Apape festeja 23 anos com lançamento da pedra fundamental de novo espaço e evento no Trianon
23/06/2022 | 10h01
Os 23 anos de fundação Associação de Pais de Pessoas Especiais do Norte e Noroeste do Rio de Janeiro (Apape) serão comemorados com uma programação especial no próximo dia 30, em Campos. Quando estivemos visitando recentemente a instituição, a presidente Naira Peçanha já tinha nos adiantado com seria parte da programação, que agora agente traz completa para vocês aqui no nosso blog.
Afinal, a Apape tem muito que comemorar, mas também a conquistar. A gente sempre gosta de ressaltar a história desta importante Organização da Sociedade Civil de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, que nasceu do sonho de um grupo de pessoas que tinham em sua trajetória de vida, experiências diretas e indiretas com pessoas com deficiência mental, física, intelectual e sensorial e, que sonharam com a possibilidade de um mundo melhor, voltado para a inserção social das famílias “excluídas” da sociedade.
Como sempre gosta de enfatizar Naira e toda a sua equipe, “a família é uma unidade de referência, fortalecendo os vínculos internos e externos de solidariedade. E uma força social que tem influência na determinação do comportamento humano e na formação de personalidade, sendo definida como uma unidade significativa, inserida na comunidade imediata e na sociedade mais ampla, independente dos formatos e medidas que assume, onde a Apape atende 389 famílias de pessoas com deficiência que recebem o atendimento pela equipe transdisciplinar, sendo que desse quantitativo, 221 usuários têm Transtorno do Espectro Autista (TEA)”.
E nestes 23 anos da Apape e também 8 anos do Centro de Referência do Autismo, a instituição tem ainda mais motivos para comemorar, pois neste ano obteve a tão sonhada cessão de um terreno, através do Projeto de Lei Municipal nº 9.135, de 30 de março de 2022, do prefeito Wladimir Garotinho e, aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal, onde poderá ampliar suas ações com uma área especializada ao atendimento do TEA.
Para marcar esta conquista, no dia 30, às 9h, haverá com um Culto de Gratidão, seguido pelo Lançamento da Pedra Fundamental do Centro de Referência do Autismo, com presença prevista do prefeito. Já às 17h, acontecerá a 1ª Mostra de Neurodiversidade , seguida, às 18h, pela Noite Musical, apresentando os talentos da Apape no Teatro Municipal Trianon.
Recentemente Naira esteve conosco no Programa Papo Cabeça, na Folha FM, quando também ressaltou a importância de contar com a colaboração de toda sociedade, já que os desafios passam a ser ainda maiores diante da necessidade de angariar recursos para construção da nova sede.
Veja a Programação:
I Momento:
Celebração Cristã
9h - Abertura - Palavra de boas-vindas;
- Oração; - Louvor; - Ministração do Pr. Sandro Reis; - Louvor com dança da dupla: usuária e assistente social;
- Oração; - Palavra da 1ª Dama Tassiana Oliveira e do prefeito Wladimir Garotinho;
- Lançamento da Pedra Fundamental.
II Momento:
17h- 1ª Mostra de Neurodiversidade.
- Exposição de Artes: construção dos usuários dos grupos avançados “na utilização de materiais sustentáveis”; - Exposição dos painéis retratando “A Neurodiversidade potencializando a Biodiversidade”;
- Exposição dos recursos ludopedagógicos;
-Exposição dos cientistas: experiência vivencial com os recursos dos 04 elementos da biodiversidade;
- Exposição das medalhas e troféus dos atletas dos Jogos Internos, Natação e ações extramuros, em parceria com a Fundação Municipal de Esporte (FME);
- Exposição dos Jogos Internos: iniciação esportiva, modalidade esportiva;
- Mostra de Poesia: integrante da Apape.
18h - Noite Musical com talentos
- Coral de vozes da Igreja Batista do Flamboyant; - Coral dos usuários da Apape;
Banda da equipe técnica da APAPE;
- Apresentação solo dos usuários: música e dança; - Interação da equipe técnica da Apape
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Iniciação Científica e Tecnológica reúne Uenf, IFF e UFF em congresso
15/06/2022 | 16h46
Não é de hoje que a Ciência desempenha um papel vital para toda a humanidade, talvez mais evidenciado nestes últimos tempos. Se tem uma coisa de que podemos nos orgulhar em Campos é de um forte trabalho de pesquisas desenvolvidas nas nossas universidades, algumas referenciadas internacionalmente.
Sabemos que nem sempre os incentivos são suficientes para a Ciência, mas as conquistas dos pesquisadores são em disparada uma resposta à inércia de alguns agentes públicos.
Se separadamente as universidades públicas de Campos já se destacam, imagina quando se juntam para realizarem o XV Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica (CONFICT) e VII Congresso Fluminense de Pós-Graduação, que este ano tem como tema “100 anos de Darcy Ribeiro: Temos todo um mundo a refazer”.
O evento, que reúne a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), o Instituto Federal Fluminense (IFF) e o Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal Fluminense (UFF), começa nesta segunda-feira (20) e segue até sexta (24), no formato online.
Para bater um papo sobre este encontro, vamos receber, inclusive, no programa Papo Cabeça deste sábado (18/06), na Folha FM, a professora e pesquisadora da Uenf Maria Cristina Gaglianone.
A participação no evento é aberta a todos os interessados, mas a submissão de trabalhos é restrita aos estudantes das universidades. As inscrições estão abertas e podem ser feitas AQUI. O evento é gratuito e oferece a possibilidade de inscrição em até dois cursos igualmente gratuitos, desde que os horários das atividades não coincidam.
A abertura oficial do Congresso será realizada na terça-feira (21), às 9h, com a participação dos reitores das três instituições participantes. A conferência de abertura ocorrerá às 16h30. Na ocasião, o professor Roberto Leher, da UFRJ, abordará o tema “Darcy Ribeiro e o projeto autopropelido de nação”.

