Quando o "amor" vira posse e termina em tragédia
06/06/2026 | 11h11
Joédson Alves/Agência Brasil
Não é raro observar ao longo da vida observar relacionamentos de todo modo. Sejam relações entre amigos, entre pais e filhos, entre irmãos, entre colegas de trabalho e os ditos casais enamorados. E amar e ser amado é, ou deveria ser, uma experiência de evolução e transcendência ao saber que há alguém do lado que também torce um pelo outro. Mas nem todas as relações são assim. Quando o “amor” se torna posse, aí é que mora o problema.
Na psicologia, amor e posse são conceitos opostos. O amor maduro aceita a individualidade e a liberdade, enquanto a posse tenta extinguir a distância e a diferença. O feminicídio que chocou Campos nesta semana não pode ser tratado como mais um caso policial. Quantos sonhos foram arrancados da jovem Camile Duarte, de apenas 30 anos? Uma jovem que foi impedida brutalmente até de acompanhar o crescimento de seus filhos.
O caso do feminicídio de Camile trata-se de uma tragédia anunciada, resultado de um ciclo de violência que, segundo as investigações, já apresentava sinais claros de ameaça, controle e agressões anteriores. Quando uma mulher é assassinada por um companheiro ou ex-companheiro, a sociedade costuma voltar sua atenção para o momento do crime. Mas o feminicídio começa muito antes. E a própria delegada Madeleine Dykeman, assistente da 134ª Delegacia de Polícia, deixou claro: “Feminicídio não começa no dia da morte”. A violência nasce no ciúme possessivo, no controle da vida da parceira, nas ameaças veladas, na violência psicológica e na incapacidade de aceitar o direito da mulher de decidir sobre a própria vida. Ela começa quando a violência é naturalizada e ignorada.
Em muitos casos, o padrão é infelizmente conhecido. A vítima já teria relatado medo a pessoas próximas, e esse medo acaba impedindo a denúncia formal. Enquanto o agressor não aceitava o fim da relação. Não se trata de um ato impulsivo provocado por uma discussão. Trata-se da expressão extrema de uma cultura que ainda confunde amor com posse e relacionamento com domínio.
Além do medo, a dependência emocional, a preocupação com os filhos e a descrença na proteção institucional fazem com que inúmeras mulheres convivam diariamente com ameaças sem formalizar denúncias. Isso não significa omissão da vítima, mas evidencia a necessidade de fortalecer redes de acolhimento e proteção.
Outro aspecto doloroso são as consequências deixadas para as famílias. Neste caso, dois filhos ficaram órfãos de mãe e pai em questão de horas. O feminicídio não destrói apenas uma vida; ele produz traumas que atravessam gerações.
A principal lição dessa tragédia é que a violência contra a mulher precisa ser combatida antes que chegue ao noticiário policial. É necessário ouvir os sinais, acreditar nos relatos, ampliar políticas públicas e reforçar a conscientização social. E um ponto delicado é: na maioria dos casos, quem está “de fora” é que percebe primeiro que algo não está normal. Mas é preciso saber lidar com isso, e buscar a melhor forma de apoiar a vítima, enquanto ainda há tempo de reverter a situação.
Em 2025, segundo dados do Ministério da Mulher, se considerado o total de 155.111 denúncias de violência contra às mulheres feitas pela Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, quase 70% das agressões ocorreram em ambiente doméstico, sendo 40,76% dos casos na residência da vítima e 28,58% na casa compartilhada com o suspeito.
Em Campos, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) Mercedes Baptista, equipamento da Subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, oferece diversos atendimentos gratuitos às mulheres vítimas de violência, como escuta qualificada, orientações jurídicas, encaminhamento a órgãos competentes e principalmente suporte psicológico. Todos os serviços são gratuitos e sigilosos.
Além disso, o município também conta com a Casa da Mulher Benta Pereira, que acolhe mulheres em situação de risco pelo agressor; com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim); Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam); os núcleos do Centro de Referência Especializado em Serviço Social (Creas); a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar; a recém-inaugurada Sala Lilás no 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM); Promotoria de Justiça e Defensoria Pública e a Sala Lilás no Posto Regional de Polícia Técnica e Científica (PRPTC), onde funciona o Instituto Médico Legal (IML).
Combater o feminicídio e qualquer outro tipo de violência contra a mulher é responsabilidade do Estado, das instituições e de toda a sociedade.
Compartilhe
Porto do Açu assina compromisso com o Pacto Global para acelerar sua agenda ESG
03/06/2026 | 15h28
Divulgação
Nessa terça-feira (2), durante o Fórum Ambição 2030 promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil, no Masp, em São Paulo, a Porto do Açu Operações formalizou sua adesão a mais dois compromissos: o Movimento Ambição Net Zero e o Movimento +Água. Além dos compromissos já assumidos com os Movimentos Conexão Circular e Mente em Foco, a nova adesão reforça a estratégia de longo prazo, consolidada em sua Ambição 2050, que estabelece metas relacionadas à descarbonização, eficiência hídrica, conservação ambiental e desenvolvimento social do território.

Aderindo ao Ambição Net Zero, a empresa assume compromissos relacionados à publicação anual do inventário de emissões de gases de efeito estufa, à adoção de metas de redução alinhadas à ciência climática e à promoção de uma transição para uma economia de baixo carbono de forma justa e inclusiva.

A empresa tem seu inventário de emissões reconhecido com o selo ouro pelo Programa Brasileiro GHG Protocol desde 2021 e possui metas que preveem a redução de emissões em 50% até 2030, 80% até 2040 e neutralidade até 2050.

“O enfrentamento das mudanças climáticas exige ação coordenada, metas claras e colaboração entre empresas, governos e sociedade. O compromisso com o Pacto Global reforça nossa agenda de desenvolvimento sustentável, conectada aos desafios globais e ao caminho da transição energética”, afirma Eugenio Figueiredo, CEO da Porto do Açu Operações.

O segundo compromisso assumido é com o Movimento +Água, relacionado ao aumento da eficiência e conservação dos recursos hídricos. Entre as iniciativas da empresa alinhadas ao movimento estão as ações da Reserva Caruara, que contribuem para a proteção ambiental e para a segurança hídrica da região. Além disso, a Porto do Açu Operações já alcançou mais de 70% de uso de água de fontes alternativas e possui como meta progredir para 90%, até o ano de 2030.
Fonte: Assessoria
Compartilhe
Ponto Final - Wladimir e Frederico disparam contra Caio: "Preguiçoso"
30/05/2026 | 08h29
Rodrigo Silveira
 
 
Ponto Final
Ponto Final
“Caio preguiçoso”
No último dia 23, o ex-prefeito de Campos e pré-candidato a deputado federal Wladimir Garotinho (PL) e o atual prefeito Frederico Paes (MDB) reuniu o grupo político para alinhavar as alianças para outubro. E o que não faltou foi ataque a ex-aliados. Um deles foi o pré-candidato a deputado federal Caio Vianna (PSDB), a quem Wladimir disparou: “Nós precisamos de um deputado federal que tem conhecimento, que tem articulação, que já provou que sabe fazer e que não é preguiçoso, que trabalha de verdade”

“Pode partir pra cima”
Frederico também não poupou cerimônias e disparou contra Caio: “Ô, seu preguiçoso, tô falando pra você, pode partir pra cima de mim, vem quente que eu tô fervendo”. Frederico ainda lembrou de um Carnaval em 2020, quando teria encontrado com Caio e ele teria apontado quem seriam os mandatários de importantes setores do município, como limpeza pública e transporte. “Por isso que não te escolhi”, afirmou se referindo a Caio.

Reaproximação durou dois anos
Após 20 anos de afastamento, as famílias Garotinho e Vianna se reaproximaram em 2024, com o apoio de Caio à reeleição do então prefeito Wladimir. Mas, agora em 2026, o caldo entornou. O nome de Caio chegou a ser cogitado para a Alerj, mas ele optou em buscar novamente uma cadeira na Câmara Federal, o que teria contribuído para a nova ruptura de aliança.

Não respondeu
A coluna fez tentativas de contato com Caio Vianna na última quinta-feira (28) e nessa sexta-feira (29), para que ele também pudesse falar sobre as manifestações de Wladimir e Frederico. Nenhuma delas foi respondida.

Interferência de Bacellar
Frederico também afirmou que foi assediado para que traísse seu grupo político na eleição municipal de 2024. O prefeito contou que o deputado cassado Rodrigo Bacellar, preso pela PF desde março deste ano, fez um convite para que ele fosse o candidato da oposição, antes da aposta que fez no nome da Delegada Madeleine. Do ex-deputado federal Caio Vianna, ele contou que foi chamado para ser vice. Até a Igreja Universal, segundo ele, tentou.

Dificuldades
Ainda no evento do dia 23, Wladimir lembrou de dificuldades que o município passou quando Rodrigo Bacellar ocupou interinamente o governo do Estado, em 2025, em ausências de do ex-governador Cláudio Castro. Em um momento contou que até correu risco de ter seu mandato cassado, quando a oposição dominou à Câmara Municipal com a maioria.

“Rapaz tinhoso”
"Só nós sabemos que, quando tínhamos um campista à frente do governo do Estado, o quanto ele nos maltratou. O rapaz era tinhoso. E o outro deputado (uma referência a Thiago Rangel), que ajudamos a eleger, virou as costas para a gente no primeiro momento que ele pode virar", disse Wladimir.

Pedido negado
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nessa sexta-feira (29) pedido do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), para exercer interinamente o governo do estado até que a Corte decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo estadual.

Entendimento do magistrado
No entendimento de Fux, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, deve permanecer interinamente no cargo de governador do estado até decisão final do plenário do STF sobre a realização de eleições no estado.

Julgamento suspenso
No dia 9 de abril, um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão serão de forma direta (voto popular) ou indireta (votos dos deputados da Alerj). A data da retomada do julgamento ainda não foi definida.

Núcleo de Inteligência
O Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf) e a Universidade Candido Mendes (Ucam) lançaram nessa sexta-feira o Núcleo de Inteligência e Governança das Cidades (NIC). A iniciativa foi criada para fortalecer a gestão pública municipal, ampliar o uso de dados no planejamento regional e aproximar a produção acadêmica das demandas concretas dos 21 municípios consorciados.

Implantação
A implantação do núcleo será feita de forma progressiva. O Observatório Jurídico será o primeiro componente operacional, seguido por novos módulos voltados à governança, ao acompanhamento de políticas públicas e à futura Plataforma de Inteligência Territorial. A primeira etapa de funcionamento prevê boletim jurídico mensal, alertas sobre prazos e obrigações legais, acompanhamento de editais de fomento e suporte técnico às demandas.

Ainda amarela
A bandeira tarifária permanecerá amarela em junho, informou nesta sexta-feira (29) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Compartilhe
Alerj destina verba para Campos e outras 7 cidades da região atingidas pelas chuvas
20/05/2026 | 15h50
Projeto foi apresentado por Douglas Ruas e Delaroli
Projeto foi apresentado por Douglas Ruas e Delaroli / Alex Ramos / Alerj
Mais oito municípios do Norte e Noroeste Fluminense atingidos por fortes chuvas, incluindo Campos dos Goytacazes, receberão verba do Fundo Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Além das cidades da região, outros 12 municípios serão contemplados. A medida se soma à Lei nº 11.166/26, de autoria original do deputado Guilherme Delaroli (PL) com a coautoria aberta aos demais parlamentares, que já garante o envio de quase R$ 30 milhões para outras 17 cidades. Ao todo, serão quase R$ 65 milhões destinados a 37 municípios para ações emergenciais nas áreas de assistência social, saúde e recuperação da infraestrutura danificada pelos temporais.
O Projeto de Lei nº 7658/2026, que autoriza o repasse de R$ 35 milhões do Fundo Especial da Casa para auxiliar 20 municípios fluminenses atingidos pelas fortes chuvas, foi apresentado pelo presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), e o primeiro vice-presidente, Guilherme Delaroli.
Cada cidade receberá R$ 1,75 milhão e, de acordo com o texto, somente terão acesso ao recursos os municípios que tiverem situação de emergência ou estado de calamidade pública homologados pelo Governo do Estado e publicados no Diário Oficial.

