Divertida história do PM Jaburu e um poderoso gerente do Bradesco
04/07/2025 | 08h20

Enilson Mendes, o saudoso Jaburu, muito ligado ao samba e ao futebol (foi um torcedor apaixonado do Goytacaz), integrou, por anos, os quadros da Polícia Militar em Campos, atuando no policiamento do trânsito.
Mas, reza a lenda, Jaburu, durante todo o tempo que serviu à PM, jamais multou alguém.
No histórico de atuação de Jaburu, há uma abordagem que foi testemunhada por José Francisco Maciel. O relato é divertido:
"Jaburu, encarregado do trânsito na Praça do Santíssimo Salvador e adjacências, passava, de vez em quando, pelo “Ao Gato Preto”, um barzinho que funcionava na Rua 21 de Abril. Ia cumprimentar o proprietário José Psiu.
Numa dessas idas ao bar, Jaburu deu com um carro que ia subindo a 21 de Abril, na época com a mão ocorrendo pela descida ao lado dos Correios.
De pronto, Jaburu, dando um apito estridente, para o veículo infrator. Todos no bar ficam atentos para ver aplicação da primeira multa por parte de Jaburu.
Diálogo que segue:
— O senhor está na contramão. Os documentos, por favor!
— Sinto muito, policial. Mas acabo de chegar a Campos para assumir a gerência do Bradesco. Sou de São Paulo e esqueci os meus documentos na agência.
— Vou ter que multá-lo
— Tudo bem. Mas sou de uma família íntegra.
— Família? Eu conheço todas as mais importantes de Campos. E qual é a família do senhor?
— Strambi.
Era Adolfo Strambi, um gerente de banco que atuou em Campos
por muitos anos na década de 70. Jaburu, com o talão de multa na mão, coçou a cabeça e disse para o motorista infrator:
— O senhor está liberado, mas preste atenção no trânsito da nossa cidade.
Nisso, um dos bebuns grita da porta do bar.
— Pô, Jaburu! Perdeu de fazer a primeira multa na sua carreira. O que aconteceu?
E Jaburu, mandando Strambi embora, voltou para o bar e justificou o motivo pelo qual não aplicou a multa:
— Só aprendi português até a letra “L”. Como é que eu ia escrever “Strabei” na multa. Qualquer advogadinho ia cancelá-la".
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Qual será o caminho de Caio Vianna nas eleições de 2026?
30/06/2025 | 07h26
Caio Vianna buscará manter-se em Brasília, elegendo-se deputado federal (ocupa hoje uma cadeira de suplente) ou tentará um mandato na Assembleia Legislativa (Alerj)?

É provável que nem o próprio Caio saiba. É que integra o grupo político de Wladimir Garotinho e a sua opção nas urnas passará pelo caminho que o prefeito escolherá para si próprio.

Caso Wladimir seja candidato a deputado federal (hipótese muito provável), Caio tentará um outro caminho. Fala-se na disputa de um mandato na Alerj.

O problema é a concorrência. Caio buscará votos em um grupo que tem ninguém menos do que Tassiana Oliveira. E quem terá o apoio de Wladimir? A primeira-dama, claro.

A forte concorrência, no caso, não para aí. Para se eleger deputado estadual Caio disputará votos com outros integrantes do grupo político de Wladimir, incluindo nomes que hoje detém mandato de vereador.

Militando na política por força do prestígio político do pai, Caio, filho de Arnaldo Vianna, disputou duas eleições para a Prefeitura de Campos e uma outra em que buscou um mandato em Brasília. Perdeu as três.

Mas Caio manteve o cacife político. Muito por conta de articulações do prefeito do Rio, Eduardo Paes, que lhe deu fôlego para alcançar a 3ª suplência do PSD em 2022, e assim assumir temporariamente um mandato de deputado federal.
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Divertida história envolvendo o saudoso médico Paulo Machado
27/06/2025 | 09h11

