Buscar conhecimento é uma meta diária em tudo que me proponho a fazer e, nesta segunda-feira (06), dei mais um passo para que possamos ter uma educação cada vez mais inclusiva e afetiva.
Tive a oportunidade de acompanhar, a convite do vereador Bruno Vianna, uma visita feita com o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, ao Centro de Referência de Educação Especial Instituto Helena Antipoff e à Escola Municipal Francisco Cabrita, ambos na capital.
Integrante da Comissão Permanente da Pessoa com Deficiência na Câmara de Campos, o vereador Bruno Vianna estará presidindo na próxima quinta-feira (9), no plenário, às 15h, uma audiência pública sobre Educação Inclusiva.
Sua visita ao Rio foi justamente para absorver informações que possam servir para uma troca de experiência com a nossa cidade.
Assim como neste encontro no Rio, também fui convidado pelo vereador para que compartilhe, na audiência pública, a experiência do Centro Escola Riachuelo com a Educação Inclusiva.
Sinto-me honrado pelos convites e foi engrandecedor tudo que compartilhamos neste dia. Ficamos encantados com tudo que aprendemos no Instituto Helena Antipoff, que desde de 1977, vem fazendo a diferença na vida de milhares de pessoas.
Para quem não conhece, o Instituto é um estabelecimento público de ensino especializado em Educação Especial, pertencente à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, e é centro de referência em Educação Especial no Brasil.
Quero aqui parabenizar o secretário Renan Ferreirinha pelo belo trabalho e a todos os envolvidos neste desafio que é fazer a Educação acontecer.
Também quero enaltecer o comprometimento do jovem vereador Bruno Vianna e dizer que fico feliz em vê-lo seguir os passos do seu saudoso pai, Gil Vianna, na defesa das pessoas com deficiência.
No sábado, Bruno fez um anúncio em primeira mão no nosso programa Papo Cabeça, na Folha FM, sobre uma emenda de R$ 250 mil que conseguiu na Alerj, por meio de Ferreirinha, para algumas instituições que assistem a pessoas com deficiência em Campos em 2022.
Divulgação
O 03 de dezembro é dedicado ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e no Papo Cabeça que apresentamos todos os sábados na Folha FM, vamos conversar um pouco sobre Educação Inclusiva, que será tema de uma audiência pública proposta pelo vereador Bruno Vianna.
Como gestor escolar, tenho me dedicado a este assunto, buscando parcerias que nos ajudem cada vez mais a ser uma instituição inclusiva. Junto com o Sistema Positivo de Ensino e a Escola da Inteligência (EI) – programa de educação socioemocional – temos buscado capacitar nossos profissionais, mas entendemos que o caminho ainda é longo.
No próximo dia 14, inclusive, vamos receber a consultora pedagógica do Positivo, Wania Burmester, para uma qualificação sobre o tema com o nosso corpo pedagógico.
Embora urgente, a inclusão de crianças com necessidades especiais nas escolas ainda é pouco discutida no Brasil e até fora do país. A leitura nos ajuda muito a entender melhor este universo.
Diante deste cenário, compartilho com vocês trechos de artigo publicado pela EI sobre o tema:
“O acesso à escola não só promove o desenvolvimento pessoal, mas também é uma ferramenta social importante para os relacionamentos interpessoais, uma vez que o ambiente escolar é um dos principais espaços nos quais as crianças têm a oportunidade de lidar e construir laços com pessoas de fora das suas famílias.
Dessa forma, a inclusão é vantajosa não somente para os alunos com necessidades especiais, mas também para os demais, que aprendem na prática a conviver com essas diferenças. Afinal, saber lidar com a diversidade é muito importante para o convívio em sociedade.
O desenvolvimento da autonomia é fundamental para a construção da autoestima do indivíduo adulto. Com a autonomia e a autoestima fortalecidas o jovem sente-se motivado a continuar estudando e se desenvolvendo nas diversas áreas da vida, preparando-se inclusive para buscar uma profissão no futuro.
Vale ressaltar que a inclusão escolar também promove uma ampla reflexão sobre diversidade e respeito, que são temas importantes para a construção da democracia e para o desenvolvimento de cidadãos emocionalmente mais saudáveis. Sendo assim, entende-se a inclusão escolar como uma medida educativa que também favorece os alunos que não apresentam necessidades especiais.
