Saulo Pessanha
08/05/2026 15:37 - Atualizado em 08/05/2026 15:59
Nos anos 60, quando já fazia política, tendo se elegido deputado estadual, Ecil Batista, na foto, ao lado de Paulo Albernaz, internou um correligionário no Sanatório Ferreira Machado.
Como o paciente não estava com tuberculose e sim silicose — doença não contagiosa — Ecil teve que retirá-lo. E bateu na porta da Santa Casa de Misericórdia, quando explicou o seu drama. Não havia vagas.
Mas Ecil ouviu uma proposta de troca do seu paciente por dois velhos que estavam na Santa Casa e não necessitavam de hospital, mas de um abrigo.
Ecil acolheu os velhos e levou-os para o Asilo do Carmo. Ali, enfrentou o mesmo problema — falta de vagas.
Já experimentado, Ecil fez uma proposta de troca. Deixou os dois velhos e prontificou-se a retirar três loucos que estavam internados inadequadamente no asilo.
E o que fazer com os loucos? Ecil ligou para o Palácio do Ingá, na época ocupado por Celso Peçanha.
Atendido por Altamirando Peçanha, irmão de Celso e seu secretário Particular, Ecil relatou o ocorrido, sem deixar de enfatizar o seguinte:
— Ou vocês arranjam um carro forte e mandam esses loucos para o Hospital de Jurujuba ou terão que internar quatro porque eu também vou enlouquecer.
Os loucos, para a boa saúde de Ecil Batista, foram mesmo para Niterói.