Uma das paixões do saudoso médico Paulo Machado era o futebol. E ele foi um abnegado presidente do Rio Branco, clube pelo qual se apaixonou cedo, ainda criança. 
Tanto é que Paulinho, assim chamado pelos amigos, ocupava funções múltiplas na agremiação. Uma delas envolvia o exercício de sua profissão. 
E não faltaram divertidas histórias vivenciadas por ele ao acompanhar jogos pela Segunda Divisão do Campeonato Estadual.
Nos anos 90, Rio Branco e Independente, de Macaé, jogavam em Campos, no Estádio Ary de Oliveira e Souza, quando o zagueiro Rondinelli, do time visitante, dá uma cabeçada no juiz Francisco Leite. 
O árbitro é socorrido por Paulinho, quando surge o repórter Evaldo Queiroz. 
— Doutor, o que aconteceu com o juiz? 
— O árbitro teve uma lesão nasal. 
O trepidante, meio embaraçado, pede ao médico. 
— Doutor Paulo Machado, traduza isto para o grande público da Campos Difusora!!! 
E Paulinho:
— Sua Senhoria quebrou o nariz...
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Moto taxi é uma realidade nas ruas de Campos
25/06/2025 | 07h28

Cresce em Campos o uso de moto como táxi. Mototaxi é um transporte alternativo individual. A corrida é mais em conta financeiramente, se comparada com o Uber ou o taxi. E os passageiros têm ampla escolha para o local de embarque ou desembarque.
No Rio, mototaxi é coisa antiga, muito usada. Aqui por Campos, evoluiu tanto ultimamente quanto as lotadas, que é o uso de carros cobrando, dos passageiros, o preço do que se paga no ônibus.
Em O Globo, o brilhante colunista Leo Avessa revela, em uma de suas crônicas, que não tem nenhuma implicância com os mototaxistas. O que o assusta é o compartilhamento de capacetes numa cidade onde a sensação térmica chega muitas vezes a 60º C.
Palavras de Leo Avessa: “Colocar na cabeça algo encharcado com o suor alheio é um terror quase tão grande quanto o que tenho de baratas voadoras e militantes desocupados”.
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Campos pode ter dado dois presidentes da República
18/06/2025 | 07h43
O livro “O Tesouro da Estrada do Lobisomem”, do saudoso advogado José César Caldas, traz uma revelação do jornalista e pesquisador Francisco Antônio Balbi. Conhecedor da história de Campos, ele dizia que a cidade dera dois presidentes da República: Nilo Peçanha e Washington Luiz.
O apelido que definia Washington Luiz era “Paulista de Macaé”, pois, embora nascido no Estado do Rio de Janeiro, sua biografia política foi toda construída no Estado de São Paulo. Mas Francisco Balbi apontava um equívoco sobre o local de nascimento.
Segundo Balbi, Washington Luiz apenas foi registrado em um cartório em Macaé, mas nasceu no distrito de Dores de Macabu. Isto significa que o município de Campos pode ter dado dois presidentes da República.
Washington Luiz foi o 13º presidente do Brasil e o último da chamada República Velha, além de ter anteriormente ocupado os postos de 18º presidente do Estado de São Paulo e 3º prefeito da cidade de São Paulo.
A biografia política de Washington Luiz se construiu toda no Estado de São Paulo. Foi chamado também de “O estradeiro” e, durante a Revolução de 1930, de “Doutor Barbado” pelos seus opositores.
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Divertida história do jornalista Esdras Pereira nos seus tempos no Jornal do Brasil
17/06/2025 | 09h09
Esdras Pereira foi protagonista de uma divertida história quando atuou no Jornal do Brasil, nos anos 70.
Esdras, iniciante no JB, muitas vezes pegava uma “carne de pescoço” nas pautas que recebia da editoria Rio.
Imagina ser escalado para cobrir praia no calor escaldante do alto verão carioca de terno e bolsa recheada de nikons, lentes e aquela parafernália toda inerente ao fotojornalista.
Pois era lei severa no JB. Só podia se entrar, na empresa, ou nos carros do jornal, de terno. De plantão em um domingo, Esdras foi para o sacrifício.
Copacabana, 14h, lanchas avançando a faixa dos 200 metros de segurança, o quadro, para quem estivesse de terno ali, era para fazer uma forçada sauna, com direito a areia no sapato e gozação das banhistas.
No retorno ao JB, muito puto, sujo, suado, Esdras abriu o verbo no elevador social:
— Pô, que absurdo! Fazer praia de terno... Quem foi o idiota que inventou isso?
Todo mundo quieto.
— Agora vou passar o dia todo neste estado por conta desse mané.
Silêncio absoluto. Quando o elevador chegou no andar da redação e a maioria das pessoas desceu, foi aquele alvoroço.
Alguém vira para Esdras e diz:
— Cara, o mané a que você se referiu estava no elevador. O coroa que subiu com a gente é o Nascimento Brito (diretor do JB). O homem! Ele é o maior linha dura. Você está na rua!
Esdras foi chamado para conversar com Nascimento Brito. O homem o olhou da cabeça aos pés e lhe deu aquela descompostura por ter desrespeitado o ambiente do jornal, feito críticas em público, etc. e tal.
Mas, no final, disse que pelo menos uma coisa boa o incidente tinha gerado.
A partir daquele momento, para não ter novamente nenhum funcionário tão desalinhado, quem fizesse cobertura de praia estaria liberado do paletó. Só do paletó. Mas tinha que vestir na volta.
A turma não aplaudiu Esdras. Mas que adorou a medida, adorou.
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Rodrigo Bacellar e um projeto que contempla classe de advogados
14/06/2025 | 10h13
Presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), o deputado Rodrigo Bacellar (União) teve aprovado, em plenário, o Projeto de Lei 5512/2025, de sua autoria, que dispensa o pagamento antecipado da taxa judiciária por advogados e advogadas em ações de cobrança e execução de honorários no Estado do Rio de Janeiro.

