Sugestões para o atleta em envelhecimento
22/06/2020 | 17h30
 
Sugestões para o atleta em envelhecimento
6 de abril de 2020 por Joe Friel
 
Quem é um atleta envelhecido? Por uma questão de simplicidade, vamos supor que seja alguém com mais de 50 anos. Embora eu conheça muitos atletas de meio século que ainda competem com sucesso com 30 e poucos anos, nesta fase da vida, a maioria de nós começa a ver as coisas mudarem um pouco. O mais óbvio é a necessidade de mais tempo de recuperação após treinos e corridas difíceis. Os atletas na casa dos 20 anos podem lidar com vários dias difíceis seguidos e ainda se apresentar em alto nível a cada vez. Não é assim para o atleta em envelhecimento. Precisamos de mais tempo de descanso e recuperação do que há alguns anos atrás. À medida que os anos se acumulam, notamos que outras mudanças estão ocorrendo. Aqui estão três que eu descobri que têm muito a ver com a manutenção do desempenho à medida que avançamos além dos 50 que descrevi com muito mais detalhes em meu livro, Fast After 50 .
 
Além da recuperação, a mudança mais óbvia é que a capacidade aeróbica (VO 2 máx) começa a diminuir. Você respira com tanto esforço e esforço, como sempre fez, mas não está indo tão rápido ou o poder não é tão grande. Isso não acontece de uma só vez, mas muito lentamente por um período de vários anos. Provavelmente, começou nos seus 30 e 30 anos e continuou até os 40, mas talvez não fosse realmente perceptível na época porque você se tornara um piloto mais inteligente e sabia como tirar vantagem de seus outros pontos fortes para ser competitivo. Mas geralmente quando há 50 velas no seu bolo de aniversário, você já sabe disso. Isto é normal. Isso acontece com todos nós. E, sem uma varinha mágica, não conheço nenhuma maneira de reverter completamente a tendência. Mas você pode reverter temporariamente a tendência - talvez. Você certamente pode retardar o declínio do VO 2 máx. Não há dúvida sobre isso, especialmente se o seu treinamento agora for típico de outros companheiros de idade semelhantes. A essa altura da vida, a maioria de nós começa a gravitar em direção a longas e lentas distâncias. Além de um esforço ocasional ocasional, geralmente em uma corrida ou treino em grupo, achamos um pouco mais confortável concentrar-se na duração em detrimento da intensidade (embora a duração também tenha diminuído com o envelhecimento). Nós nos concentramos em quantas milhas ou horas estamos fazendo, e não em quão difíceis são os passeios. Para aumentar seu VO 2 máximo, você precisa reverter essa tendência. Para fazer isso, sugiro incluir dois tipos de exercícios em seu treinamento semanal. Ambos devem ser intervalos de alta intensidade feitos perto ou acima do seu limiar anaeróbico. Nos apêndices de exercícios da Bíblia de treinamento para ciclistas e da Bíblia para treinamento de triatleta, você encontrará diretrizes em duas categorias de habilidades que se encaixam na conta: exercícios de resistência muscular e resistência anaeróbica.
 
A segunda mudança que começa a aparecer após os 50 é a perda de massa muscular. Novamente, isso não acontece de repente, mas se aproxima de você. Também ajuda a explicar, em parte, o declínio no VO 2 máximo, pois quanto mais músculos específicos do esporte você tem, mais oxigênio você pode processar. Infelizmente, isso acontece porque ficamos com preguiça. Contratamos alguém para cortar a grama ou limpar a casa. E estamos menos inclinados a fazer cursos montanhosos ou ir ao limite. Paramos de ir à academia. E muito mais. A conclusão é que, se você não estressar os músculos, eles encolhem. Usa-o ou perde-o. O conserto? Faça questão de estressar os músculos pelo menos duas vezes por semana - toda semana. Não apenas quando lhe apetecer. Talvez a melhor maneira de fazer isso seja voltando ao ginásio novamente. Os músculos que mais lhe preocupam são os que o impulsionam no seu esporte. Por exemplo, em um ciclista, são os músculos das pernas que movimentam os tornozelos, joelhos e quadris ao pedalar. Para isso, você já conhece os melhores exercícios: agachamentos, leg press, estocadas ou qualquer exercício pesado que faça com que você estenda os tornozelos, joelhos e quadris ao mesmo tempo. Um corredor ou nadador, por exemplo, precisa refletir sobre quais músculos são mais importantes - e desenvolvê-los com uma sobrecarga estressante. Não gosta de ir à academia? Compreendo. Então vá para a seção Força Muscular dos apêndices das minhas Bíblias de treinamento para encontrar alternativas. Então faça-os regularmente. Seus músculos específicos do esporte começarão a voltar para uma força mais jovem e serão capazes de produzir maior poder.
 
