Perigo ronda o entorno da "Feirinha da Roça"
02/04/2024 | 09h20

Paredes frontais de velhas casas na Rua Lacerda Sobrinho (antiga Sacramento), com frente para a Praça da República, oferecem sério risco. Elas podem desabar a qualquer chuva mais forte. A Prefeitura precisa se posicionar, já que a área é movimentada, sobretudo em dias de "Feirinha da Roça".
Compartilhe
Definição do nome do PT para eleição em Campos sem o crivo do diretório local
01/04/2024 | 08h15
O PT estabeleceu que a palavra final sobre candidaturas a prefeito em cidades com porte médio para cima será dada pela cúpula nacional do partido. Pode ser o caso de Campos. A agremiação conta com dois postulantes: Jefferson Azevedo e Hélio Anomal.

Até recentemente relacionava-se, no PT, também o nome da ex-prefeita de São João da Barra Carla Machado, hoje deputada estadual. Mas tal hipótese esfriou, até porque haveria impedimento legal de ela ser candidata.

Carla enfrenta uma impossibilidade jurídica. É que está exposta à tese do prefeito itinerante porque concorreria pela terceira eleição seguida. Ela foi reeleita prefeita em SJB em 2020.

A ex-prefeita sanjoanense transferiu o título eleitoral para Campos, quando anunciou o desejo de participar ativamente das eleições na cidade que é a sua terra natal. O nome dela chegou a ser colocado em pesquisas de intenção de voto.

Com o esfriamento da hipótese de Carla Machado representar o PT, o foco passou a ficar entre o reitor da Instituto Federal Fluminense (IFF), Jefferson de Azevedo, e o sindicalista Hélio Anomal.

O detalhe é que no ano passado o PT adotou uma resolução que estabelece que caberá ao diretório nacional a definição sobre candidaturas nas cidades com mais de 100 mil eleitores, caso de Campos.

A posição do PT encontra resistência interna. Afinal, foge de uma realidade doméstica. Um dirigente local diz que a eleição é de prefeito e o diretório municipal tem melhor condição de avaliar qual o melhor nome para representar o partido.
Compartilhe
Turismo se faz assim...
30/03/2024 | 09h56
Áreas verdes nas cidades significam qualidade de vida e exercem até funções turísticas. Esse visual no Calçadão de São Lourenço, Sul de Minas Gerais, vale como cartão postal. E passa longe de Campos, cuja arborização é cada vez menor pela indiferença do poder público.
São Lourenço, registre-se, é uma das mais conhecidas estâncias hidrominerais do Brasil. Faz parte do Circuito das Águas de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira.
Compartilhe
Uma ideia que deu certo
29/03/2024 | 09h55

É o que se pode dizer da Feira da Roça, montada nas manhãs de terças e sextas-feiras, na Praça da República. O projeto é uma alternativa aos supermercados, hortifrutis e até ao Mercado Municipal.
A Feira da Roça concentra alimentos produzidos pela agricultura familiar, em lavouras sem agrotóxicos. Reúne produtores rurais de diferentes regiões de Campos e do 5º distrito de São João da Barra.
No arborizado local, há a comercialização de verduras, legumes, frutas, laticínios, doces, biscoitos caseiros e pescados.
Compartilhe
Ou falta luz, ou falta água...
27/03/2024 | 08h07
Nas praias de São João da Barra quando não falta luz, falta água. Ou as duas coisas ao mesmo tempo. Domingo (24), no Açu, faltou água. O motivo alegado pela Cedae foi a falha no fornecimento de energia pela Enel.

E houve outro vilão. A Cedae alega que o abastecimento no Açu foi afetado pelo rompimento de uma tubulação por obra de escoamento da Prefeitura.
Compartilhe
O livro de autor campista de maior sucesso de venda
26/03/2024 | 08h14
Nenhum livro de autores campistas foi tão vendido e certamente tão manuseado quanto este, de Viveiros de Vasconcelos. Várias gerações aprenderam a conjugação de verbos pelas suas páginas.
Viveiros nasceu em 1870, no distrito de São Sebastião, e faleceu no ano de 1927. Em 1912, se tornou vice-diretor do Liceu de Humanidades e da Escola Normal que funcionava ali.
No blog "Autores Campistas", Dilcéa Smiderle revela que a atividade intelectual de Viveiros de Vasconcelos envolvia a prosa, a poesia e a filologia.
No campo didático, Viveiros contribuiu com o livro “Verbos Portugueses -Rudimentos de Análise Léxica”. Foram dezenas de edições revistas e ampliadas.
Compartilhe
Algo podre na Justiça em Campos
25/03/2024 | 08h16

Anos 60. Na porta do seu cartório — o 13º Ofício — o tabelião Raul Escobar (foto) troca idéias com o jornalista Laert Chaves, quando vê, na cumeeira do telhado do Fórum Nilo Perçanha, dois urubus repousados.
Raul mostra o urubu a Laert, um trocadilhista de primeira, que não perde tempo:
— É. A Justiça de Campos tem algo podre que estrá atraindo essas aves da carniça...
Compartilhe
Candidatura de Madeleine traz um pouco de emoções na eleição em Campos
23/03/2024 | 10h22
No universo feminino, a eleição de 2020 para a Prefeitura de Campos apresentou como novidades Natália Soares, do PSOL, e Carla Waleska, do PSDB. Para a disputa deste ano surge no cenário a Delegada Madeleine (União Brasil).

É certo que a eleição caminhava para um clima morno, sem emoções e fortalecendo o “já ganhou” do prefeito Wladimir Garotinho (PP). Mas a entrada de Madeleine no páreo pode significar um pouco de emoções.

Na largada é certo que Wladimir é favorito. Mas Medeleine traz para o jogo pontos políticos e pessoais que podem mexer no tabuleiro. Ela tem o apoio do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e do governador Cláudio Castro.
GESTÃO RECONHECIDA

Tal apoio garante para a candidatura de Madeleine uma base política forte, possibilitando outras alianças, tempo de televisão no horário eleitoral e estrutura para campanha.

No campo pessoal, Madeleine tem gestão reconhecida à frente das delegacias por onde passou. Filha de comerciantes, religiosa, dedicada à família, exibe um perfil que agrada aos conservadores.
 
Compartilhe
Ferrovia interligará Porto do Açu
22/03/2024 | 10h38

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vai financiar um estudo sobre a EF-118, a ferrovia Vitória-Rio, que ligará Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a Cariacica, no Espírito Santo.

A EF-118 interligará os terminais dos Portos de Ubu em Anchieta e Central, em Presidente Kennedy (ES), ao Porto do Açu e ao Distrito Industrial de São João da Barra, além do Complexo Petroquímico de Itaboraí.

Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) no Norte do RJ, Francisco Roberto de Siqueira acredita que o projeto demonstrará a viabilidade da ferrovia na interligação da região à malha ferroviária nacional.
Compartilhe
Decadência do futebol e do carnaval em Campos a partir dos royalties
20/03/2024 | 07h39
Pelo menos dois segmentos em Campos entraram em decadência a partir de quando o município passou a ser beneficiado com os royalties do petróleo: o futebol e o carnaval. Pode-se dizer que o dinheiro fez mal ao esporte e ao lazer.

O carnaval já não é representado por blocos e escolas de samba. As instituições saíram de cena. Até porque, nos últimos anos, o Cepop (Centro de Eventos Populares Osório Peixoto) permaneceu fechado nos quatro dias de folia.

Antes de a Prefeitura passar a alimentar as entidades carnavalescas com repasses financeiros — dinheiro dos royalties, embora não carimbado para tal — o cenário era outro. Os desfiles mobilizavam a população.

Sem o Cepop, o carnaval ocorria na Avenida 15 de Novembro. E era muito prestigiado. A plateia ocupava arquibancadas de madeira a partir da Ponte Barcelos Martins, no sentido centro da cidade.

O futebol foi para o mesmo caminho do carnaval: fundo do poço. O Goytacaz e Americano vão acabar saindo de cena, tal como Rio Branco, Campos, Sapucaia e outros clubes.

Coincidência ou não a decadência do futebol na cidade ocorreu justo quando os clubes passaram a ser beneficiados com a ajuda financeira da prefeitura.

Vejam que o Goytacaz, ainda possuidor de um estádio, não disputará competições oficiais este ano. Saiu de licença. A questão é financeira.

Daí que vale a pergunta: o Goytacaz, sem dinheiro para participar de competições este ano, vai ter fôlego financeiro para a temporada de 2025? É muito provável que não.
DECADÊNCIA 

A crise no futebol de Campos envolve até as categorias de base. A Copa São Paulo de Júniores chegou este ano à sua 54ª edição reunindo 128 clubes divididos em 32 grupos. Nenhum de Campos.

Já a Copa do Brasil, que oferece boas cotas a cada passagem de fase, começou, na versão 2024, com 92 clubes. Nenhum de Campos. E pensar que Olaria, Audax e Nova Iguaçu garantiram vaga.

Para se ter ideia, só na 1ª fase, ganhando ou perdendo, cada jogo, para os clubes das Série C para baixo, rendeu R$ 750 mil. Grana que faria muito bem aos carentes cofres do Goytacaz e do Americano.
Compartilhe
Sobre o autor

Saulo Pessanha

[email protected]