"Não poderíamos ficar indiferentes diante da situação enfrentada por essas cidades. Apresentamos o projeto para garantir uma resposta rápida da Alerj aos municípios atingidos, permitindo apoio às famílias afetadas e à recuperação dos danos causados pelas chuvas. É uma medida de responsabilidade e solidariedade com a população fluminense", afirmou Douglas Ruas.
No Norte e Noroeste Fluminense, além de Campos, constam na lista de contemplados os municípios de Aperibé, Cambuci, São José de Ubá, Varre-Sai, Italva, São Fidélis e Cardoso Moreira. A lista se completa com Bom Jardim, Casimiro de Abreu, Magé, Mesquita, Nova Iguaçu, Paraíba do Sul, Rio Bonito, Rio Claro, Cachoeiras de Macacu, Japeri, Pinheiral e Resende.
Repasses foram iniciados nesta quarta-feira

Foram iniciados, nesta quarta-feira (20), os repasses referentes à Lei nº 11.166/26, que contempla os municípios de Angra dos Reis, Barra Mansa, Bom Jesus do Itabapoana, Cantagalo, Itaperuna, Laje do Muriaé, Natividade, Paraty, Paty do Alferes, Piraí, Porciúncula, Rio das Ostras, Santo Antônio de Pádua, São João de Meriti, São Sebastião do Alto, Silva Jardim e Vassouras.

“Sabemos das dificuldades enfrentadas pelos municípios após as fortes chuvas e da necessidade de uma ação efetiva do poder público", destacou o vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli.
Com informações da Assessoria da Alerj
Compartilhe
Ponto Final - Matheus José: "A vinda do Frederico traz esse gás novo"
16/05/2026 | 08h00
Matheus José
Matheus José / César Ferreira / Secom Campos
 
 
Ponto Final
Ponto Final / Ilustração
Ao Folha no Ar
O entrevistado dessa sexta-feira (15) do programa Folha no Ar, da rádio Folha FM 98,3, foi o ex-Procurador-Geral do Município e atual chefe de Gabinete do prefeito Frederico Paes, Matheus José. Além de falar sobre a gestão municipal, ele abordou com o jornalista Aluysio Abreu Barbosa e o radialista Cláudio Nogueira a política estadual e nacional.

Perfis
“Frederico tem uma fala muito frontal, muito autêntica, e você vê uma linha de credibilidade forte, um renovo de esperança, e até mesmo internamente, na linha de avanço de pautas. A vinda do Frederico traz esse gás novo da onde o Wladimir, com uma maturidade adequada, viu a importância de passar por esse ciclo, ter a sensação de uma missão cumprida, vim de uma eleição histórica, com 192 mil votos, e deixar em boas mãos agora de Frederico”, disse Matheus.

Financiamento da Saúde
“Coloco o financiamento da Saúde como principal problema. Quando o Estado do Rio tira o financiamento de um município que, além de cuidar da cidade, é um povo regional, quando o dinheiro deixa de vir, você vai ter que tirar dinheiro do transporte, vai ter que fazer uma engenharia interna para a máquina não emperrar. E ficou muito claro que foi um movimento para fazer emperrar a máquina”, afirmou.

Situação de Ruas
Sobre a questão do Governo do Estado, Matheus foi direto: “O que acontece hoje com Douglas Ruas, como eleito presidente da Alerj e não ser governador em exercício, na minha opinião, é um grande erro que vai ficar marcado como uma interferência no estado do Rio de Janeiro”.

Ricardo Couto
Indagado se Ricardo Couto se mantém no cargo de governador em exercício até as eleições de outubro, Matheus José respondeu: “Quando tem uma decisão ali com conteúdo não muito bem definido, mantendo o governador em exercício, ele fica. Uma decisão de claro ativismo, desrespeitando o texto legal. Esse é o ativismo prejudicial à república. E essa análise aqui não tem essa questão de estar alinhada à direita ou à esquerda”.

Lula x Flávio
“Para mim, o Flávio continuou a caminhada e a gente tem muito tempo. E aí o que para mim vai ser determinante é como que a economia vai se comportar. O Lula de um lado, a questão econômica para mim é determinante para quem está no poder, e o Flávio traz uma questão de qualidade, um discurso mais inclinado para o centro, que traz um diálogo com essa questão da institucionalidade”.

