Treinamento x Tecnologias (2)
17/04/2020 | 21h28
 
Ainda continuando o assunto sobre Treinamento x Tecnologias, iniciado aqui, prossigo por acreditar ser um ótimo tema como ser também extremamente atual, visto a tecnologia nos aproximar dos atletas, entendendo o seu organismo, com suas respectivas métricas de performance que nos facilita práxis dando qualidade ao trabalho chamado Treinamento Desportivo.
Esses avanços tecnológicos impõem ao atleta e técnico esportivo do século 21 um ambiente de trabalho com possibilidades impensáveis há apenas uma década. As ferramentas que dispomos atualmente para monitorar, medir, avaliar e analisar nossos atletas nos permitem ganhar eficiência, otimizando bastante cada um dos processos que fazem parte do treinamento esportivo. No entanto, essa oferta excessiva de dispositivos e ferramentas dificulta a seleção dos meios realmente úteis.
Nesse ambiente, precisamos ser capazes de selecionar as ferramentas que possuem um grau de validade suficiente para que possam ser incorporadas ao nosso modelo de trabalho. As informações que obtemos devem ser contrastadas e apoiadas por estudos de controle que garantam sua utilidade e veracidade, sem nos deixar levar pelo entusiasmo da novidade do mais recente "dispositivo revolucionário". Bons treinos!
 
 
Bem-vindos ao TrainingPeaks.
Descobri essa ferramenta há alguns anos pela minha assessoria e posso dizer, sem nenhum medo de exagero, que ela mudou completamente minha forma de encarar o treinamento justamente por ultrapassar a fronteira que separa os dados de suas respectivas análises.
O TrainingPeaks é uma plataforma que se integra a praticamente todos os smartwatches existentes, de Garmin a Suunto, digerindo os seus dados treino a treino e transformando-os em informação útil.
Ele mostra, em essência, quatro indicadores correlacionados:
TSS, ou Training Stress Score. Cada sessão de treino que fizer será convertida em TSS, uma espécie de base para toda e qualquer análise de esforço feita pela plataforma. Tudo contribui para o TSS: duração, intensidade, percurso etc. É a partir dele que conseguimos ter uma ideia mais clara da eficiência do treino por meio de outras três métricas: fadiga, condicionamento e forma.
Fadiga (ou ATL): É uma média exponencialmente ponderada dos TSS dos últimos 7 dias. Quanto maior a fadiga, maior o estresse que seu corpo estará e, portanto, menos ele conseguirá performar bem. Por outro lado, é justamente uma fadiga alta que garante a qualidade do treinamento no longo prazo uma vez que o estresse muscular é o responsável por fazê-lo mais forte.
Condicionamento (ou CTL): É uma média exponencialmente ponderada dos TSS dos últimos 42 dias, refletindo os efeitos dos treinos nos últimos três meses. Um fitness alto, portanto, significa um corpo forte, preparado para enfrentar picos de estresse maiores em uma prova.
Forma (ou TSB): É a subtração direta do Condicionamento pela Fadiga. Ou seja: se seu condicionamento estiver em 150 TSS e sua fadiga, em 165, sua forma será de -15. Por que isso é relevante? Porque uma forma negativa significa que sua capacidade de performance no dia imediatamente seguinte será mais baixa do que deveria; uma forma positiva, por outro lado, mostrará que você está mais apto a ter resultados melhores.
É aqui que tudo fica interessante: como o TrainingPeaks já é utilizado por milhares de atletas de todos os níveis e esportes em todo o mundo, há parâmetros claros de onde se deve estar por fase do treinamento.
Sabe-se, por exemplo, que manter a forma em níveis intensamente baixos (menores que -15) por tempo demais pode acabar gerando overtraining ou alguma lesão; que a faixa ideal para se melhorar o condicionamento gira entre -10 e +10 de forma; e até que há números específicos de condicionamento que você deve buscar caso deseje competir no alto nível em provas de corrida, ciclismo, natação ou triathlon.
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Cancelada!
16/04/2020 | 17h12
Mais uma prova de grande relevância no País cancelada diante da situação atual. Abaixo, comunicado da empresa que organiza o IronMan 70.3, etapa Rio de Janeiro. Bons treinos!
Prezado Atleta,

Tendo a saúde e segurança da nossa comunidade como uma prioridade, e baseados nas diretrizes e recomendações das agências de saúde em relação à pandemia do COVID-19, o Itaú BBA IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro 2020, marcado para o dia 21 de Junho de 2020, será cancelado.

Este tem sido um período muito difícil mundialmente e reconhecemos que esta decisão gera uma decepção junto à nossa família do triathlon.

Todos os atletas inscritos no Itaú BBA IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro 2020 terão seis opções listadas abaixo.

Transferência sem custos adicionais para a prova Itaú BBA IRONMAN 70.3 Florianópolis 2020 (12 de julho)

Transferência sem custos adicionais para a prova Itaú BBA IRONMAN 70.3 Maceió 2020 (2 de agosto)

Transferência sem custos adicionais para a prova Itaú BBA IRONMAN 70.3 Fortaleza 2020 (22 de novembro)

Crédito para inscrição no Itaú BBA IRONMAN Brasil 2020 (16 de Agosto)

Transferência sem custos adicionais para qualquer IRONMAN 70.3 no Brasil em 2021

Crédito para inscrição no IRONMAN Brasil 2021
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Treinamento x Tecnologias
16/04/2020 | 05h58
É praticamente impossível, hoje, dissociar treinamento de tecnologia. Com Stravas e Garmins e Suuntos tão largamente utilizados, a captação de dados referentes a todo um período de treinos se tornou quase tão natural quanto o próprio ato de correr.

A questão que aparece, no entanto, é outra: o que fazer com esses dados? Se o objetivo é tão somente enxergar em uma tela a quantificação do suor que você deixou no asfalto ou na trilha, tudo bem: não é mesmo preciso muito esforço de análise. Mas se, por outro lado, o objetivo for utilizar esses dados para melhorar o seu condicionamento físico e, consequentemente, sua performance, aí tudo muda de figura.

Nesse caso, os aplicativos mais populares, se usados de maneira isolada, tendem mais a atrapalhar do que a ajudar. Quer um exemplo? Imagine que você esteja se preparando para bater um recorde pessoal em uma prova qualquer e, além das planilhas que estiver seguindo, acabe naturalmente se baseando nos dados do seu Strava. Por lá, você não apenas verá o seu próprio desempenho, como também o de outros amigos ou atletas que segue - e facilmente acabará seduzido a se forçar mais e mais e mais a cada treino para poder "batê-los". O resultado natural disso? Cansaço. Que pode se transformar em queda de performance. Que fará você instintivamente se forçar ainda mais. Que piorará ainda mais o quadro até que ele se configure em um overtraining ou até mesmo em uma lesão.

Há incontáveis exemplos nessa mesma linha que atestam o perigo da tecnologia para o exercício - mas isso não quer dizer que não haja vantagens a serem colhidas. Diria mais, até: saber aliar a tecnologia certa ao treinamento é até fundamental para se otimizar a performance.

