Maioria dos jovens vê perdas irreparáveis de aprendizado devido à pandemia, revela pesquisa
21/10/2022 | 16h37
Arquivo Agência Brasil
Uma pesquisa divulgada pela Folhapress, nos últimos dias, revela que 61% jovens no Brasil concordam que a pandemia da Covid-19 causou perdas irreparáveis de aprendizado. A percepção muda de acordo com o gênero: mais mulheres reportam perda (65%) na educação que homens (57%).
O instituto Datafolha realizou mil entrevistas com jovens, na faixa de 15 a 29 anos, parte deles no Rio de Janeiro.
Com a pandemia, o Brasil, e em especial Campos, foi um dos países que por mais tempo manteve as escolas fechadas, algo que criticamos bastante enquanto educador e fomos para as ruas lutar contra. Não temos dúvidas que isto refletiu negativamente no desempenho dos alunos nas escolas.
De acordo com o Ideb, as repercussões da crise sanitária resultaram em uma queda de aprendizado dos alunos de escolas públicas e privadas em todas as etapas da educação básica. Dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) indicam que a taxa de abandono escolar mais que dobrou em 2021, de 2,3% (2020) para 5,6%.
Além disso, de acordo com um estudo divulgado em setembro pela Unicef, 17% dos estudantes das classes D/E abandonaram a escola durante a pandemia e não retornaram, metade deles para trabalhar fora.
Entre os que voltaram, 46% se sentiram despreparados para acompanhar as atividades escolares, 35% tiveram dificuldade para controlar suas emoções e 30%, pensamentos negativos, sentiram-se tristes e deprimidos, como já mostramos em publicação feita (aqui) no Blog.
Para especialistas, o quadro pode estar atrelado à saúde mental dos adolescentes e jovens. "É muito importante que as escolas mantenham ou adotem projetos específicos para tratar a questão da saúde mental e da construção de laços", destacou Alexandre Schneider, ex-secretário de municipal de educação de São Paulo.
Para ele, quando um jovem sinaliza que teve perdas não recuperáveis, significa que ele está inseguro tanto em relação ao seu próprio processo de aprendizagem quanto à capacidade da escola em garantir isso.
A pesquisa ainda mostra que a maioria (66%) concorda que a escola ensinou os jovens a formarem suas próprias ideias e opiniões sobre a realidade brasileira. Os números variam um pouco quando comparam os jovens de acordo com os pensamentos ideológicos: 72% entre os de esquerda concordam com a afirmação; 64% entre os de direita.
Para Schneider, esses dados mostram que os jovens não devem ser subestimados. "Eles têm ideias próprias e a pesquisa indica que qualquer tipo de tentativa de conduzir a forma de pensar desse aluno vai dar errado", diz ele. "Isso mostra que a escola faz pensar, não só para um lado, senão teríamos jovens só com uma tendência ideológica."
A pesquisa mostra também que metade dos jovens (52%) concorda que a escola os preparou para ser um bom profissional no mercado de trabalho.
*Com Informações da Folhapress
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Comemoração em dose dupla
14/10/2022 | 21h24
O 15 de outubro sempre foi, a minha vida toda, uma data especial por ser Dia do Professor, mas em 2021 ela ganhou reforço. Há um ano estreava este espaço aqui, o nosso Blog. Quantas coisas já compartilhamos juntos...
Informação, opinião, experiências vividas em Congressos e uma janela aberta o tempo todo para levarmos a nossa contribuição para além dos muros do Centro Escola Riachuelo.
Divulgação
Como a nossa comemoração é em dose dupla, quero mais uma vez agradecer aos nossos colaboradores e parabenizar, não só a eles, mas a todos os educadores por esta data.
Hoje é dia celebrar cada um de vocês. Sempre digo que o Centro Escola Riachuelo é fruto de um sonho, que só cresce por acolher outros sonhos...
É o lugar onde eu, minha mãe professora, parte da minha família, e os nossos colaboradores, também depositam diariamente os seus esforços por acreditarem em uma educação humanizada, inclusive nas nossas relações.
Não vamos a lugar algum se não tivermos parceiros que sonhem e realizem junto com a gente. É nisso que acredito.
E aí faço das belas palavras da professora e amiga Angélica Mendes, as minhas:
“É preciso que tenhamos orgulho!
Ser professor é olhar de longe e para longe
E enxergar a saída
Permitindo que nosso aluno caminhe com seus próprios pés
E não apenas apontando o caminho.
Ser professor é ser ponte e também referência.
Não é preciso saber tudo, mas estar disposto a aprender.
Só o verdadeiro professor sabe falar com sabedoria,
Ensinar com amor e vibrar a cada pequena vitória de seu aluno
Ser professor é ter a profissão de abrir mentes
E encher corações.
Um professor, um livro, uma caneta e uma sala cheia de alunos
Podem mudar o mundo...
Uma Escola em sua essência
Ensina educando
E cada um, e todos nós,
Do portão, à porta da sala,
Do bom dia, à orientação
Do sorriso, à correção
Seguimos educando nossos alunos.
É momento de celebrar, de estender a você
E a todos nós, este dia!
A educação liberta!
E o ser humano
É aquilo que a educação faz dele.
Parabéns a cada um que educa com sabedoria!!"
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Os desafios da Educação em pauta na 3ª edição da Jornada Bett
07/10/2022 | 14h29
Marcamos presença mais uma vez na Bett Brasil, agora na 3ª Jornada, que aconteceu nos últimos dias 05 e 06, em Recife (PE). Com o macrotema “Gestão escolar e inovação na aprendizagem: como lidar com os desafios?", o evento reuniu educadores e especialistas brasileiros para um amplo diálogo sobre o cenário atual e o futuro da gestão educacional.
A Bett Brasil é o maior evento de Educação e de Tecnologia da América Latina e também realiza encontros itinerantes, como este no Nordeste. Uma oportunidade para que a gente, gestores, mantenedores e líderes educacionais, possa estar sempre trocando ideias e atualizados.
As temáticas dos painéis trouxeram conteúdos voltados sobre os desafios enfrentados por nós para garantir uma educação de qualidade, inclusiva e equitativa, em meio aos constantes impactos sofridos por novos processos, tecnologias, metodologias e formas de pensar a aprendizagem.

