Proteção Contra o Câncer
15/08/2019 | 08h16
Pesquisadores da Faculdade de Medicina Edith Cowan (Austrália), publicaram este mês na Nature um estudo sobre fatores que geram proteção contra vários tipos de câncer.
O estudo avaliou mais de 53 000 indivíduos durante 23 anos.
Foram analisados vários fatores, que vão desde de alimentação a hábitos cotidianos como tabagismo, exercícios físicos e consumo de regular de álcool.
A conclusão a que se chegou foi que a ingestão regular de flavonóides é um fator determinante de prevenção de muitos tumores.
Os flavonóides são substâncias presentes nos vegetais e pertencem à família dos polifenóis.
Existem várias classes de flavonóides e todas parecem fornecer proteção. Ainda segundo o estudo, seria importante haver variação no tipo de flavonóide consumido, de forma que deveríamos evitar a chamada monotonia alimentar.
Por exemplo:
suco tinto de uva é rico em antocianidinas, que trazem proteção cardíaca. Já as isoflavonas são encontradas em leguminosas como a soja e grão de bico e são antioxidantes eficazes. Os flavonóis estão presentes no alho, cebola, chás, maçãs e apresentam importante papel anti inflamatório....e por aí vai.
Um dado muito interessante do estudo é que segundo Nicola Bondonno, pesquisador chefe, fumantes e etilistas crônicos (bebem regularmente), são muito beneficiados pelo consumo de flavonóides, uma vez que o risco de câncer mostrou-se muito reduzido nesse grupo de pessoas, que consumiam esses compostos protetores.
Uma alimentação variada, com cores vibrantes e o consumo de chás e refrescos de frutas no lugar de bebidas e alimentos industrializados parece ser a dica mais simples, ainda nos dias de hoje...  
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Osteoporose e Falta de Sono
12/08/2019 | 06h34
exame.abril.com.br
A osteoporose é basicamente a perda de massa óssea, gerando porosidade nos ossos. 
As mulheres após a menopausa são mais afetadas, mas essa condição também afeta homens e mulheres mais jovens.
O tecido ósseo se renova constantemente, assim como a pele, unhas e cabelos. 
A ingestão diária de cálcio e vitamina D, assim como alguma exposição ao sol, são os fatores cotidianos mais impactantes. 
Obviamente a produção de hormônios sexuais também é determinante nesse jogo de perda e recuperação dos ossos.
Recentemente pesquisadores americanos demonstraram uma relação pouco conhecida: falta de sono e perda óssea.
Curiosamente homens com faixa etária em torno dos 30 anos foram mais impactados com a falta de sono. E a restrição de sono não foi tão severa. Os participantes do estudo puderam dormir cerca de 6 horas apenas.
Se pensarmos que grande parcela da população economicamente ativa dorme 6 horas por dia ou menos...
São necessários novos estudos, mas os resultados são importantes. Principalmente em indivíduos que ingerem pouco cálcio e sedentários.
_previna-se, uma vez instalada, a osteoporose é um quadro de tratamento contínuo e de resultados bastante variáveis.
 
 
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Maçã, a fruta campeã
06/08/2019 | 09h28
As frutas são parte importante ou mesmo fundamental de uma alimentação saudável.
Contudo, dentre as inúmeras variedades e espécies há grandes diferenças.
Por exemplo: frutos muito doces, tendem a ter um índice glicêmico alto. Por outro lado frutos azedos apresentam índice glicêmico menor.
A quantidade e tipo de fibra presente nos frutos também impacta bastante nos efeitos desses alimentos na saúde humana.
Pois bem, considerando vários aspectos, a maçã se sobressai.
Fruto associado ao pecado de Adão e Eva, há relatos de macieiras servindo até para fornecer galhos aos sábios celtas (Druidas) para uso na educação de seus pupilos (não havia Lei da Palmada, muito menos da galhada rs).
A maçã estaria envolvida até na elaboração da Lei da Gravidade por Issac Newton.
Rica em quercetina, uma substância antioxidante, que previne a deposição de gorduras nas artérias e manteria a jovialidade.
Apresenta bom teor de vitamina C, além de pectina, dentre outras fibras. Envolvidas na saúde intestinal e controle do diabetes. Mas é importante que seja consumida com a casca. Tendo-se obviamente cautela na higienização do fruto.
Como curiosidade a maçã Gala apresenta maior teor de carotenóides (antioxidantes da família da vitamina A), polpa mais macia e doce, entretanto se degrada com mais rapidez.
A maçã Fugi é mais suculenta e ácida, com maior teor de vitamina C. Muito usada para a produção de doces, devido à sua acidez.
Ambas apresentam em média 55 kcal.
_Uma dica para aqueles que sentem mais fome após comer maçã: beba um copo de água de 250-300 ml logo antes ou após a ingestão da fruta. Trará mais saciedade.