Mas, para isso, deve-se ir além de ferramentas sociais que medem desempenho e captam dados e mergulhar fundo na possibilidade de se interpretá-los.
CONTINUA NO PRÓXIMO POST
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Dicas para escolher seu tênis de corrida
14/04/2020 | 16h04
Principais quesitos quando busco um tênis para correr, por ordem de importância:
1-Conforto (um número acima do seu é sempre bem-vindo).
2-Tênis com menor Drop para treinos rápidos e mais consistentes, com melhor amortecimento, para treinos longos.
3-Terço anterior do calçado tem que ser bem flexível, o que indica que ele se adapta bem aos movimentos dos pés.
4-Tipo de pisada? Esqueça (ao meu ver)!!! Não significa nada, apenas se vc possuir uma supinação/pronação muito severa, justificando tal peocupação.
5-Bons treinos!
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Perguntas mais frequentes sobre exercício físico e a COVID-19
13/04/2020 | 22h56
Perguntas mais frequentes sobre exercício físico e a COVID-19
São Paulo, 13 de abril de 2020
A Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) vem cumprindo seu papel representativo dos especialistas em Medicina do Exercício e do Esporte, bem como exercendo sua função social, divulgando
Informes e Notas, a respeito da COVID-19, dentro da área de atuação da especialidade.
Esta publicação atualiza informações contidas nas respostas às perguntas mais frequentes a nós enviadas, iniciadas em nosso Informe 3, de 30/03/2020.
Contamos, nesse atual informativo, com a parceria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).
1) A distância mínima de 1 metro entre pessoas, que algumas instituições recomendam, é válida para qualquer situação, incluindo o exercício ao ar livre?
Resposta: Diferentes instituições, no país e no mundo, têm orientado uma distância mínima preventiva, de 1 a 2 metros. Obviamente, é uma recomendação geral, que consegue englobar a grande maioria das situações cotidianas de contato interpessoal, desde conversas até filas, e que normalmente envolvem muito baixa movimentação e/ou deslocamentos. Contudo, não há uma recomendação consensual e específica sobre um distanciamento mínimo para exercícios físicos ao ar livre. Dessa forma, em localidades onde não haja proibição legal decretada por autoridade competente, a melhor recomendação é a realização individual dessa prática e, de preferência, isoladamente, sempre evitando aglomerações (o que pode ser melhor controlado em locais conhecidos e próximos da residência) e com o maior distanciamento social possível.
2) Vi na imprensa que o distanciamento adequado entre pessoas é maior que o normalmente recomendado, quando se está em movimento, como no exercício de caminhada, corrida ou pedalar ao ar livre. Isso procede?
Resposta: Repercutiu na imprensa um único e recente estudo belgo/holandês, que sugeriu, para essas situações citadas, uma eventual ineficácia da distância mínima interpessoal, recomendada pela maioria das instituições. Isto porque haveria a possibilidade de uma pessoa se exercitando, em movimento, ter contato com eventual “nuvem” de gotículas expelidas por alguém infectado e treinando à sua frente. Dependendo da atividade e sua velocidade de deslocamento (e até do vento, bem como sua direção), o distanciamento precisaria ser maior, podendo variar e chegar até, pelo menos, 20 metros. Apesar de servir de alerta, cabe lembrar que essa pesquisa não foi submetida para publicação em nenhuma revista científica, não tendo passado pela necessária análise e crivo editoriais, pois os autores optaram por sua divulgação pública direta para, segundo eles, agilizar a divulgação. Certamente, mais pesquisas sobre isso são necessárias, para endossar essas conclusões. Por isso, não havendo proibição legal para a prática, o exercício ao ar livre, de forma individualizada e isolada, com os devidos cuidados (ver pergunta anterior), ainda é a recomendação mais prudente.
3) Pratico surf, que é um esporte individual e pode ser praticado sem contato físico. Qual o motivo para ser proibido, como temos visto em alguns locais?