A 3ª Jornada Bett teve mais de 30 palestrantes e 15 horas de conteúdo.
Ao lado do gerente administrativo do nosso Centro Escola Riachuelo, Hebert Rangel, ouvimos temas como: “Que tipo de gestão deve ser desenvolvida para promover uma escola inovadora?”; “Porque o gestor escolar deve estimular desenvolvimento de competências e habilidades do século XXI em uma escola inovadora?”; “Escola como organização aprendente: como motivar o corpo docente, promovendo o desenvolvimento e aprendizagem de toda a equipe?”; “Como manter um fluxo financeiro saudável”; “Marketing Educacional: como manter uma boa conversa com as famílias desde a matrícula?”; “Novas tecnologias na aprendizagem - como incorporá-las de forma espontânea e natural”; “Para onde vai a escola?
O evento foi importante para a gente se fortalecer... Como empresa, temos que criar, apostar, realizar e continuar com as estratégias de crescimento, mas tudo tem que ser feito com a nossa essência, com a alma do nosso negócio que é o acolhimento, é o cuidado, é o humano…
 
Retorno mais uma vez a Campos na certeza de que na minha bagagem tem mais conhecimento e o desejo de aprender sempre mais.
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Seminário por sociedade mais inclusiva acontece nesta sexta em Campos
28/09/2022 | 12h53
Campos terá nesta sexta-feira (30) um seminário para marcar o Mês Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o Setembro Verde. Representantes do poder público, Promotoria de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência, e Organizações Sociais Civis, além de outras autoridades, estarão reunidas na Câmara Municipal de Campos, a partir das 8h, debatendo o tema “Conectados por uma sociedade inclusiva” (confia a programação abaixo).
Como gestor escolar, sempre tento buscar conhecimento e parcerias que nos ajudem cada vez mais a ser uma instituição inclusiva.
É importante participar de debates como estes que, com certeza, só têm a agregar para que possamos cada vez mais avançar em um processo mais justo de inclusão.
Não há mais espaço para escolas que não pensam em educação inclusiva... Na verdade, em qualquer segmento da sociedade é inadmissível que não se tenha este olhar.

