O proprietário, José Tadeu Rodrigues, negou as acusações e disse que as camisas fazem referência à participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
A denúncia relata que, além das frases e do número 22, a padaria também está decorada com bandeiras do Brasil e toalhas nas cores verde e amarela que, embora não configure crime, também seriam uma alusão a Bolsonaro.
Por telefone, José Tadeu disse que não houve nenhuma imposição aos funcionários. “É totalmente improcedente. Ninguém obrigou a nada, houve uma conversa com os funcionários e eles aceitaram. Em todas as Copas do Mundo nós fazemos camisas comemorativas, como essa, que tem o escudo da CBF (Confederação Brasileira de Futebol)”.
O caso foi encaminhado para a Procuradoria Eleitoral de Campos, que vai decidir se dá continuidade à denúncia, abrindo uma investigação, ou se arquiva o caso.
"Foi determinada a realização de diligências preliminares para apuração dos fatos, bem como para delimitar o campo de atuação, uma vez que a mesma conduta pode, em tese, caracterizar diferentes ilícitos eleitorais: propaganda/campanha eleitoral irregular, abuso de poder econômico e crime eleitoral, etc., sem prejuízo da apuração dos ilícitos que tocam à legislação trabalhista. No momento, aguarda-se o cumprimento das diligências e não há outras informações seguras que possam ser prestadas", conclui.