Resposta: Desde o início desta pandemia, recomendamos atividades ao ar livre e lembramos os seus benefícios na saúde física e mental, desde que realizadas com os cuidados preventivos. Entretanto, pode haver proibição decretada por autoridade competente, em certas localidades. Nesse caso, onde estes gestores, avaliando a evolução local da doença, entendam ser preciso maior rigor nas restrições de mobilidades social, não se trata mais de seguir recomendações gerais, desta ou aquela instituição (inclusive a SBMEE), mas de cumprir a lei vigente. 
Essas decisões de fechamento de praias, assim como das atividades nelas praticadas, têm uma avaliação mais ampla de fatores influenciadores, tais como: o aumento de pessoas circulando, de diversas formas, em vias públicas; a imprevisibilidade de ocorrer um fluxo simultâneo de praticantes para um mesmo lugar; a chance de atrair não-praticantes para esse local; a dificuldade de liberação seletiva de atividade específica, onde outras práticas são comumente realizadas e poderiam também argumentar que seguiriam as mesmas recomendações preventivas – tudo resultando em potenciais e indesejáveis aglomerações. Como estes fatores podem variar num país de dimensões continentais e com diferentes estágios evolutivos da pandemia, recomendamos que antes de sair para praticar o surfe ou outras atividades ao ar livre, seja consultada a legislação local vigente quanto à eventual restrição da prática em sua cidade.
4) Tenho excesso de peso e, como parte do meu tratamento, me foi recomendado o exercício físico. Será que isto pode piorar a minha imunidade?
Resposta: Sabemos que pessoas com excesso de peso, especialmente obesos, apresentam maior risco para formas graves de COVID-19. Tal condição, presente em cerca de 55% da população brasileira, deve ter seu tratamento também mantido durante o período de restrição de mobilidade social. Isto inclui seguir fazendo o exercício físico que lhe foi recomendado, adaptando aos locais permitidos ou viáveis, e respeitando a prescrição adequada ao seu estado de saúde e nível de condicionamento. Como se sabe, pessoas ativas, cronicamente, apresentam melhora do sistema imunológico. Isso significa dizer que você pode, com segurança, manter seu treino e, simultaneamente, sua perda de peso. Apenas tome cuidado com dietas muito restritivas, as chamadas VLCDs (Very Low Calorie Diets; em português, dietas com calorias muito reduzidas). Estas não devem ser feitas até o fim da pandemia, pois podem ser debilitantes. Portanto, seguir perdendo peso, de forma moderada, sem exageros, é bem-vindo. Equilíbrio é a palavra de ordem, sempre com orientação médica e de profissionais especializados envolvidos.
5) Como o exercício pode auxiliar no risco de evolução para formas graves de COVID-19, em pessoas com Diabetes?
Resposta: Se você ou algum familiar é portador de Diabetes, seja tipo 1 ou 2, também tem um risco maior, infelizmente, de evolução para formas graves da doença. A notícia boa é que a solução está nas suas próprias mãos. Basta controlar a glicose adequadamente que os riscos reduzem bastante. Aí é que se insere o exercício físico. Considerado um dos pilares do tratamento do Diabetes, ele melhora as taxas de glicose no sangue e faz a insulina (que atua nesse controle) funcionar melhor no seu organismo. Sendo assim, siga com o seu programa de atividade física, afinal de contas, “exercício é remédio”. Lembre-se: o bom controle metabólico é a chave para você se proteger e o exercício físico é base do seu tratamento. Demais Informes e Notas referentes ao novo coronavírus, anteriormente publicados pela SBMEE, podem ser encontrados nas seguintes mídias:
- Instagram: @sbmee
- Facebook: sociedadebrasileiramedicinaexercicioesporte
Importante lembrar que nem tudo que reluz é ouro. Estudo para ser reconhecido e direcionado ao consumo tem que ser validado. Assim se resume à ciência. Bons treinos
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Expectativa x Realidade
11/04/2020 | 11h00
 