Uma escola diversa e inclusiva permite que os alunos conheçam e acompanhem de perto o desenvolvimento de outros jovens com habilidades e necessidades diferentes das suas e que, a partir dessa convivência, desenvolvam melhor competências socioemocionais como empatia, paciência e colaboração — tão urgentes em uma sociedade diversa como a nossa”.
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Nos debates sobre inclusão, a acessibilidade muitas vezes não é avaliada como deveria. O termo vai além das estruturas e espaços e chega até as metodologias. É importante envolver todos os agentes desse processo: o professor, a equipe de gestão da instituição de ensino, as famílias dos alunos e os próprios estudantes. O trabalho em conjunto fortalece a parceria pelo propósito da educação inclusiva.
Quer saber mais? Acesse o guia “Hora de incluir – Primeiros passos para a inclusão no contexto educacional”, do Sistema Positivo de Ensino, com explicações sobre a importância da educação inclusiva para a criação de um ambiente escolar saudável.
E para ficar por dentro de mais detalhes sobre a audiência pública que acontece no próximo dia 9, às 15h, no plenário da Câmara Municipal de Campos, é só ficar ligado na entrevista com o vereador Bruno Vianna, que também é membro da Comissão Permanente da Pessoa com Deficiência.
A proposta, segundo o vereador, é compartilhar experiências, inclusive de outras escolas fora de Campos com o assunto, buscando uma preparação mais efetiva das unidades de ensino públicas e privadas para a inclusão de alunos principalmente diante dos reflexos da pandemia.
Toda equipe do Papo Cabeça conta com a sua audiência, às 10h deste sábado, ao vivo, na rádio e nas redes sociais da emissora e no Instagram do Centro Escola Riachuelo - @criachuelo
A gente não sabe nada dela, porque se soubéssemos não a trataríamos do jeito que a tratamos ….
Quem imagina o dia de amanhã?!?
Quem imagina os planos de Deus para sua vida?!?
E se pudéssemos saber o dia de amanhã?!! Como agiríamos?!? Como seria nosso comportamento?? Quais seriam as nossas atitudes?!!
Viveríamos na busca só pelo prazer ou valorizaríamos os momentos com toda intensidade que eles merecem?!!
Sabe, a vida?!?
Ela é um sopro, todos temos essa certeza, mas poucos sabemos o porquê de estarmos aqui hoje…
Algumas pessoas vêm neste mundo com o puro propósito de serem felizes, outros de construírem suas carreiras, outros de amarem como se fosse o último dia… Outros de deixarem o seu legado, outros de cuidar da vida do outro mais do que da sua… Mas no final todos cultivamos sentimentos, sejam eles bons ou ruins…Construtivos ou destrutivos.
Todos construímos uma história, e essa história é sua, será sua para onde você for. Ela te acompanhará e terá seu sobrenome… Ela eternizará momentos com você e com outras pessoas… Portanto, faça da sua vida hoje, a sua melhor história, não importa de que maneira você vá escrever… qual tinta você vai usar, qual folha de papel você escolheu… Quais personagens estarão nela.
Esta decisão é sua, é a sua história que importa verdadeiramente e que você seja o personagem principal, e que nela haja o maior espaço possível para o amor, para a empatia, para a solidariedade, para a semeadura, pois essa história não tem um fim aqui. É eterna!!!
Caderno Especial da Folha
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Reprodução
Neste sábado (27), a edição do Jornal Folha da Manhã trouxe o caderno RENASCER, um especial falando sobre Saúde e Educação. Na publicação, alguns profissionais comentam sobre o impacto da pandemia da Covid-19 até aqui, além das projeções para 2022. Entre as pessoas que contribuíram para o caderno está a psicóloga do Departamento da Família do Centro Escola Riachuelo, Hellen Gomes, que teve um artigo publicado e a gente aproveita para compartilhar com vocês aqui no Blog.
Parabéns para Hellen pelo texto e também ao Grupo Folha pelos temas abordados. A leitura deste caderno está indispensável.
Confira o artigo:
Precisamos um do outro para viver
Os anos de 2020/2021 foram mundialmente atípicos em todos os aspectos. A pandemia causada pelo novo Coronavírus abalou toda a humanidade e fez com que todos precisassem se reinventar e se superar para vencerem esse grande desafio.
Tal desafio foi enfrentado, também, pelas escolas. Todos os setores tiveram que sofrer adaptações para continuarem a desenvolver seu trabalho da melhor maneira possível, dentro das limitações impostas pela realidade.