Além da apresentação de trabalhos dos estudantes, o evento contará com minicursos, palestras, conferências e atividades culturais. Na quarta-feira, (22), haverá palestra sobre o tema “Ser cientista é coisa de criança! — Estratégias para a formação científica de professores e alunos da educação básica”.
A palestra será ministrada pela professora Andrea Da Poian, da UFRJ. E na quinta, às 16h30, a professora Adélia Miglievich Ribeiro, da UFES, ministra a palestra “Darcy Ribeiro, o intelectual público: utopia e práxis”.
Todas as atividades ocorrerão na Plataforma Galoá. Veja mais informações no site do evento AQUI.
*Com informações da Ascom da Uenf.
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Metade dos jovens sentiu necessidade de pedir ajuda em relação à saúde mental recentemente, diz Unicef
08/06/2022 | 19h09

Desde que passamos a escrever neste espaço aqui, temos alertado para a importância de cuidar da saúde mental de meninas e meninos. Tenho compartilhado com frequência o quanto ainda tem sido desafiador o dia a dia dos nossos alunos, muitos abalados emocionalmente pelos reflexos da pandemia, principalmente pelo distanciamento físico de dois anos do colégio.

Agora, uma enquete realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização da sociedade civil Viração Educomunicação, mostra o quanto é urgente voltarmos a nossa atenção ao tema.

A consulta feita com mais de 7,7 mil adolescentes e jovens de todo o Brasil mostra que, recentemente, metade sentiu necessidade de pedir ajuda sobre saúde mental. O levantamento online mostra, também, que 50% dos respondentes não conheciam serviços ou profissionais dedicados a apoiar adolescentes na área da saúde mental.

Neste momento em que o País começa a retomar a rotina, com a melhora da pandemia de covid-19, a saúde mental de adolescentes e jovens continua sendo uma preocupação, de acordo com a publicação feita pela Unicef.

Quando questionados sobre o sentimento que melhor descreveria como estavam se sentindo nos últimos dias, 35% dos adolescentes e jovens que responderam à enquete disseram “ansiosas(os)”. Além disso, 14% se disseram “felizes”; 11%, “preocupadas(os) consigo”; 9%, “indiferentes”; e 8%, “deprimidas(os)”.
Entre todos os respondentes, metade diz que sentiu necessidade de pedir ajuda em relação à saúde mental, mas 40% deles não recorreram a ninguém. Outros 20% buscaram amigas(os); 15%, psicólogas(os) ou psiquiatras; 11% recorreram à família e 8%, a namoradas(os). Somente 2% procuraram professores e outros 2%, profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde.

Entre os motivos destacados por aqueles que não buscaram ajuda, estão a insegurança (29%), a desistência de buscar ajuda (26%), o medo de julgamento (17%), ou a falta de informação sobre quem procurar (10%).

