"Assistente Social Márcia Chrysóstomo do Instituto Federal Fluminense Abrindo à Boca Para Marco Barcelos
22/01/2017 | 01h01
1-Márcia como assistente social do IFF que se preocupa com a inclusão de novos alunos com alguma deficiência nos cursos técnicos. Teria como fazer uma divulgação maciça em virtude de muitas famílias não terem a acesso a essas informações e seus filhos ficarem em casa e ao invés de está no mercado de trabalho? Marco Antonio, seria muito bom se pudéssemos ter espaço na mídia para divulgarmos e exigirmos os direitos das pessoas com deficiência e transtornos de aprendizagem. Na oportunidade que tive na Câmara em fazer uma fala de agradecimento por ter recebido a Ordem do Mérito de Benta Pereira, pelo trabalho que desenvolvo no IFF, não exitei em levantar a minha bandeira por sociedade inclusiva. Uma sociedade de TODOS. Como diz a Claudia Werneck em seu livro "Ninguém mais vai ser bonzinho na sociedade inclusiva", Nesta sociedade não há lugar para atitudes como "abrir espaço para o deficiente" ou " aceitá-lo", num gesto de solidariedade, e depois bater no peito ou ir dormir com a sensação de ter sido muito bonzinho. Na sociedade inclusiva ninguém é bonzinho. Somos apenas - isto é o suficiente - cidadãos responsáveis pela qualidade de vida do nosso semelhante, por mais diferente que ele seja ou nos pareça ser. As famílias precisam entender que a educação para as pessoas com deficiência é um direito. Que todas as escolas, universidades tem que oferecer acessibilidade metodológica, arquitetônica e atitudinal, comunicacional e programática. Nenhuma escola pode recusar a matrícula de uma pessoa por ela ter uma limitação, definitiva ou temporária. 2-Aproximadamente 15% da população mundial têm alguma deficiência, só em Campos existem mais de 70 mil. Qual a sua orientação a todos que a vida parou por ser deficiente? E como ter acessos aos cursos técnicos? A Declaração Madri (2002) sugere um bom caminho para compreendermos o processo de inclusão social ao identificar que as ações estão deixando de dar ênfase em reabilitar pessoas para se ‘enquadrarem’ na sociedade e adotando uma filosofia mundial de modificação da sociedade a fim de incluir e acomodar as necessidades de todas as pessoas, inclusive das pessoas com deficiência. As pessoas com deficiência estão exigindo oportunidades iguais e acesso a todos os recursos da sociedade, ou seja, educação inclusiva, novas tecnologias, serviços sociais e de saúde, atividades esportivas e de lazer, bens e serviços ao consumidor. >No Instituto Federal Fluminense, campus Campos -Centro, temos o NAPNEE que é um núcleo que promove a acessibilidade das com deficiência que buscam o ensino profissional e tecnológico em todos os níveis - básico,médio, superior e pós graduação. Ao se inscrever no processo seletivo e assinalar que possui algum tipo de deficiência, será encaminhado ao NAPNEE, para verificar se há necessidade de recursos especiais para realizar a prova, como:ledor, interprete de LIBRAS,BRAILLE, tempo adicional ou outros.Ao se aprovado o estudante terá todo apoio do NAPNEE co monitorias, materiais adaptados, intérpretes, atendimento psicológicos, orientação aos professores de acordo com sua necessidade. Também nos preocupamos com uma saída exitosa dos nossos estudantes.Através do Banco de Humanos - BRH Acessível nos buscamos vagas de estágio e emprego nas empresas da região de abrangência do IFF, Há também os cursos do PRONATEC, e o IFF junto com o Sitema S, é ofertante nesses cursos as pessoas com deficiências fazem parte do público prioritário a ser atendido por esse programa, assim como as entidades também podem solicitar cursos para qualificar seus atendidos > 3-Existem várias entidades de assistência, em nossa cidade como APAE, APOIE, São José Operário entre outros. Existe alguma parceria com o IFF ? Sim. Nos trabalhamos em parceria com essas instituições e ainda com a AFLUDEF e algumas ONGs. Divulgamos nossos cursos e cadastramos no BRH - Acessível as pessoas que estão aptas para o mercado produtivo, para que possamos inseri-las no mundo produtivo. Em nossa instituição também temos Bolsa de Inclusão que é um projeto em que as pessoas encaminhadas por essas instituições exercem atividades com acompanhamento e ainda podem fazer cursos para se capacitarem e terem oportunidade de acesso ao mercado. 4-Todo ano o IFF lança ao mercado de trabalho centenas de alunos, qual o índice de absorção de alunos com alguma deficiência nas empresas? O BRH Acessível, não inclui apenas as pessoas que conclui cursos no IF Fluminense, mas como falei anteriormente, mas também todas encaminhadas pelas referidas instituições e da comunidade em geral O estudo de egressos dos estudantes com deficiência do IF Fluminense, desde 1999, quando iniciamos esse trabalho, é tema de uma Trabalho de Conclusão de Curso de uma estagiária de Serviço Social da UFF. a pesquisa está em andamento. Posso dizer que temos muitas pessoas que durante esse tempo concluíram os cursos técnico estão trabalhando em empresas públicas e privadas, inclusive concursados aqui no IFF. Se tiver interesse, posso indicar alguns para que você possa entrevistar também. O maior número de pessoas que atendemos são cegos e com baixa visão, pois o trabalho começou com a entrada de 3 estudantes cegos para cursarem informática e telecomunicações em 1999. A partir daí , com a convicção de que não poderíamos negar a matrícula a eles e que começamos a prender a fazer educação inclusiva. Continuamos aprendendo todos os dias com os novos desafios. Em educação não existe receita a ser seguida. ela é dinâmica. Hoje temos em torno de 50 pessoas sendo atendidas pelo NAPNEE com diversas deficiências, e no Projeto Educar para Ficar com transtornos de aprendizagem - TDAH. Muitos projetos de pequisa e extensão são desenvolvidos para darmos conta de todas as demandas e temos muito ainda a aprender e produzir. 5-Quando me tornei uma pessoa com deficiência além de trabalhar como cirurgião dentista ainda dava aula na pós graduação de implantodontia e hoje não posso exercer nem uma coisa e nem outra pois afetou a fala e a visão. Se quisesse fazer um curso no IFF qual você me indicaria? Marco Antonio, eu não sei lhe responder essa pergunta. Como disse, Não há fórmulas prontas. Cego pode isso , não pode aquilo ou determinado curso é ideal para determinada deficiência. Prefiro lhe fazer um convite: Vá conhecer nosso trabalho, nossa escola, converse com os estudantes, conheça os recursos e as dificuldades. Depois, pense o que você gostaria de fazer e em que poderia atuar. Só te garanto que o que você decidir, estaremos juntos com você buscando o melhor caminho. Estou a sua disposição e espero que nos ajude a divulgar nosso trabalho para que a sociedade de TODOS seja verdadeiramente efetivada. marcia
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O Ortopedista Dr Lúcio Magno Lopes Esclarece Sobre Lesões de Joelho e Ombro
22/01/2017 | 01h01
1- Dr Lucio, as dores no joelhos tem atingido pessoas de varias idades, quais as principais causas e como prevenir? Existem principalmente as causas degenerativas causadas pela idade, peso e atividades físicas e profissionais exercidas durante toda a vida ( Ex: Artrose), e causas traumáticas causadas por lesões ocorridas durante atividades físicas recreacionais ou profissionais (Ex; lesões meniscais e ligamentares) 2- Existem várias patologias que podem levar as dores no joelho a artrite reumatróide é uma delas. Como tratar essa doença degenerativa? A artrite reumatóide ‘e uma patologia que deve ser tratada e acompanhada pelo reumatologista, mas o ortopedista deve também conhecer para poder diagnosticar e assim poder encaminhar para o profissional indicado. 3- A procura das academias a cada dia aumentando, algumas pessoas querem ficar em forma melhorando sua estética e outras fazem execício por recomendação médica. Quais os cuidados para prevenir lesões e qual o índice de paciente que procura a sua clínica? O Objetivo principal da atividade física deve sempre ser o bem estar físico e mental, a estética vem como consequência dessa rotina. Toda pessoa independente da idade, que pretende iniciar uma atividade física, deve ser avaliado por um cardiologista e se possível também por um ortopedista para avaliar se existe alguma recomendação especifica ou principalmente se existe alguma contra- indicação. Também não devemos deixar de ressaltara a importância de procurar uma boa academia com bons profissionais de educação física. As principais lesões são as lesões musculares de graus variados. 