O ensino on-line logo ganhou força e passou a ser a forma de as escolas fazerem valer o ano letivo, porém, apesar de ser a única solução para o momento, muitos alunos apresentaram dificuldade para aceitar e se adaptar. Não só os filhos, mas muitos pais também demonstraram essa dificuldade e até rejeição ao novo método de ensino.
No começo foi um susto para todos. Alunos que tiveram que aprender a distância sem ao menos terem sido preparados para essa nova realidade. Pais que foram obrigados a se verem na difícil missão de escolarizar um filho enquanto trabalhavam dentro da própria casa. Professores que precisaram se adaptar e muitos não tinham nem equipamentos para isso.
Foi um momento de caos e a boa, velha e necessária parceria que tanto lutamos entre escola e família foi imprescindível para avançarmos nesse processo. No Centro Escola Riachuelo, durante o período de aulas remotas e híbridas, o Departamento da Família atuou de forma próxima aos lares na busca de acolher as necessidades, colaborar para que os alunos se adaptassem e desenvolvessem não apenas o aspecto cognitivo, mas também o aspecto socioemocional.
Pois bem. “Vencemos”. Entre aspas, porque a luta ainda não acabou. Na verdade temos ainda uma guerra pela frente, pois como escola, agora com o retorno presencial, é que poderemos mensurar melhor os efeitos na vida dos nossos alunos não apenas na questão dos prejuízos na aprendizagem no que diz respeito a conteúdos que deveriam ser aprendidos e nas habilidades que deveriam ser desenvolvidas, mas principalmente no aspecto emocional.
Durante o isolamento muitos alunos desenvolveram estresse, ansiedade, depressão, tendência suicida e à automutilação. A proximidade com a família em tempo quase integral foi muito positiva em famílias bem estruturadas e que possuem bom relacionamento, mas há casos em que a convivência dentro de um lar conturbado desencadeou sérios problemas que interferiram nas relações sociais e, consequentemente, na aprendizagem.
Héllen Gomes, psicóloga do Centro Escola Riachuelo
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Arquivo pessoal
Muitos pais e alunos nos procuram solicitando ajuda. Por vezes, professores observam comportamentos atípicos e nos informam. É neste momento que entramos em cena. Primeiro, fazemos contato com quem trouxe a demanda para entendermos melhor a queixa e depois avaliamos se a necessidade do aluno é cognitiva ou emocional, então, encaminhamos para o setor de psicopedagogia ou para o setor de psicologia para dar o apoio necessário com o objetivo de proporcionar maiores condições para que aprendam de forma significativa e desenvolvam habilidades emocionais que proporcionam equilíbrio, segurança e confiança, fortalecendo a inteligência emocional do aluno.
Em casos mais comprometedores, conscientizamos os responsáveis sobre a importância de fazer acompanhamento contínuo com profissionais da área fora do ambiente escolar e fazemos os devidos encaminhamentos .
Desejamos oferecer um atendimento humanizado, diferenciado, acolhedor, no qual colaboradores, alunos e pais possam sentir-se valorizados e compreendidos nas suas necessidades pessoais, possibilitando maiores realizações.
O mundo mudou. O que nos espera ainda é um tanto desconhecido. Precisamos estar preparados, mas não sabemos ao certo o que enfrentaremos. Não há uma receita pronta que nos dará o produto final que desejamos. Mas uma coisa aprendemos nessa pandemia e não podemos mais esquecer: somos seres interdependentes, ou seja, precisamos um do outro para viver.
*Héllen Gomes, psicóloga do Departamento da Família do Centro Escola Riachuelo
Belezas Lagoa de Cima
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Leonardo Berenger
Uma das mais belas áreas de lazer do nosso município, Lagoa de Cima, ainda carece de atenção, principalmente na sua preservação ambiental. Com a chegada da temporada de férias de fim de ano, os problemas são acentuados.
Considerado por muitos um paraíso, este importante patrimônio natural se tornou um dos principais pontos turísticos de Campos, motivado pela proximidade de cerca de 30 quilômetros da área central da cidade e sua exuberância.
Relatos históricos dão conta do cenário encantador desde a era Dom Pedro II, quando ao passar pela região, o então imperador do Brasil chamou Lagoa de Cima de “Lago dos Sonhos”.
Mas apesar de tamanha importância e ser uma Área de Proteção Ambiental, a área pede socorro com infraestrutura precária, crescimento desordenado e reflexos diretos no seu rico ecossistema.
