Um “Centro” de desvalidos, mendigos e viciados.
22/01/2017 | 00h54
Quem já tentou passear na área central à noite? Por certo poucos se aventuram!
Não há como justificar o desmazelo e a inoperância do Poder Público Municipal ante a verdadeira “cracolândia” que se instalou em frente ao prédio dos Correios e Telégrafos na nossa Praça mais famosa – a Praça do Santíssimo Salvador. No último domingo tínhamos, a luz do sol, ao meio-dia, algo em torno de 30 indigentes ali em verdadeira pachorra, como se fosse um Balneário! Será que a Alcaide Municipal não trafega por sua cidade à noite (será trafega, pelo menos durante o dia)? Será que o omisso Conselho Tutelar, juntamente com a propalada Vara da Infância e da Juventude, leia-se Comissariado de Menores, não cumprem seu papel fiscalizador e social? Porque será?
O interessante é que na hora de fiscalizar os clubes sociais, sempre temos um (ou mais) veículo(s) do Comissariado de Menores para multar as Associações, porem na hora de recolher e tratar esta parcela marginalizada da população, onde estão os valorosos Comissários e Conselheiros? Onde está o Ministério Público, autodenominado 4º Poder, principalmente o relacionado a Infância e a Juventude? Porque não vemos estas “Autoridades” circularem pelo Parque Alberto Sampaio (antes das obras), pelas escuras ruas do “Centro” da cidade, pela zona de promiscuidade que se torna o entorno da Rodoviária Roberto Silveira, muitas vezes com prostituição de menores?
Agora temos ainda mais um ponto de assaltos rotineiros: a Av. Alberto Torres, no trecho entre a Praça do Santíssimo Salvador e a Praça do Canhão. Inúmeras pessoas têm sido assaltadas, diariamente, na parte da noite, a maioria mulheres e crianças, sempre com pequenos furtos, notadamente de celulares, tênis e pequenas importâncias, o que leva os populares a não se dirigirem à DP Legal para confecção das ocorrências, até porque, àquela hora da noite, com a já conhecida “agilidade” do atendimento contumaz da Delegacia de Polícia, certamente de lá só sairão pela alta madrugada, não tendo como se dirigirem as suas residências, possivelmente sendo novamente assaltados.
O fato é que até as eleições, por força de determinação da Justiça Eleitoral, diariamente, uma guarnição da Polícia Militar ficava estacionada na Av. Alberto Torres, sob a Ponte Central, no cruzamento com a Av. Beira Valão. Agora, com o término das eleições, a população retornou a ficar à míngua! De fato, parece que a segurança das urnas eleitorais era muito mais importante que a incolumidade física das pessoas, pelo menos para o Poder Público! Será que alguém terá de ser assassinado, como aquela inocente jovem que foi morta por um celular para que alguém resolva “se mexer” e tomar uma providência?
O nosso “Centro”, notadamente na área da Av. Alberto Torres tem inúmeras residências, estando seus moradores, cidadãos que pagam seus impostos em dia, reféns de seus lares, à noite, pois sequer podem sair de casa, sob o sério risco de serem assaltados, sem que nenhuma viatura policial esteja por perto.
O que será necessário para que o Poder Público e o Comando da PM restabeleçam o ponto de apoio da viatura na Av. Alberto Torres (que também atenderia ocorrências na Praça do Santíssimo Salvador), como outrora no “famoso” período eleitoral?
A População clama por providências, eis que nosso “Centro” mais se parece com um grande cenário fantasmagórico, onde a vítima é sempre o cidadão.