Desgaste
O chefe de Gabinete também falou sobre os últimos episódios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Vorcaro: “Essa questão do áudio de dois dias atrás pode ser uma questão de desgaste muito contundente em razão até mesmo envolver o Banco Master e abraçar a turma da Faria Lima. Porém, a minha aposta é que vai ter desgaste, mas a caminhada vai continuar e vai ser no focinho”.

Cenário estadual
“Eduardo Paes, Anthony Garotinho com seu desgaste, Rogério Lisboa tem um baita colégio ali em Nova Iguaçu, mas nunca vi uma cogitação dele na cabeça, E Washington Reis seria um candidato também, mas aí teve a questão jurídica e que ficou amarrado. Então assim, são esses quatro nomes aí”, opinou Matheus José.

Enfrentamento a Paes
“Acho que a direita ainda tenta organizar e procurar alguém com tamanho para enfrentar Eduardo Paes. Então acho que teremos esse fenômeno de talvez 70 prefeituras com muita força na Baixada ou no interior. Uma composição para enfrentar Eduardo Paes, que chega com uma gordura elevada”.

Caminhada de Wladimir
“O Vladimir acaba colhendo os frutos da caminhada dele, que não foi uma caminhada fácil, uma caminhada de resiliência, pega o município com folhas atrasadas, faz reformas visando diminuir a dependência dos royalties. E isso foi reconhecido pelo Tribunal de Contas do Estado. Então é o pré-candidato, vamos dizer assim, lógico, do grupo e bem encaminhado”.

Isenção
Mulheres que tenham realizado doação de leite materno terão isenção no pagamento da taxa de inscrição em concursos públicos estaduais. A medida está prevista na lei 11.184/26 aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto e publicada no Diário Oficial desta sexta.

Repúdio
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifestou seu mais veemente repúdio à Medida Provisória anunciada pelo Governo Federal que determina a volta da isenção do Imposto de Importação sobre as remessas internacionais de comércio eletrônico, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”.

Retrocesso
Para a Firjan, a medida representa um grave retrocesso para a indústria nacional, para os trabalhadores brasileiros e para o equilíbrio das contas públicas. “A decisão é ainda mais incompreensível quando confrontada com os próprios dados da Receita Federal. Nos quatro primeiros meses de 2026, a União arrecadou R$ 1,78 bilhão com o Imposto de Importação sobre essas remessas”, destacou a Federação.

Homenagem
A dona de casa Maria Valdines Arruda de Almeida, mãe de três filhos biológicos e cinco adotivos, e outras 13 mães foram homenageadas pela Câmara de São João da Barra, nessa quinta-feira. A cerimônia contou as presenças da deputada estadual Carla Machado, da prefeita Carla Caputi e do vice-prefeito Chico da Quixaba.
Compartilhe
Governo renova contratos com distribuidoras de energia e Enel fica de fora
11/05/2026 | 16h41
Ricardo Botelho / MME
O governo federal antecipou a renovação de contratos com distribuidoras de energia elétrica que atuam em 13 estados. A projeção é que sejam investidos R$ 130 bilhões na melhoria da infraestrutura e no atendimento a consumidores até 2030. A distribuidora Enel, de origem italiana, não está entre as empresas que tiveram a concessão renovada.

O evento contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na última sexta-feira (8), em Brasília.

"Trata-se da mais expressiva rodada de investimentos na modernização de redes de distribuição de energia da história do Brasil. Estamos falando da geração de 100 mil empregos diretos e indiretos, de 30 mil profissionais capacitados", destacou Silveira.

Os contratos de renovação contemplam 16 distribuidoras e estão submetidos às regras e diretrizes do Decreto 12.068/2024, que estabeleceu regras mais rígidas às empresas de distribuição de eletricidade.

Os antigos contratos, firmados no final da década de 1990, eram considerados pouco exigentes com relação aos critérios de qualidade no fornecimento de energia elétrica para os consumidores brasileiros. Agora, as distribuidoras se comprometem a seguir todas as 17 diretrizes estabelecidas na norma federal.

Entre esses parâmetros estão a inclusão da satisfação do consumidor como indicador de desempenho das distribuidoras, a obrigatoriedade de melhoria contínua da qualidade do fornecimento e a definição de metas para recomposição do serviço após eventos climáticos extremos.