4- Algumas profissões acarretam lesões no ombro, o dentista é uma delas, qual o melhor caminho para preveni-las. Algumas profissões como você mesmo ressaltou trabalham em posições que sacrificam o organismo. O ideal ‘e buscarmos a melhor ergonomia possível, além de tentarmos nos manter em forma com exercícios regulares e se possível evitarmos longos períodos de trabalho continuo nessa posições ingratas. 5- Quando se fala em cirurgia as pessoas tem pavor, como são as técnicas de hoje para cirurgia de ombro e joelho? A medicina busca sempre técnicas que diminuam a agressão e facilitem a recuperação dos pacientes. Hoje em dia, varias patologias do ombro e joelho podem ser tratadas cirurgicamente através de métodos artroscópicos ( cirurgia por vídeo), diminuindo com isso a dor, o tempo de internação, complicações e acelerando a recuperação desses pacientes.
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Jogadores do Americano Visitaram sua Torcedora Mais Antiga, Eunice Mendes
22/01/2017 | 01h01
Às vésperas do clássico contra seu maior rival, o time do Americano recebe um reforço importante, a torcedora mais antiga que tinha um sonho de conhecer o time foi realizado hoje no asilo Monsenhor Severino, que além dos jogadores, técnicos e a diretoria estiveram para dar um abraço nesta ilustre torcedora. Foi emocionante ver a alegria de receber um beijo de todos os jogadores e técnico, ela fez questão de falar com cada um pois conhece a todos ouve sempre os jogos pelo rádio. Ela pediu ao capitão Ramon para ser firme e ganhar o jogo, e ao Philip que faça um bom jogo, e o jornalista perguntou se ele ia fazer um gol e de pronto afirmou que vai fazer o máximo, pois o gol é consequência. Senhora Eunice que irá completar 100 anos no dia 15 de junho se sentiu realizada. Esta torcedora nasceu 1 ano após o Americano ser fundado, relembrou do passado com muita satisfação , pois ia aos jogos de bonde e foi enfática a pedir a todos empenho para ser campeão e retornar para primeira divisão. Quando foi perguntada qual segredo de chegar aos 100 anos ela respondeu “É só ter paciência que você vai longe” foto da d. Eunice
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Empresário do Setor Imobiliário Paulo André Correa Netto Abrindo a Boca Para Marco Barcelos Sobre a Queda Imobiliária
22/01/2017 | 01h01
1 – Paulo André qual a influencia da crise da Petrobras no mercado imobiliário, da venda e locação em nossa região A influencia é bastante significativa, visto que em pouco tempo o valores caíram certa de 20% para locação e venda e ainda pode cair mais, influenciado pelo êxodo de profissionais, baixa demanda e a grande oferta devido aos muitos empreendimentos na região. É bastante significativa, pois a crise não permite novos contratos com a estatal gerando desemprego e com isso muitos imóveis sendo desocupados e sem procura o que causa uma grande queda nos valores. 2 – O momento atual qual é a melhor forma de proteger nosso investimento no mercado imobiliário, alugar, vender, ou aplicar na poupança e fundos de investimentos? A locação mesmo que por valores menores, evitam as despesas, com condomínio, IPTU e demais taxas para vender não é um bom momento, a poupança esta rendendo pouco e os fundos de investimentos se tornam atrativos. 3 – Qual a queda em porcentagem nos volumes de negócios e desde quando vem sentindo esta retração do mercado, após a eleição e o Petrolão, ou já havia alguma desaceleração anterior aos fatos? Desde outubro 2014 então percebendo uma diminuição nos negócios com queda entre 20 e 30 % atualmente. 4– 2015 será um ano para repensar os investimentos, ou devemos aguardar o ano passar para pensar melhor em 2016? E quanto tempo você acha que levaremos para reparar as perdas do mercado imobiliária? 2015 ano pra repensar os investimentos e acredito que em 2017 as coisas voltem a normalidade. causando choque de realidade em nossa região e com isso a perdas serão reparados. Hoje o crescimento vertical está em situação complicada, pois com o reaquecimento do mercado (Demanda maior) vão conseguir negociar suas unidades vazias.
