Um colega do médico Walter Siqueira, também otorrino, culto, cultivador de sinônimos, contou-lhe que o caso mais engraçado que se passou com ele foi durante o atendimento de uma cliente do interior.
Na consulta, o médico perguntou:
— A senhora costuma ter acufenos (zoadas nos ouvidos), algumas esternutações (espirros) ou epíforas (lacrimejamento) de vez em quando?
A mulher, sem entender bulhufas, respondeu de pronto:
— Eu não tenho nada disso não, doutor! O que eu tenho é uma terrinha com uma lavoura branca de meia, que o meu marido toma conta, e uns frangos de poleiro que eu cuido na porta da cozinha. E só!
O otorrino, atento à fala da mulher, continuou ouvindo.
— Eu vim aqui, doutor, é pra dizer ao senhor que eu estou espirrando, o meu ouvido está zoando e os meus olhos não param de sair lágrimas.
O deputado Jair Bittencourt, que tem base eleitoral em Itaperuna, no Noroeste do RJ, entrou novamente de licença no cumprimento do seu mandato da Assembleia Legislativa.
Bittencourt reassumiu o comando da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar.
O secretariado de Cláudio Castro é integrado por um outro deputado do interior fluminense: Bruno Dauaire, que ocupa a pasta da Habitação.
Daí que a bancada do Norte-Noroeste do RJ na Alerj está reduzida a quatro nomes: Rodrigo Bacellar, Carla Machado, Thiago Rangel e Chico Machado.
Pichação é considerada crime, especificamente crime ambiental, de acordo com o artigo 65 da lei 9.605/98.
A lei prevê pena de detenção de 3 meses a 1 ano, além de multa para quem pichar, grafitar ou de outra forma conspurcar edificações ou monumentos.
O que, portanto, foi feito na noite do dia 15, nas dependências do novo campus da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos é crime.
Foi praticado por estudantes da própria universidade, sob o manto de um evento intitulado “Oficina de Pixo”.
PERPLEXIDADE
Recém-inaugurado, o prédio da UFF recebeu pichações em diversas áreas, sobretudo na parte externa, o que causou perplexidade e indignação na própria comunidade acadêmica.
A direção da UFF, claro, está tomando medidas administrativas cabíveis diante do ocorrido, uma vez que as pichações, longe de um respaldo de liberdade de expressão, atentam contra o patrimônio público e o bem comum.
A motivação para o “pixo”, termo usado pelos porcalhões, é política. Explica-se: Ana Maria Costa, ex-presidente do PT em Campos, e atual diretora da instituição, não será candidata à reeleição, que ocorre este ano.
O próximo diretor da UFF, já adiantou o jornalista Aluysio Abreu Barbosa, no seu blog "Opiniões", é o professor Cláudio Reis, tido como conservador. Ele concorrerá como candidato único.
Anos 70. O prefeito Zezé Barbosa estava vendo de perto uma obra em Guarus, quando foi abordado por um correligionário — daqueles chato e não muito fiel.
O sujeito foi logo falando:
— Zezé Barbosa, que bom vê-lo aqui! Tenho uma ótima notícia...
— Pois conte logo — disse Zezé.
— É que a minha mulher deu à luz. Nasceu um garoto!
Zezé dá os parabéns, mas ouve em seguida um pedido:
— Obrigado, prefeito! Mas sabe como é... O nascimento da criança me pegou desprevenido. Dá para me arranjar um dinheiro?
Zezé, que já esperava um pedido de saque, falou:
— Não tenho. Se você, que aguardou nove meses o nascimento do filho, foi pego de surpresa, imagina eu...
Fechamento de igreja evangélica não é comum. Mas a Igreja Internacional da Graça de Deus, na Rua 13 de Maio, no centro de Campos, encerrou as atividades, trocando de endereço.
Ali, no templo da Rua 13 de Maio, pastores falavam em milagres, muitos milagres... Era o mote das pregações.
A intenção era atrair uma clientela ávida pela interferência divina nos seus problemas, inclusive físicos.
O detalhe é que, na parte externa da igreja fundada por R.R. Soares (dissidente da Universal do Reino de Deus), há um cenário que favorecia as pregações dos pastores.
É que tem sempre alguém circulando com muleta, o que ensejava a busca por milagres no interior do templo. Ledo engano.
Na verdade, quem anda ali de muletas está atrás de perícia médica. É que, ao lado da Igreja fechada, funciona um posto da Previdência Social.
Por que os homens não ficam deprimidos e são mais felizes que as mulheres? - Futebol: o melhor remédio. - Não engravidam. - Os mecânicos não mentem para eles. - Rugas são traços de caráter. - Barriga é prosperidade. - Cabelos brancos, charme. - Os sapatos não lhes machucam os pés. - As conversas ao telefone duram apenas 30 segundos e olhe lá. - Para férias de 10 dias, precisam apenas de uma mochila. - Se outro aparecer na mesma festa usando uma roupa igual, não há nenhum problema. - Cera quente, não chegam nem perto. - Sua roupa íntima custa no máximo R$ 40, em pacote de três. - Três pares de sapatos são mais que suficientes (1 chinelo, 1 sapato e 1 tênis bastam). - São incapazes de perceber que a roupa está amassada. - Seu corte de cabelo pode ser o mesmo durante anos, aliás, décadas. - Os shoppings não fazem falta para eles. - Se um amigo chamá-lo de gordo, careca, etc, isso não abala em nada a amizade deles. Aliás, é prova de grande amizade.