A terceira mudança é com a qual estamos familiarizados - um aumento na gordura corporal. Parte da razão pela qual engordamos com o envelhecimento é que nossos hormônios anabólicos, como testosterona, estrogênio, hormônio do crescimento humano, fator de crescimento semelhante à insulina, e muitos, muitos mais, estão em grande declínio aos 50 anos. Adivinhe o que estimula a produção de esses hormônios construtores de tecidos - exercícios de alta intensidade, como intervalos e levantamento de pesos pesados. Mas isso não acontece durante o passeio difícil ou a sessão de ginástica. Esses apenas criam o potencial para os hormônios agirem. As mudanças reais que ocorrem no corpo acontecem principalmente durante o sono. Isso é algo que a maioria de nós não se cansa. Tentamos fazer muitas coisas em nossos dias. Onde quase sempre encontramos esse tempo "extra" para fazer mais coisas? Ao reduzir a hora de dormir. Por isso, digo aos atletas com objetivos esportivos muito altos que só podem ter três coisas em suas vidas - família, carreira e treinamento. Todas as outras coisas devem ir. Eu sei que essas outras coisas são importantes para você. Mas há apenas um você. Na verdade, tudo se resume ao quanto você deseja alcançar esse objetivo atlético alto. A decisão é sua.
 
Você tem escolhas a fazer todos os dias. Sugeri aqui três opções com potencial para melhorar seu desempenho, apesar do envelhecimento. Cabe a você decidir o que, se houver, você fará.
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Como será o novo normal nos eventos esportivos
15/06/2020 | 18h55
Abaixo, em matéria bem atual da Tri Sport, uma futura situação real nas abordagens que os organizadores de eventos, assim como os atletas, terão que passar a partir deste fenômeno da pandemia que a cada dia nos deixa mais em dúvida, sobre tudo. Clique aqui e veja como muito possivelmente serão "nossos" futuros eventos esportivos. Bons treinos
 