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Um monopólio de serviços de péssima qualidade – leia-se: 1001
22/01/2017 | 00h54
Quem já viajou nos ônibus da empresa 1001? Quem já teve seus compromissos perdidos pelos constantes atrasos? Quem já chegou ao guichê e, simplesmente, não encontrou passagens para os três horários seguintes? Qual trabalhador que já foi ao guichê do Shopping Estada para comprar sua passagem para trabalhar com o RioCard (vale-transporte) e ouviu do funcionário que o “sistema estava fora do ar”, tendo o trabalhador que “dar seu jeito” para adquirir a passagem para poder ir trabalhar? Quem já sentou em sua poltrona marcada e a mesma estava com o sistema de recostamento quebrado ou o cinto de segurança não fechava (ou simplesmente não existia)? Quem já teve, no meio de sua viagem, naqueles ônibus de janelas lacradas, o sistema de ar condicionado apresentando defeito na viagem? Quem já pagou caríssimo para viajar nos propalados “double-bus”, mas que já estão ficando sucateados, com refrigeração deficiente, interfones que não funcionam, aparelhos de DVDs que travam a todo momento, presença de baratas nos ônibus, entre outras mazelas, impensáveis para o custo elevado que se paga nas passagens destes “monstros de dois andares”. Quem já ouviu do motorista, durante a viagem, que ele estava “dobrando”, tendo chegado horas antes de outra viagem ou de uma excursão? Quem já precisou usar dos banheiros veiculares e se surpreendem com a falta de asseio ou mesmo de materiais básicos de higiene?
Enfim, porque somos escravizados a uma única empresa de transporte, quando a rota Campos x RJ é extensa e comporta, claramente, a saudável concorrência? Quem são os beneficiários deste sistema ditatorial que impregna a rota analisada e outras circunvizinhas? O que falar da linha Campos x Macaé, que há muito já não comporta o excedente de passageiros que viaja diariamente neste percurso, sendo necessário que se façam fretamentos totalmente informais (nenhum daqueles ônibus fretados diretamente pelos trabalhadores possui qualquer contrato formal com a empresa 1001, em uma afronta direta aos direitos do consumidor)! É óbvio que este uso constante e acima da média para os condutores e veículos só pode levar a fadiga dos profissionais e a falência mecânica dos ônibus, lamentavelmente redundando em tragédias como a ocorrida na Serra de Teresópolis no dia de ontem.
Parece-nos que já é hora de Órgãos Ministeriais (há direito homogêneo envolvido), a Municipalidade (afinal seus munícipes estão, diariamente, expostos, em condições suspeitas, na “rodovia da morte”); O PROCON, eis que o serviço prestado não é o efetivamente contratado; a Polícia Rodoviária Federal, eis que os ônibus com cintos que não funcionam, ou mesmo sem cintos de segurança, não podem trafegar; a omissa ANTT que somente sabe arrecadar e nada faz quanto aos ônibus irregulares. Veja, caro leitor, que muitos são os que podem algo fazer, mas, efetivamente, nada é realizado com profundo desrespeito aos direitos do consumidor e a vida humana!
Uma Campos Renovada (no Legislativo!)
22/01/2017 | 00h54
È...o Povo, pelo menos quanto a eleição proporcional, demonstrou sua vontade inequívoca de mudança!
Considerando os Vereadores que desistiram, por razões diversas, de concorrer a reeleição, chegamos a um percentual de quase 80% de modificação no quadro de Edis. De fato, algo revelador!
Pelo nosso turno, ficamos deveras felizes com a eleição do Marcão do PT. É a vitória de um grupo que não esmoreceu com o falecimento traumático de seu líder Renato Barbosa; que lutou para se manter vivo na política; que deu esperanças aos seus correligionários; que esteve unido com quase 90% de seu efetivo nesses últimos 03 anos, mesmo sem mandato e demonstrou todo seu poder de organização política, vencendo uma eleição sem respaldo financeiro, de mandato ou apadrinhamento. Enfim, uma vitória maiúscula, provando que ainda se pode fazer política com ideais.
Podem contar e confiar, pois cremos que o Marcão estará à ordem na Câmara para legislar em prol do Povo; não para concessão de títulos ou nomenclaturas de ruas, mas para colocar à apreciação de seus pares, novas Leis que visem o desenvolvimento do Município, com uma postura inteligente, independente e sincera, valorizando cada voto que recebeu, pois esta é a missão do Vereador.