Anos 80. Os campistas Álano Barcelos (foto), então senador da República, e o advogado Fernando Silveira, acompanhados do juiz João Luiz Dubock Pinaud, bebem num bar de quinta categoria ao curtirem a noite carioca, após terem assistido a uma ópera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Os três, trajando terno e gravata, enturmam democraticamente com um grupo de boêmios que tocavam cavaquinho e violão, ora cantando, ora dedilhando os instrumentos de cordas.
Em dado momento, Fernando Silveira é perguntado por um bebum do grupo o que fazia na vida os dois, Álano e Pinaud.
Fernando disse que se tratava de um senador da República e de um magistrado.
Um negão, que estava atento à pergunta, incredulamente berrou diante da resposta:
— Senador da República? Aqui?!?! Vai engrupir outro vermelhinho!!!
Presidente da Alerj, o deputado Rodrigo Bacellar fez a entrega, no Rio, ao lado do governador Cláudio Castro, e do senador Flávio Bolsonaro, de 214 novas viaturas semi blindadas à Polícia Militar.
Trata-se, segundo Bacellar, da primeira entrega de um total de 758 viaturas que chegarão até o fim do semestre. “Seguimos trabalhando por mais segurança, respeito e valorização pra quem arrisca a vida para nos defender”.
Ano: 1982. Dirigente do PT, o professor Lenilson Chaves recepciona, no aeroporto Bartolomeu Lysandro, o deputado federal Lysâneas Maciel, candidato petista ao governo do estado na eleição vencida por Leonel Brizola (PDT).
Lysâneas, advogado brilhante, logo que chega ao aeroporto, tem a primeira decepção. A esperá-lo, além de Lenilson, mais meia dúzia de correligionários.
Dali, Lenilson leva Lysâneas para tomar um café no apartamento de uma eleitora, na Pecuária. E lá foi a comitiva acomodada em dois fuscas.
O detalhe é que um deles só pegou empurrado. No conjunto Guadalajara, sobem pela escada até o terceiro andar.
Lenilsom toca a campainha do apartamento e, quando a porta é aberta, uma nova decepção para Lysâneas.
A dona da casa olha para o candidato e parte para abraçá-lo, entusiasmada e falando alto:
— Arthur da Távola, meu governador!!!
Arthur da Távola era candidato ao Senado, pelo PMDB.
POR CÉLIA MARIA PORTELLI, NO BLOG DIJAOJINHA EM 2012:
Em certa época, mamãe passou a ter preferência por empregado para ajudá-la nos afazeres domésticos. Assim foi com Paulinho Lelé, Irmão Heraldo e outros.
Irmão Heraldo era adventista, por isso nos chamava e era chamado de Irmão ou Gadareno, apelido dado por Luiz.
No último verão, como sempre acontece, fomos eu, Áurea e Nilton assistirmos ao desfile das Escolas de Samba de São João da Barra.
Áurea, como de costume, gosta de passar primeiro na concentração das Escolas para entrevistar as figuras de destaque e seus presidentes.
Minha irmã ia na frente abrindo caminho entre a multidão, tentando chegar próxima à Escola da Chatuba. Eu vinha um pouco mais atrás com Nilton e vi quando ela abraçou um cara de cabelos brancos, farto bigode preto, vestido com o uniforme da Escola.
Ouvi, então, o sujeito dizer para ela:
— Não fala, não. Quero ver se ela vai me reconhecer.
Reconheci imediatamente o antigo empregado da minha mãe. O Irmão Heraldo começou logo a perguntar e falar:
— Irmã Célia, você ainda mora no estrangeiro? E a Irmã Vera? Não posso morrer sem vê-la. E o Irmão Agenor? Ainda mora em Niterói? Fiquei sabendo que o Irmão Renato morreu. Sempre encontro com o Irmão Luiz. Estou correndo atrás do Irmão Rogério. Estou precisando de um emprego aqui na Prefeitura. Ele é deputado e amigo da prefeita. Sempre faço o sopão que a Irmã Laeta me ensinou. Aprendi a cozinhar com ela. Conto para todo mundo. A garotada gosta muito da receita do doce de abóbora. Meu forte é o doce de jenipapo.
Áurea interrompeu a fala do Irmão Heraldo:
— Você é crente. O que está fazendo aqui na Escola de Samba?
O Irmão Heraldo respondeu:
— Quebrando o galho, Irmã. A coisa está preta. E ela indaga:
— Mas você estava morando em Cabo Frio?
E o Irmão Heraldo vai explicando.
— É verdade, Irmã. Você ficou sabendo que meu pai morreu?
Aquele fazendeiro ricaço lá de Campos. Meus irmãos por parte de pai me deram vinte e oito bois. Meu irmão legítimo me convenceu de que eu não tinha terra e por isso não precisava de boi. Aí ele vendeu os bois e me pagou somente o preço de dois bois. Com o dinheiro dos dois bois comprei duas panelas de pressão; dei uma para minha mãe e a outra para a Irmã Sônia, minha esposa. Peguei meus onze filhos, minha mãe e a Irmã Sônia e nos hospedamos na melhor suíte do Palace Hotel. No final de cinco dias o dinheiro acabou. Fomos despejados. Vim para Chapéu de Sol e encontrei um rancho de palha abandonado. Passamos para dentro. Estou lá até hoje.
Como a conversa já ia longe e os tambores da Escola de Samba já ruflavam, disse para Áurea: