Futebol sanjoanense é lembrado na Câmara
- Atualizado em 12/07/2018 16:44
Secom - SJB
Quando o assunto é esporte, São João da Barra tem muita história, principalmente quando se trata de futebol. O município é um celeiro de atletas que fizeram e fazem bonito nos gramados brasileiros e também em outros países. Não por acaso, o tema foi escolhido pelo Legislativo para o projeto “Câmara Cultural”, que começou nessa quarta-feira (11) e segue até o próximo dia 18, no plenário da casa, por ocasião do recesso parlamentar.
Na abertura, houve uma mesa redonda que levou a plateia a viajar no tempo com as lembranças contadas pelos craques: Jorge Sena; seu filho, Leandro Sena; César Martins; Jorge Novas e seu irmão, Geraldo Novas; Carlinho Cintra, e os jogadores da nova geração, Danilo Cintra, Rondinelli Sena e Ernani Germano. Participaram também do bate-papo, o coordenador de Esportes da Prefeitura, João Paulo Almeida; o presidente do Clube Sanjoanense, Sidney Moreira e o criador do projeto Boletim Legal, José Luiz da Silva Berto (mais conhecido como professor Caniddia). Na mediação da mesa, o jornalista Raphael Pereira, que também é um apaixonado por futebol. “Essa homenagem é justíssima; o futebol de São João da Barra merece, sem dúvida, essa homenagem”, destacou Raphael.
O presidente do Legislativo, Aluizio Siqueira, explicou o objetivo do “Câmara Cultural” e ressaltou a escolha do tema, também por ocasião da Copa do Mundo. “São João da Barra é um celeiro de grandes atletas, temos craques em todas as modalidades esportivas, mas o futebol é a maior paixão sanjoanense, e a história do nosso futebol é de uma riqueza sem tamanho”, observou Aluizio.
Durante o bate-papo, muitas lembranças entraram em jogo. O primeiro a falar, Jorge Sena, contou como começou sua carreira, falou sobre seus irmãos e emocionou a todos ao recordar que Zico foi seu padrinho no Flamengo. “Minha consagração foi em cima do Flamengo”, disse entre lágrimas o ex-jogador, que também fez bonito no Atlético e no Rayo Vallecano, de Madrid.
Outro momento emocionante foi quando César Martins recordou sua trajetória. Ele passou por vários clubes brasileiros e virou ídolo em Portugal, no Sport Lisboa e Benfica (onde conquistou o campeonato português na temporada 1980/81). No Grêmio de Porto Alegre, César deu ao clube o primeiro título internacional, na Libertadores de 1983, contra o Peñarol.
Geraldo Novas também provocou risos na plateia ao passear pelo tempo em que jogou na Bahia e ganhou o apelido de “Carioca”, por ser do Rio. Representando o Clube Fluminense, seu irmão, Jorge Novas (Ginex) também marcou seu nome como craque da bola e só parou de jogar por problema de saúde. “Fico lisonjeado de estar nesse meio tão seleto aqui hoje”, disse Ginex.
O presidente do Sanjonense, Sidney Almeida, destacou a importância do futebol amador, e salientou que o município precisa dar ainda mais incentivo ao esporte. “Em cada canto desse país tem um sanjoanense que levantou um caneco”, disse Rondineli, reiterando as palavras de Sidney.
Campeão da Taça de Portugal na temporada 2012/2013, Danilo destacou os seus grandes incentivadores: César Martins e Jorge Sena. “Eles abriram as portas para tudo isso aqui. Quando eu falava de César lá em Portugal eles vibravam. César é um grande ídolo lá”, lembrou Danilo, que vestiu a camisa de vários times brasileiros.
Ernani, outro nome da nova geração, emprestou seu talento a vários clubes, sendo campeão brasileiro pelo Vasco da Gama. Pelo Americano, jogou na partida das quartas de final da Copa do Brasil, em 2009. “Comecei nos campos de pelada e tive a felicidade de me profissionalizar na área”, disse, também citando Jorge Sena como seu incentivador. (A.N.)

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