Apenas metade dos respondentes conhecia serviços ou profissionais dedicados a apoiar adolescentes na área da saúde mental. Entre quem conhecia, o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) apareceu como o principal local (38%), seguido por Centro de Atenção Psicossocial (Caps) (20%) e escola (17%).

“Os resultados mostram que é fundamental que famílias e profissionais que trabalham com adolescentes ampliem suas habilidades para fazer uma escuta qualificada e sem julgamentos, promover o acolhimento e encaminhar adolescentes para os serviços adequados disponíveis. Essas são as primeiras pessoas de confiança buscadas por adolescentes e jovens em temas de saúde mental, mas é essencial que eles conheçam os fluxos de atendimento psicossocial em seus municípios, saber a quem buscar e aonde ir. É importante que os municípios estejam preparados para receber essas demandas intersetorialmente”, explica Gabriela Mora, oficial do Programa de Cidadania dos Adolescentes do Unicef no Brasil.

“Muitas vezes fala-se sobre a juventude e os desafios enfrentados nessa fase sem que adolescentes e jovens sejam convidados a participar do debate. É preciso construir espaços que possibilitem a escuta ativa desses sujeitos. Somente dessa forma seremos capazes de superar os estigmas em relação à saúde mental e planejar ações realmente assertivas para a criação de redes de apoio”, afirmam Jéssica Rezende e Juliane Cruz, analistas de projeto na Viração e responsáveis pela implementação do U-Report no Brasil.

Sobre a enquete

A enquete, com maior participação de adolescentes entre 15 e 19 anos, foi realizada de 17 a 23 de maio de 2022 por meio da plataforma U-Report. As enquetes do U-Report Brasil são realizadas virtualmente pelo WhatsApp, Telegram e Facebook Messenger, por meio de um chatbot.

O projeto é desenvolvido pelo Unicef em parceria com a Viração Educomunicação. Não se trata de pesquisas com rigor metodológico, mas de consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas, principalmente adolescentes e jovens, que se cadastram na plataforma. Esta enquete apresenta a opinião de mais de 7,7 mil adolescentes até 19 anos e não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo. Confira todos os dados aqui.

Onde pedir ajuda?

Para apoiar adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, o Unicef conta com um canal de ajuda em saúde mental virtual, o Pode Falar. A plataforma já recebeu mais de 36,6 mil acessos desde que foi lançada em fevereiro de 2021 e funciona de forma anônima e gratuita por meio de um chatbot batizado de Ariel por adolescentes, acessado pelo site podefalar.org.br ou pelo WhatsApp (61) 9660 8843.
Fortalecer a educação socioemocional para mudar o cenário assustador constatado na enquete só se torna cada vez mais urgente.

Defendo isso na prática há pelo menos 5 anos, antes mesmo destes novos tempos impostos pela pandemia. Tornamo-nos o primeiro colégio de Campos a implantar o Programa Escola da Inteligência, idealizado pelo Dr. Augusto Cury. Buscamos sempre também aproximar a família da escola e promover a construção de relações saudáveis.

Todos nós precisamos estar vigilantes aos desafios desta juventude... segurar na mão e ficar mais atento aos pedidos de socorro, infelizmente, silenciados muitas vezes.


*Com informações da Unicef:

Foto: Tristeza foto criado por jcomp - br.freepik.com

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Doações da Campanha Pés Descalços chegam à Apape
31/05/2022 | 17h11
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Nesta terça-feira (31), vivemos mais um momento muito especial proporcionado pela Campanha Pés Descalços, realizada pelo Centro Escola Riachuelo com os alunos e seus familiares. Já falei desta iniciativa aqui no Blog e hoje volto para agradecer a cada um que colaborou.
Arrecadamos centenas de calçados e a quantidade foi tanta que vamos poder beneficiar quatro projetos diferentes. Iniciamos a entrega, nesta terça, pela Associação de Pais de Pessoas Especiais do Norte e Noroeste do Rio de Janeiro (Apape), que atende mais 300 pessoas, de bebês a adultos.
Fomos recebidos pela presidente Naira Peçanha e toda a sua magnífica equipe em uma manhã para lá de especial, marcada também pelo trabalho do projeto “Desperta Débora – Mães de joelhos, filhos de pé”, que reúne familiares dos assistidos pela Apape em oração.
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Junto da minha filha Maria Luiza Rangel, que já atuou na Apape e hoje é assistente social do Departamento da Família do Riachuelo, tive o prazer de representar cada um que fez a doação. Aproveito para transmitir a todos vocês a gratidão de Naira e das famílias que lá estavam, convocando também a toda sociedade a estar mais presente em trabalhos exemplares como o da Apape.
Seguiremos com as nossas entregas nesta semana, atendendo também à Associação Monsenhor Severino, que assiste a idosos; o Projeto social SalesBJJ, que atende cerca de 50 crianças e adolescentes com aulas gratuitas de jiu-jitsu, no Caju; e o Projeto Musical Amor & Arte, que também atende crianças e jovens na região do Parque Eldorado, em Guarus.
Logo mostraremos estas doações também para vocês aqui ou nas redes sociais do Centro Escola Riachuelo.
Sobre a campanha
A campanha solidária Pés Descalços é, desde 2018, uma das principais ações do Riachuelo+Social, arrecadando todos os tipos de calçados para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Realizada durante a Páscoa como forma de ressaltar o verdadeiro sentido desta época, a Pés Descalços não ocorreu nos últimos dois anos, por conta da pandemia, mas estamos extremamente felizes em ver que ela voltou com tudo.
Para a gente é gratificante ver que aquela sementinha plantada pelo meu irmão do coração Fernando Gonçalves, idealizador desta campanha, virou uma grande corrente de mobilização.
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Foi a sensibilidade de quem vivenciou a experiência de não ter o que calçar direito quando criança, transformada no desejo de poder ajudar outras pessoas, que possivelmente vivem em situação semelhante.
Como sempre digo, com essa campanha, conseguimos levar não só um par de calçado a estas pessoas, mas também dignidade, esperança, inspiração e exemplo de que as pessoas devem lutar pelos seus sonhos mesmo diante das dificuldades...
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Ensino domiciliar tira mais uma vez a responsabilidade do Estado com a Educação
23/05/2022 | 12h28
Agência Brasil
É impressionante como o nosso país não aprende com lições dadas pela pandemia, inclusive na Educação. Vimos na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovar o projeto de lei que regulamenta a prática do ensino domiciliar, conhecida como "homeschooling", que agora passará pelo Senado.
O texto aprovado pela Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio).
Eu acho sinceramente que o Congresso Nacional está com pouco serviço, poucas demandas, porque é uma inversão de prioridades, absurda. A gente tem, na educação básica, quase 50 milhões de alunos no Brasil e quantas famílias vão se beneficiar de ensino domiciliar?
Criaram umas regras de formação para os pais e responsáveis que resolverem aderir esta modalidade (confira aqui). Será mesmo necessário este tipo de educação para atender uma parcela tão restrita? São poucas as pessoas que vão se aproveitar disso.
Muito melhor do que se pensar na educação domiciliar, seria importante que os nossos políticos lutassem por investimentos na educação integral pública.
Tivemos mais uma vez provas, nesta pandemia, dos riscos que muitas crianças correm hoje em estar dentro de casa, infelizmente com casos de violência, assédio e tantas outras coisas que a gente sabe que existem. Até mesmo estando nas ruas, sujeitas ao tráfico de drogas.
Estas crianças podiam estar dentro da escola aprendendo muito mais. Então essa lei está indo na contramão. Está tirando a responsabilidade do Estado e jogando para as famílias.
Sem contar que deixa de lado a valorização do docente. Será que todos nós podemos ocupar o lugar de um professor?