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Passa Ano, Vai Ano... Fica a Saudade do Amigo Renato Barbosa!
22/01/2017 | 01h01
Neste último dia 01 de maio estaríamos comemorando mais um aniversário de RENATO BARBOSA GOMES (* 01/05/1965 +23/09/2009). Estaria nosso amigo fazendo 50 anos. Alegre e festeiro, como era, certamente teríamos uma grande confraternização! Lamentavelmente, não foi possível! Renato foi um campista obstinado (não desistia nunca!) que teve sua breve trajetória nesta vida física marcada pela amizade, pela solidariedade e pelo amor à sua Campos dos Goytacazes. Seus filhos, cada dia maiores, cuidados com todo esmero pela mãe Jossana, pelas feições, nos trazem a saudade do amigo Renato. Renato Barbosa sempre foi um líder, desde a jovem idade. Foi membro do Grupo Jovem da Igreja São Francisco; na Faculdade de Direito de Campos representou o alunado na Diretoria do Diretório Acadêmico José do Patrocínio; na vida administrativo-social, foi diretor jurídico do Asilo Nossa Senhora do Carmo e membro Conselho da Conferência Vicentina São Francisco de Assis. Na Câmara Júnior de Campos dos Goytacazes/RJ – gestão 1994, foi o presidente, sendo responsável direto por uma grandiosa renovação no quadro de associados. Na PETROBRAS S.A, dedicou mais de 25 anos de sua laboriosa vida profissional como empregado competente, ocupando cargos de responsabilização. Sempre preocupado com o Povo, dedicou anos ao seu escritório jurídico de assistência social, notório nas cercanias da Av. Visconde do Itaboraí, onde, com sua equipe, atendia a todos com respeito e atenção, a população carente. Como Vereador, ensinou a muitos que o verdadeiro político deve “legislar” e não fazer “politicagens”, como, infelizmente, é comum nestas paragens. Ocorre que o “tempo de Deus” não é o nosso tempo e, assim sendo, Renato foi chamado pelo criador, talvez pela imprudência de um caminhoneiro, talvez porque, de fato, era a hora definida por Deus! O que nos resta, a cada dia 1º de maio, é lembrar, com doída saudade, do amigo e resgatar suas memórias, brindando a todos os ensinamentos passados por ele. Amigo, onde quer que você esteja...saudades!!!!! renato barbosa
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“Americano perdeu uma batalha mas não a guerra"
22/01/2017 | 01h01
Apesar de ter perdido um jogo atípico, no qual tivemos um apagão com várias falhas individuais onde houve um dia onde deu tudo errado e sofremos uma goleada histórica em uma final, mas tenho que ressaltar o mérito da Portuguesa que jogou para frente dando um placar elástico de 5x1. Vamos lembrar que nossa seleção Brasileira também sofreu um “APAGÃO” levando de 7x1 da seleção Alemã. A partir desse fatídico episódio houve uma reformulação, e nossa seleção melhorou sensivelmente. Agora temos que levantar a cabeça, ver onde erramos pois afinal de contas em dezoito clubes nos ficamos em segundo lugar, perdendo apenas uma partida no turno e a final. Agora é lutar para ganhar o segundo turno, ou mantendo o equilíbrio marcando e marcando pontos e ficando com o time de maior pontuação que estaremos no triangular final. Como torcedor e diretor do Americano, quero parabenizar o diretor executivo Gilberto Melo, os jogadores e toda comissão técnica por ter feito uma equipe competitiva que deu muita alegria e resgatou os torcedores ao estádio nos jogos e que tivemos o maior público nesse primeiro turno. Seja feita a vontade de Deus, e se for da sua vontade iremos subir a serie A do carioca. estrela
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Acessibilidade em Viagens com a Designer de Modas a Cadeirante Michele Simões Abrindo a Boca Para Marco Barcelos
22/01/2017 | 01h01
1- Michele Simões após sofrer o acidente automobilístico você ficou paraplégica e seu sonhos de fazer intercâmbios não foram interrompidos. Muitas pessoas acham que o cadeirante não faz viagens longas e você foi ao mundo. Conte suas experiências? As pessoas costumam dizer que sou corajosa, porém sinto medo como todo mundo na hora de viajar, porém procuro me desafiar tdos os dias e vencer o medo é um deles, por isso sempre falo, "vai com medo mesmo"..rs Viajar é uma das melhores experiências que uma pessoa pode ter na vida em minha opinião, estar num outro país, conhecer outras culturas e ainda por cima num país onde a acessibilidade permite que deficientes saiam de casa me fez enxergar o mundo de outra maneira. Por enquanto só conheço 3 países, mas a meta é dar a volta ao mundo...kkkkkk 2- Em suas viagens para o exterior como foi nos aeroportos e nos serviços de viagem, quanto acessibilidade? Nunca tive problemas com aeroportos até hoje, quando chego aos destinos sempre há suporte para entrar ou sair do avião(sem precisar ser carregada), assim como uma pessoa para pegar as bagagens e me acompanhar até a saída do aeroporto e colocar as bagagens no taxi. Os problemas são a partir daí pois na Argentina por exemplo não haviam taxis adaptados e sobrou para o namorido carregar Michele, cadeira, e malas Ja nos EUA e no Canadá foi super tranquilo e ambos tinham taxis adaptados. 3- O blog guia do viajante cadeirante foi feito por você, para as pessoas que tem vontade de conhecer o mundo em cima de uma cadeira de rodas? Este exemplo de vida você acha que tem estimulado as pessoas a irem à luta para alcançar os seus objetivos? sim, o blog tem como proposta motivar outros deficientes a saírem de casa; tento fazer isso através de posts, vídeos e textos durante e depois das viagens, assim elas acabam viajando junto comigo! Não sei se isso estimula as pessoas a correrem atrás de seus mas acredito que muitos sentem-se encorajados a experimentar a vida de outras maneiras que a sociedade acredita não ser possível para esse público. 4- O nosso país existe várias leis para nós deficientes, faltam ser cumpridas. Não está na hora de ocuparmos mais cadeiras na política e lutar para nossa classe que está abandonada? Acredito que ainda temos um longo caminho a ser percorrido, tanto pelos políticos como pelos próprios deficientes, somos uma minoria que tem sua capacidade definida por aqueles que em sua maioria não são deficientes, portanto concordo que deveríamos ter mais representantes sim, mas não apenas na política, acredito em ações diárias, em pessoas que tentam mudar as coisas em seu cotidiano, acredito na velha frase de cada um fazendo sua parte, já conseguiríamos ir bem longe! 5- Michele, os países que você conheceu de que forma é tratado um deficiente, e como é acessibilidade? Posso dizer que Buenos Aires não foi uma experiência boa, calçadas esburacadas, taxis sem acesso e total descaso com os deficientes resumiram a minha viagem em 2010. Ja Canadá e EUA foi uma grande surpresa, a começar pelo numero de cadeirantes que transitam pelas ruas, o cuidado com as ruas e os transportes onde não tive problema algum desde metro, taxi e ônibus, até a forma como a deficiência é encarada la fora. Posso resumir tudo em uma palavra RESPEITO, aquela mania de PENA passa longe dos americanos e dos canadenses e a ideia de PREFERENCIA como inclusão passou longe da política deles, é simplesmente fantástico! 6- São Paulo é a maior cidade do país, com as melhores universidades com tecnologia de ponta. Na sua opinião como moradora de São Paulo você acha que também é referência para pessoas com deficiência? Acho que estamos caminhando para um dia chegar la, mas SP esta longe de ser referencia em acessibilidade, pelo menos na minha opinião depois de conhecer projetos que realmente funcionam! Obrigada pelo interesse no projeto do Guia do Viajante Cadeirante foto de michele
