A maternidade da Beneficência Portuguesa será reaberta. Ela havia sido fechada na semana passada, em notícia que foi divulgada aqui em primeira mão na segunda-feira. O fechamento gerou um inquérito civil no Ministério Público do Estado do Rio instaurado pela promotora de Tutela Coletiva da Infância e Juventude em Campos, Anik Rebello Assed Machado, que foi noticiado aqui e aqui.
Hoje, em audiência de urgência presidida pela promotora Anik Assed, em incansável trabalho, com a direção da Beneficência e a secretária municipal de saúde de Campos, foi definida a reabertura da maternidade no dia 18 de maio, em esforço conjunto entre hospital e Prefeitura.
A Prefeitura vai colaborar cedendo sete obstetras plantonistas durante o período de 30 dias. Também vão atuar outros sete profissionais da própria unidade de saúde. Após um mês, haverá nova reunião para avaliar o resultado e definir os passos seguintes.
Com a reabertura, a rede pública de Campos voltará a contar com duas maternidades, a do Hospital Plantadores de Cana e da Beneficência. Confira todos os detalhes aqui no Folha 1.
O Aeroporto do Galeão, um dos principais do país e porta de entrada e saída do Rio para o exterior, teve apenas 8 voos internacionais em abril, mês já todo dentro da pandemia do coronavírus. Incluindo os nacionais, foram 277 voos no mês.
É uma queda de 96% em relação ao mesmo mês em 2019, quando o Galeão teve 6.803 voos. A quantidade de passageiros caiu de 953.737 para 21.826, queda impressionante de 98%
Os dois clubes de maior torcida no Rio, Flamengo e Vasco, sofreram perdas de sócios-torcedores de fevereiro para cá, após o início da pandemia do coronavírus. Clube com mais sócios-torcedores do Brasil, o Vasco perdeu 5.400 sócios no período, caindo para 176.416, uma queda de 3%.
Já o Flamengo teve um decréscimo substancial em sua carteira de sócios-torcedores, perdendo cerca de 20.000 deles no período, caindo para 106.069, uma queda de 16%. O Fluminense, que tem trabalho muito ruim neste segmento, com apenas 24.000 sócios-torcedores, relatou pequeno crescimento no período. O Botafogo não divulgou informações a respeito.
A receita de sócios-torcedores, bem trabalhada, gera ótimos frutos ao clube. O Flamengo faturou impressionantes R$ 61,6 milhões em 2019. O Vasco, R$ 36 milhões. Botafogo teve R$ 6 milhões e Fluminense R$ 5,3 milhões.
A paralisação do futebol afastou os torcedores do dia a dia do clube e a falta de jogos inviabilizou uma das principais contrapartidas dos programas de sócio-torcedor, que é o acesso privilegiado aos jogos do seu clube de coração.
A circulação digital paga dos grandes jornais do país cresceu no primeiro trimestre. Um dos grandes motivos foi a pandemia do novo coronavírus, que impulsionou a demanda por notícias e informações confiáveis, em tempos de excesso de fake news das redes sociais.
A Folha de São Paulo, líder do país em assinaturas digitais, cresceu 14,5%. Ser eleita a inimiga número 1 do presidente Bolsonaro parece lhe fazer bem. O Globo, em segundo lugar em circulação digital paga, aumentou 16,5%. O Estadão ganhou 7,4% novos assinantes digitais.
A tradicional academia Corpo & Energia anunciou ontem, em suas redes sociais, o encerramento definitivo de suas atividades. O fato foi noticiado ontem aqui no Folha 1 e repercutido pouco depois aqui no blog Ser Motriz, de Marcos Almeida, também no Folha 1.
Ela funcionava há muitos anos na Avenida 28 de Março, tendo entre seus alunos, durante este tempo, várias gerações de campistas. Um dia antes da Corpo & Energia, a Academia New Fitness, uma academia de menor porte, situada na Rua Antônio Manuel, no bairro João Maria, anunciou também em suas redes sociais o encerramento definitivo de suas atividades.