Nós tivemos experiências de dois anos de pandemia e os pais estavam desesperados, não sabiam o que fazer, como ensinar. Ensinar não é tarefa fácil, existe toda uma metodologia, todo um cuidado. Isso nós estamos falando do cognitivo... e como fica a questão do relacionamento?
A palavra do século é relacionamento. Se a gente não aprende a se relacionar, fica para trás. Essas crianças não vão ter mais convivência, não vão ter os momentos maravilhosos que o ambiente escolar propicia. Há dificuldades, claro, mas é por meio delas que a gente supera, vence e se prepara para poder enfrentar o mundo.
A desculpa de criar os seus filhos de acordo com as suas crenças e valores, não é suficiente, porque a gente não cria filho para a gente, cria para o mundo. E o mundo não vai ser de acordo com os meus valores. Ele é feito das diversidades.
O que eu venho falando há bastante tempo é que cabe aos responsáveis a tarefa de passar aos seus filhos os valores que acreditam. Este ensinamento cabe à família desde que a criança é pequena. Se ela fizer isso bem feito, a escola vai complementar e escolarizar. O que está acontecendo é que muitas famílias estão deixando de fazer seu papel e está jogando essa responsabilidade para a escola, que por sua vez não vai conseguir dar conta dessa educação total, até pela falta de tempo, autoridade e tantas outras coisas que ela tem.
Agora é esperar para ver como será a avaliação do Senado, mas ao que tudo indica, vai passar por lá também e seguir para sanção presidencial.
Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido no país por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por isso a proposta dos deputados foi criar uma lei específica para isso.
No julgamento, em 2018, a maioria dos ministros entendeu que é necessária a frequência da criança na escola, de modo a garantir uma convivência com estudantes de origens, valores e crenças diferentes, por exemplo.
Os ministros, na ocasião, também argumentaram que, conforme a Constituição, o dever de educar implica cooperação entre Estado e família, sem exclusividade dos pais.
Volto a dizer que, para mim, o projeto do ensino domiciliar é desnecessário, não deveria nem estar no
Congresso Nacional, porque nós viemos de uma pandemia, na qual as nossas prioridades deveriam ser outras. Ao invés de apoiar a educação básica, eles estão novamente tirando a responsabilidade do Estado e jogando nas costas de quem não tem condições de fazer na sua integralidade.
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Resultados de testes do MEC mostram impactos da pandemia em alunos
20/05/2022 | 10h15
Reprodução
Que a pandemia impactaria a Educação isso nunca foi dúvida para a gente que trabalha diretamente na área. Na verdade, impossível imaginar que alguém pudesse achar que manter as escolas fechadas por tanto tempo não traria sérios danos ao desenvolvimento pedagógico e ao emocional dos estudantes, cerceados do convívio presencial com educadores e amigos.
Que a conta iria chegar, já sabíamos. Agora, os primeiros testes do Ministério da Educação (MEC), divulgados nessa quinta-feira (19) no Jornal Nacional, mostram em números o impacto da pandemia.
Dados de uma avaliação aplicada em alunos do ensino médio das redes pública e privada no ano passado, pela primeira vez, reforçam um quadro preocupante que vem sendo apontado e discutido por especialistas em educação nos últimos anos.
Os resultados mostraram que os mais de 3,2 milhões alunos do ensino médio que fizeram o teste acertaram apenas 27% das questões sobre habilidades básicas em matemática, como cálculos simples com números decimais.
A reportagem divulgada no JN revelou também que os estudantes acertaram pouco mais da metade das questões básicas de língua portuguesa, como as que tratam de interpretação. Nas questões que diferenciam fato e opinião, por exemplo, o nível de acerto foi de apenas 50%.
Nesta sexta-feira (20), o MEC ficou de apresentar os resultados da avaliação feita pelos alunos do ensino fundamental. Assim que saírem, atualizamos aqui. Porém, não temos dúvidas, mais uma vez, de que os índices serão tão desanimadores como os do ensino médio.
O nosso trabalho nunca foi tão desafiador, mas disposição para quem ama e acredita na educação não falta. Será na troca de experiências, no aprendizado diário e afastando qualquer acomodação que vamos vencer. A Educação sempre vence...
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Conhecimento na bagagem após quatro dias de Bett Brasil
13/05/2022 | 17h43
Como mostramos na nossa última postagem aqui no Blog, viemos a São Paulo para participar de dois eventos, que marcam a retomada dos encontros presencias em busca de uma educação cada vez mais fortalecida pelo socioemocional e pelo que há de mais inovador no nosso setor.