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Visão Política Atual Com o Vereador Rafael Diniz Abrindo a Boca Para Marco Barcelos
22/01/2017 | 01h01
1- Vereador Rafael Diniz nos últimos anos nosso país tem se envergonhado de vários escândalos de corrupção, como o mensalão e o petrolão. Na qualidade de advogado não acha que as leis teriam que ser mais severas e ter mais agilidade para colocar na cadeia os corruptos para não acabar em pizza? Este é um debate importante. No meu ponto de vista, é preciso mudar a Constituição para que réus condenados em segunda instância tenham suas penas aplicadas de imediato, mesmo que a defesa recorra a tribunais superiores. A falta de punições severas e rápidas gera desconfiança por parte da população, que passa a não acreditar em mudanças. Mas o momento é de unir forças e protestar. Em 2013, poderosos ouviram a voz das ruas e tiraram vários projetos importantes das gavetas. Temos que reclamar menos e atuar mais, cobrando e fiscalizando. 2- A alta taxa de energia elétrica, combustível e o dólar que disparou. Como nosso povo irá administrar a sua vida se esses aumentos são bem maiores que seus salários? Infelizmente estamos diante de uma crise que vai muito além dos fatores externos. Gestores públicos cometeram erros e quem vai pagar por isso somos nós, contribuintes. Como disse anteriormente, é hora de refletir e cobrar mais transparência. Não dá para prometer uma coisa nos palanques e fazer diferente no cargo. Sobre a forma de administrar, é hora de “apertar os cintos” e escolher as prioridades. 3- Em apenas 3 meses de mandato a reeleita presidente Dilma está atravessando uma grave crise política, como a mobilização Nacional do "fora Dilma", as dificuldades de aprovar os projetos no congresso e a saída de ministros. Na sua opinião como ficará a Reforma Política? E o que acha do mandato de 5 anos para o executivo? A crise política também é grave. Por isso, é hora de ouvir a voz das ruas e tirar importantes projetos das gavetas. Entre eles, o da Reforma Política. Temas importantes como financiamento público de campanha, fim da reeleição e mais transparência na aplicação do dinheiro público precisam ser debatidos com a sociedade. O eleitor precisa e merece ver um cenário político menos desigual e mais transparente. Sobre o fim da reeleição e um mandato de cinco ou seis anos, sou favorável. Acho que o político terá que focar mais na sua gestão e não governar já pensando na outra eleição. 4- Seguindo os passos do seu saudoso pai o ex vereador Sérgio Diniz que tinha uma linha de política inteligente, será que você irá trilhar o caminho do também saudoso seu avô o ex prefeito Zezé Barbosa que foi o prefeito durante muitos anos? Os dois são grandes exemplos para mim. Nunca escondi que me espelho muito no meu pai, o ex-vereador e ex-deputado Sérgio Diniz, e também no meu avô, o ex-prefeito Zezé Barbosa. Eles deixaram grandes legados e antes de tomar uma decisão sempre lembro dos conselhos que recebi. Mas quem me conhece sabe que tenho o meu estilo. Sobre trilhar o caminho do meu avô, posso dizer que tenho, sim, o sonho de governar o município de Campos. Mas tudo tem a sua hora. No momento o meu foco é na minha atuação como vereador, elaborando leis e fiscalizando o governo municipal. 5- Em 1988 surgia um jovem político promissor Anthony Garotinho que ganhou do seu avô Zezé Barbosa a eleição a prefeitura de Campos. Será que o destino está reservando após 28 anos outro jovem político promissor a assumir a prefeitura da nossa cidade? A política, como a vida, é feita de ciclos. Naquele momento, em 1988, meu avô tinha o carinho da grande maioria da população de Campos. Era uma eleição de turno único, políticos com perfis semelhantes optaram por se enfrentar, e a candidatura apoiada pelo meu avô não decolou. Naquele momento, a população de Campos optou pelo novo, pela mudança. Hoje, quase 30 anos depois, quem sabe ouvir a voz das ruas consegue notar que muita gente deseja uma oxigenação e o fechamento de um ciclo. foto rafael diniz