Sobre o mês:
O “Setembro Verde”, que tem no dia 21 o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, é um mês para reforçar a defesa dos direitos e da melhoria das condições de vida desse segmento da população que soma mais de 45 milhões de brasileiros e brasileiras.
Embora haja avanços legais e práticos na luta por acessibilidade e inclusão nas últimas décadas, as pessoas com deficiência ainda sofrem com a barreiras atitudinais tecnológicas dentre outras discriminações, a que mais se destaca atitudinais.
No Brasil, somam-se a luta contra o preconceito e a defesa de políticas públicas que protejam e garantam a inclusão das pessoas com deficiência.
Com o seminário, os organizadores querem dialogar sobre o tema a fim de que surjam propostas que transformem a sociedade em um espaço de participação social e inclusão com equidade efetiva.

VEJA A PROGRAMAÇÃO:
• Data: 30/09/2022
• Credenciamento: 8h
• Visita aos stands
• Horário: 9h – 13h
• Local: Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes Tema: CONECTADOS POR UMA SOCIEDADE INCLUSIVA
9h - Abertura Cerimonialista: Déborah Carvalho (SMDHS)
Composição da mesa com representantes de secretarias municipais, Promotoria de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência, Organizações Sociais Civis, além de outras autoridades presentes.
Palestrante 1: Fonoaudiologia - Lídice Versiani
Palestrante 2: Terapeuta Ocupacional - Letícia Vitarelli
-Hino Nacional
9h20min - Banda APAEXONEI
Tema Conectados por uma Sociedade Inclusiva
9h30min - SMDHS: Secretário Dr. Rodrigo Nogueira de Carvalho + Aline Giovannini
9h45min - SECRETARIA DE SAÚDE: Secretário Dr. Paulo Roberto Hirano + Dra. Lana Maria
10h - SECRETARIA DE EDUCAÇÃO: Secretário Marcelo Machado Feres + Drª Carolina Carmo + Kátia Melo
10h15min - MINISTÉRIO PÚBLICO: Promotoria de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência - Dr. Luiz Cláudio Carvalho de Almeida
10h30min - Apresentação Banda APAPE VIDA
10h40min - Depoimento de usuário do SJO 10h50min - Fonoaudiologia - Lídice Versiani – “Integração dos Marcos do Desenvolvimento para estimular e alcançar uma sociedade inclusiva”.
11h20min - Terapeuta Ocupacional - Letícia Vitarelli – “Direito ao acesso à educação e estratégias que facilitem o processo de inclusão.”
11h50min - Debates / Perguntas e respostas (4 perguntas mais importantes)
12h50 - Apresentação Banda APOE
13h - Encerramento com o Secretário Dr. Rodrigo Nogueira de Carvalho
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Caminhada pela Vida acontece neste sábado na Uenf
21/09/2022 | 17h02
Neste sábado (24), a partir das 8h, tem Caminhada pela Vida, na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). A ação faz parte do Setembro Amarelo, mês de conscientização contra o suicídio.
A organização é do Centro Escola Riachuelo, em parceria com a Escola da Inteligência, pelo Dia da Saúde Emocional na Escola. Todos, não só do colégio, estão convidados a participar desta caminhada. Vamos, juntos, conscientizar o maior número de pessoas sobre a importância da educação socioemocional como prevenção de transtornos mentais nas nossas crianças e jovens.
Segundo dados recentes da OMS, cerca de 720 milhões de pessoas no mundo sofrem com depressão, ansiedade, entre outros transtornos. E, após dois anos de pandemia, os números aumentaram ainda mais.
Nós entendemos que, além de conscientizar, é necessário prevenir e esse processo só é possível com a união família-escola, que promove um ambiente seguro de diálogo e escuta, favorecendo o desenvolvimento emocional saudável e o bem-estar dos nossos estudantes.
Saber como lidar com os pensamentos e as emoções é essencial também para a prevenção dos transtornos psíquicos.
Por isso, a educação socioemocional é tão importante! É por meio dela que famílias e escolas, unidas, oferecem ferramentas de gestão da emoção que preparam nossos estudantes para enfrentar desafios e conquistar uma vida mais saudável.
Vamos, juntos, impactar vidas e formar gerações emocionalmente mais preparadas?
Iniciaremos a nossa caminhada com a concentração perto do prédio do CCH, de onde partiremos para a caminhada pelas vias da Uenf. Quem quiser levar sua bicicleta também pode.
A proposta é que ao fim da caminhada façamos um grande piquenique entre as árvores do local. Pedimos que as famílias levem lanches, toalha e outros itens que possam compor este grande momento.
Faça a diferença, caminhe pela vida!
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Educação, escola e família: proteger o valor do esforço e da dedicação
10/09/2022 | 09h56