 
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Precursores
13/06/2020 | 13h00
Em 2007, após conhecer Sileno Júnior em início de curso de mestrado fui convidado pelo mesmo para que o ajudasse a implementar, sob sua supervisão, assim como do preparador físico à época do profissional do Americano, Fábio Rangel, de um circuito de treino funcional com o objetivo principal de atuar na prevenção de lesões dos jogadores. Em 2006 eu havia conhecido o Treinamento Funcional tendo a oportunidade de estar presente no primeiro curso desta modalidade realizado no País, que foi em São Paulo, 2006.
Cito o fato por dois motivos, (1): ter sido o nosso primeiro trabalho interdisciplinar, eu, Sileno e Fábio. Após esta grande experiência nos alinhamos cada vez mais, via pesquisas científicas, bancas de graduação, congressos e assessoria de ambas as partes, tendo ainda com Fábio parceria quando ele foi preparador físico do Goytacaz, em 2018; e (2), pelo fato de sermos precursores neste tipo de trabalho na cidade (muito provavelmente no estado também), denominado por nós à época, Treino Sensório Motor Funcional.
Importante pontuar que clubes como Palmeiras e Corinthians já realizavam esta rotina em virtude da proteção que a prática dava aos atletas, diminuindo consideravelmente o índice de lesões, como foi provado em trabalhos posteriores realizados pelo já mestre Sileno.
Segundo relato de Fábio Rangel (em 2006 era auxiliar da preparação física) que em 2007 assumiu a função principal no Americano: "a fisioterapia exercia um trabalho mais conservador diante da clássica negativa dos dirigentes e alguns membros da comissão técnica. O Sileno tinha ideias muito boas mas o preparador físico há época não deixava ele fazer. Após eu assumir esta função no Americano, em 2007, dei total liberdade para que ele fizesse o seu melhor. Ele me apresentou o professor Marcos Almeida falando sobre o trabalho bacana que ele realizava, que era era focado na prevenção de lesões nos esportes. Dei toda a força frente a possibilidade de me ajudar, pois menos lesões era fator primordial para um ótimo rendimento. Por incrível que pareça tivemos um ano maravilhoso - sabemos que a lesão é multifatorial - naquele ano nós não tivemos uma lesão sequer que pudesse tirar atletas de jogos, somente lesões comuns no futebol. Por mais incrível que pareça, foi um baita campeonato que realizamos. Fomos campeões, passamos três fases da Copa do Brasil, ganhamos vários jogos de times grandes, sendo muito bacana esta integração dos departamentos."
Já Sileno Jr. nos passa a teoria que envolveu o trabalho à época: "O Fábio de fato falou muito bem. Exatamente isso. Ele acompanhou a luta, esta resistência no futebol que sempre tivemos com a aplicação do trabalho preventivo. Na verdade, quando ele assumiu eu pude colocar minha visão em prática, foi quando procurei o Marcos Almeida que já realizava este tipo de trabalho. Esta rotina teve uma base de conhecimento focado nas principais lesões existentes no futebol. A intenção era automatizar o movimento pelo Sub Córtex para tornar o atleta mais rápido com o objetivo de diminuir o tempo de reação nos mecanismos de lesões. Era um circuito onde nós simulamos os principais gestos de mecanismos de lesão, por exemplo, controle neuromuscular para diminuir riscos no cruzado anterior, entorse de tornozelo, treinamentos excêntricos para musculatura posterior de coxa que tem um alto índice de problemas, circuitos de equilíbrio, dentre outros para que diminuíssem as lesões durante o campeonato. Foi um trabalho criado com uma base de raciocínio clínico e científico em cima dos principais mecanismos de lesão. O circuito era dividido em níveis de baixa complexidade, média complexidade e alta complexidade. O atleta evoluía dentro das repetições neste circuito. Tinha todo um processo de aprendizagem onde ele ia passando de fases de acordo com sua execução dos exercícios. Agilidade, Força, simulação do gestual esportivo, Propriocepção que com outros elementos formavam o Treinamento Sensório Motor Funcional, sendo uma rotina puramente cognitiva e Bio-operacional, tendo alcançado muito sucesso."
Enfim, foi incrível mesmo o trabalho, em especial para quem estava colocando em prática estudos ao qual eu havia tido acesso em 2006 e que posteriormente, após o mestrado, entendi bem as bases cerebrais que estavam sendo estimuladas em busca de novas plasticidade. Ótimas recordações de encorpadas parcerias e que duram até hoje. Bons treinos!
 
 
 