São construções feitas às margens da lagoa sem respeitar o distanciamento que consta em lei, lixo na água, falta de saneamento básico e estacionamento irregular na área de proteção.
Secom - Campos
O lado com mais problemas é também onde há a maior concentração urbana com comércio que atrai também os turistas, sendo o seu acesso por Santa Cruz ou a Tapera. Mas há ainda uma outra ponta bastante acessada por Ibitioca, passando em Pernambuca, onde fica o Yatch Club e a tradicional Igreja Santa Rita de Cássia no alto de um morro.
Os acessos aos dois lados apresentam problemas com estradas esburacadas, inclusive recentemente o trecho de Santa Cruz passou reparos paliativos em uma parceria da Prefeitura com o Governo do Estado, mas ainda longe do ideal.
O transporte para Lagoa de Cima é insuficiente, o que também dificulta quem busca o local, mas por outro lado é grande o número de pessoas que vai até o lugar praticando esportes como corrida e pedal. Mas, mesmo para este pessoal, o caminho muitas vezes oferece risco pela falta de acostamento.
Lagoa de Cima
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Rodrigo Silveira
Além da estrutura limitada, os comerciantes do local alegam falta de incentivo ao turismo, já que mesmo durante o verão não há uma programação que explore muito bem o potencial da região, o que é ainda pior em outras épocas do ano.
Há quem viva da pesca artesanal, muitas vezes também comprometida pelos danos ambientais na lagoa e pelas cheias provocadas por chuvas e a água vinda de dois rios: Imbé e o Urubu, que também invade estradas e propriedades rurais. Reflexo também da obstrução de canais e construção de diques irregulares que atrapalham o fluxo da água pelo rio Ururaí com destino à Baixada Campista.
Fato é que, independente de todos os problemas e o desgosto de ver este paraíso parado no tempo, não há como visitar Lagoa de Cima e não se encantar com sua exuberância que ainda resiste à falta de preservação.
Eu mesmo sou um destes apaixonados, seja curtindo a calmaria do sítio da nossa família na região ou escolhendo o local como destino no pedal que faço com os amigos.
E como admirador deste patrimônio natural, fica sempre a nossa torcida para que as pessoas cuidem mais deste paraíso e que o poder público possa buscar parcerias para a devida valorização e exploração responsável do turismo na área.
Há pouco tempo trouxemos aqui no Blog uma postagem sobre racismo estrutural e hoje, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, gostaria que todos fizéssemos uma avaliação sobre de que forma temos contribuído para uma sociedade mais igualitária.
Ter consciência é acima de tudo uma autoanálise. Estudar e conhecer além do "nosso mundo" para não desmerecer a luta de ninguém.
Que as palavras do filósofo Matias Aires, escritas ainda em 1730, possam na prática fazer sentido:
"Nascem os homens iguais (...) Para todos nasce o Sol; a Aurora a todos desperta para o trabalho; o silêncio da noite, anuncia a todos o descanso. O tempo que insensivelmente corre, e se distribui em anos, meses e horas, para todos e compõe do mesmo número de instantes. Essa transparente região a todos abraça; todos acham nos elementos um património comum, livre, e indefectível; todos respiram o ar; a todos sustenta a terra; as qualidades da água, e do fogo, a todos se comunicam. O mundo não foi feito mais em benefício de uns, que de outros: para todos é o mesmo; e para o uso dele todos têm igual direito, ou seja pela ordem da sua natureza, ou seja pela ordem da sua mesma instituição; todos achamos no mundo as mesmas partes essenciais. (…)"
Vamos fazer desta data uma constante nas nossas conversas e debates por uma sociedade mais justa...
É cada dia maior o número de pessoas que defendem o armamento como forma de garantir uma maior segurança, principalmente diante de um serviço insuficiente do poder público.
Afinal o uso da arma de fogo como defesa e o armamento da população é ou não uma política pública de segurança adequada?
É buscando trazer esta reflexão que o policial federal Roberto Uchôa, especialista em segurança pública, lança nesta quinta-feira (18), no ateliê Aqui, em Campos, a partir das 18h, o seu livro "Armas pra quem? A busca por armas de fogo".
Nele, o autor apresenta argumentos prós e contras de diversos pesquisadores nacionais e estrangeiros sobre o tema. “Enfim, um livro que vai agradar tanto aqueles que gostam de armas quanto aos que são contra. Um livro que faz pensar e que incentiva o leitor a chegar à sua própria conclusão”, afirmou Uchôa.
A publicação do livro partiu do trabalho de mestrado de Uchôa na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e de uma pesquisa feita por ele junto à Polícia Federal e aos frequentadores de clubes de tiro.
Roberto Uchôa
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Genilson Pessanha
Para trazer mais detalhes sobre o livro, convidamos para que o autor esteja com a gente no programa Papo Cabeça deste sábado (20), na Folha FM, às 10h, quando também comentaremos sobre as políticas públicas de segurança no país, estado e município e sobre a violência em Campos e na região.
“A sociedade se acostumou a crer que as soluções para os problemas de segurança pública requerem, fundamentalmente, a contratação de pessoal, compra de viaturas e armamentos com investimento em sofisticados sistemas tecnológicos. Sem dúvida que a escassez de efetivo e falta de estrutura adequada impedem a prestação de um serviço adequado, entretanto, é preciso muito mais do que policiamento e tecnologia para resolver nossos problemas de segurança. São necessárias políticas públicas de segurança assim como uma modernização das estruturas do sistema de justiça criminal herdado da ditadura”, destacou Uchôa em recente publicação no seu blog (aqui).
Além de acompanhar a entrevista pelo rádio, é possível assistir e interagir pala live do Facebook, na página da Folha FM 98,3. Deixe lá com a gente a sua opinião se você é a favor ou contra o armamento
Novembro é conhecido por ser um mês de alerta aos homens pela prevenção e combate ao câncer de próstata, o chamado Novembro Azul. Em Campos está acontecendo a campanha “Cuidar da saúde também é coisa de homem”, já que muitos têm resistência e preconceito com relação ao exame e até mesmo em procurar um médico.
No Brasil, segundo dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca), um homem morre a cada 38 minutos devido à doença. Em Campos, ela é a segunda com maior incidência dentre as neoplasias notificadas. Em 2020 e 2021, foram diagnosticados 810 casos.
Então, é hora de largar o preconceito de lado e buscar o atendimento, que inclusive está sendo ofertado (aqui) por meio de agendamento.
Além da campanha destinada aos homens, o mês de novembro também é voltado para outro assunto importante. É o Novembro Roxo. No Papo Cabeça deste sábado (13) vamos conversar sobre esta campanha que busca a sensibilização para a prematuridade.
O objetivo é alertar sobre o crescente número de partos prematuros, como preveni-los, e informar a respeito das consequências do nascimento antecipado para o bebe, para sua família e para a sociedade.
Em Campos, o serviço de referência acontece no Hospital Plantadores de Cana, onde na UTI Neonatal várias bebês recebem o atendimento especializado e também humanizado.
Um dos destaques é um projeto voluntário de polvos de crochê que ajudam a "acolher" bebês. A ação pioneira na região foi implantada em 2017 e consiste em aconchegar os pequeninos que estão em incubadoras.
Para falar mais sobre esta e outras ações, convidamos o pediatra responsável pela UTI do HPC, Marianto de Freitas Cunha Filho, e a coordenadora também da UTI Arilza Machado.
Esperamos vocês neste sábado, às 10h, ao vivo, na rádio e nas redes sociais da Folha FM.
Reprodução Rede Social
A imagem da mãe de Marília Mendonça chegando ao velório da filha amparada por um homem negro revelou-se mais um exemplo do racismo enraizado em nosso país. Não demorou muito para que algumas pessoas nas redes sociais e até em alguns sites dessem a notícia que dona Ruth Dias chegou apoiada por um segurança, quando se aproximou do caixão da filha.
Porém, bastava uma pesquisa rápida na rede social dela para se descobrir que o homem em questão é Deyvid Fabricio, marido de dona Ruth desde 2018, ou seja, padrasto de Marília Mendonça, inclusive com quem a cantora também tem fotografias ao lado.
Fato é que o que parece um equívoco sem grandes reflexos ou maldade, revela o quanto a gente precisa estar mais atento a este comportamento que muitos têm de julgar as pessoas pela aparência e principalmente pela cor da pele.
No caso do Deyvid, além de aparentar ser mais novo que dona Ruth, sua estrutura física (alto e forte) e cor sem dúvida levaram ao julgamento que caberia a ele o papel de um empregado e não de familiar de uma das maiores artistas do Brasil.
E são nestes “aparentes julgamentos sem maldade” que a gente, principalmente educador, precisa também trabalhar para evitar que outras situações mais graves aconteçam, muitas caracterizadas por crime. Racismo é crime!
Reprodução Rede Social
Para fazermos uma reflexão sobre este tema, eu resolvi compartilhar com vocês algumas falas do filósofo, escritor e professor Mario Sergio Cortella, quando gravou um vídeo para a o Site UOL sobre racismo, em outubro de 2020.Mario Sergio Cortella nasceu em Londrina, no Paraná, onde os colegas de sala não eram negros e também não figuravam entre os personagens das cartilhas escolares usadas Brasil afora para alfabetizar crianças e adultos. Segundo ele, ninguém achava estranho ou queria discutir sobre temas como racismo ou racialidade.
“Eu Cortella, sou um homem branco que faço parte de uma sociedade que a hegemonia branca é secular. Há uma diferença muito forte em relação ao tipo de fala que eu, Cortella, possa fazer no que toca à discriminação, racismo, e alguém que passa por ele. Quando se fala de, se fala de dentro, quando se fala sobre, se fala de fora (....) Posso eu falar sobre o meu preconceito, isso sim... Mas em relação a racismo, uma pessoa vitimada em relação a preconceito, eu só posso falar sobre, porque o meu olhar carrega uma externalidade. Em outras palavras, isso [racismo] me afeta muito pouco como vítima. Mas, como indivíduo, dentro de uma sociedade, numa humanidade, marcada pela noção de empatia e compaixão, isso me afeta imensamente (...) Neste sentido, eu não posso ser cínico de que como eu não estou neste grupo de risco, eu posso ficar mais tranquilo. Ao contrário, a tranquilidade é uma impossibilidade em face a tudo isso, em outras palavras, a minha branquitude não é uma autorização, um salvo-conduto para que eu imagine que estou fora dessa. Isso não significa que se precise o tempo todo ficar como se eu fosse algoz de algo que eu não sou. Eu Cortella posso ser cúmplice e não quero sê-lo. Posso ser omisso e não quero sê-lo (...) Não acho que a gente terá uma modificação tão profunda se não houver uma militância contínua por parte de quem for negro e por parte de quem não for. Os ausentes nunca têm razão. O que virá nesse movimento pós-pandêmico não pode, de modo algum, ser a omissão, ser o silêncio em relação àquilo que grita na nossa frente. Ser antirracista é uma questão de decência”.
Como educador e diretor de escola tenho trabalhado isso frequentemente com a minha equipe, alunos e seus familiares, pois entendemos que racismo se combate com uma educação feita com afetividade, com o fortalecimento socioemocional de cada um.
Temos que trabalhar diariamente por uma escola cada vez mais humana, que valorize cada indivíduo por aquilo que ele é. Respeitando as diferenças e promovendo o desenvolvimento humano através da construção de valores.
Há algum tempo venho conversando com alguns amigos e familiares mais próximas sobre esta onda de cancelamento que vem acontecendo na internet e as consequências na vida das pessoas que não podemos dimensionar.
Resolvi usar este nosso espaço aqui e no nosso programa Papo Cabeça, na Folha FM, para que a gente faça uma reflexão sobre o tema.
Independente de posicionamento político ou com qualquer outro tema que diferencie uma pessoa uma da outra, temos que primeiro analisar de que forma temos nos comportado, antes mesmo de avaliar o outro e promover um “linchamento virtual”, cujas consequências são reais, podendo ser até mesmo a morte de alguém.
Então, buscando essa reflexão, convidamos a psicóloga Nilvia Coutinho para falar sobre este assunto no nosso programa de rádio neste sábado (06).
A nossa entrevistada é psicóloga existencial humanista, com experiência em Educação e em Direitos Humanos, Desigualdades Sociais, Sexualidade, Gênero, Homofobia, Morte e Luto.
Será que existe um manual de boas maneiras para as redes sociais?
Para a nossa convidada, há vários “aspectos que podem ser observados. Desde o encantamento das pessoas pelas redes sociais, até os excessos amplificados pela pandemia, passando lógico pelo autocentramento”.
Ainda segundo ela, algumas pessoas querem definir o que faz ou não sentido para o outro. “São os detentores e vigilantes da ‘verdade’. Mas verdade é pessoal e única para cada sujeito. As redes sociais podem expor o que temos de melhor e também o que temos de pior”, afirmou a psicóloga, que é pós- graduanda em Neurociências e Comportamento e Filosofia, além de mestra em Cognição e Linguagem.
O nosso programa é às 10h, ao vivo aqui na rádio e nas redes sociais da Folha FM.
Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.