Rodrigo Bacellar diz que, advogado que é, tem muito orgulho em contribuir com mais essa conquista em defesa da classe.
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Campos perde representação na Alerj e na Câmara dos Deputados
12/06/2025 | 16h49
Nas eleições de 2022 o município de Campos só elegeu três nomes para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj): Rodrigo Bacellar, Thiago Rangel e Bruno Dauaire. Até pelo colégio eleitoral que detém a representação é insignificante.

O Norte-Noroeste Fluminense, como um todo, fez também Carla Machado (São João da Barra), Jair Bittencourt (Itaperuna) e Chico Machado (Macaé).

A bancada da região, sobretudo a de Campos, na Alerj, encolheu. O eleitorado daqui aumentou, mas a representação no Legislativo estadual não está, em quantidade, acompanhando.

Em legislaturas passadas, a bancada de Campos na Alerj esteve representada, a partir dos resultados em várias eleições, por cinco, seis nomes. O eleitorado cresceu, mas, inversamente, a quantidade de deputados daqui está encolhendo.

Na verdade, a representação política de Campos está perdendo força também em Brasília. Na eleição de 2022, o município não fez nenhum deputado. No passado, elegia dois nomes. Mesmo na época do bi-partidarismo — Arena e MDB.

Atualmente, Caio Vianna ocupa um mandato na Câmara dos Deputados. Mas está lá na condição de suplente. Não tem, portanto, titularidade. Pode perder a cadeira a qualquer momento.
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Bastidores da inauguração do Cine Teatro Trianon nos anos 20
11/06/2025 | 09h26

Um dos grandes eventos sociais de Campos foi a inauguração do Cine Teatro Trianon, ocorrida em 25 de maio de 1921.
Para a festa de abertura, veio a companhia de operetas “Esperanza Íris”, muito famosa.
O teatro contava com 1.800 lugares determinados — poltronas, frias, balcões, camarotes e torrinhas.O espetáculo de abertura foi a opereta “Duquesa du Bal Tabarin”.
O detalhe é que na inauguração do Trianon a seleção da plateia começava pelo preço dos ingressos: oito mil réis a poltrona e 40 mil réis o camarote. O traje exigia casaca.
Os “Lincoln”, os “Packard”, os “Fiat”, carro da época, despejavam decotes e casacas por entre alas da plebe maravilhada à porta do teatro.
Nisto, aponta um tilburi velho, todo desengonçado, um dos teimosos remanescentes, precedendo uma “limusine”, cujo motorista buzinava raivosamente.
Do tilburi, de cartola e casaca, com estudada dignidade, desceu uma dupla de boêmios muito conhecida e estimada em Campos na época: Balbi e Lobinho — Luiz Fernando Balbi e Francisco Lobo da Costa.
Descem, por entre risos da turma do sereno, e entram pelo comprido hall todo florido e ornamentado.
Quando chegam ao fim, Lobinho e Balbi não sobem as escadas da porta principal. Derivam para a direita e ganham as escadarias rumo às torrinhas.
Os tempos naquela época eram assim — mansos e tranquilos.
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Prefeito Wladimir Garotinho vai deixar o PP
10/06/2025 | 08h28
O prefeito de Campos, Wlaldimir Garotinho, ainda não definidiu o seu destino nas urnas nas eleições de 2026. Mas é certo que vai deixar o PP. É que a sigla passou a compor uma federação com o União Brasil, que tem o comando no Estado do Rio de Janeiro do presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar. Duas são as alternativas prováveis para Wladimir: o MDB e o Republicanos.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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