"Antes, a medição da qualidade do serviço era feita pela área de concessão. Agora serão feitos pelos bairros. Portanto, os bairros mais pobres terão o mesmo padrão de qualidade que os bairros mais ricos. Vamos caminhar para o fim dos apagões e a irritante demora que nós todos conhecemos, nos call centers", explicou o ministro.

O novo modelo também prevê maior fiscalização dos investimentos pelos órgãos responsáveis, ampliação da qualidade do atendimento em áreas rurais e fortalecimento da infraestrutura destinada à agricultura familiar.
As concessionárias ainda deverão comprovar anualmente sua capacidade financeira e operacional, bem como adotar medidas de digitalização das redes elétricas, proteção de dados dos consumidores e regularização do compartilhamento de postes entre redes de energia e telecomunicações.
Os novos contratos abrangem os seguintes estados:
- Pará (R$ 12,2 bilhões)
- Maranhão (R$ 9,2 bilhões)
- Rio Grande do Norte (R$ 4,1 bilhões)
- Paraíba (R$ 2,8 bilhões)
- Pernambuco (R$ 9,8 bilhões)
- Bahia (R$ 24,8 bilhões)
- Sergipe (R$ 1,7 bilhão)
- Espírito Santo (R$ 4 bilhões)
- Rio de Janeiro (R$ 10 bilhões)
- São Paulo (R$ 26,2 bilhões)
- Mato Grosso (R$ 9,3 bilhões)
- Mato Grosso do Sul (R$ 4,4 bilhões)
- Rio Grande do Sul (R$ 9,6 bilhões)
Entre as empresas que tiveram os contratos renovados estão Light, Equatorial, Neoenergia, CPFL, EDP e Energisa.

Enel
A distribuidora Enel, de origem italiana, não está entre as empresas que tiveram a concessão renovada. Por conta de sucessivos apagões e falhas no atendimento, especialmente na região metropolitana de São Paulo, a distribuidora enfrenta um processo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que pode resultar no fim do contrato.

Em seu discurso no anúncio dos contratos, o presidente Lula mencionou indiretamente a companhia, ao dizer que chegou a discutir o assunto com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

"A verdade nua e crua é que essa empresa não cumpriu nada do que prometeu para mim e para a primeira-ministra da Itália. Nada", criticou.

"Hoje, o que vocês estão fazendo aqui é dizer que o Brasil não vai mais ter apagão, se depender da ação de hoje", acrescentou o presidente diante dos empresários vinculados às distribuidoras.

Lula também ressaltou sobre a implantação de centros de dados no país, os Data Centers, instalações tecnológicas conhecidas pelo alto consumo de energia elétrica para alimentar dados sobretudo de plataformas digitais.

"Que Data Center venha pra cá com a disposição também de construir sua própria energia, porque a nossa energia não é para a produção de dados para o exterior não. Nós queremos Data Center para nós", disse.

Luz para Todos
No mesmo evento, o presidente Lula assinou a atualização de um decreto que moderniza o programa Luz para Todos e amplia o alcance para mais de 233 mil novas famílias.

A medida tem o objetivo de permitir o aumento de força e uso produtivo de energia para as famílias das áreas rurais contempladas, viabilizando atividades econômicas com o uso de equipamentos que exigem maior carga.
Fonte: Agência Brasil
Compartilhe
Após 27 anos de operação, plataforma P-35 deixa a Bacia de Campos
04/05/2026 | 17h45
Plataforma P-35
Plataforma P-35 / Divulgação
Após 27 anos ancorada na Bacia de Campos, a plataforma P-35 será acostada temporariamente no Arsenal da Marinha, na Baía de Guanabara. A informação foi confirmada pela Petrobras. Segundo a estatal, a P-35 desancorou da Bacia de Campos e passará por alguns processos como limpeza de bioincrustação do casco, retirada de flare e remoção de efluentes do tanque. A companhia informou, ainda, que estuda alternativas para a plataforma após o fim destes processos.
Originalmente construída como o navio petroleiro VLCC José Bonifácio na década de 1970, a P-35 foi convertida em FPSO nos anos 90. A unidade foi um dos marcos da produção em águas profundas na Bacia de Campos.
 