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Procedimentos de Reabertura de Academias
05/06/2020 | 22h06
Procedimentos de Reabertura de Academias, via Acad - Associação Brasileira de Academias
Para preservar a saúde dos frequentadores de academias, recomendamos que, após os órgãos públicos autorizarem a sua reabertura, todas as academias sigam estes procedimentos de segurança durante as 4 (quatro) primeiras semanas. O objetivo é reduzir o risco de contaminação do COVID-19 dentro das unidades. Esse material foi construído seguindo as orientações e as informações da OMS e do Ministério da Saúde para a prevenção do coronavírus na sociedade como um todo.
Também foi tomada como base a experiência de China, Hong Kong, Singapura e União Europeia, que são regiões onde o pico da pandemia já passou e o processo de retomada das mais de cinco mil academias já está sendo realizado com segurança. As informações podem sofrer alterações dependendo da situação epidemiológica do COVID-19. Por ora, todas elas foram revisadas pelas pesquisadoras doutoras do departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva da Universidade de São Paulo (USP) Anna Luiza de Fátima Pinho Lins Gryschek e Érica Gomes Pereira PhD, MSc, RN.
LIMPEZA GERAL DAS UNIDADES: Disponibilizar recipientes com álcool em gel a 70% para uso por clientes e colaboradores em todas as áreas da academia (recepção, musculação, peso livre, salas de coletivas, piscina, vestiários, kids room, etc).
A Anvisa autoriza a substituição do álcool 70% por hipoclorito de sódio a 0,5%, alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 2-3,9%, iodopovidona 1%, peróxido de hidrogênio 0,5%, ácido peracético 0,5%, quaternários de amônio como cloreto de benzalcônio 0,05%, compostos fenólicos e desinfetantes de uso geral com ação contra vírus. Também é possível diluir 1 copo (250 ml) de água sanitária em 1 litro de água ou 1 copo (200 ml) de alvejante em 1 litro de água.
Posicionar kits de limpeza em pontos estratégicos das áreas de musculação e peso livre, para que os clientes higienizem os equipamentos (colchonetes, halteres e máquinas) com produto específico para esse fim.
Durante o horário de funcionamento da academia, fechar cada área de 2 a 3 vezes ao dia por, pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes.
Posicionar kits de limpeza em pontos estratégicos das áreas de musculação e peso livre, para que os clientes higienizem os equipamentos (colchonetes, halteres e máquinas) com produto específico para esse fim.
Durante o horário de funcionamento da academia, fechar cada área de 2 a 3 vezes ao dia por, pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes.
USO OBRIGATÓRIO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs) PARA FUNCIONÁRIOS, PERSONAL TRAINERS E TERCEIRIZADOS: Máscaras (por recepcionistas, professores, equipe de limpeza, gerentes e terceiros).
Também vale incentivar os clientes a treinar usando máscaras. Devem ser seguidas todas a orientações da Organização Mundial de Saúde para uso desse equipamento.
ORIENTAÇÃO PARA MANUSEIO CORRETO DA MÁSCARA:
-Higienizar as mãos antes de colocar a máscara e depois de retirá-la.
-Cobrir boca e nariz.
-Não remover para falar.
-Garantir que há conforto para respirar.
-Evitar o uso de maquiagem.
-Trocar a máscara, caso ela fique úmida.
-Caso ela seja de tecido, lavar separadamente das outras roupas e passar com ferro quente.
MEDIDAS OPERACIONAIS PREVENTIVAS: SE ALGUM COLABORADOR APRESENTAR FEBRE ALTA junto com algum outro sintoma de COVID-19, informar imediatamente à gerência local.
RECOMENDA-SE MEDIR COM TERMÔMETRO DO TIPO ELETRÔNICO À DISTÂNCIA A TEMPERATURA DE TODOS
OS ENTRANTES. Caso seja apontada uma temperatura superior a 37.8 °C, recomenda-se não autorizar a entrada da pessoa na academia, incluindo clientes, colaboradores e terceirizados.
NO CASO DO USO DE LEITOR DE DIGITAL PARA ENTRADA NA ACADEMIA, deve-se disponibilizar um recipiente de álcool em gel a 70% ao lado da catraca. Além disso, o cliente deve ter a opção de acessar à academia comunicando à recepcionista seu número de matrícula ou seu CPF, para que não precise tocar no leitor digital.
OFERECER DISPOSITIVO PARA LIMPEZA PARA SAPATOS na entrada da academia.
DELIMITAR COM FITA O ESPAÇO em que cada cliente deve se exercitar nas áreas de peso livre e nas salas de
atividades coletivas. Cada cliente deve ficar a 1,5 m de distância do outro.
LIMITAR A QUANTIDADE DE CLIENTES QUE ENTRAM NA ACADEMIA: ocupação simultânea de 1 cliente a cada 6,25 m² (áreas de treino, piscina e vestiário).
LIBERAR A SAÍDA DE ÁGUA no bebedouro somente para uso de garrafas próprias.
UTILIZAR APENAS 50% DOS APARELHOS DE CÁRDIO, ou seja, deixar o espaçamento de um equipamento sem uso para o outro. Fazer o mesmo com os armários. Procedimentos de Reabertura das Academias
RENOVAR TODO O AR DO AMBIENTE, DE ACORDO COM A EXIGÊNCIA DA LEGISLAÇÃO atendendo às normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) relativas à capacidade, operação e manutenção do equipamento de ar condicionado. Ou, caso não haja o aparelho, implantar o sistema de ventilação cruzada (abertura de portas e janelas).
REALIZAR O CONGELAMENTO DOS PLANOS de clientes acima de 60 anos de idade, quando solicitado.
COMUNICAR PARA OS CLIENTES TRAZEREM AS SUAS PRÓPRIAS TOALHAS para ajudar na manutenção da higiene dos equipamentos. Caso a academiaforneça toalhas, elas devem ser descartadas pelo cliente em um recipiente com tampa e acionamento por pedal.
EXPÔR AOS CLIENTES TODOS OS MANUAIS DE ORIENTAÇÃO que possam ajudar a combater a contaminação do COVID-19. Assim como reforçar os protocolos de limpeza para conter o vírus de acordo com a operação de cada academia.
CAPACITAR TODOS OS COLABORADORES em como orientar os clientes sobre as medidas de prevenção. Assim como pedir para que eles evitem cumprimentos com beijos, apertos de mãos e abraços. E que não façam reuniões com mais de 10 pessoas.
Bons treinos!
 