Enfim, a mudança chegou com a renovação do Legislativo...não podíamos deixar também de dar alvíssaras a chegada do jovem Rafael Diniz, que se tiver 70% da fibra, honradez e da fidalguia de seu finado pai, já será um alento à população. Tivemos também o Fred Machado, que com apoio de sua poderosa irmã, consagrou-se nas urnas, na cidade do maior adversário político de sua família. Por fim, vivas ao pole position destas eleições, o nosso já conhecido Vereador Nildo Cardoso, homem forte da Baixada Campista, que mesmo lutando contra todo o Grupo Político da situação (e seu poderio financeiro) deu imensas provas que sua liderança é inconteste.
Aos demais novos Vereadores que chegam para este novo ano político, sejam bem vindos, esperando que tragam os bons frutos da mudança benéfica, pois o Povo precisa ser respeitado e o manus público da Vereança exaltado com caráter e senso de serviço público.
Quando o sangue não é suficiente!
22/01/2017 | 00h54
Temos acompanhado, amiúde, pasmos, discussões, algumas acaloradas, outras aéticas, algumas telúricas, sobre a concorrência entre laços de sangue, que trouxe à baila um primado importante: “as vezes o sangue não é suficiente”.
Ficamos estarrecidos quando candidatos se auto-proclamam a continuação de um líder político, lamentavelmente, por vezes, falecido, como se o fato de ser, por exemplo, um irmão, fosse suficiente para transferir conceitos de boa política, caráter e cidadania. Se assim o fosse, pais honestos não teriam filhos marginais!
Dar continuidade em política é trilhar por caminhos seguros na seara de quem acompanhava o mentor, conhecendo as minúcias do zelo pela Coisa Pública, sendo-lhe parceiro, segundo em comando e, principalmente tendo um relacionamento respeitoso e fraterno com aquele de quem estamos a sorver o conhecimento.
Cora aos mais audaciosos que pessoas que muitas vezes, sequer falavam a contento com seu consangüíneo, venham tentar aportar nas águas da Edilidade, trazendo ao público inverdades e invadindo as portas seguras do recôndito familiar, inclusive com manifestações sobre a vida privada de emérito finado, em flagrante desrespeito e total ausência do chamado “senso do limite”.
Mais compostura senhores...menos devaneios...mais seriedade...não é porque a lídima possibilidade da elegibilidade foi sedimentada no seio Constitucional que poderemos banalizar as condutas éticas e usar de expedientes espúrios para investir numa seara que “deveria” ser do Serviço Público, mas que por nossa experiência jurídica cotidiana, deságua no locupletamento indevido.
Menos senhores...menos audácia maliciosa nesta busca do “elo de ouro”, pois a eleição é fugaz, passageira...após dia 07/10/2012 os “aventureiros políticos” voltam a ser reles mortais, com sua vidas efêmeras e seus corpos já depauperados. O que ficará? Ficará a mágoa, a angústia das palavras mal lançadas, do desrespeito vaticinado, da ação fratricida à memória do ente familiar.
As vezes olho para as estrelas e penso nos que já partiram; nos seus sorrisos; nas suas falas já tão conhecidas; as vezes me entristeço, pois o legado de uma política valorosa não pode ser corrompido pelos sonhos de megalômanos daqueles que não conseguem vislumbrar o ululante, ou seja, nasceram para serem elo; nunca serão cadeado na “corrente da vida”!
(Texto de autoria do Dr. José Eduardo Pessanha)
03 ANOS ...PARECE MENTIRA!!!
22/01/2017 | 00h54
Falar de alguém que já partiu é tarefa difícil...E, mais ainda quando essa pessoa fazia parte do seu mundo, do seu convívio diário, de seus planos...enfim de sua vida. A saudade é imensurável. É inevitável que nessas datas o coração aperte mais, os olhos lacrimejem...