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Superintendente Regional do INEA Campos Luiz Fernando Guida Abrindo a Boca Para Marco Barcelos
22/01/2017 | 01h01
1- Luiz Fernando Guida é público e notório que o homem contribui muito para a degradação do meio ambiente. Fala-se em desmatamentos e queimadas. O Rio Paraíba do Sul encontra-se em seu menor volume de água para esta época do ano. Em 1950 o governo do estado retirou 30% do volume de água do rio paraíba para o abastecimento da cidade do Rio de Janeiro. Juntando-se todos os fatores de degradação feito pelo homem, este não seria a maior e o principal responsável pela destruição da cidade de Atafona, uma vez que a força do rio Paraíba do Sul diminuiu consideravelmente e nenhuma obra de proteção foi feita para impedir o avanço do mar? Não há dúvida que a redução da vazão do Rio Paraíba em Santa Cecília contribui para alteração da Foz em Atafona. No entanto, não dá para mensurar o que essa contribuição representa no delta, tendo em vista que o processo do seu deslocamento, ao Norte, é natural. Como pode-se observar também as alterações na costa, onde os processos erosivos são intensos no litoral de São Francisco de Itabapoana (Foz do Rio Itabapoana, praia de Lagoa Doce e Guriri). Isto também ocorre em São João da Barra, nas praias de Atafona e praia de Chapéu do Sol, em Grussaí e intensamente na praia do Açu. 2 - Parece que hoje há um impasse quanto ao contorno da cidade de Campos para a duplicação da BR 101 por ter que passar por uma área de proteção ambiental. Como nos países mais desenvolvidos, não se poderia contornar esse problema com legislações especificas para APA? O INEA não poderia encabeçar uma nova proposta nesse sentido? Este problema ainda não chegou na esfera do INEA, sequer por parte da concessionária, que tem conhecimento que a área de conflito seria o Morro do Itaoca. Anteriormente, há cerca de 1,5 anos, foi mantido, por parte da concessionária, contato com o INEA e, devido as implicações ambientais, houve alteração do traçado. A obra foi licenciada pelo IBAMA. 3 - Desde a época do Império iniciou-se a construção de um sistema de canais na baixada campista que me parece vem ser o maior do Brasil e alguns dizem que talvez do mundo. Durante o governo Collor tudo foi abandonado e assim está até hoje. Se foi de tamanha importância para a agricultura gostaria de saber se o INEA tem alguma política voltada para a região visando reativar a rede de canais existentes e que hoje deve estar assoreada. O INEA, com recursos do PAC 2, realizou obras de restauração dos Canais de São Bento, Quitingute e Coqueiro. Restaurou e automatizou as comportas do Canal das Flechas e São Bento no Terminal Pesqueiro e recuperou a comporta do Quitingute também no Terminal Pesqueiro, implicando em investimentos na ordem de 125 milhões Para dar continuidade às obras da Baixada, encaminhou projeto ao Ministério da Integração no valor de R$ 370 milhões, para obras de restauração dos canais e rios contribuintes da Lagoa Feia e dos canais da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul. 4 - O tão cantado Porto do Açu que parece ser a redenção da região hoje está caminhando vagarosamente. Entre tantos benefícios prometidos para a região sabemos que algumas mazelas virão e outras já vieram como a montanha de areia marítima oriunda do canal feito no mar para aumentar o calado dos navios. Que solução foi dada para essa duna artificial construída na região e que tanto dissabor tem causado aos moradores? As dunas artificiais resultantes da dragagem do canal, na verdade são depósitos de material a serem utilizados na elevação do greide do terreno para implantação de empresas, conforme previsto no projeto do Porto do Açu. Caso não se utilize esse material, teria que importar material das jazidas de Campos. rio paraiba do sul
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Vice Presidente da Associação dos Atacadistas e Distibuidores do Estado do Rio de Janeiro Asdrubal Rodrigues Abrindo a Boca Para Marco Barcelos
22/01/2017 | 01h01
1- Asdrubal Rodrigues como vice presidente da Aderj que luta pelos interesses dos atacadistas e distribuidores do nosso estado, quais as medidas que estão sendo tomadas nesse período de recessão para que o consumidor tenha os produtos em sua mesa? Prezado, tecnicamente, o termo recessão somente será utilizado se tivermos 2 trimestres seguidos de retração. Infelizmente os cenários econômico e político atuais poderão e muito contribuir para que isto realmente ocorra. Nossa Associação pouco pode fazer diretamente para evitar tal fenômeno. O que temos feito é atuar em duas frentes: a primeira, junto ao governo estadual, na obtenção de benefícios fiscais para as empresas de nosso setor, para que o nível de investimentos aumente, haja a criação de novos postos de trabalho, aumente a arrecadação de impostos, beneficiando toda a cadeia de abastecimento e fazendo com que o preço dos produtos possam ser mais competitivos e baixos no ponto de venda. A segunda é investir na capacitação das empresas, através de treinamentos, fóruns, networking eventos motivacionais. 2-Com a energia elétrica estimada de subir 38,3% segundo o banco central, e consequentemente todo os produtos irão subir. Quais as medidas que a Aderj pretende tomar para amenizar esta situação? O aumento deste insumo e não só, como também o aumento dos combustíveis, impacta diretamente sobre o preço dos produtos e serviços. Nossa Associação pouco tem a fazer nesta questão. Nossa indicação é que as empresas possam estar em constante monitoramento de seus custos operacionais, na tentativa de minimizar o impacto destes aumentos no preço final de venda ao consumidor. 3-Com os escândalos do petrolão e cada dia sendo descoberto mais irregularidades que foi afetado no setor da distribuição em nosso estado? Neste caso, o que realmente afeta a todas as nossas empresas, é o clima de instabilidade econômica que isso causa, criando um cenário desfavorável, com o aumento de impostos, aumento dos juros e limitação ao crédito das instituições financeiras, fazendo com que o nível de investimentos fique estagnado ou haja retração. 4-O desemprego está afetando todas as áreas, qual o índice e quais as medidas que estão sendo tomadas no setor atacadista e distribuidoras? Esta é uma questão que o nosso setor vem sentido pouco pois o índice de desemprego em nosso estado é baixo. Nosso segmento tem se ressentido é com a falta de mão de obra especializada ou técnica , o que nos obriga a investir muito em treinamentos, causando um aumento nos custos de contratação. 5-Como o senhor espera ultrapassar esse momento difícil? Creio que devamos encarar estes momentos sempre com muita coragem! É exatamente nestes momento de dificuldades que temos arregaçar as mangas e trabalhar mais, unindo forças, fortalecendo as parcerias públicas privadas, contagiando nossos colaboradores, parceiros e demais amigos, com o objetivo claro de superarmos, o mais rapidamente possível, as dificuldades que ora se apresentam. foto de asdrubal. 1JPG
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Marco Barcelos

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