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Uma boa notícia, ao menos
02/06/2020 | 19h54
 
A procura por atividade física on-line aumentou de forma considerável nesta época de epidemia. Para se ter uma ideia, o app do BTfIt - utilizada pelos alunos da rede BT - subiu o número de download para 10 milhões no período, com um aumento de mais de 1000%. A quantidade de usuários que fazem aulas por dia ultrapassou o número de 35.000. Bons treinos! 
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Stryd, tendência ou realidade?
30/05/2020 | 19h32
 
Assim como os medidores de potência no ciclismo que vieram para ficar, melhorando em muito à qualidade dos treinos e provas, os medidores de potência na corrida também estão aos poucos ocupando seu espaço.
O mais desenvolvido deles, já largamente usado em especial em terras gringas, diante do valor do dólar que está proibitivo por aqui, é o Stryde - sonho de consumo deste que vos escreve.
O Stryd é um sensor de potência de corrida que fornece métricas para ajudá-lo a analisar e melhorar o seu desempenho: potência, cadência, tempo de contato com o solo, oscilação vertical, rigidez das pernas, ritmo e distância (a potência é o que mais me interessa).
Pode ser usado junto a também espetacular ferramenta de treinos Training Peaks, colaborando para avaliar e direcionar treinos.
Conheça mais um pouco deste seu futuro produto (sim, vc ainda terá um!), com matéria bem legal do MundoTri sobre o tal Stryd. Bons treinos!
Segundo o trabalho da Stryd, principal fabricante desse tipo de aparelho, a medição se dá pela fase “positiva” da corrida, ou seja, quando você se desloca para frente e para cima. Essa medição, feita por acelerômetros e não potencímetros, está estatisticamente relacionada com o consumo total de energia, medido com equipamentos para avaliação de VO2 em laboratório. Segundo os dados publicados pela própria empresa, há uma correlação de 96% entre o consumo de energia metabólica e a medida de potência do pequeno dispositivo.
 
Assim, mais importante que a medida em si, é o software que processa os dados e os correlaciona com uma imensa base de dados para estimar a potência, ou o consumo de energia, em um dado momento.
 
Como as medidas são limitadas, muitas vezes, o dado que é mostrado no seu relógio é uma estimativa. Por exemplo, em uma subida, não é possível lidar com todas as variáveis. Então o software do Stryd possui uma base de dados de consumo metabólico versus potência mecânica compilada em laboratório para estimar sua potência em uma subida, mantendo a correlação de 96%. Em resumo, os medidores de potência na corrida são ótimos aparelhos para estimar o consumo de energia metabólica na corrida, não necessariamente a potência mecânica do corredor. Mas isso é ruim? Na verdade, é um dado bem mais relevante que a frequência cardíaca ou até mesmo o pace.
 
Essas estimativas podem lhe dar uma percepção muito mais detalhada do esforço que o atleta está desenvolvendo ao longo da corrida, propiciando uma alternativa para se administrar o pace em terrenos variáveis ou em provas longas que requerem que se guarde energia para a parte final, problemas altamente relevantes para os atletas e que a frequência cardíaca e o pace por si só não podem resolver.
 
Outra grande vantagem dos medidores é aumentar a precisão da medição de eficiência na corrida. Assim, é possível como diferentes cadências, comprimentos de passada e elevações verticais afetam sua eficiência (correr o mais rápido possível com a menor potência ou menor gasto de energia metabólica). Para os adeptos de métricas, a mensuração do FTP e o VO2 é muito mais acurada do que utilizando somente uma fita cardíaca e teste de limiar baseados em pace.
 
Trata-se ainda de mais um dado para lhe ajudar a entender como seu corpo funciona e dar pistas para seu treinador lhe orientar melhor, em conjunto com a frequência cardíaca e pace. Além disso, os dados de leg spring, correlacionado com o tempo de contato no solo e ciclo de passadas, pode evidenciar quando ocorreu uma fadiga muscular periférica. Em terrenos variados e situações climáticas variáveis, os dados oferecidos por esses aparelhos são estimativas muito mais acuradas do esforço empreendido pelo atleta do que as tradicionais medidas de controle (pace e FC), já que há menos influência de fatores externos, como calor e a inclinação em si.
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Primeira vez
28/05/2020 | 19h04
Pela primeira vez em 124 anos a Maratona de Boston foi cancelada. Seria em 20 de abril,foi para 14 de setembro e agora somente vai acontecer (?) em 2021.
Abaixo, nota sobre o cancelamento com o acréscimo da Maratona virtual, que se tornou moda nos grandes eventos diante da situação atual. Bons treinos!
124ª Maratona de Boston será realizada virtualmente
A Boston Athletic Association (B.A.A.) anunciou que a 124ª Maratona de Boston será realizada como um evento virtual, após o cancelamento da prefeita de Boston Martin Walsh como uma prova de participação em massa devido à pandemia do COVID-19. A maratona virtual de Boston será complementada por uma série de eventos virtuais durante a segunda semana de setembro.

"Nossa principal prioridade continua a proteger a saúde da comunidade, bem como nossa equipe, participantes, voluntários, espectadores e apoiadores", disse Tom Grilk, C.E.O. do B.A.A. "Embora não possamos trazer o mundo para Boston em setembro, planejamos trazê-lo ao mundo para uma histórica 124ª Maratona de Boston".

Todos os participantes que foram originalmente inscritos no evento de 20 de abril de 2020 receberão um reembolso total da taxa de inscrição associada à corrida e terão a oportunidade de participar da alternativa virtual à 124ª Maratona de Boston, que pode ser realizada a qualquer momento entre 7 e 14 de setembro. O B.A.A. também oferecerá uma série de eventos e atividades virtuais durante a Maratona de setembro, em um esforço para levar a experiência da Maratona de Boston aos distritos eleitorais que a organização atende aqui em Boston, nos Estados Unidos e em todo o mundo.

As ofertas virtuais para os participantes durante essa semana incluirão painéis de discussão exclusivos, entrevistas com campeões e um kit de ferramentas da Maratona de Boston para download, que inclui elementos de corrida exclusivos, como uma linha de chegada imprimível, a parada do vencedor e muito mais. Mais detalhes serão enviados a todos os participantes em um futuro próximo.

Os participantes da maratona virtual de Boston em 2020 deverão completar a distância de 26,2 milhas dentro de um período de seis horas e fornecer prova de cronometragem para a BA. Todos os atletas que completarem a corrida virtual receberão um programa oficial da Maratona de Boston, camiseta do participante, medalha e babador do corredor.

O B.A.A. O 5K programado para 12 de setembro também foi cancelado devido ao coronavírus. Todos os participantes que foram originalmente inscritos no evento de 18 de abril de 2020 receberão um reembolso. Mais informações serão enviadas aos participantes.

A Maratona de Boston 2020, originalmente prevista para 20 de abril, foi adiada para 14 de setembro de 2020 pelo prefeito de Boston, Martin Walsh, devido à pandemia do COVID-19. O B.A.A. tem se comunicado regularmente com autoridades municipais e estaduais para discutir todos os esforços para impedir a disseminação do coronavírus. Pelo 35º ano, John Hancock atuará como principal patrocinador da Maratona de Boston.
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Training Peaks
14/05/2020 | 20h06
 