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Não escondo de ninguém a minha admiração pelo filósofo, escritor e professor Mario Sergio Cortella e penso que é uma leitura necessária a todos. Já compartilhei com vocês aqui algumas falas dele. Na minha busca inquietante em cada vez mais aproximar as famílias nesta luta diária de educar, me deparei com este trecho do livro "Educação, convivência e ética":

Por Mario Sergio Cortella

“Estamos desformando e deformando uma geração com a ausência de cuidado. Não podemos confundir a ideia de que vida saudável é uma vida sem regra. Ela é, sim, uma vida sem opressão. E uma convivência regrada oferece a possibilidade de ausência de opressão, não o contrário.


Hoje, é comum conversar com um menino na faixa de 15, 16 anos e ele dizer:


-Eu não quero fazer faculdade. Para quê? Mark Zuckerberg, do Facebook, não terminou faculdade. Nem o Bill Gates, que é o homem mais rico do mundo. O Steve Jobs também não concluiu.
Nessas ocasiões, é preciso chamar o garoto:


-É verdade. Mark Zuckerberg e Bill Gates não terminaram faculdade. Mas, repare, Zuckerberg largou Harvard, não foi uma “Uniesquina” qualquer. Bill Gates largou Harvard e no quarto ano de Direito e de Matemática, ele fazia dois cursos superiores. Bill Gates, quando tinha 17 anos, fez o SAT (Scholastic Aptitude Test ou Scholastic Assessment Test, em tradução livre, Teste de Aptidão Escolar), que é uma espécie de Enem norte-americano, que tem o limite máximo de 1600 pontos somando as duas fases principais. Bill Gates fez 1590. Ele não era um vagabundo que passava o dia fumando maconha na Califórnia. Ele estudava, é um dos cinco norte-americanos que chegaram perto da totalidade de pontos no SAT. Steve Jobs estudava caligrafia, não é à toa que a gente se encanta com alguns produtos da Apple, porque é uma marca liga- da à ideia de design.


Ou então o garoto chega dizendo que queria ser que nem o Mick Jagger, com mais de 70 anos de idade, pulando para lá e para cá. Mick Jagger é formado em Economia pela London School of Economics. Ele não é um vagal. Mick Jagger e Keith Richards têm uma ideia clássica chamada esforço. Depois de 50 anos de banda, eles decidiram fazer uma turnê mundial e ensaiaram oito horas por dia durante um mês. Por que dois caras que tocam juntos há meio século ensaiam tanto tempo? Porque eles não acham que é uma coisa divina, que alguém chegou e falou: “Vocês vão tocar bem”. Tem esforço.


E, para nós, o menino nem sequer lava a louça. Pode-se perguntar se há algum indicador técnico para isso? Sim, o Brasil é um dos três países do mundo que mais consomem produtos digitais, a tal ponto que há mais celulares do que o número de habitantes. Mas somos apenas o 31º país na posse de máquinas de lavar louça. Por quê? Porque tem alguém que lava”.

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Como aumentar a confiança entre pais e filhos?
02/09/2022 | 18h59
Como sempre buscamos fazer aqui neste espaço, trazemos mais uma contribuição da Escola da Inteligência sobre a importância do envolvimento da família no fortalecimento socioemocional. Vale muito a leitura do artigo abaixo:
"Uma relação forte de confiança entre pais e filhos é uma base para a vida toda e que faz muita diferença na formação dos pequenos. Porém, sobretudo com a chegada da adolescência, o relacionamento entre família pode se tornar problemático se não houver empenho para manter a confiança mútua.

Afinal, crianças e adolescentes são indivíduos com personalidade e opiniões próprias, além de terem uma vontade grande de vivenciar coisas novas que nem sempre são aprovadas pela família — o que, muitas vezes, tem a ver com o instinto de proteção dos pais em relação aos filhos.