Porém, lembrando de quem foi Renato, não posso esmorecer, e sim continuar nosso projeto mais divino, que é o de criar com muito amor, carinho e dedicação nossos três filhos: Alonso, hoje com 14 anos, Pedro Renato com 9 anos e o filhotinho (como ele dizia nos primeiros e últimos 11 dias de convivência) Gabriel com 3 anos. É isso que me fortalece, é isso que acomoda a saudade, é me ocupar e preocupar com o presente e o futuro deles....
E, falando em projetos, não posso deixar de comentar seu tão sonhado projeto que era ser prefeito dessa cidade. Por ironia do destino, hoje são 3 anos que ele se foi e estamos no auge da campanha para eleições municipais, seu grande sonho iria se concretizar: Ser candidato a prefeito de Campos. Seus olhos azuis brilhavam ao falar isso!! Mas, aceitemos a permissão de Deus pelo seu passamento. Silêncio!
Mais uma vez, nesse momento, faço valer mais um plano dele, que era de lançar alguém do nosso grupo candidato a vereador, já que ele seria candidato a prefeito. E essas conversas nos seus últimos meses de vida já eram narradas em nossa casa, na presença de alguns amigos e ainda de outros parentes. Então, é com muito orgulho que apoio de coração seu primo Marcão, que era o nome, à época, pré-candidato de sua preferência.
Está sendo feita a sua vontade, Renato! Dia 07 sei que você estará torcendo pelo bem de todos, como sempre fez!
(Texto de autoria de Jossana dos Santos Bartolazzi Barbosa, viúva do saudoso Vereador Renato Barbosa Gomes)
MISSA DE 03 ANOS DO FALECIMENTO DO SAUDOSO RENATO BARBOSA
22/01/2017 | 00h54
A viúva, filhos e amigos do valoroso Renato Barbosa Gomes convidam para “missa da saudade” pelos 03 anos de falecimento, a realizar-se na Igreja do Saco, no dia 23/09/2012 (domingo), às 09:00 h. Desde já, antecipadamente, agradecem a presença dos amigos.
Há 18 anos surgia uma idéia...
22/01/2017 | 00h54
Um sonho tornou-se realidade: há 18 anos atrás oito jovens se reuniram no apartamento do saudoso amigo e irmão Renato Barbosa Gomes e naquele momento decidiram que ele seria nosso líder político e que mudaríamos a história de Campos do Goytacazes.
Todos, à época, membros da Câmara Junior de Campos (hoje JCI-Campos), com muita aprendizagem em organização, elaboração de projetos, trabalhos em equipe e com espírito de cidadania.
Na primeira eleição perdemos por poucos votos; na segunda eleição dobramos os votos anteriores e fomos eleitos; e na terceira eleição dobramos os votos de novo, mas perdemos pelo fato da legenda não atingir o coeficiente eleitoral mínimo, tudo por menos de 200 votos. Na eleição seguinte, já em 2008, tivemos, aproximadamente, 5.500 votos, já sendo do conhecimento público o excelente trabalho político de nosso líder Renato Barbosa.
Não obstante, quis o destino ceifar a vida de Renatinho, como carinhosamente o chamávamos. Ocorre que não desistimos, sendo que o mesmo grupo, apenas com uma baixa, continua lutando em busca do espaço político que possa dar a esta população o que ela realmente merece, até porque “o sonho não pode acabar”.
Daquele grupo, ainda persistem Marco Antônio Barcelos, José Eduardo Pessanha, Dary Rodrigues, Robson Gonçalves (Robsinho), Sálvia Brasil Pessanha e Alcimar Custódio e agora, juntando-se a nós, como novo líder, Marcos Welber (o Marcão). Juntos em prol de uma Campos dos Goytacazes melhor!
Quem tem medo do “lobo mau”?