O IRONMAN® - marca registrada - é o maior circuito de triathlon do mundo, com mais de 170 provas distribuídas pelos 5 continentes, sendo 6 delas no Brasil.
São 5 provas na distância de 70,3 milhas (meio ironman) e uma na distância de 140.6 (ironman full), com datas (será que vão acontecer mesmo?) que seguem abaixo.
Lembrando que as datas de todas estas provas já sofreram alterações diante da pandemia ao qual estamos passando. Esta é a expectativa, mas será a realidade?
-Rio de Janeiro - 21/6 (70.3)
-Florianópolis - 12/7 (70.3)
-Maceió - 2/8 (70.3)
-Florianópolis - 16/8 (140.6)
-São Paulo - 6/9 (70.3)
-Fortaleza - 22/11 (70.3)
Bons treinos!
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Ciência e Arte
10/04/2020 | 18h49
 
Nesta época atual, quando discorremos sobre Treinamento Desportivo, sobretudo sobre controle de treinos, fato fundamental para entregar uma boa performance, via assessoria esportiva, em busca de qualidade nos serviços prestados, não dá mais para ficar no treino presencial, ou on-line, somente de forma intuitiva - a intuição é uma das pernas neste quesito, mas a ciência tem que andar junto, durante todo o processo.
Por muito tempo - quando digo muito tempo, me refiro até há alguns anos atrás - os treinos eram feitos somente pela intuição - fiz tbm desta forma, confesso - mas era uma outra época, onde não tínhamos os mecanismos atuais que nos fazem ficar bem próximos do atleta e que para mim, estar próximo, avaliando cada passo, é o grande barato deste processo. 
Hoje, com uma infinidade de ferramentas especificas - Training PeaksHRV Training e etc. - que são apenas alguns dos exemplos aos quais utilizo  - fica infinitamente mais fácil o controle das métricas do atleta, como disse antes, me deixando ficar bem próximo dele, possibilitando "enxergar por dentro", de cada um.
Não há mais espaço para o achismo, em detrimento da ciência, onde o mago de cada um que é o seu professor, é o cara que tem o poder de trabalhar poções ideais em busca dos objetivos de cada um, assegurando possibilidades, que vão desde a diminuição do stress, possibilitando menos lesões, passando pela carga ideal de treinos e indo até o entendimento do que acontece fora do ambiente da planilha, que como bem diz Marcos Hallack - que trabalha com estas métricas, sendo talvez o precursor por aqui - esta carga é maior que a própria carga de treinos, chamada de stress da vida.
Alguns exemplos: para quer quer controle total da rotina motriz, pensando na sua condição física atual e futura, temos a métrica denominada CTL (que é o fitness do atleta, a sua capacidade física); se quiser avançar para a carga total de treinos, avalia-se o TSS; já para ter uma visão sobre a fadiga acumulada, vamos de TSB; seguindo, para avaliar a saúde geral do indivíduo, vamos de HRV, que é a variabilidade da FC. ufa!
O que não dá mais é ouvir discursos de treinadores que se pautam somente numa suposta arte esquecendo da ciência, que juntas, se tornam imbatíveis, ou ao menos, quase.
Por AQUI, uma bela aula de Marcos Hallack (educador pedagógico Training Peaks e a maior referência no País desta ferramenta) sobre o Stress da Vida, que é aferida pela Variabilidade da Freqüência Cardíaca.
Vale cada ensinamento do mestre, para um melhor entendimento de tudo que eu escrevi acima. Bons treinos!
 