Compartilhe
Intolerância religiosa contra terreiros é alvo de pesquisas na Uenf
13/04/2026 | 15h06
Pesquisa aborda intolerância religiosa
Pesquisa aborda intolerância religiosa / Cassiane Falcão - Ascom Uenf
A liberdade de crença é um dos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, de acordo com a Constituição Brasileira. Mas, na prática, o país ainda está muito longe disso. Historicamente vítimas de perseguição, as religiões de matriz africana ainda são alvo de intolerância e violência. Se, no passado, era o próprio Estado quem fechava os terreiros, hoje os atos de intolerância e violência vêm do tráfico de drogas — predominantemente evangélico.

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política do Centro de Ciências do Homem da UENF (CCH), o psicólogo Paulo Henrique Prado da Silva vem se debruçando sobre essa questão desde o mestrado. Intitulada “Umbandas: o racismo religioso nos espaços públicos em Campos dos Goytacazes”, a dissertação de mestrado teve a orientação da professora Wania Amélia Belchior Mesquita, do Centro de Ciências do Homem da UENF (CCH/UENF), e foi defendida em fevereiro de 2024.

Com cerca de 400 Comunidades Tradicionais de Terreiro (CTTs) — em sua maioria na linha de Umbanda —, segundo o Forum de Religiosidades de Matrizes Africana e Afro-Brasileira (FRAB), o município de Campos dos Goytacazes contabilizou, de 2017 a 2019, 11 casos de fechamento de terreiros — oito deles em Guarus — e dois assassinatos de líderes religiosos: o do pai de santo Bruno de Iemanjá e o da mãe de santo Lelê. Ambos foram mortos porque se recusaram a cumprir a ordem de traficantes para fechar seus terreiros.

Doutorando Paulo Padro
Doutorando Paulo Padro / Cassiane Falcão - Ascom Uenf
Impunidade alimenta ações criminosas

Segundo Prado, apenas um caso de violência foi punido, através da Lei Caó. Criada em 1989, a Lei Caó pune ações que carregam consigo preconceito de raça ou cor e passou a incluir o preconceito religioso em 1990.

— Os dados apontam que a Lei Caó, em seus 35 anos de existência, não deu conta de solucionar essa questão. Isso reflete a marginalização das CTTs, historicamente apontadas como algo que precisa ser exterminado da sociedade. Reflete ainda o poder das religiões pentecostais no atual momento brasileiro — afirma.

Para o doutorando, a impunidade em relação a esses crimes está muito ligada ao crescimento dos pentecostais nos vários âmbitos do poder.

— Hoje a gente vê muitos pentecostais ocupando cargos políticos. O mesmo acontece nas delegacias, no judiciário. As pessoas que poderiam impedir essa violência são aquelas que concordam com a perspectiva de que os terreiros não devem existir. Estamos lidando com aspectos que não são só religiosos, mas com política, disputa de mercado religioso, enfim, são várias nuances — diz.
Mas nem sempre foi assim. Até meados da década de 1980, a população das favelas era predominantemente católica ou umbandista/candomblecista. Paulo observa que, até esta época, era comum traficantes que moravam nestes locais patrocinarem eventos organizados por pais e mães de santo. Tudo mudou quando as igrejas pentecostais começaram a ocupar as favelas.

— As umbandas são associadas pelos pentecostais ao mal, ao “diabo”, o que incentiva a violência. Há relatos sobre atos de violência praticados por traficantes que acreditam ter sido feito algum tipo de “magia” para prejudicá-los, ideias muitas vezes fomentadas por pastores que afirmam ter tido revelações sobre traficantes supostamente vítimas de “macumbas” — explica.

História de perseguição e resistência

Historicamente, a perseguição às religiões de matriz africana sempre teve como base aspectos legais. Embora tenha estabelecido a separação entre religião e Estado, a primeira Constituição da República, em 1891, não significou o fim à discriminação e violência contra os povos de terreiro. Isto porque as religiões de matriz africana não eram reconhecidas como religião.

— Os rituais eram considerados crimes contra o exercício legal da medicina e saúde pública, devido à utilização de saberes tradicionais com ervas e outros elementos para auxiliar nos processos de cura física, mental e espiritual. Eram normais as ações da polícia para acabar com terreiros — explica.