22/01/2017 | 00h54
Afinal de contas, porque Sua Excelência, o mui digno Governador do Estado do Rio de Janeiro não desembarca seu séquito em nossa intrépida Campos dos Goytacazes? Deixando de lado o fanatismo partidário, vejamos:
Já não é a primeira ou mesmo a terceira vez que se cria uma expectativa da presença do Alcaide Estadual, mas este frustra seu seguidores (toda Autoridade política tem seguidores...pelas mais variadas razões!), algumas vezes limitando-se a apresentar improváveis desculpas, outras vezes sequer se “dando a esse trabalho”.
Foi o tempo em que já se disse que o “tempo não estava bom para voar” e, como o Excelentíssimo não viaja por vias terrestres (apenas os mortais), muito menos arriscaria sua vida na Rodovia da Morte (como o fazem, aproximadamente, 4.000 campistas, diariamente), pelos menos fora da Capital, ficamos órfãos de sua magnânima presença. Outras vezes foi para evitar “um confronto com as cognominadas hordas lapistas”, chegando a se prever uma batalha campal, como se Campos dos Goytacazes ainda fosse habitada (e governada) pelos índios goitacazes. Mas o certo é que, na maioria das vezes, simplesmente...não aparece (talvez por um compromisso mais importante...ou um jantar oficial...ou uma festa – de gala...ou uma recepção...ou um comício em Niterói...ou...quem sabe)!
Assim, fica a dúvida, o Excelentíssimo tem uma agenda muito atarefada...medo de seu opositor...de seus eleitores...da distância de Campos dos Goytacazes ou...simplesmente... não tem qualquer apreço e claramente despreza estes cidadãos interioranos que somente podem ter sua atenção por ocasião das suas campanhas eleitorais, ainda assim, se forma “ferrarista”, em aparições relâmpago e fugazes.
A Política Partidária (e coligativa) tem o condão de unir esforços em prol de um projeto político indissolúvel (pelo menos em tese). Deixar à míngua seus compartidários, enviando, com todo respeito, seu 2ª em comando (isso quando o faz!), não é demonstração de zelo e compromisso, mas explicita que o discurso difere da prática e, nem sempre, os aliados transferem suas forças do contrato coligativo à prática política. Respeito é bom...e nós gostamos!
Afinal, o que receia o Excelentíssimo?
(Texto de autoria do Dr. José Eduardo Pessanha da Silva)
Vota...que eu vou te usar!
22/01/2017 | 00h54
Nosso colóquio virtual de hoje traz em seu título uma vertente da frase que tem se tornado célebre em nossa televisão, fruto da magistral interpretação do ator José Wilker, na teledramaturgia “Gabriela” – “deita que eu vou de usar!”
Tomando, com as devidas vênias, emprestada a inteligência da expressão, deparamo-nos com a servidão (ou seria escravidão) eleitoral que o Povo, via de regra, se encontra nos dias atuais.
É atribuída a Platão a frase: “Política é a arte de conciliar interesses”. Ocorre que nossos políticos, talvez até pela ignorância que os envolve, não tenham atentado que o vocábulo “Política” se referia ao instituto sociológico da política e não a politicagem que é realizada, como a usual postura de tergiversar sobre os assuntos sérios e necessários, criando fatos inexistentes, como forma de ocultar suas reais intenções para com o Erário.
Temos ainda que destacar que a “arte” a que se referia Platão não era a arte de espoliar os interesses do Povo ou de rapinar os orçamentos, muito menos a arte de tornarem pessoas corruptas, advogando suas pretensões escusas. Era a “Arte” no sentido de trabalhar com apuro, com zelo, produzindo um resultado benéfico, pois não há arte no malefício ou na exploração da desgraça alheia.
Por fim, a “conciliação dos interesses” citada por Platão é claramente relacionada ao manus público, ou seja, ao despojamento do verdadeiro Político (aqui usamos um “P” verdadeiramente maiúsculo”) em prol da Coletividade. Veja que não é pela coletividade de familiares ou coletividade de fraternos abutres, mas sim pelos interesses comuns que norteiam os desígnios de um Povo e que tornam extremamente nobre o desforço realizado no sentido de concretizar ações de maior grandeza moral.
