Ciência e Arte
10/04/2020 | 18h49
 
Nesta época atual, quando discorremos sobre Treinamento Desportivo, sobretudo sobre controle de treinos, fato fundamental para entregar uma boa performance, via assessoria esportiva, em busca de qualidade nos serviços prestados, não dá mais para ficar no treino presencial, ou on-line, somente de forma intuitiva - a intuição é uma das pernas neste quesito, mas a ciência tem que andar junto, durante todo o processo.
Por muito tempo - quando digo muito tempo, me refiro até há alguns anos atrás - os treinos eram feitos somente pela intuição - fiz tbm desta forma, confesso - mas era uma outra época, onde não tínhamos os mecanismos atuais que nos fazem ficar bem próximos do atleta e que para mim, estar próximo, avaliando cada passo, é o grande barato deste processo. 
Hoje, com uma infinidade de ferramentas especificas - Training PeaksHRV Training e etc. - que são apenas alguns dos exemplos aos quais utilizo  - fica infinitamente mais fácil o controle das métricas do atleta, como disse antes, me deixando ficar bem próximo dele, possibilitando "enxergar por dentro", de cada um.
Não há mais espaço para o achismo, em detrimento da ciência, onde o mago de cada um que é o seu professor, é o cara que tem o poder de trabalhar poções ideais em busca dos objetivos de cada um, assegurando possibilidades, que vão desde a diminuição do stress, possibilitando menos lesões, passando pela carga ideal de treinos e indo até o entendimento do que acontece fora do ambiente da planilha, que como bem diz Marcos Hallack - que trabalha com estas métricas, sendo talvez o precursor por aqui - esta carga é maior que a própria carga de treinos, chamada de stress da vida.
Alguns exemplos: para quer quer controle total da rotina motriz, pensando na sua condição física atual e futura, temos a métrica denominada CTL (que é o fitness do atleta, a sua capacidade física); se quiser avançar para a carga total de treinos, avalia-se o TSS; já para ter uma visão sobre a fadiga acumulada, vamos de TSB; seguindo, para avaliar a saúde geral do indivíduo, vamos de HRV, que é a variabilidade da FC. ufa!
O que não dá mais é ouvir discursos de treinadores que se pautam somente numa suposta arte esquecendo da ciência, que juntas, se tornam imbatíveis, ou ao menos, quase.
Por AQUI, uma bela aula de Marcos Hallack (educador pedagógico Training Peaks e a maior referência no País desta ferramenta) sobre o Stress da Vida, que é aferida pela Variabilidade da Freqüência Cardíaca.
Vale cada ensinamento do mestre, para um melhor entendimento de tudo que eu escrevi acima. Bons treinos!
 