Desse modo, podem surgir conflitos e distanciamentos. Quer saber como evitar isso e aumentar a confiança entre pais e filhos? Então, continue a leitura e veja algumas dicas para que o bom relacionamento seja cultivado desde cedo!

A importância de nutrir a confiança entre pais e filhos
O vínculo afetivo com a família é um dos mais importantes na nossa vida. Durante a infância e a adolescência, sentir que há apoio, afeto e entendimento dentro de casa faz toda a diferença na formação afetiva e social. Por isso, nutrir a confiança entre pais e filhos é o caminho para um relacionamento transparente e saudável.

Se os pequenos sentem que têm um lugar seguro para fazer confidências e dividir suas apreensões em casa, terão o suporte da família em momentos decisivos. Do contrário, podem recorrer a outras companhias que nem sempre proporcionam os melhores encaminhamentos.

Dicas para construir uma relação de confiança com os filhos
A educação de crianças e adolescentes não vem com manual de instruções. Isso significa que não há certo ou errado: a relação com os filhos depende das características e valores de cada família.

Porém, alguns hábitos são vistos como saudáveis nos relacionamentos familiares e contribuem com a consolidação da confiança entre pais e filhos. Veja só!

Faça do diálogo uma rotina
Com a correria do dia a dia, muitas vezes, o diálogo em casa acaba negligenciado. Porém, o primeiro passo para construir uma relação de confiança entre pais e filhos é cultivar a amizade, e isso depende de tempo compartilhado e comunicação.

Por isso, vale a pena separar um momento do dia para colocar a conversa em dia, como durante uma refeição. Nessa ocasião, coloque-se à disposição para escutar atentamente, evitando distrações como o celular ou a televisão.

Uma dica muito importante é jamais trair a confiança do seu filho. Se, nesses diálogos, surgirem confidências ou segredos, não conte a ninguém, nem mesmo a pessoas muito próximas. Mostre ao pequeno que os momentos de conversa entre vocês são um lugar seguro.

Tenha um hobby em família
Como dito, a confiança mútua entre pais e filhos anda lado a lado com uma forte amizade. Uma das melhores maneiras de cultivar o afeto em família é dividir momentos de diversão e lazer. Então, que tal começar um hobby com seu filho?

Dividir uma paixão e fazer dela uma tradição fortalece muito o relacionamento e ajuda a estreitar os laços. Por exemplo, praticar atividades físicas em família, pescar todo domingo de manhã, fazer alguma atividade artística, ir ao cinema juntos uma vez por semana etc.

Entenda a realidade do seu filho
É importante que a família se coloque no lugar da criança ou adolescente, entendendo sua realidade e seus conflitos. Lembre-se de que a formação emocional dos pequenos ainda não está completa. Por isso, é normal que a maneira de manifestar as emoções deles nem sempre sejam compatíveis com as dos adultos.

No mesmo sentido, o mundo de hoje não é o mesmo de alguns anos atrás, por isso é importante que as gerações anteriores tenham abertura para lidar com conflitos e problemas que fazem sentido hoje, mesmo que em sua época tenha sido diferente.

Minimizar ou desprezar questões dos pequenos é um dos principais motivos para a quebra de confiança entre pais e filhos, sobretudo na adolescência. Afinal, se nossas queixas e apreensões são tratadas como banalidade ou ridicularizadas, não nos sentimos mais confortáveis para expô-las, não é?

Evite enfrentamentos agressivos
Quando for corrigir seu filho, sempre evite enfrentamentos agressivos — eles nunca são o melhor caminho para a resolução de problemas, em nenhum tipo de relacionamento. Por isso, é importante desenvolver a inteligência emocional para controlar as emoções em momentos que exigem uma postura mais séria.

Lembre-se de que você é a única pessoa adulta na conversa e, portanto, mesmo que seu filho tenha reações explosivas, as correções devem ser feitas com firmeza e calma.

Evite interrupções de fala, xingamentos ou generalizações como “você é assim, sempre faz isso” — em vez disso, a bronca deve ser direcionada a comportamentos pontuais, por exemplo, “essa atitude nos decepcionou”.

Mostre que você confia nele
A melhor forma de mostrar a alguém que você merece confiança é confiar primeiro. Por isso, tenha atitudes que demonstrem ao seu filho o quanto você valoriza a opinião e o ponto de vista dele. Compartilhe suas preocupações diárias, inclua o pequeno em seus projetos, peça opinião quando for tomar uma grande decisão.