A despeito do sentido publicista elencado por Platão, a corja que hoje impregna, de forma fétida, o seio da politicagem, tem em seu norte os interesses escusos, a rapinagem, a corrupção, a facilitação, a improbidade, tornando maculada a figura sociológica do Político, associando-o ao que de pior pode produzir a espécie humana.
Ocorre que este fenômeno da “nicotização do político” tem seu húmus, exatamente, na derrocada do caráter da Sociedade, que individualista, não mais se vê como grupo social, mas sim como indivíduo só e pleno, deixando à margem os interesses benéficos ao grupo e passando a vivenciar apenas os anseios imediatistas.
Por este terreno que floresce (ou seria melhor) putrifica o ex-cidadão que se deixa usar pelo político meliante, recebendo propinas e doações escusas, usando de favores e, principalmente, entregando seu direito de votar pelo grupo social nas mãos da escória, aceitando ser direcionado em seu senso discricionário, sendo cooptado por interesses mesquinhos e, literalmente, vendendo, como se nada valesse, o seu voto.
É neste momento que o político ladino diz: "vota...que eu vou te usar!"
(Texto de autoria do Dr. José Eduardo Pessanha da Silva)
É “pura maldade” não ver...
22/01/2017 | 00h54
Com profunda tristeza (e talvez decepção) constatamos a assertiva de nosso Presidente do Legislativo, ao afirmar que seria “pura maldade” a campanha, segundo o próprio, “orquestrada” contra o aumento salarial máximo concedido pela Câmara Municipal.
A estranheza se funda em nosso emérito político não saber que a maioria das categorias de trabalhadores, como também deveria ser o agente político (da categoria dos servidores públicos especiais) receberá algo em torno de 6% de aumento salarial, como reposição do índice inflacionário, enquanto os “bravos” legisladores Goytacazes receberão 10 (dez) vezes mais.
Dez vezes mais, perdoe-nos, mas para trabalhar, talvez, dez vezes menos! Quantas horas diárias trabalha em prol do Povo um Vereador? Duas, cinco, oito ...nada... ninguém sabe, pois esta é a incógnita que atormenta a População, pois não basta o Edil bradar que estava em suas “bases eleitorais” (que muito bem pode ser a casa dele!); no seu bairro verificando as necessidades do Povo. Como averiguar esta afirmação que, salvo raríssimas e respeitáveis exceções, é uma escabrosa inverdade? Como controlar um servidor “sem controle”? Porque a Vereança tem de ser um meio de enriquecimento e não de zeloso serviço público? Falamos de enriquecimento porque basta uma análise dos patrimônios antes de alçarem vôos como Edis e a abastada vida financeira posterior, em uma matemática que nunca fecha.
É...nos causa estranheza...
Talvez seja “pura maldade” os Edis não verem que pouco trabalham para o muito que ganham!
Talvez seja “pura maldade” os Edis não perceberem a população à morte, sem saúde de qualidade e ensino público decente, quando os mesmos podem pagar muitas e muitas consultas particulares!
Talvez seja “pura maldade” os Edis, simplesmente, deixarem de confeccionar as Leis para os quais são regiamente pagos (o duodécimo não atrasa!) para prometerem obras (para os quais não são qualificados) e agraciarem amigos com títulos de cidadãos campistas!
Talvez seja “pura maldade” os Edis se assenhorearem de partes da cidade, como se feudos fossem, apenas zelando, quando muito, por seu entorno, esquecendo-se que são Edis Municipais e não líderes de bairros!
Talvez seja “pura maldade” os Edis não perceberem que o Povo, pouco a pouco, se Deus quiser, deixará de ser idiotizado e degredará, politicamente, estes fariseus que impregnam a nossa linda Planície Goitacá! Oxalá!
Sobre o autor
Marco Barcelos
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