O estacionamento do Parquecentro Shopping, situado no coração da Avenida Pelinca, estava lotado ontem, dia em que o país registrou 600 mortes nas últimas 24 horas, triste recorde histórico na pandemia do coronavírus.
Nos últimos dias Campos e a região sofreram com tristes notícias de demissões em massa causadas direta ou indiretamente pela pandemia do coronavírus. O jornalista Aluysio Abreu Barbosa noticiou aqui hoje, em seu ótimo blog Opiniões, que o Sesc Mineiro, em São João da Barra, demitiu 700 funcionários e prestadores de serviços. Parte deles reside em São João da Barra e outra parte em Campos.
A Vital Engenharia Ambiental realizou ontem, conforme foi noticiado aqui pelo Folha 1, demissão em massa de funcionários, em virtude da repactuação feita pela Prefeitura de Campos no contrato de limpeza público do município.
A administração municipal elencou como motivos (confira aqui) da redução do contrato com a Vital a diminuição de fluxo nas ruas com o isolamento social e a queda brutal das receitas de royalties petróleo, cuja cotação internacional desceu a níveis históricos com a pandemia, além da suspensão da produção de algumas plataformas de petróleo na Bacia de Campos.
A Prefeitura de Campos também suspendeu (confira aqui) contratos temporários de profissionais da educação e de estagiários, assim como RPAs, que atuam junto à administração pública, em secretarias que estão momentaneamente com as atividades paradas em função do isolamento social.
A medida vale até a normalização das atividades, após o fim da pandemia de coronavírus, que ontem registrou 600 mortes no país na últimas 24 horas, triste recorde histórico.
Em desdobramento a nota dada aqui ontem em primeira mão, sobre o fechamento da maternidade da Beneficência Portuguesa, a jornalista Jose Matias, publicou aqui, em seu blog, no Folha 1, uma nota detalhando o caso.
O Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ), através da promotora de Tutela Coletiva da Infância e Juventude em Campos, Anik Rebello Assed Machado, instaurou, no dia 30 de abril, um inquérito civil com a finalidade de apurar as providências adotadas pela Prefeitura de Campos para evitar a paralisação dos serviços da maternidade do Hospital Beneficência Portuguesa.
Um ofício foi enviado pela direção do hospital ao Ministério Público "noticiando as dificuldades em prosseguir com a maternidade em funcionamento, ante à grande redução do número de profissionais, alguns afastados por integrarem grupo de risco em relação à pandemia e outros que se desligaram pelo crônico atraso no pagamento dos salários resultante da falta regular de repasses de verbas para manutenção dos serviços".
A promotora Anik Assed concedeu, então, o prazo de 24 horas para o município adotar as providências emergenciais necessárias a evitar a paralisação do serviço. Ontem a Secretaria Municipal de Saúde pediu a dilação do prazo, concedido pelo MP-RJ, prorrogando o prazo por mais 48 horas.
A Secretaria informa que “De acordo com número estimado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos atualmente realiza cerca de 200 partos/mês. A secretaria entrou em contato com o Hospital Plantadores de Cana, que manifestou capacidade instalada para atender a este quantitativo de partos SUS no hospital. O município está analisando possibilidades de auxílio junto ao Hospital Beneficência Portuguesa. Importante destacar que houve, também, uma redução no quadro de profissionais do município neste período de pandemia. O órgão municipal está avaliando a situação e responderá ao Ministério Público (MP), conforme prazo concedido”.
Com a paralisação das atividades da maternidade da Beneficência Portuguesa, Campos passa a conta apenas com a maternidade do Hospital Plantadores de Cana na rede pública, apenas uma opção, o que não é aceitável.
O mercado de livros registrou em abril queda de 47,6% em faturamento e de 45,3% em volume vendido, em comparação com o mesmo mês em 2019. Foram vendidos no mês passado 1,58 milhão de livros, com faturamento de R$ 65,7 milhões.
Os números são do 4º Painel do Varejo de Livros no Brasil, pesquisa realizada pela consultoria Nielsen e divulgada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). A queda nas vendas é atribuída à pandemia de Covid-19, que forçou livrarias de quase todo o Brasil a permanecerem fechadas no mês de abril.