Serviço dos Correios gera queixas da população
Jane Ribeiro 18/05/2018 22:16 - Atualizado em 19/05/2018 11:45
Serviço dos Correios em Campos têm sido questionado
Serviço dos Correios em Campos têm sido questionado / Antônio Leudo
A ideia da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em todo o Brasil é investir no serviço online para otimizar o atendimento. Isso foi o que disse o presidente dos Correios, Carlos Fortner, durante uma entrevista à rádio CBN. Está previsto o fechamento de várias agências espalhadas pelo Brasil. Em Campos, a assessoria não informou se haverá mudanças. Os serviços no interior do município têm sido questionados pelos usuários.
O presidente informou, durante entrevista, que 55% do faturamento vêm do concorrencial, ou seja, e-commerce e entregas. Os 45% restante são proveniente das cartas, o que ele garante que não vai acabar. “Não podemos mais tratar as pessoas como usuárias de nossos serviços, mas sim como clientes, pois estão pagando por isso. Com as otimizações e o investimento em tecnologia, esperamos passar de 12 mil para 14 mil pontos de atendimentos até 2022”, enfatizou.
O presidente anunciou que algumas agências vão ser fechadas como parte de um projeto de restruturação do Governo, visando melhorar a qualidade de atendimento. “Não justifica ter agências físicas, repletas de custos fixos, com 20 atendimentos diários. Outro modelo mais enxuto pode ser mais eficiente e benéfico tanto para a empresa como para o cliente. Essa migração de um modelo só ocorrerá após estudos”, disse o presidente.
Os usuários temem as mudanças, já que o serviço prestado em Campos tem sido feito com demora. Tanto que para quem moram nas localidades mais distantes, como Vila Nova, Ibitioca e Travessão, o serviço é precário. “Moro em Vila nova e as encomendas que faço pela internet não são levadas até o meu endereço. Tenho que vir buscar. Se estão falando em mudanças e fechamento de unidades não sei o que vai acontecer com a gente que mora longe”, disse a dona de casa Maria Elisa Manhães.
Quem também teve que buscar sua encomenda no Centro de Distribuição foi o pedreiro Carlos Antônio Miranda. Ele mora em Travessão e lá não há unidade dos Correios. “Não moramos tão longe da cidade e para ter a encomenda entregue em casa. Somos obrigados a vir até a cidade e enfrentar fila”, disse ele.
Em nota, a empresa informou que “vem realizando estudos pormenorizados de readequação de sua rede de atendimento, o que inclui não apenas a sua rede física como também novos canais digitais e outras formas de autosserviços e que ainda não é possível dizer quantas e quais agências terão suas atividades encerradas. As conclusões alcançadas pelos estudos necessários a este projeto somente serão divulgadas após a exaustiva avaliação interna dos Correios e externa pelos órgãos competentes (Tribunal de Contas da União; Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão), processo este ainda em curso”.
Reajuste — O reajuste anual dos preços dos serviços de encomenda está vigente para todas as postagens. Decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região suspendeu, na última sexta-feira, a liminar ajuizada em abril pela Associação Brasileira de Comercio Eletrônico – ABComm. A nova tabela voltou a vigorar no último sábado. A decisão da justiça pela suspensão dessa liminar – e o indeferimento de outros pleitos semelhantes - confirma que o reajuste anual tem amparo legal no instrumento jurídico celebrado entre os Correios e seus clientes.

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