-feira esse tem sido o discurso do já moribundo governo Michel Temer (MDB), mas na prática os caminhoneiros não voltam a circular. A investigação quanto ao movimento ser greve ou locaute continua, inclusive com a oitiva por parte da Polícia Federal, em sigilo, de alguns empresários.
Exército em Campos
Conclamado para solucionar todos os cenários de crise, o Exército, que virou fada-madrinha, principalmente no estado do Rio, apareceu ontem na escolta de caminhões-tanques com combustível em Campos. E esses caminhões mal chegavam aos postos e as filas gigantescas já se formavam. Apesar da reclamação do preço salgado, quem podia, além de encher o tanque, aproveitava para armazenar combustível em galões.
Saúde em risco
Os postos de combustível são apenas um dos problemas enfrentados na crise que se agravou com a paralisação dos caminhoneiros. Toda a região suspendeu aulas e a saúde está em risco. Até ontem, a clínica Pró-Rim, responsável pela hemodiálise de parte dos pacientes assistidos em Campos, precisava operar com redução de tempo na diálise para poupar recursos, enquanto aguardava a chegada de um caminhão com insumos. Na rede pública, um levantamento da secretaria de Saúde é aguardado para hoje.
“Infiltrados”
O movimento dos caminhoneiros já foi colocado em xeque por diversos motivos. O primeiro, locaute. Versão aportuguesada do inglês “lock out” (“trancar”), significa qualquer paralisação de um setor ou unidade produtiva determinada pelos proprietários, como instrumento de pressão. E as investigações nesse sentido continuam com a Polícia Federal. Agora, um dos líderes dos caminhoneiros, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, afirma que “não é o caminhoneiro mais que está fazendo greve”, mas “pessoas que querem derrubar o governo”.
Para onde vai?
Não é de se estranhar que o movimento original, com intuito de lutar pela redução do diesel, possa ter perdido o foco. Uniu esquerda e direita no discurso contra o presidente Temer — que, diga-se de passagem, teve pedido de intervenção militar, enquanto o Exército foi acionado para dissuadi-lo e até quem tentasse aproveitar a mobilização para emplacar o discurso do “Lula livre”. Somando a isso as investigações do locaute e afirmações de infiltrados, não dá sequer para saber até que ponto tudo isso pode chegar.
Lixo eletrônico
Campos tem um novo ponto de coleta de lixo eletrônico: o Horto Municipal, localizado na avenida Alberto Lamego. Pilhas, celulares, TV, DVDs, monitores, CPUs, impressoras, disquetes, baterias de celular, fios de materiais eletrônicos e afins já são recolhidos pelo Centro de Educação Ambiental (CEA), à avenida José Carlos Pereira Pinto, número 300, no Parque Calabouço. Os materiais podem ser depositados no Horto, todos os dias, das 8h às 17h. Através de parceria com uma empresa privada, resíduos eletrônicos são destinados e encaminhados para reaproveitamento.
Ajuda sobre rodas
Os alunos do 3° período de Educação Física do Isecensa estão promovendo uma ação social (uma gincana) para arrecadar leite em pó e fraldas geriátricas a serem entregues a instituições assistenciais do município. A arrecadação acontecerá durante passeio ciclístico, que passará por diversos pontos da cidade e que está marcado para o próximo domingo, dia 3 de junho, a partir das 9h, com saída em frente ao supermercado Walmart.

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