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Senhor!
09/04/2020 | 12h34
 
Todos que competem no triathlon, sejam em provas curtas, médias ou longas, tem como sonho principal participar no Ironman do Havaí. Mas como o sistema de vagas é muito disputado, ou extremamente disputado, é bem complicado conseguir realizar tal desejo.
Pensando nisso, imagino, o Ironman tem um Programa chamado Legacy, que visa dar oportunidades aos atletas que não sejam assim tão competitivos, mas que sejam bem regulares, para que possam realizar esse sonho.
Para se candidatar ao programa, os atletas devem ter completado 12 Ironmans da bandeira IRONMAN, sendo um deles nos últimos dois anos, nunca ter competido no Mundial do Havaí e ainda estar inscrito para um evento no ano corrente. Senhor!
Bons treinos!
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Coronavírus: saiba quais esportes podem ser praticados ao ar livre
08/04/2020 | 18h11
Corroborando com o que venho defendendo há dias, sobre o bom senso na hora de praticar exercícios ao ar livre, e seguindo diretrizes de importantes órgãos de saúde, como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a SBMEE (Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte), esta matéria do Jornal O Globo, resume bem o que venho defendendo. Segue!
É cientificamente comprovado que a prática de exercícios físicos estimula o sistema imunológico, e eles se tornam ainda mais importantes em tempos de pandemia do novo coronavírus. Mas a vida ativa esbarra no isolamento social, principal recomendação das autoridades de saúde para evitar a proliferação da doença. Especialistas explicam que, para equilibrar a atividade física respeitando as diretrizes de distanciamento, é preciso bom senso. Para isso, a corrida é a opção mais saudável e fácil de se praticar respeitando a recomendação de evitar aglomerações. 
Um documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre como se manter ativo durante a crise sanitária recomenda passeios a pé ou de bicicleta, mas sem desrespeitar o distanciamento físico para evitar a propagação do vírus. O texto ressalta a importância de lavar as mãos com água e sabão antes de sair, no local e assim que chegar em casa, ou utilizar álcool em gel quando isso não for possível.
CORRIDA E CAMINHADA
O próprio ministro da saúde Henrique Mandetta, em entrevista coletiva na última segunda-feira, recomendou a saída para a prática de exercícios. O ministro destacou que o momento atual não é de lockdown - que seria o fechamento total das pessoas em casa, medida adotada em alguns países -, o que seria “muito pior”, e que é permitido sair para caminhar ou correr, mas que muitas pessoas não pode estar juntas, ao mesmo tempo, em um mesmo lugar.
— Não vemos nenhum sentido na proibição de andar na quadra, no parque. É importante fazer uma caminhada de 30 minutos. Vai fazer bem para a pessoa, seu estado físico e emocional — opinou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.
ANDAR DE BICICLETA
O médico do esporte Rafael Trindade concorda. Segundo ele, não há problemas em se exercitar ao ar livre num lugar isolado, mas ele recomenda evitar parques e ciclovias.
— Eventualmente eu tenho saído de bicicleta no inicio da noite nas ruas menos movimentadas. Tenho usado um tecido no rosto para evitar espalhar o vírus por onde estou passando. Assim, também evito colocar a mão no nariz e na boca — conta o especialista da Da Vita Serviços Médicos.
Ele explica que os sintomas da Covid-19 podem demorar até duas semanas para se manifestarem, e uma pessoa que contraiu o vírus pode propaga-lo sem ainda saber que está doente. Por isso, é fundamental seguir as instruções das autoridades de saúde locais sobre as restrições no número de pessoas e evitar o uso de equipamentos públicos nos exercícios ao ar livre.
SURFE, NATAÇÃO E REMO
Com o acesso às praias vetado em estados como Rio de Janeiro e Pernambuco como medida para evitar a aglomeração de pessoas, a prática esportes como stand up paddle e surfe ficou menos acessível e, portanto, não recomendada nestes lugares. A natação ainda é uma boa opção para os especialistas, mas com alguns cuidados.
— Se houver acesso à piscina, a natação individual é uma ótima opção por causa do efeito de relaxamento da água, mas é necessário ser feito em piscina aberta, pois o confinamento propicia a proliferação do vírus — explica Rafael Trindade.
Para quem tiver acesso a um lago ou represa isolados, caiaque e remo também são recomendados, mas o gasto calórico é menor.
TÊNIS
Jogar tênis pode ser uma opção, desde que jogado sozinho, contra a parede, mas em quadras abertas. Toda disputa entre adversários envolve alguma troca, e a bolinha poderia ser um fator de contaminação cruzada.
TREINO AERÓBICO
No caso de pessoas acostumadas a fazer atividade de alto gasto calórico mas que durante o isolamento não podem sair para praticá-las ao ar livre em segurança, os médicos recomendam explorar o treino funcional ao invés do aeróbico.
— Se tiver uma esteira ou um cicloergômetro, fica mais fácil fazer em casa algo mais próximo do que já está acostumado. Se não, procure fazer algum tipo de ginástica funcional, com a devida orientação profissional — disse José Kawazoe, especialista em Cardiologia e Medicina do Exercício e do Esporte.
Trindade explica que é bom evitar exercícios aeróbicos em casa, porque eles demandam muito do sistema respiratório:
— Se você estiver com o vírus, vai infectar todo o ambiente — afirma ele.
PRECAUÇÕES PARA GRUPOS DE RISCO