Depois do Encontro de Líderes da Escola da Inteligência (EI), marcamos presença Bett Brasil 2022, o maior evento de educação e tecnologia da América Latina, que contou com palestrantes renomados, inclusive o ministro da Educação, Victor Godoy, na abertura.
Durante quatro dias, junto com alguns líderes que atuam comigo no Centro Escola Riachuelo, tive a oportunidade de acompanhar várias palestras, cujos conteúdos vamos poder colocar em prática no nosso dia a dia.
Temas que já estamos empenhados, como a educação inclusiva; o Novo Ensino Médio; a educação na era digital; o encantamento com a contação de histórias; o diálogo e a empatia nas relações escolares; além da organização, colocando cada vez mais em prática o acolhimento e a escuta.
Tivemos a oportunidade de visitar um “mundo” no espaço do Transamérica Expo Center. Foram mais de 270 empresas nacionais e internacionais, além de 20 startups do setor. Uma ótima ocasião para podermos também ver de perto todas as novidades apresentadas por parceiros do Centro Escola Riachuelo.
Visitamos os stands do Positivo English Solution (PES), da Escola da Inteligência (EI) e do Sistema Positivo de Ensino, todos marcando presença na Bett Brasil 2022 com oferta, também, de palestras em seus espaços.
Uma delas, promovida pelo Sistema Positivo, foi ministrada pelo professor José Motta, sobre os Desafios, Tendências e Ações Docentes para o Novo Ensino Médio. Foi maravilhoso ouvi-lo e ficou fácil de entender porque ele é um sucesso, como entusiasta em metodologias ativas de ensino e tecnologias educacionais.
Foram dias agregadores para aprimorarmos nossas práticas diárias e acompanhar toda projeção de futuro da educação, que será cada vez mais tecnológica e inovadora. No entanto, voltaremos de São Paulo ainda mais cientes de que de nada adiantará estes avanços se não formos uma escola humana, afetiva e dedicada ao socioemocional.
Retornarei a Campos na certeza de que na minha bagagem terá mais conhecimento e o desejo de aprender sempre mais. Que venha o próximo congresso!
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Encontro de Líderes e Bett Brasil 2022 são os nossos destinos nesta semana
09/05/2022 | 12h01
“Emoções saudáveis conectam pessoas”. Este é o tema deste ano do Encontro de Líderes da Escola da Inteligência (EI), que estamos participando nesta segunda-feira (09), em São Paulo. Mesma capital, onde a partir desta terça estaremos presentes na Bett Brasil 2022, o maior evento de educação e tecnologia da América Latina, que acontece até o dia 13 no Transamérica Expo Center.
Como educador e gestor escolar, sempre estou em busca de conhecimentos que possam ser compartilhados com a equipe do Centro Escola Riachuelo, tudo por uma educação mais eficaz e afetiva. Para me ajudar neste desafio diário de aprendizagem, tenho ao meu lado nesta viagem a gerente pedagógica Angélica Mendes, o gerente administrativo Hebert Rangel e a coordenadora da educação integral Mariana Cardoso Rangel.
Após dois anos de eventos remotos, a Escola da Inteligência conseguiu novamente juntar, de forma presencial, seus parceiros, como nós, em um dia de muitas emoções e aprendizados, apresentando também as novidades da EI para 2023. A fundadora e CEO, Camila Cury, junto com o idealizador, Augusto Cury, além de outros convidados, recebem os diretores e outros gestores de escolas de todo o país para este importante encontro, que sempre fazemos questão de estarmos presente.
Para Bett Brasil 2022, a nossa expectativa é imensa. São mais de 270 empresas do mundo todo e cerca de 30 mil participantes da comunidade educacional, reunidos para discutir sobre o futuro da educação e o papel que a tecnologia e a inovação desempenham na formação dos educadores e estudantes.
Nos próximos dias, traremos aqui no Blog mais informações sobre este evento incrível.
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Estadão: "Crises de ansiedade em adolescentes e crianças desafiam famílias e escolas"
02/05/2022 | 12h48
Divulgação/EI
Como educador e gestor escolar sempre estou em busca de informação para entender melhor situações que ocorrem nas nossas unidades. Vem aquele questionamento: será que está sendo assim também em outros colégios? Uma forma de tentar esta resposta é sempre estar participando de congressos e outros eventos com gestores de todo o país, além de sempre ler sobre temas relacionados à área.
Tenho compartilhado com frequência o quanto ainda tem sido desafiadora a volta dos nossos alunos, muitos abalados emocionalmente pelos reflexos da pandemia, principalmente pelo distanciamento do colégio. Nesta segunda-feira, me deparei com uma reportagem do “Estadão” que resolvi compartilhar alguns trechos com vocês. O título logo me chamou a atenção: “Crises de ansiedade em adolescentes e crianças desafiam famílias e escolas”.