Além disso, vale a pena delegar algumas responsabilidades adequadas à idade do seu filho. Assim, ele perceberá, por meio de ações, que você realmente o vê como uma pessoa com a qual se pode contar. Ainda, essa é uma excelente maneira para incentivar a formação de caráter e o desenvolvimento de autonomia.

Dê liberdade e espaço
Se, durante a primeira infância, o mundo dos pequenos gira em torno da família, quanto mais o seu filho cresce, mais ele construirá o próprio universo. Por mais sólida que seja a confiança entre vocês, é natural que ele precise de espaço — isso deve ser respeitado.

Por isso, caso perceba que ele não quer conversar ou se abrir naquele momento, mostre-se disponível, mas não insista. Isso pode afastá-lo ainda mais.

Além disso, é importante que a família deixe que os filhos, sobretudo na adolescência, tenham liberdade de opinião e abertura para tomar as próprias decisões — sempre, é claro, com a orientação e a vigilância da família.

Diante desta leitura, você já tem boas dicas de como a confiança entre pais e filhos pode ser cultivada. Essa é uma das bases mais importantes para um bom relacionamento familiar, sendo decisiva para a formação dos jovens".

Fonte: Blog da Escola da Inteligência
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Educadores apontam em pesquisa maior agressividade dos alunos após pico da pandemia
24/08/2022 | 12h03
Picture showing children violence  at school
Picture showing children violence at school / Ascii 32
Uma pesquisa da Associação Nova Escola, realizada com mais de 5 mil entrevistas em todo o país, revela que sete em cada 10 educadores dizem que a violência aumentou na reabertura das escolas depois do período mais crítico da pandemia e que os alunos estão mais agressivos entre si.
O resultado, segundo o levantamento divulgado no último dia 20 no JN, é o mesmo nas redes pública e privada, no centro e na periferia das cidades, em todas as regiões do país. Os educadores sentem que no tempo de escolas fechadas, uma parte das crianças e dos adolescentes desaprendeu o convívio social. Está mais difícil respeitar regras, ouvir, controlar as emoções.
São casos assustadores de violência física e verbal entre alunos e também de ameaça aos educadores. Um dos casos mais chocantes aconteceu não muito longe da gente, em Petrópolis. Um adolescente enfrenta uma depressão após perder um dos testículos por conta de uma “brincadeira” estúpida na qual sofria agressão dos colegas a cada resposta errada que dava a uma pergunta. O Ministério Público (MP) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) estão investigando o caso.
Desde que passamos a escrever neste espaço aqui, temos alertado para a importância de cuidar da saúde mental de meninas e meninos. Compartilhamos com frequência o quanto ainda tem sido desafiador o dia a dia dos nossos alunos, muito abalados emocionalmente pelos reflexos da pandemia, principalmente pelo distanciamento físico de dois anos.
Tenho também chamado as famílias para que estejam cada vez mais perto das escolas, pois estas consequências são uma responsabilidade de todos. Ainda hoje, com mais de sete meses de aulas presenciais, enfrentamos diariamente casos de estudantes que sequer conseguem ficar em sala de aula, com crises de ansiedade, isso sem contar aqueles que não fazem questão do mínimo de socialização com os colegas. E o pior... esta é uma constatação nos diferentes segmentos, do Infantil ao Ensino Médio.
Ainda segundo os educadores ouvidos na pesquisa da Associação Nova Escola, a maior agressividade é consequência de: doenças psicológicas, famílias vulneráveis, falta de socialização e falta de ações disciplinares.
Já sabíamos que, mais do que correr atrás do prejuízo dos conteúdos programáticos, teríamos que fortalecer o socioemocional dos nossos alunos, buscando a construção de relações saudáveis a partir do ambiente escolar, aproximando também as famílias.
Todos estamos no mesmo barco e não há como remar em sentido contrário. Buscar suporte fora do ambiente escolar também se faz necessário em muitos casos, por isso não podemos ignorar os sinais que, infelizmente, estão aí a cada pesquisa.
Fonte: JN
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Campanha do UNICEF convoca sociedade a priorizar educação nas eleições
17/08/2022 | 18h33
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou na última terça-feira (15) a campanha #VotePelaEducação, um apelo para que eleitores e eleitoras exijam ações concretas de candidatos e candidatas em resposta à crise educacional.
Um levantamento realizado pela consultoria Timelens a pedido do UNICEF, entre os meses de janeiro e julho deste ano, mostrou que apenas 4% das menções nas redes sociais às Eleições 2022 falam sobre educação.
Após mais de dois anos de pandemia, o Brasil ainda está diante de uma crise profunda e urgente: a retomada da educação. Mais de 1,4 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos estão fora da escola no país, e milhões voltaram às salas de aula com grandes defasagens de aprendizagem. Eles estão em risco de abandonar a escola.
Porém, infelizmente, o tema, no entanto, não está entre as preocupações dos eleitores. O levantamento realizado pela Timelens para o UNICEF analisou menções às Eleições 2022 nas redes sociais (Facebook, Twitter, YouTube e Instagram), no Google e em websites e blogs, incluindo portais de notícias, nos primeiros seis meses de 2022. Foram analisadas mais de 12 milhões de menções no período. O nível de confiança da consulta é 99%, com margem de erro de 3%.
A grande maioria das menções girava em torno de outros temas factuais, com destaque para Superior Tribunal Federal – STF (27,8%), urnas eletrônicas (11,1%), mensagens de intolerância (9,4%) e fake news (7%). Além de educação, outros temas essenciais ficaram à margem: saúde (2%), emprego (1,6%) e fome (0,7%).
“Os resultados acendem um alerta importante para a urgência de colocar a educação em destaque no debate eleitoral”, defende Mônica Dias Pinto, chefe de educação do UNICEF no Brasil. “Nos próximos anos, o país precisará de grandes esforços para se recuperar, econômica e socialmente, dos impactos da COVID-19 e voltar a avançar na garantia de direitos. Um presente e um futuro prósperos para todas as crianças e todos os adolescentes só se construirão com investimentos consistentes e estratégicos na educação. Neste momento, é fundamental que cada eleitor, cada eleitora #VotePelaEducação”, diz ela.
Campanha - Para colocar o tema Educação em destaque, o UNICEF convida todas e todos para que acessem a página da campanha, entendam as prioridades para a educação do país, baixem os materiais gratuitamente e divulguem os conteúdos.