Para Kawazoe, é importante que todos procurem se manter fisicamente ativos, principalmente pessoas dos grupo de risco. Exercícios físicos auxiliam no controle de algumas condições crônicas, como diabetes e hipertensão, mas, diante de um cenário de incertezas sobre o vírus, é necessário uma avaliação caso a caso.
— Existem opiniões bem divergentes entre os médicos. Se a pessoa tem condições de caminhar num local seguro e isolado, não tem porque fizer não (corrigindo: não fazer). Mas na Lagoa às 9h da manhã, por exemplo, é impossível não tem ninguém por perto. Por isso é importante as recomendações das autoridades e ter bom senso — disse.
Além disso, a OMS não recomenda a prática de exercícios em caso de febre, tosse e dificuldade em respirar.
— Exercício é importante para muita gente não só física como mentalmente. O problema é o olhar da saúde pública sobre isso. Se você permite e incentiva que todos saiam de suas casas para caminhar nós não vamos mais ter o cumprimento do distanciamento social. É muito difícil fazer recomendações individuais quando o cenário exige colaboração coletiva — opina o infectologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Confira na íntegra as recomendações da OMS de como realizar atividades físicas de forma segura durante a pandemia de Covid-19 (dada em primeira mão aqui no blog): Não se exercite se tiver febre, tosse e dificuldade em respirar. Fique em casa e descanse, procure atendimento médico e ligue com antecedência. Siga as instruções da sua autoridade sanitária local. Se você for a um parque ou espaço público aberto para caminhar, correr ou se exercitar, pratique sempre o distanciamento físico e lave as mãos com água e sabão antes de sair, quando chegar aonde está indo e assim que chegar em casa. Se água e sabão não estiverem disponíveis imediatamente, use esfregar as mãos à base de álcool. Siga as instruções da sua autoridade de saúde local em relação a quaisquer restrições ao número de pessoas com você e / ou restrições ao uso de equipamentos públicos para brincadeiras ou exercícios ao ar livre. Se você não é regularmente ativo, comece devagar e com atividades de baixa intensidade, como caminhadas e exercícios de baixo impacto. Comece com quantidades mais curtas, como 5 a 10 minutos, e aumente gradualmente até 30 minutos ou mais continuamente durante algumas semanas. É melhor e mais seguro permanecer ativo por períodos curtos com mais freqüência do que tentar permanecer ativo por longos períodos quando você não está acostumado. Escolha a atividade certa para reduzir o risco de lesões e aproveitar a atividade. Escolha a intensidade certa de acordo com seu estado de saúde e nível de condicionamento físico. Você deve poder respirar confortavelmente e manter uma conversa enquanto pratica atividades físicas de intensidade leve e moderada.
Bons treinos!
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Recomendações de atividade física, via OMS (se é para seguir a ciência, seguiremos)
07/04/2020 | 11h57
Seja ativo durante o COVID-19, esta é a premissa da Organização Mundial de Saúde, órgão responsável, como o próprio nome diz, pela saúde no mundo e que está tendo um papel fundamental durante esta epidemia ao qual estamos passando.
Importante frisar que, se é para trabalhar seguindo os protocolos da ciência, e respeitando os grupos de risco, este é o caminho, ou seja, se manter em movimento dentro e fora de casa (com segurança), a nossa saúde, na sua forma mais ampla, vai agradecer. A fonte da matéria está aqui.
O que é atividade física?
A atividade física inclui todas as formas de recreação ativa, participação esportiva, ciclismo e caminhada, além de atividades realizadas no trabalho, em casa e no jardim. Não precisa ser exercício ou esporte - brincar, dançar, jardinar e até limpar a casa e fazer compras pesadas faz parte de ser fisicamente ativo.
Durante a pandemia do COVID-19, quando muitos de nós somos muito restritos em nossos movimentos, é ainda mais importante que pessoas de todas as idades e habilidades sejam o mais ativas possível. Mesmo uma pequena pausa da sessão, fazendo 3-5 minutos de movimento físico, como caminhar ou alongar, ajudará a aliviar a tensão muscular, aliviar a tensão mental e melhorar a circulação sanguínea e a atividade muscular. A atividade física regular também pode ajudar a dar uma rotina ao dia e ser uma maneira de manter contato com a família e os amigos.
Por que precisamos disso?
Atividade física regular beneficia o corpo e a mente. Ele pode reduzir a pressão alta, ajudar a controlar o peso e reduzir o risco de doenças cardíacas, derrame, diabetes tipo 2 e vários tipos de câncer. Também melhora a força óssea e muscular e aumenta o equilíbrio, a flexibilidade e a aptidão. Para os idosos, atividades que melhoram o equilíbrio ajudam a evitar quedas e lesões. Para as crianças, a atividade física regular ajuda a apoiar o crescimento e o desenvolvimento saudáveis e reduz o risco de doença mais tarde na vida. Por meio da atividade regular, as crianças podem desenvolver habilidades fundamentais de movimento e construir relacionamentos sociais.
A atividade física regular também melhora a saúde mental e pode reduzir o risco de depressão, declínio cognitivo e atrasar o aparecimento de demência - e melhorar os sentimentos gerais de bem-estar.
Quanta atividade física é recomendada?
A OMS tem recomendações detalhadas sobre a quantidade de atividade física que pessoas de todas as idades devem fazer para beneficiar sua saúde e bem-estar. (disponível aqui para crianças menores de 5 anos e aqui para jovens, adultos e idosos) Aqui estão os níveis mínimos que recomendamos:
Bebês com menos de 1 ano precisam ser fisicamente ativo várias vezes ao dia.
Crianças menores de 5 anos devem passar pelo menos 180 minutos por dia em atividades físicas, com crianças de 3 a 4 anos sendo moderada ou vigorosamente ativas por uma hora por dia.
Crianças e adolescentes de 5 a 17 anos
Todas as crianças e adolescentes devem fazer pelo menos 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa, incluindo atividades que fortaleçam músculos e ossos, pelo menos 3 dias por semana.
Adultos com mais de 18 anos deve realizar um total de pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada ao longo da semana, ou pelo menos 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa ao longo da semana, incluindo atividades de fortalecimento muscular 2 ou mais dias por semana.
Idosos com mobilidade reduzida devem fazer atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas em 3 ou mais dias por semana.
Mas qualquer atividade física é melhor que nenhuma. Comece com pequenas quantidades e aumente gradualmente a duração, a frequência e a intensidade ao longo do tempo.
Ser ativo durante a pandemia do COVID-19 é um desafio para todos nós. Como as oportunidades de ser fisicamente ativo parecem ser mais restritas, é ainda mais importante planejar todos os dias as formas de ser ativo e reduzir o tempo gasto sentado por longos períodos. Simplificando, é um momento crítico para garantir que todos nos movamos mais e sentemos menos.
Então, como posso me manter seguro durante o exercício no COVID-19?
Não se exercite se tiver febre, tosse e dificuldade em respirar. Fique em casa e descanse, procure atendimento médico e ligue com antecedência. Siga as instruções da sua autoridade sanitária local.
Se você puder passear a pé ou de bicicleta, pratique sempre o distanciamento físico e lave as mãos com água e sabão antes de sair, quando chegar aonde está indo e assim que chegar em casa. Se água e sabão não estiverem disponíveis imediatamente, use esfregar as mãos à base de álcool.
Se você for a um parque ou espaço público aberto para caminhar, correr ou se exercitar, pratique sempre o distanciamento físico e lave as mãos com água e sabão antes de sair, quando chegar aonde está indo e assim que chegar em casa. Se água e sabão não estiverem disponíveis imediatamente, use esfregar as mãos à base de álcool. Siga as instruções da sua autoridade de saúde local em relação a quaisquer restrições ao número de pessoas com você e / ou restrições ao uso de equipamentos públicos para brincadeiras ou exercícios ao ar livre.
Se você não é regularmente ativo, comece devagar e com atividades de baixa intensidade, como caminhadas e exercícios de baixo impacto. Comece com quantidades mais curtas, como 5 a 10 minutos, e aumente gradualmente até 30 minutos ou mais continuamente durante algumas semanas. É melhor e mais seguro permanecer ativo por períodos curtos com mais freqüência do que tentar permanecer ativo por longos períodos quando você não está acostumado.
Escolha a atividade certa para reduzir o risco de lesões e aproveitar a atividade. Escolha a intensidade certa de acordo com seu estado de saúde e nível de condicionamento físico. Você deve poder respirar confortavelmente e manter uma conversa enquanto pratica atividades físicas de intensidade leve e moderada.
Como me mantenho ativo dentro e fora de casa?
Tente reduzir os longos períodos de tempo sentados, seja para trabalhar, estudar, assistir TV, ler ou usar mídias sociais ou jogar jogos usando telas. Reduza a sessão por longos períodos fazendo pausas curtas de 3 a 5 minutos a cada 20 a 30 minutos. Simplesmente levante-se e estique-se ou, melhor ainda, dê um passeio pela casa, suba e desça as escadas ou entre no jardim. Movendo-se e alongando você pode melhorar sua saúde e bem-estar. Para mais idéias e ilustrações de trechos saudáveis, consulte aqui.
Defina uma rotina regular para ser ativo todos os dias, planejando uma atividade física ou um intervalo de exercícios sozinho, participando de uma aula on-line ou estabelecendo um horário para ser ativo on-line com seus amigos ou colegas. Criar um horário específico para ser ativo ajuda a garantir que você faça sua atividade física diária. Coloque um tempo no seu diário e isso ajudará a lembrá-lo. Continue com ele, pois isso o ajudará a criar uma rotina regular e a se adaptar a novas formas de trabalhar, estudar e viver em família sob as restrições do COVID-19
Seja ativo com sua família e amigos, conectar-se com outras pessoas pode ajudar você e sua família em casa e em outros lugares a passar tempo juntos e ser ativos. Planejar o tempo para ser ativo com seus filhos com jogos ativos em casa, passeios nos parques ou andar de bicicleta pode ser uma maneira de toda a família relaxar, ficar juntos e ser ativa e saudável enquanto estiver em casa.
Defina metas de Ativo para você e sua família, escolhendo um tipo específico de atividade, hora do dia e / ou número de minutos que você fará todos os dias. Faça com que cada membro da família escolha seu próprio objetivo, o que representa um desafio, mas é realista com a ajuda da família ou amigos e motivação. Registre seu progresso em um gráfico semanal de atividades e, se achar que isso ajudaria, recompense-se com algo que você valoriza.
Bons treinos!
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Marcos Almeida

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