No texto assinado pelo jornalista Gonçalo Junior ele traz exemplos de situações que todos nós devemos ficar atentos, que podem ser reflexo de crise de ansiedade.
A reportagem trata das “dificuldades emocionais que pais e educadores estão percebendo nos estudantes, das redes pública e privada, após praticamente dois anos de aulas remotas ou híbridas por causa da pandemia. O mesmo fenômeno também é observado fora do Brasil – nos Estados Unidos, o novo cenário tem chamado a atenção de autoridades.
O Brasil foi um dos países que passaram mais tempo com as escolas fechadas e muitos gestores foram criticados por priorizar bares e shows na reabertura do comércio e dos serviços em fases de redução de contágio do coronavírus. Especialistas afirmam que a diminuição do convívio social, a não ser de forma virtual, e o prolongado uso de telas são o pano de fundo dessas dificuldades. Parte das crianças desenvolveu fobia ou insegurança sobre a imprevisibilidade de interações face a face. Para os mais novos, o contato direto tem sido quase uma novidade.
As circunstâncias vividas em casa – como adoecimento de parentes, desemprego, dificuldades financeiras e até a violência doméstica – também estão entre as hipóteses para explicar os prejuízos à saúde mental. Além disso, estudantes e professores voltam aos colégios com a missão de recuperar o tempo perdido e superar os prejuízos de aprendizagem no período de classes remotas. Por outro lado, a maioria dos especialistas aponta que esse é um período de transição.
Os problemas dos alunos já aparecem nas estatísticas. A Secretaria da Educação de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna divulgaram neste ano uma pesquisa em que sete de dez estudantes da rede pública relataram sintomas de ansiedade e depressão em níveis altos durante a crise da covid-19. O dado não aponta um diagnóstico médico fechado, mas sinais que exigem maior atenção.
O psiquiatra Rodrigo Bressan, professor de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), vai além. “Não voltamos para os mesmos lugares após a pandemia. Para os estudantes, é uma outra escola”, afirma. “O desafio é parecido com o do início da pandemia, de sair da zona de conforto. Da mesma forma que foi ansiogênico (capaz de produzir ansiedade) entrar na pandemia, sair também é”, diz o autor do livro Saúde Mental na Escola – o que os educadores precisam saber.
A educadora e colunista do Estadão Rosely Sayão avalia que as dificuldades socioemocionais envolvem a sociedade toda, com a retomada das atividades presenciais, mas crianças e adolescentes têm menos filtros do que os adultos e, por isso, expressam mais suas dificuldades. Tem opinião semelhante a educadora Luciene Tognetta, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que já esperava uma “pandemia emocional”. Ela comparou a pressão sobre as escolas e professores pela rápida adaptação pós-quarentena ao drama dos hospitais e médicos que sofreram no início da crise sanitária (...)
A educadora Ana Cristina Dunker avalia que um caminho importante é que os pais tragam os sofrimentos dos filhos para a escola procura uma solução coletiva não só individual. É uma parceria. "É importante tentar aprender na relação com os outros fazendo uma grande conversa. Não tem crescimento sem desafio, mas ele não precisa ser conquistado com sofrimento agudo", completa.
A psicóloga Adriana Severine afirma que é importante conversar com os filhos – sem interrompê-los ou ficar olhando mensagens no celular durante o papo. “Uma conversa olho no olho vai mostrar como os pais podem interferir, seja no medo do vírus ou na dificuldade de se relacionar”, diz.
 Preste atenção
Alterações de comportamento, como crises de choro e acessos de raiva, também merecem atenção;
Cansaço, falta de energia e de ânimo;
Queda da concentração (ficar ‘desligado’' muitas vezes);
Excesso de tempo em frente às telas (computadores, celulares e televisão);
Frequência nas aulas (muitas faltas devem começar a preocupar);
Converse com a professora para saber como a criança está indo na escola;
Exagero nos padrões alimentadores (comer muito ou passar horas sem comer);
Pergunte se os amigos são reais ou virtuais – o ideal é ter uma maioria significativa de amigos que podem ser definidos como ‘concretos’;
Procure um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra).
Fique atento à qualidade do sono, se seu filho acorda muitas vezes à noite e ou tem dificuldade para voltar a dormir".
Veja a reportagem completa clicando aqui!
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O mal-estar na escola
26/04/2022 | 12h34