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Senhor!
09/04/2020 | 12h34
 
Todos que competem no triathlon, sejam em provas curtas, médias ou longas, tem como sonho principal participar no Ironman do Havaí. Mas como o sistema de vagas é muito disputado, ou extremamente disputado, é bem complicado conseguir realizar tal desejo.
Pensando nisso, imagino, o Ironman tem um Programa chamado Legacy, que visa dar oportunidades aos atletas que não sejam assim tão competitivos, mas que sejam bem regulares, para que possam realizar esse sonho.
Para se candidatar ao programa, os atletas devem ter completado 12 Ironmans da bandeira IRONMAN, sendo um deles nos últimos dois anos, nunca ter competido no Mundial do Havaí e ainda estar inscrito para um evento no ano corrente. Senhor!
Bons treinos!
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Coronavírus: saiba quais esportes podem ser praticados ao ar livre
08/04/2020 | 18h11
Corroborando com o que venho defendendo há dias, sobre o bom senso na hora de praticar exercícios ao ar livre, e seguindo diretrizes de importantes órgãos de saúde, como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a SBMEE (Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte), esta matéria do Jornal O Globo, resume bem o que venho defendendo. Segue!
É cientificamente comprovado que a prática de exercícios físicos estimula o sistema imunológico, e eles se tornam ainda mais importantes em tempos de pandemia do novo coronavírus. Mas a vida ativa esbarra no isolamento social, principal recomendação das autoridades de saúde para evitar a proliferação da doença. Especialistas explicam que, para equilibrar a atividade física respeitando as diretrizes de distanciamento, é preciso bom senso. Para isso, a corrida é a opção mais saudável e fácil de se praticar respeitando a recomendação de evitar aglomerações. 
Um documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre como se manter ativo durante a crise sanitária recomenda passeios a pé ou de bicicleta, mas sem desrespeitar o distanciamento físico para evitar a propagação do vírus. O texto ressalta a importância de lavar as mãos com água e sabão antes de sair, no local e assim que chegar em casa, ou utilizar álcool em gel quando isso não for possível.
CORRIDA E CAMINHADA
O próprio ministro da saúde Henrique Mandetta, em entrevista coletiva na última segunda-feira, recomendou a saída para a prática de exercícios. O ministro destacou que o momento atual não é de lockdown - que seria o fechamento total das pessoas em casa, medida adotada em alguns países -, o que seria “muito pior”, e que é permitido sair para caminhar ou correr, mas que muitas pessoas não pode estar juntas, ao mesmo tempo, em um mesmo lugar.
— Não vemos nenhum sentido na proibição de andar na quadra, no parque. É importante fazer uma caminhada de 30 minutos. Vai fazer bem para a pessoa, seu estado físico e emocional — opinou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.
ANDAR DE BICICLETA
O médico do esporte Rafael Trindade concorda. Segundo ele, não há problemas em se exercitar ao ar livre num lugar isolado, mas ele recomenda evitar parques e ciclovias.
— Eventualmente eu tenho saído de bicicleta no inicio da noite nas ruas menos movimentadas. Tenho usado um tecido no rosto para evitar espalhar o vírus por onde estou passando. Assim, também evito colocar a mão no nariz e na boca — conta o especialista da Da Vita Serviços Médicos.
Ele explica que os sintomas da Covid-19 podem demorar até duas semanas para se manifestarem, e uma pessoa que contraiu o vírus pode propaga-lo sem ainda saber que está doente. Por isso, é fundamental seguir as instruções das autoridades de saúde locais sobre as restrições no número de pessoas e evitar o uso de equipamentos públicos nos exercícios ao ar livre.
SURFE, NATAÇÃO E REMO
Com o acesso às praias vetado em estados como Rio de Janeiro e Pernambuco como medida para evitar a aglomeração de pessoas, a prática esportes como stand up paddle e surfe ficou menos acessível e, portanto, não recomendada nestes lugares. A natação ainda é uma boa opção para os especialistas, mas com alguns cuidados.
— Se houver acesso à piscina, a natação individual é uma ótima opção por causa do efeito de relaxamento da água, mas é necessário ser feito em piscina aberta, pois o confinamento propicia a proliferação do vírus — explica Rafael Trindade.
Para quem tiver acesso a um lago ou represa isolados, caiaque e remo também são recomendados, mas o gasto calórico é menor.
TÊNIS
Jogar tênis pode ser uma opção, desde que jogado sozinho, contra a parede, mas em quadras abertas. Toda disputa entre adversários envolve alguma troca, e a bolinha poderia ser um fator de contaminação cruzada.
TREINO AERÓBICO
No caso de pessoas acostumadas a fazer atividade de alto gasto calórico mas que durante o isolamento não podem sair para praticá-las ao ar livre em segurança, os médicos recomendam explorar o treino funcional ao invés do aeróbico.
— Se tiver uma esteira ou um cicloergômetro, fica mais fácil fazer em casa algo mais próximo do que já está acostumado. Se não, procure fazer algum tipo de ginástica funcional, com a devida orientação profissional — disse José Kawazoe, especialista em Cardiologia e Medicina do Exercício e do Esporte.
Trindade explica que é bom evitar exercícios aeróbicos em casa, porque eles demandam muito do sistema respiratório:
— Se você estiver com o vírus, vai infectar todo o ambiente — afirma ele.
PRECAUÇÕES PARA GRUPOS DE RISCO
Para Kawazoe, é importante que todos procurem se manter fisicamente ativos, principalmente pessoas dos grupo de risco. Exercícios físicos auxiliam no controle de algumas condições crônicas, como diabetes e hipertensão, mas, diante de um cenário de incertezas sobre o vírus, é necessário uma avaliação caso a caso.
— Existem opiniões bem divergentes entre os médicos. Se a pessoa tem condições de caminhar num local seguro e isolado, não tem porque fizer não (corrigindo: não fazer). Mas na Lagoa às 9h da manhã, por exemplo, é impossível não tem ninguém por perto. Por isso é importante as recomendações das autoridades e ter bom senso — disse.
Além disso, a OMS não recomenda a prática de exercícios em caso de febre, tosse e dificuldade em respirar.