Para ajudar eleitoras e eleitores a votar pela educação, o UNICEF apresenta nove temas que precisam fazer parte da agenda pública brasileira:

1.#VotePelaEducação – Fora da Escola Não Pode!
2.#VotePelaEducação – Pela retomada do direito à educação
3.#VotePelaEducação – Por uma educação antirracista, antissexista e inclusiva
4.#VotePelaEducação – Pela valorização de professoras(es) e
5.#VotePelaEducação – Pela valorização da escola pública
6.#VotePelaEducação – Por mais recursos para a educação pública
7.#VotePelaEducação – Pela inclusão digital e educação conectada
8.#VotePelaEducação – Aprendizagem e trabalho decente para jovens
9.#VotePelaEducação – Pelos direitos de cada criança e adolescente no Brasil

Para saber mais sobre a campanha, os temas acima e do levantamento online, basta acessar este LINK.

Fonte do texto: Site da ONU
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Feijoada da Folha traz o "começar de novo" em um domingo incrível
08/08/2022 | 14h52
Um domingo memorável marcado pela 29ª Feijoada da Folha. Como é bom a gente poder “começar de novo”, tema proposto na festa, que aconteceu na Usina do Queimado. Quero parabenizar o Grupo Folha por ter juntado, em um só espaço, tantos amigos, políticos e empresários. Pessoas que acreditam e trabalham pelo desenvolvimento de Campos e região.
A Feijoada da Folha é uma tradição, não é uma simples festa. É um momento de estarmos perto e pensarmos juntos após estes últimos dois anos difíceis.
Parabenizo mais uma vez a dona Diva Abreu Barbosa, seus filhos Aluysio e Christiano, além de toda equipe do Grupo Folha...
  • Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha)

    Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha)

  • Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha)

    Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha)

  • Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha)

    Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha)

  • Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha)

    Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha)

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Sobre o autor

Fabiano Rangel

[email protected]

Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.