Como sempre buscamos fazer aqui neste espaço, trazemos mais uma contribuição sobre a importância do fortalecimento socioemocional, ainda mais após os dois últimos anos tensos por conta da pandemia. Vale muito a leitura do artigo abaixo escrito pela diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Acedriana Vicente Vogel.
Divulgação
O mal-estar na escola
Acedriana Vicente Vogel
“Precisamos amar para não adoecer”, disse o célebre Sigmund Freud. Muito antes da realidade contemporânea, com telas por todos os lados e a rotina corrida da grande maioria da população, Freud já alertava sobre uma das dimensões mais importantes da vida humana: a preservação da saúde mental por meio do afeto.
Trocar abraços, sorrisos e experiências, conversar, brincar, rir com outras pessoas, todas essas interações com outras pessoas nos ajudam a ser mais felizes. Mas estar emocionalmente saudável é muito mais que desenvolver relacionamentos saudáveis. Por se tratar de um conceito muito amplo, quase um século depois de Freud, a saúde mental segue sendo uma questão complexa, especialmente entre crianças e jovens. Essa amplitude dificulta a prevenção, o diagnóstico e o tratamento e, por conseguinte, mantém o estigma e amplia o sofrimento psíquico.
Contribuir para uma mudança drástica nesse cenário também é papel da escola. O levantamento internacional “Boas práticas de saúde mental em escolas: um olhar para oito países” mostra, ao longo de muitas páginas, as lições e propostas que escolas de várias partes do mundo trazem para lidar com esse assunto em tempos de pandemia.
O fechamento das escolas por tanto tempo, consequência direta da covid-19, impôs a milhões de estudantes riscos à saúde física e mental, além de insegurança alimentar, falta de proteção contra a violência doméstica e afastamento das atividades escolares. Confinados em suas casas, crianças e jovens se viram, de repente, longe do afeto, do convívio social e das possibilidades de interação. Drama parecido viveram os professores, que precisaram produzir e entregar suas aulas mesmo em condições precárias de infraestrutura e conhecimento tecnológico. Além da distância do contato humano, esses profissionais tiveram de lidar com inúmeros problemas técnicos e de infraestrutura.
Promover o bem-estar, nesse contexto, é tarefa ainda mais dura. Como intervir e socorrer essas crianças e jovens antes que eles adoeçam? Como acolher os medos e as frustrações dos professores em sua atividade profissional, evitando o desdobramento em síndromes de tratamento mais complexo? Responder a essas perguntas foi o grande desafio de escolas públicas e privadas, do Canadá à Nigéria, do Brasil ao Reino Unido.
De repente, a saúde mental precisou passar a ser a pauta prioritária também quando o assunto é educação. Isso exige uma arquitetura de trabalho que inclua alternativas de promoção, prevenção, tratamento e recuperação para quem vive, aprende e trabalha nesse ambiente que é, por natureza, humanizador. Mas cuidar do emocional dos estudantes requer um passo para além dos muros da escola.
Além de estudantes e professores, é imprescindível incluir toda a comunidade escolar nessas iniciativas. Entre os fatores de sucesso para projetos de saúde mental em escolas são destaque: amparo legal, orçamento direcionado, investimento em comunicação e combate ao estigma, equipe dedicada, formação dos envolvidos, material estruturado, integração com o currículo, diagnóstico e intervenção precoce, processos claros de avaliação e envolvimento da comunidade, expandindo para um diálogo intersetorial. Ninguém imaginou que seria simples, não é mesmo?
No Brasil, instituições de ensino já vislumbravam alguns desses aspectos antes mesmo da pandemia. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê as competências socioemocionais como um componente fundamental do ensino formal, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Trabalhar com essas competências é parte importante do sistema de suporte para a saúde mental de estudantes e professores, com propostas de atividades curriculares que envolvam o autoconhecimento, a autorregulação, as habilidades de relacionamento, a consciência social e a tomada de decisão responsável de maneira estruturada e contínua.
Parece pouco, mas é um bom começo quando se sabe que um fator determinante da saúde mental é a aquisição de capacidades que assegurem o bem-estar no enfrentamento dos desafios da vida. Se precisamos amar para não adoecer, como sugeriu Freud, o carinho com o bem-estar emocional do outro deve ser nosso ponto de partida".
 
 
 
 
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Sobre o autor

Fabiano Rangel

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Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.