— Exercício é importante para muita gente não só física como mentalmente. O problema é o olhar da saúde pública sobre isso. Se você permite e incentiva que todos saiam de suas casas para caminhar nós não vamos mais ter o cumprimento do distanciamento social. É muito difícil fazer recomendações individuais quando o cenário exige colaboração coletiva — opina o infectologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Confira na íntegra as recomendações da OMS de como realizar atividades físicas de forma segura durante a pandemia de Covid-19 (dada em primeira mão aqui no blog): Não se exercite se tiver febre, tosse e dificuldade em respirar. Fique em casa e descanse, procure atendimento médico e ligue com antecedência. Siga as instruções da sua autoridade sanitária local. Se você for a um parque ou espaço público aberto para caminhar, correr ou se exercitar, pratique sempre o distanciamento físico e lave as mãos com água e sabão antes de sair, quando chegar aonde está indo e assim que chegar em casa. Se água e sabão não estiverem disponíveis imediatamente, use esfregar as mãos à base de álcool. Siga as instruções da sua autoridade de saúde local em relação a quaisquer restrições ao número de pessoas com você e / ou restrições ao uso de equipamentos públicos para brincadeiras ou exercícios ao ar livre. Se você não é regularmente ativo, comece devagar e com atividades de baixa intensidade, como caminhadas e exercícios de baixo impacto. Comece com quantidades mais curtas, como 5 a 10 minutos, e aumente gradualmente até 30 minutos ou mais continuamente durante algumas semanas. É melhor e mais seguro permanecer ativo por períodos curtos com mais freqüência do que tentar permanecer ativo por longos períodos quando você não está acostumado. Escolha a atividade certa para reduzir o risco de lesões e aproveitar a atividade. Escolha a intensidade certa de acordo com seu estado de saúde e nível de condicionamento físico. Você deve poder respirar confortavelmente e manter uma conversa enquanto pratica atividades físicas de intensidade leve e moderada.
Bons treinos!
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Recomendações de atividade física, via OMS (se é para seguir a ciência, seguiremos)
07/04/2020 | 11h57
Seja ativo durante o COVID-19, esta é a premissa da Organização Mundial de Saúde, órgão responsável, como o próprio nome diz, pela saúde no mundo e que está tendo um papel fundamental durante esta epidemia ao qual estamos passando.
Importante frisar que, se é para trabalhar seguindo os protocolos da ciência, e respeitando os grupos de risco, este é o caminho, ou seja, se manter em movimento dentro e fora de casa (com segurança), a nossa saúde, na sua forma mais ampla, vai agradecer. A fonte da matéria está aqui.
O que é atividade física?
A atividade física inclui todas as formas de recreação ativa, participação esportiva, ciclismo e caminhada, além de atividades realizadas no trabalho, em casa e no jardim. Não precisa ser exercício ou esporte - brincar, dançar, jardinar e até limpar a casa e fazer compras pesadas faz parte de ser fisicamente ativo.
Durante a pandemia do COVID-19, quando muitos de nós somos muito restritos em nossos movimentos, é ainda mais importante que pessoas de todas as idades e habilidades sejam o mais ativas possível. Mesmo uma pequena pausa da sessão, fazendo 3-5 minutos de movimento físico, como caminhar ou alongar, ajudará a aliviar a tensão muscular, aliviar a tensão mental e melhorar a circulação sanguínea e a atividade muscular. A atividade física regular também pode ajudar a dar uma rotina ao dia e ser uma maneira de manter contato com a família e os amigos.
Por que precisamos disso?
Atividade física regular beneficia o corpo e a mente. Ele pode reduzir a pressão alta, ajudar a controlar o peso e reduzir o risco de doenças cardíacas, derrame, diabetes tipo 2 e vários tipos de câncer. Também melhora a força óssea e muscular e aumenta o equilíbrio, a flexibilidade e a aptidão. Para os idosos, atividades que melhoram o equilíbrio ajudam a evitar quedas e lesões. Para as crianças, a atividade física regular ajuda a apoiar o crescimento e o desenvolvimento saudáveis e reduz o risco de doença mais tarde na vida. Por meio da atividade regular, as crianças podem desenvolver habilidades fundamentais de movimento e construir relacionamentos sociais.
A atividade física regular também melhora a saúde mental e pode reduzir o risco de depressão, declínio cognitivo e atrasar o aparecimento de demência - e melhorar os sentimentos gerais de bem-estar.
Quanta atividade física é recomendada?
A OMS tem recomendações detalhadas sobre a quantidade de atividade física que pessoas de todas as idades devem fazer para beneficiar sua saúde e bem-estar. (disponível aqui para crianças menores de 5 anos e aqui para jovens, adultos e idosos) Aqui estão os níveis mínimos que recomendamos:
Bebês com menos de 1 ano precisam ser fisicamente ativo várias vezes ao dia.
Crianças menores de 5 anos devem passar pelo menos 180 minutos por dia em atividades físicas, com crianças de 3 a 4 anos sendo moderada ou vigorosamente ativas por uma hora por dia.
Crianças e adolescentes de 5 a 17 anos
Todas as crianças e adolescentes devem fazer pelo menos 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa, incluindo atividades que fortaleçam músculos e ossos, pelo menos 3 dias por semana.
Adultos com mais de 18 anos deve realizar um total de pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada ao longo da semana, ou pelo menos 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa ao longo da semana, incluindo atividades de fortalecimento muscular 2 ou mais dias por semana.
Idosos com mobilidade reduzida devem fazer atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas em 3 ou mais dias por semana.
Mas qualquer atividade física é melhor que nenhuma. Comece com pequenas quantidades e aumente gradualmente a duração, a frequência e a intensidade ao longo do tempo.
Ser ativo durante a pandemia do COVID-19 é um desafio para todos nós. Como as oportunidades de ser fisicamente ativo parecem ser mais restritas, é ainda mais importante planejar todos os dias as formas de ser ativo e reduzir o tempo gasto sentado por longos períodos. Simplificando, é um momento crítico para garantir que todos nos movamos mais e sentemos menos.
Então, como posso me manter seguro durante o exercício no COVID-19?
Não se exercite se tiver febre, tosse e dificuldade em respirar. Fique em casa e descanse, procure atendimento médico e ligue com antecedência. Siga as instruções da sua autoridade sanitária local.
Se você puder passear a pé ou de bicicleta, pratique sempre o distanciamento físico e lave as mãos com água e sabão antes de sair, quando chegar aonde está indo e assim que chegar em casa. Se água e sabão não estiverem disponíveis imediatamente, use esfregar as mãos à base de álcool.
Se você for a um parque ou espaço público aberto para caminhar, correr ou se exercitar, pratique sempre o distanciamento físico e lave as mãos com água e sabão antes de sair, quando chegar aonde está indo e assim que chegar em casa. Se água e sabão não estiverem disponíveis imediatamente, use esfregar as mãos à base de álcool. Siga as instruções da sua autoridade de saúde local em relação a quaisquer restrições ao número de pessoas com você e / ou restrições ao uso de equipamentos públicos para brincadeiras ou exercícios ao ar livre.
Se você não é regularmente ativo, comece devagar e com atividades de baixa intensidade, como caminhadas e exercícios de baixo impacto. Comece com quantidades mais curtas, como 5 a 10 minutos, e aumente gradualmente até 30 minutos ou mais continuamente durante algumas semanas. É melhor e mais seguro permanecer ativo por períodos curtos com mais freqüência do que tentar permanecer ativo por longos períodos quando você não está acostumado.
Escolha a atividade certa para reduzir o risco de lesões e aproveitar a atividade. Escolha a intensidade certa de acordo com seu estado de saúde e nível de condicionamento físico. Você deve poder respirar confortavelmente e manter uma conversa enquanto pratica atividades físicas de intensidade leve e moderada.
Como me mantenho ativo dentro e fora de casa?
Tente reduzir os longos períodos de tempo sentados, seja para trabalhar, estudar, assistir TV, ler ou usar mídias sociais ou jogar jogos usando telas. Reduza a sessão por longos períodos fazendo pausas curtas de 3 a 5 minutos a cada 20 a 30 minutos. Simplesmente levante-se e estique-se ou, melhor ainda, dê um passeio pela casa, suba e desça as escadas ou entre no jardim. Movendo-se e alongando você pode melhorar sua saúde e bem-estar. Para mais idéias e ilustrações de trechos saudáveis, consulte aqui.
Defina uma rotina regular para ser ativo todos os dias, planejando uma atividade física ou um intervalo de exercícios sozinho, participando de uma aula on-line ou estabelecendo um horário para ser ativo on-line com seus amigos ou colegas. Criar um horário específico para ser ativo ajuda a garantir que você faça sua atividade física diária. Coloque um tempo no seu diário e isso ajudará a lembrá-lo. Continue com ele, pois isso o ajudará a criar uma rotina regular e a se adaptar a novas formas de trabalhar, estudar e viver em família sob as restrições do COVID-19
Seja ativo com sua família e amigos, conectar-se com outras pessoas pode ajudar você e sua família em casa e em outros lugares a passar tempo juntos e ser ativos. Planejar o tempo para ser ativo com seus filhos com jogos ativos em casa, passeios nos parques ou andar de bicicleta pode ser uma maneira de toda a família relaxar, ficar juntos e ser ativa e saudável enquanto estiver em casa.
Defina metas de Ativo para você e sua família, escolhendo um tipo específico de atividade, hora do dia e / ou número de minutos que você fará todos os dias. Faça com que cada membro da família escolha seu próprio objetivo, o que representa um desafio, mas é realista com a ajuda da família ou amigos e motivação. Registre seu progresso em um gráfico semanal de atividades e, se achar que isso ajudaria, recompense-se com algo que você valoriza.
Bons treinos!
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Aliviando a Alma
06/04/2020 | 15h41
Apesar da crise que estamos passando, onde todas as pessoas do mundo estão sendo afetadas, alterando a rotina de trabalho, lazer, convivência com a família, amigos, viagens e outras, num período que nos leva a refletir os verdadeiros valores da vida, algumas atividades que ainda são permitidas tomaram uma proporção ainda maior do que tinham e que no momento tornaram-se ainda mais imprescindíveis.
Algumas destas atividades do cotidiano e que por muitas das vezes estão ao nosso alcance, onde seguramente não damos a sua real valorização - ou até damos mas como temos em abundância... -  algumas parecem que se destacaram diante das demais se valorizando muito neste período cinza.
Correr, caminhar, pedalar, fazer ginástica em casa, subir e descer escadas, ouvir música, tocar um instrumento, desenhar, pintar, conversar (em especial ou muito em especial por redes sociais), são atividades que tem se destacado durante este período de confinamento e que prometem, pelos dias que seguem, se mostrar ainda mais fundamentais.
A torcida agora é que acabe o mais depressa possível esta pandemia, para que voltemos a "nossa vida normal" e que esta vida dita normal inclua todos estes itens acima citados, que tornemos mais simples o nosso cotidiano, que possamos valorizar estes momentos, que possamos estar mais próximos das pessoas que amamos, curtindo coisas simples e que nos fazem felizes - como um café sem pressa em casa, uma leitura com foco, uma atividade física que nos alivia a alma. Oremos!
Bons treinos!
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Convid-19 x Exercícios ao ar livre - Recomendações da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte
05/04/2020 | 19h23
As decretações de quarentena, pelo poder executivo de diferentes âmbitos (municipal, estadual ou federal) - não só no Brasil, mas no mundo - têm diferentes proibições de mobilidade social, dependendo da localidade ou região, com maior ou menor rigor, em momentos diversos, conforme a avaliação da situação local, pelos seus órgãos competente.
Sempre que houver decretação de lei regulatória de uma quarentena, incluindo proibição de exercício ao ar livre, isto deve ser, obviamente, cumprido.
Mas por hora para nós, campistas, há recomendação mas não proibição, em especial se levando em conta a importância do movimento para a saúde mental, dentre outras inúmeras e reconhecidas vantagens.
Cabe a cada um, neste momento delicado, cumprir as normas de segurança que seguem nas recomendações do @sbmee, pois segurança agora é fundamental, assim como o movimento.
BONS TREINOS!
Atualizado às 20h25 com link para acessar a SBME em novo local
Atualizado às 20h29 com novo título
 