Algumas definições de importantes métricas do TrainingPeaks que justificam sua aprendizagem continuada.
Uma incrível ferramenta que propicia mais qualidade aos professores que buscam entregar um serviço MUITO diferenciado aos seus alunos. Vamos lá. 
O QUE É DISSOCIAÇÃO (PW:HR / PA:HR)?
A Dissociação ou a relação Potência para Frequência Cardíaca / Pace para Frequência Cardíaca é uma métrica bem útil para demonstrar aptidão aeróbia por uma determinada duração.
A medida que um atleta começa a fatigar sua potência ou pace vai cair para a mesma frequência cardíaca, ou sua frequência cardíaca vai subir para mesma potência ou pace. Esse fenômeno pode ser uma indicação de aptidão aeróbia ou falta disso.
Para determinar a dissociação nós comparamos o EF das duas metades de um treino ou intervalo de tempo selecionado.
Essa comparação produz um percentual que representa o declínio do EF (Fator Eficiência*) da primeira metade para a segunda. Como regra de ouro, você quer encontrar uma dissociação de 5% ou menor durante o curso de tempo alvo.
Nota: Uma vez que esse métrica é baseada em frequência cardíaca ela pode ser impactada por calor, estresse, desidratação e outros fatores ambientais.
Confira seus treinos longos e ritmados de VI** baixo, corrida ou bike, se a dissociação for maior que 5%, observe os fatores ambientais como temperatura do dia ou estado de hidratação.
Se estes aspectos estiverem normais talvez você deva fazer um trabalho de condicionamento aeróbio adicional.
Considere treinar mais na zona 2 ou revisitar a fase de base.
Fator Eficiência - *EF- Para fazer um pedal forte ou mandar ver em um 10km em ritmo de prova, sua frequência cardíaca (input) sobe para produzir a potência (output) para te impulsionar ao longo da jornada. A medida que você fica mais em forma você é capaz de realizar mais trabalho com menos esforço. Em outras palavras, você se tornou mais eficiente.
Nós conseguimos esse número ao dividirmos output (potência ou pace) por seu input (frequência cardíaca). Note que esse número não é útil sozinho, ou mesmo para você se comparar a outros atletas. Para fazer o melhor uso deste número, você deverá fazer treinos similares em estado estável ao longo do tempo e observar o EF, para monitorar o progresso do seu treino e o impacto em sua eficiência.
COMO USAR O FATOR DE EFICIÊNCIA (EF)
Agende a cada 1 ou 2 semanas um treino de referência, uma corrida constante e ritmada ou uma pedalada e observe o EF ao longo do tempo.
 
Uma vez que seu EF encontrar um platô, pode ser o momento de seguir adiante para próxima faze de seu treino, ou incrementa-lo com novas sessões.
Índice de variabilidade - VI**- Índice de variabilidade é uma métrica que mostra quão ritmada foi a pedalada. Essa pode ser uma métrica muito importante para atletas de contra o relógio ou triatletas, já que o ritmo da o tom do jogo!
O índice de variabilidade é calculado ao dividir sua potência normalizada NP (a estimativa do custo metabólico de sua pedalada) pela média da potência.
Quanto mais próximo esses dois números estiverem, menor a variação durante a pedalada e com menor desperdício energético. Para uma pedalada estável e ritmada como uma prova de contra o relógio ou a parte de ciclismo em um triathlon, esperamos que esses números estejam bens próximos, resultando em um VI de 1.05 ou menor.
Bons treinos!
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Por que motivo usar o TrainingPeaks?
13/05/2020 | 16h36
Esse texto tem como objetivo tentar responder uma pergunta básica, mas que por vezes fica sem resposta: por que usar o TrainingPeaks? Muitos atletas me questionam: “Por que usar o TrainingPeaks se eu já uso o Strava, se eu já uso o Garmin?” Muitos treinadores me perguntam ainda: “Por que usar o TrainingPeaks se eu já tenho minhas planilhas de Excel, se eu já uso outra plataforma para enviar meus treinos?"
Tanto para o atleta quanto para o treinador, o TrainingPeaks é uma plataforma que vai além de todas as outras. Mas além em que sentido?
Para os atletas, o TrainingPeaks vai oferecer uma possibilidade muito maior de se organizar e gerenciar todas as informações atreladas ao seu treinamento. O TrainingPeaks possibilita, uma vez que o atleta tenha uma conta premium, gerenciar a sua performance, modular o seu condicionamento para uma determinada prova, determinar o frescor com que vai chegar para competir e assim poder realizar a atividade. O dispositivo dá também a possibilidade de organizar as informações por meio de várias métricas para que o atleta conheça a carga e a intensidade de cada um dos seus treinos. Traz ainda a oportunidade de organizar seu projeto de médio e/ou longo prazo.
Por meio do plano anual do treinamento e de uma série de gráficos do painel de controle do TrainingPeaks, o atleta pode controlar e ter as suas perguntas respondidas além de solucionar muitas das dúvidas como: “Qual meu FTP? Quanto eu venho treinando? Qual a carga dos treinos?”
Para aquele atleta que já deseja um pouco mais, que tem a vontade de se organizar melhor, que tem como meta grandes desafios, o TrainingPeaks é a opção mais indicada.
Já para o treinador, além de tudo o que foi enumerado até aqui, há também a possibilidade de oferecer para o atleta o controle, a resposta para suas perguntas, o planejamento em longo prazo, as métricas para o atleta poder entender a carga e a intensidade de cada uma das sessões.
O TrainingPeaks vai oferecer várias ferramentas para economizar tempo, para o treinador ser mais eficiente no seu trabalho, para se organizar, organizar os atletas por meio de bibliotecas de alunos, organizar suas sessões chaves de treinos em uma biblioteca de treinos.
Há também a oportunidade de o profissional começar a criar planos de treinamento. Por exemplo, dá para elaborar o planejamento daquele formato que deu certo para um Ironman, um Meio Ironman, um Olímpico, para um Short Triatlo, para uma Pré-Temporada. É possível desenvolver planos de treinos dinâmicos para grupos em que o treinador, de forma eficaz, pode corrigir e alterar o caminho para cada um dos seus atletas. O dispositivo vai trazer ainda a possibilidade de construir o planejamento macro para cada um dos atletas.
O TrainingPeaks é realmente uma ferramenta sensacional para todos os atletas e treinadores. Eu comecei a trabalhar com TrainingPeaks em 2014 e, no final do mesmo ano, rapidamente percebi a “Ferrari” que eu tinha na mão e o pouco conhecimento que tinha sobre como pilotá-la. Então, parti para os EUA e estive presente no primeiro curso de formação da plataforma. Cabe destacar aqui que este não é um curso voltado para uma metodologia de treinamento. O TrainingPeaks acredita que o treinamento é ciência e arte. Então ele oferece uma plataforma, um caminho para que atletas e treinadores possam explorar da ciência e colocar a sua arte, da sua forma.
Existem várias ferramentas que podem ser customizadas de acordo com discernimento de cada profissional. O TrainingPeaks não vai entrar no caminho da sua arte, ele vai oferecer as ferramentas para que sua arte brilhe ainda mais.
Uma coisa (entre muitas outras) que me capturou rapidamente na plataforma, foi o entendimento do que ela oferece. E o que ela oferece? A plataforma TrainingPeaks é a intermediária entre aquele que possui uma prática deliberada e alguém que detém a arte dessa prática deliberada. Na busca por aprendizado, a plataforma é a ponte, o caminho entre o aprendiz e o instrutor. O TrainingPeaks acredita em um caminho para a evolução que passa por quatro etapas:
Meta específica (objetivo claro);
Busca por orientação (mentor);
Realização do proposto pelo mentor;
Retorno imediato do que foi realizado.
Esse ciclo, quando repetido, faz com que a pessoa avance do iniciante ao expert. O TrainingPeaks abre realmente uma nova possibilidade de elevar o seu jogo como atleta e também como treinador!
Por Marcos Hallack, Diretor técnico SaúdePerformance e Educador de Treinadores TrainingPeaks
Bons treinos!
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Mais uma! Menos uma!
12/05/2020 | 18h50
Comunicado oficial da meia maratona de Buenos Aires, a mais concorrida da América do Sul e que junto com a Maratona - que são realizadas em datas separadas formam duas belas opções de provas para os que querem curtir a dupla imbatível Competição/Viagem com um bom custo-benefício. Bons treinos (não podemos parar)!
Comunicado oficial:
"Os 21 K e a Maratona de Buenos Aires 2020 foram canceladas. Como todos sabemos, as atividades esportivas do mundo foram afetadas pela pandemia de coronavírus. O maior evento do ano, as Olimpíadas de Tóquio, foi remarcado para 2021. E no caso do atletismo, os campeonatos mundiais e continentais e nacionais foram cancelados ou adiados. O mesmo aconteceu com o circuito da maratona. Acompanhamos esses eventos em consulta permanente com as entidades federais e internacionais de nosso país. Dada a situação de incerteza e a impossibilidade de treinar atletas de elite e amadores, o Governo da Cidade de Buenos Aires e a Associação de Corridas e Maratonas de Ñandú comunicam o adiamento para o próximo ano das 21k da Cidade e da Maratona Internacional de Buenos Aires. Adotamos essa decisão dentro da estrutura dos regulamentos de saúde estabelecidos pela emergência e priorizando a saúde dos corredores. A organização entrará em contato com cada um dos atletas locais e estrangeiros que se inscreveram e cujo local será mantido até 2021. Enviamos a todos nós nosso sentimento de solidariedade com a convicção de nos reunir novamente para compartilhar dois dos maiores festivais sociais, culturais e esportivos da cidade."
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Marcos Almeida

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