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Suplementos e Medicamentos
30/07/2019 | 09h06
googlesearch
Fazendo um adendo à postagem anterior, devido aos vários emails recebidos...
Uma interação entre alimento/suplemento e medicamentos bastante impactante é a relação entre estimulantes (como termogênicos e pré-treinos) e anticoncepcionais.
Substâncias como a cafeína e outros estimulantes como a efedrina aceleram o metabolismo. Dessa forma processamos mais rapidamente medicamentos no fígado ( e os excretamos mais rapidamente).
Ou seja, o tempo de ação do medicamento se reduz.
Nenhum contraceptivo farmacológico é 100% seguro... estima-se taxa de falhas em trono de 6%.
Somando-se a isso a ação de estimulantes, a chance de uma gestação imprevista ou indesejável aumenta consideravelmente.
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Alimentos que afetam medicamentos
27/07/2019 | 07h46
Existem muitos mitos sobre o uso de medicamentos e a ingestão de alimentos.
Mas o fato é que há sim alimentos que podem impactar de forma séria no efeito de fármacos.
Infelizmente as bulas são pouco esclarecedoras sobre o assunto.
Vários alimentos podem diminuir, retardar ou mesmo potencializar a ação de medicamentos. Alguns com efeitos muito importantes na saúde.
Um exemplo é o consumo de fontes de fibras como a pectina presente na maçã, laranja, ameixa, etc, que pode interferir (retardando) na absorção de antitérmicos e analgésicos como o paracetamol.
Imagine-se com aquela dor de cabeça e febre e o bendito remédio demorar a fazer efeito ou fazer bem menos efeito...
A celulose presente em folhas, feijões e lentilhas pode reduzir a eficácia de medicamentos para doenças cardíacas, como anti hipertensivos e digoxina (para insuficiência cardíaca).
As fontes importantes de cálcio, como queijos e leites afetam em muito a ação do antibiótico tetraciclina,  chegando a neutralizar o mesmo.
Em outras situações o alimento potencializa o efeito do remédio, como no caso das xantinas presentes no café, chocolate, chás, etc, que podem aumentar o ação (e colaterais) de medicações para asma como teofilina, aminofilina e salbutamol.
Outro exemplo é o quando o alimento se opõe à ação esperada do medicamento:
_o consumo de maiores quantidades de brócolis, espinafre e couve e o uso de anticoagulantes. Esses alimentos apresentam quantidades relevantes de vitamina K que tem efeito contrário dos anticoagulantes. 
Não pretendo aqui abordar todo o tema, que é amplo por si. Mas trazer alguns exemplos importantes.
Dicas gerais:
Não ingira medicamentos de estômago cheio, como após grandes refeições. Há uma grande chance de redução na ação do remédio.
Alguns medicamentos não devem ser ingeridos de estômago completamente vazio, como anti-inflamatórios e a metformina, pois podem agredir a mucosa gástrica.
Nunca tome medicamentos com bebidas quentes, como café e chás. A temperatura pode alterar a composição do medicamento ou aumentar possíveis danos ao estômago.
Em caso de dúvida, uma boa pesquisa e converse com o seu médico, nutricionista, dentista...
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Açaí contra a Hipertensão
21/07/2019 | 06h42
Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia estão finalizando um artigo sobre o açaí e a sua relação com a pressão arterial.
Bastante conhecido, o fruto do açaizeiro fornece uma polpa rica em antioxidantes e algumas substâncias com outros efeitos benéficos.
Uma delas, a citrulina, também presente em outros alimentos, como a melancia e beterraba, exerce o efeito de dilatar os vasos sanguíneos.
Provavelmente através do aumento na produção de óxido nítrico nas artérias e veias. 
Esse efeito vasodilatador acaba promovendo redução na pressão arterial (assim como vários medicamentos, como os beta-bloqueadores) . 
Mas alertamos, que o correto é a ingestão da polpa pura, no máximo acrescentar leite em pó para elevar proteínas e cálcio (ou outro extrato proteico, como proteína hidrolisada ou isolada do leite ou soja).
É óbvio que o açaí consumido como "sorvete" em lanchonetes é uma granada calórica (sem pino)...afinal não tem como acrescentar leite condensado, xarope de guaraná, caldas de frutas, confeitos e o alimento seguir saudável...
Segundo o estudo, o consumo de 150 g de polpa de açaí por dia seriam suficientes para que se colha os efeitos benéficos do fruto na pressão arterial.
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Bebidas com açúcar e câncer
12/07/2019 | 08h34
abril.com.br
Pesquisadores franceses publicaram ontem um estudo abrangente sobre a associação entre câncer e bebidas açucaradas.