 
 
 
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Para motivar a tropa
29/03/2020 | 20h09
Vídeo para motivar a tropa, vale muito ver. Bons treinos!
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Quando tudo isso acabar a interação social e o esporte serão, penso eu, mais valorizados - Humberto Nobre
25/03/2020 | 18h53
Este mal afetou a todo o Mundo, e nós que vivemos e sobrevivemos através da interação com as demais pessoas, em especial, aqueles que tem, como eu, a natureza e a prática esportiva em ambientes naturais, com valorização da liberdade, como pilar de uma existência mais “feliz”, somos especialmente afetados, ainda que sob o critério psicológico.
Da mesma forma que somos afetados, somos particularmente abençoados, porque a prática esportiva, aliada a hábitos saudáveis, nos proporciona, neste momento, e em quase todos os outros, condições de saúde que nos possibilitam enfrentar sem grande medo para si, a atual realidade, embora saibamos que não estamos livres.
Nosso temor é pelos nossos entes queridos, muito mais do que por nós mesmos.
Apesar do confinamento obrigatório, a vida segue do jeito que conseguirmos levá-la, e a atividade física se demonstra particularmente importante na construção de um mundo mais saudável.
Somos todos obrigados, até mesmo os mais resistentes, resignados e porque não dizer, felizes sedentários, a admitir a que se estivéssemos em “melhor forma”, teríamos menos preocupação.
Está evidenciado que essa pandemia virótica atinge com maior índice de fatalidade, pessoas que possuem quadro cardíaco, diabético e pressão “alta”, dentre outras patologias que podem, ser sensivelmente reduzidas (falo em termos percentuais de população), bem como os seus efeitos podem ser atenuados naqueles que já desenvolveram tais quadros clínicos, pela prática regular e adequada de atividade física.
 Tal constatação me faz acreditar que somos responsáveis pela disseminação de uma “cultura esportiva” e de valorização da qualidade de vida.
Não fosse só isso ... mais do que nunca percebemos que o investimento no esporte proporciona retorno social e orçamentário público e privado mais do que triplicado.
 Quando tudo isso acabar a interação social e o esporte serão, penso eu, mais valorizados.
Humberto Nobre
Advogado
Ambientalista
Apaixonado por esportes 
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Cursos online
23/03/2020 | 17h53
Frente ao momento atual, ao qual todos estamos de quarentena, e com muitas preocupações sobre nossa saúde + saúde da família, amigos e colegas, temos que tentar ocupar o tempo livre de forma positiva.
Diante disto, e com grande proposta de cursos online, o que nos facilita bastante, acredito ser agora uma boa hora para ficarmos atualizados para que o retorno ao trabalho - vamos pensar positivo - em breve, estejamos voando.
Abaixo, nos links que seguem, algumas opções - estarei atualizando conforme eu ficar ciente de algo que seja interessante e promissor - sobre os cursos.
Importante pontuar que não tenho maiores detalhes sobre os cursos, sendo apenas opções e que possam levar os profissionais da área a refletirem sobre a importência de estar up do date na profissão. Bons treinos!
Atualização 1- Lives feitas pelo instagram, em perfis que tenham conteúdo, também irei citar por aqui.
E para começar, hoje (23) 19h, tem Roberto Azevedo (campeão mundial em Kona - Tema: Mente, a pandemia e os atletas// Terça (24): o melhor atleta do Brasil no triathlon olímpico, Manoel Messias -19h30// Dia 25, 7h30, André Bellaguarda - Tema: Treino Funcional// Dia 26, às 19h30, Marcos Hallack falando sobre o Training Peaks (imperdível), todos no perfil do Mundotri (click aqui)
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O que é treinamento de base? Por que treino em Z2 (Parte III)
01/01/2020 | 21h53
Por que deve-se treinar na Zona 2, parte final.
 