Cem mil indivíduos adultos de ambos os sexos, com idade em torno de 42 anos, foram acompanhados por nove anos.
O estudo avaliou a ingestão de bebidas contendo açúcar em comparação ao consumo de bebidas sem açúcar (diet ou in natura, mas de baixa frutose). Foi feita a relação entre o surgimento de tumores e o consumo ou não de bebidas contendo açúcar (refrigerantes, sucos prontos, sucos naturais ricos em frutose, refrescos, achocolatados).
Observou-se que a ingestão de apenas 100 ml de bebidas açucaradas por dia aumentou em 18% o risco de surgimento de câncer em termos gerais.
O risco de câncer de mama aumentou 22% com o consumo dessa quantidade de bebidas com açúcar. 
Houve aumento similar no risco de tumores intestinais e de próstata. 
Curiosamente o consumo de sucos de frutas doces (manga, laranja, melancia) também apresentou relação com surgimento de tumores, mas em menor escala. 
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Café contra Obesidade
06/07/2019 | 07h30
Cientistas da Universidade de Nottingham publicaram este mês um artigo sobre a relação entre café e obesidade.
O estudo avaliou várias substâncias na capacidade de ativar o tecido gorduroso marrom:
Todos os mamíferos apresentam proporções diferentes de tecido adiposo marrom e pardo.
O tecido gorduroso pardo compõe a grande maioria das gorduras nos humanos e outras espécies como porcos e bovinos. É aquela gordura branca ou amarelo-claro. 
Esta gordura tem metabolismo baixo (gasta pouca caloria) e praticamente não produz calor. Está diretamente associada ao diabetes, risco cardíaco e síndrome metabólica. 
Já a gordura marrom ocorre em maior quantidade em animais de climas frios, como focas e leões marinhos. 
Este tecido gorduroso apresenta metabolismo alto e dessa forma consome muitas calorias, produzindo muito calor. 
Uma das questões pensadas para o combate da obesidade, envolve a ativação da gordura marrom em humanos. 
De todas as substâncias testadas, a cafeína se mostrou a mais eficaz. Novos estudo devem ser realizados, mas os dados são animadores. 
Obviamente não haverá milagre. Controle dos abusos alimentares, exercício físico, redução de sal e açúcares seguirão sendo a recomendação de base para se evitar a obesidade.  
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Cafeína na Gestação
29/06/2019 | 09h57
revistacrescer
Um estudo publicado este mês sugere que há uma forte relação entre o consumo de café por gestantes e aumento no risco de obesidade infantil.
O trabalho analisou 558 mães e filhos, com o registro do padrão alimentar e ingestão de cafeína (café, bebidas estimulantes), correlacionando com IMC (Índice de Massa Corporal) e medida da circunferência da cintura de crianças de 6 e 9 anos.
Observou-se que o consumo de 200 mg de cafeína /dia ou mais pelas mães apresentou relação direta com o risco de obesidade nas crianças estudadas. 
A cafeína presente no café mostrou-se mais efetiva nessa relação. 
Acredita-se que a ingestão de café pelas gestantes, possa desencadear alguma alteração metabólica nas crianças ou mesmo alterações na sensação de apetite/saciedade.
Na dúvida, gestantes devem consumir muito pouco ou nenhuma cafeína, mesmo porque há estudos que relacionam aumento de ansiedade pré-natal com o consumo frequente de cafeína por gestantes e mesmo má nutrição placentária.
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Vitamina D3 ou D2?
23/06/2019 | 07h30
veja.abril.com
A vitamina D tem recebido atenção especial da comunidade científica a partir do início desta década. Tem sido publicados estudos que defendem a sua suplementação como fundamental à saúde óssea e metabólica, estando envolvida na produção de insulina, na função da tireóide e até na produção de hormônios sexuais.
Existem várias fontes naturais de vitamina D:  sardinha, atum, fígado, ovos, queijos amarelos, manteiga, iogurtes, óleo de fígado de bacalhau, cogumelos, etc.
No entanto, para se alcançar a ingestão de cerca de 15 mcg/dia com regularidade, a suplementação acaba sendo a forma mais eficaz nessa correria do dia-a-dia moderno.
Pois bem, mas existem formas diferentes de vitamina D: D2 ou ergocalciferol e D3 ou colecalciferol. Qual seria mais efetiva na suplementação?
Um estudo realizado no ano passado testou ambas as formas de suplementação e após 12 semanas avaliou os níveis no sangue do 25(OH) colecalciferol em 335 indivíduos de várias idades. 
A vitamina D3 se mostrou mais eficaz em aumentar as taxas sanguíneas de vitamina D em até 28%.
Seguimos sempre a linha clássica, que defende o uso de alimentos que supram nossas necessidades nutricionais. Mas um bom suplemento polivitamínico pode sim ter seu lugar.
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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