O treinamento da Zona 2 pode não parecer tão gratificante quanto uma sessão de intervalo difícil, mas é vital para o seu sucesso no triatlo e outros esportes.
 
No esporte do triatlo assim como a corrida isolada, há uma grande ênfase em ir rápido, soltar o martelo e sentir a queimadura da perna e outros.. Embora esse seja um componente essencial para a construção da adequação do limiar, esses sistemas de energia geralmente são direcionados demais, levando a um pico prematuro, lesões ou esgotamento.
 
A freqüência cardíaca ou a potência da zona 2 geralmente podem ser equiparadas a um esforço aeróbico constante. Você deve manter uma conversa, enquanto também se concentra no ritmo e na biomecânica eficiente em um ritmo uniforme. Muito geralmente, a Zona 2 representa aproximadamente 85% do limiar de FC e 65% da potência de limiar.
 
Threshold, ou Zone 3, é a saída mais difícil que você pode suportar por 40 a 60 minutos. A Zona 1, alternadamente, é reservada para recuperação e esforços muito fáceis.
 
O principal benefício do treinamento da Zona 2 é que ele cria base e resistência aeróbica. A capacidade aeróbica aumentada aprimora sua capacidade de manter um ritmo abaixo do limiar por um período mais longo. Em conjunto com os esforços de maior intensidade, a Zona 2 é a base a partir da qual começar a construir a adequação do limiar. A forte capacidade aeróbica também permite que você se recupere mais rapidamente entre os esforços de maior intensidade à medida que avança na temporada. Por exemplo, com uma boa aptidão aeróbica, você poderá realizar intervalos com um descanso mais curto no meio, ou conseguir executar um volume maior de intervalos no mesmo ritmo.
 
Ao aderir a batimentos cardíacos mais baixos, ao longo do tempo, você descobrirá que pode aumentar seu ritmo na mesma saída de batimento cardíaco. Isso se deve ao aumento da eficiência aeróbica e desencadeia muitas adaptações positivas no treinamento. Por exemplo, quando você tem uma eficiência aeróbica mais alta, pode registrar mais horas de treinamento a uma frequência cardíaca mais baixa, o que resulta na resistência muscular crítica para manter a forma e o ritmo no triatlo de longa distância.
 
Para os triatletas Ironman, as sessões de treinamento de bicicleta na Zona 2 de quatro horas ou mais também são oportunidades ideais para a prática de nutrição específica da raça. Ao discar no seu protocolo de nutrição Ironman, você pode testar os limites de ingestão calórica, bem como observar a disponibilidade de energia e a capacidade muscular ao sair da bicicleta.
 
Lembre-se de que, na Zona 2, você pode utilizar uma porcentagem maior de gordura como combustível versus glicogênio. À medida que você avança mais rapidamente, a proporção de consumo de glicogênio aumenta, o que se torna um limitador nos eventos de resistência, porque nossos músculos armazenam apenas um suprimento limitado. Sem suplementação, você normalmente pode armazenar cerca de 1,5 a duas horas de glicogênio nos músculos.
 
Portanto, em um triatlo de longa distância, você sempre terá um déficit calórico - ou queimará mais calorias do que pode ingerir. Se você for forçado a usar gordura como sua principal fonte de combustível, porque o glicogênio está esgotado, precisará desacelerar, pois a gordura requer mais moléculas de oxigênio para decompor do que o glicogênio. Se seu corpo já estiver acostumado a utilizar gordura, você poderá manter um ritmo mais alto do que faria se não tivesse realizado um treinamento significativo na Zona 2.
 
Nadar em intensidade mais baixa também oferece os mesmos benefícios do aumento da resistência e a oportunidade de aumentar a eficiência a uma freqüência ou esforço cardíaco definido. O outro benefício da natação de menor intensidade é desacelerar e enfatizar a boa técnica. A técnica aprimorada pode permitir que você acompanhe o ritmo com o que você considerava anteriormente intervalos de alta intensidade.
 
Uma dose saudável do treinamento da Zona 2 no início da temporada garante resistência adequada e uma base aeróbica, mas esse sistema de energia deve ser mantido ao longo do ano. Diminua a velocidade para se concentrar na técnica, enquanto pratica nutrição específica de corrida a batimentos cardíacos específicos de corrida de resistência. Depois, borrife gradualmente nas zonas de treinamento mais altas (3, 4 e 5) à medida que você se aproxima da sua corrida.
Zona 2 de treinamento para atletas de resistência
 
Quase todo mundo treinando com um objetivo e um objetivo tem algum tipo de treinamento estruturado, baseado em diferentes zonas de treinamento; Embora seja necessário o treinamento em todas as zonas, o treinamento na zona 2 deve ser uma das partes mais importantes de qualquer programa de treinamento.
 
Quase todo mundo treinando com um objetivo e uma finalidade tem algum tipo de treinamento estruturado, baseado em diferentes zonas de treinamento, intensidades e exercícios espalhados por uma semana ou um bloco de treinamento, algo que também poderia ser chamado de microciclo e macrociclo. Embora o treinamento em todas as zonas seja necessário, o treinamento na zona 2 deve ser uma das partes mais importantes de qualquer programa de treinamento. Infelizmente, muitos atletas novatos ou jovens mal treinam ou recebem treinamento de zona 2 e, portanto, não desenvolvem uma boa "base", pensando que a única maneira de acelerar é treinando sempre rapidamente. Ao fazer isso, eles não melhorarão quase tanto quanto se treinassem a zona 2 em grandes quantidades.
 
Nos últimos 18 anos trabalhando com atletas profissionais e de elite de resistência, como ciclistas, corredores, triatletas, nadadores e remadores, pude ver que o treinamento na zona 2 é absolutamente essencial para melhorar o desempenho. Ao quantificar o treinamento, vi que o tempo dedicado ao treinamento na zona 2 está entre 60-75% de todo o tempo de treinamento. Dados muito semelhantes em muitos esportes diferentes foram descritos por treinadores em todo o mundo e também na literatura científica.
 
 
O objetivo de cada zona de treinamento é obter adaptações fisiológicas e metabólicas específicas para melhorar o desempenho. É importante saber quais adaptações fisiológicas e metabólicas ocorrem em diferentes intensidades e como elas podem ser melhoradas no treinamento. Para saber isso, primeiro precisamos entender um pouco da bioenergética básica e do metabolismo muscular.
 
Bioenergética básica do exercício
A capacidade de um atleta de se exercitar depende, em última análise, da capacidade de transformar energia química em energia mecânica. O músculo esquelético precisa sintetizar adenosina trifosfato, ou ATP, para contração muscular. ATP é um nucleotídeo responsável pelos processos de energia nas células humanas. É freqüentemente chamada de "unidade molecular da moeda" para as células e precisa ser sintetizada constantemente durante o exercício. A geração de ATP é alcançada por dois mecanismos - metabolismo anaeróbico e aeróbico. Gorduras e carboidratos (CHO) são os dois substratos utilizados principalmente, com alguma contribuição da proteína. A gordura é armazenada principalmente no tecido adiposo, mas também é armazenada no músculo esquelético em pequenas quantidades. Os CHO são armazenados na forma de glicogênio no músculo esquelético (cerca de 80%) e no fígado (cerca de 15%). A intensidade do exercício ou o estresse metabólico e fisiológico, bem como o padrão de recrutamento de fibras musculares, ditarão o sistema energético e o substrato ativado, que serão correlacionados com as diferentes zonas de treinamento.
 
A maioria das intensidades do exercício gera ATP através do metabolismo aeróbico, também chamado de fosforilação oxidativa. Dependendo do nível de condicionamento físico de um indivíduo e de até 55 a 75% da intensidade do VO2máx, a síntese de ATP (energia) é gerada a partir de gorduras e carboidratos, embora os CHOs sejam usados em pequenas taxas durante intensidades de exercício baixas e moderadas. Em intensidades de exercício mais altas, além de 75% do VO2máx, a geração de ATP precisa ser mais rápida para manter as demandas contráteis dos músculos. A gordura não pode sintetizar ATP com rapidez suficiente, de modo que a utilização de CHO aumenta e começa a ser o substrato energético predominante, pois a taxa de síntese de energia derivada do CHO é mais rápida que a da gordura. A CHO se torna o principal substrato energético usado pelo músculo esquelético em intensidades de exercícios de até 100% do VO2máx. Além dessa intensidade, o ATP não pode ser gerado pela glicólise aeróbica; portanto, o ATP precisa ser gerado através do mecanismo anaeróbico, também chamado de fosforilação do substrato. Essencialmente, ir devagar permite que seu corpo use gorduras como combustível e, à medida que você aumenta o ritmo, aumenta a demanda por CHO.
 
Tipos de fibras musculares esqueléticas
O músculo esquelético é composto por 2 tipos de fibras musculares - Tipo I, também conhecido como contração lenta, e Tipo II, ou contração rápida. As fibras de contração rápida também são divididas em dois subgrupos chamados Tipo IIa e IIb. A contração das fibras musculares obedece a um padrão de recrutamento seqüencial em que as fibras musculares do tipo I são as primeiras a serem recrutadas. À medida que a intensidade do exercício aumenta, as demandas contráteis dos músculos aumentam e as fibras musculares do Tipo I não conseguem sustentar a demanda necessária. As fibras musculares do tipo IIa entram em ação e, eventualmente, à medida que a intensidade aumenta, o tipo IIb será finalmente recrutado. Simplificando, as fibras de contração lenta são usadas em velocidades mais lentas e de contração rápida em velocidades mais rápidas. Cada fibra muscular tem propriedades bioquímicas diferentes e, portanto, comportamentos diferentes durante o exercício e a competição. As fibras musculares tipo I têm a maior densidade e capacidade mitocondrial e, portanto, são muito eficientes na utilização de gordura para fins energéticos. As fibras do tipo IIa têm uma densidade mitocondrial mais baixa e uma maior capacidade de utilizar glicose. As fibras musculares do tipo IIb têm um pouco de densidade mitocondrial e uma capacidade muito alta de usar glicose, além de ATP armazenado nessas fibras para obter energia anaeróbica instantânea. Portanto, cada intensidade de exercício implica diferentes respostas metabólicas e padrões de recrutamento de fibras musculares, que também correspondem a diferentes zonas de treinamento, resumidas abaixo:
 
Tipo de Zona de Treinamento / Substrato de Energia Principalmente Usado / Tipo de Fibra
 
 
 
Os muitos benefícios do treinamento na zona 2
Nesta zona de treinamento, estimulamos as fibras musculares do tipo 1; portanto, estimulamos o crescimento e a função mitocondrial que melhorarão a capacidade de utilizar gordura. Isso é fundamental no desempenho atlético, pois, ao melhorar a utilização de gordura, preservamos a utilização de glicogênio durante toda a competição. Os atletas podem então usar esse glicogênio no final da corrida, quando muitas competições exigem uma intensidade de exercício muito alta e, portanto, muita utilização de glicose.
 
Além da utilização de gordura, as fibras musculares tipo I também são responsáveis pela liberação de lactato. O lactato é o subproduto da utilização da glicose que é utilizada em grandes quantidades pelas fibras musculares de contração rápida. Portanto, o lactato é produzido principalmente em fibras musculares de contração rápida que, por meio de um transportador específico chamado MCT-4, exportam o lactato para longe dessas fibras. No entanto, o lactato precisa ser eliminado ou ele se acumulará. É quando as fibras musculares do tipo I desempenham o papel principal da depuração de lactato. As fibras musculares do tipo I contêm um transportador chamado MCT-1, encarregado de absorver o lactato e transportá-lo para as mitocôndrias, onde é reutilizado como energia. O treinamento da Zona 2 aumenta a densidade mitocondrial, bem como os transportadores de MCT-1. Ao treinar a Zona 2, não apenas melhoraremos a utilização de gordura e preservaremos o glicogênio, mas também aumentaremos a capacidade de liberação de lactato, essencial para o desempenho atlético.
 
Um atleta de endurance nunca deve parar de treinar na zona 2. O plano ideal de treinamento deve incluir 3-4 dias por semana do treinamento da zona 2 nos primeiros 2-3 meses do treinamento de pré-temporada, seguido por 2-3 dias por semana. a estação fica mais próxima e 2 dias de manutenção quando a estação estiver cheia.
Será que deu para ter uma ideia da interessante e fundamental zona de treinamento chamada Z2? Bons treinos!
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Marcos Almeida

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