Durante o período compreendido como Estado Novo, de 1930 a 1945, houve um aumento significativo das ações contra os terreiros. Em sua pesquisa, Prado conseguiu encontrar várias notícias nos jornais da época que mostram estas ações. Em 1940, por exemplo, o jornal Folha do Commercio anunciava uma campanha da polícia local contra “macumbeiras e a prática do curandeirismo”.

Censo trouxe crescimento das religiões de matriz africana

A despeito de toda a violência contra as religiões de terreiro, o último Censo mostrou um crescimento substancial das religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé. Em Campos, os praticantes dessas religiões perfazem 0,7% da população (no Censo de 2010, eles sequer apareciam). Em todo o país, o percentual saltou de 0,3% para 1%.

Mas os números do Censo podem não significar um aumento concreto de participantes destas religiões e sim um maior número de praticantes dispostos a se declarar pertencentes a estas religiosidades. Trata-se, segundo Prado, de uma consequência dos movimentos sociais na luta, reconhecimento e valorização dessas religiões, historicamente marginalizadas. Ele observa que durante muito tempo os praticantes de umbanda e candomblé preferiam se declarar espíritas ou católicos, com medo de serem mal vistos.
Intolerância ou racismo religioso?

Agora cursando o doutorado, Prado vem buscando um termo mais adequado ao fenômeno que engloba a violência contra terreiros e pais de santo, por acreditar que nem “racismo religioso” nem “intolerância religiosa” são capazes de definir todos os aspectos relacionados a esta questão. Na sua opinião, nenhuma das duas categorias consegue dar conta de todas as complexidades que envolvem este tipo de violência.

— Como falar de racismo religioso quando há pessoas de terreiro brancas? Por sua vez, intolerância religiosa dá uma perspectiva muito universalista, como se toda violência contra religiões tivesse a mesma origem, quando se sabe que a violência contra os terreiros está alicerçada no processo histórico de colonização. Venho tentando repensar tudo isso, mas ainda não cheguei a uma conclusão — afirma.

Governo registra aumento da violência

Segundo o Disque 100, canal de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em 2024 houve um aumento de mais de 80% dos casos de violência motivados por intolerância religiosa em todo o país. Foram registradas 3.853 violações em 2024 e 2.128 em 2023.

Para o pesquisador da UENF, os números podem ser o reflexo do aumento das denúncias e não um crescimento real dos atos de violência.

— Os povos de terreiro estão mais organizados. Talvez a violência seja na mesma proporção há décadas, mas ninguém denunciava. A violência sempre existiu, porém agora a sociedade tem um conhecimento maior em relação aos seus direitos e meios de fazer denúncias — diz.

Preservação de saberes ancestrais

Segundo Prado, as práticas religiosas de matriz africana constituem formas de luta e afirmação identitária em uma sociedade que ainda insiste em criminalizar e subalternizar tais expressões.

— Mais do que uma prática religiosa, as religiões de terreiro constituem um ato político de resistência e um caminho de preservação e valorização dos saberes ancestrais, desafiando as violências que buscam silenciá-las e reafirmando, em cada ritual, a sua presença e identidade — afirma.

Para o pesquisador, é fundamental reconhecer e valorizar a diversidade cultural que as CTTs trazem para Campos dos Goytacazes.

— O respeito às práticas religiosas de matriz africana e indígena não é apenas uma questão de direitos humanos, mas uma contribuição essencial para a construção de uma sociedade plural e justa. Portanto, a luta das comunidades umbandistas por reconhecimento, respeito e segurança deve ser apoiada por políticas públicas e ações coletivas que promovam a inclusão e a valorização da diversidade religiosa — diz.
Fonte: Ascom Uenf
Compartilhe
SJB sanciona lei que impede contratar agentes públicos condenados pela Lei Maria da Penha
06/04/2026 | 15h44
Prefeitura SJB
Prefeitura SJB / Foto: Divulgação
Fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e promover maior responsabilidade ética na ocupação de cargos e funções públicas no município de São João da Barra. Este é o principal objetivo da lei municipal 1.462/2026, que impede a contratação de agentes públicos condenados pela Lei Maria da Penha, no município.

De autoria do vereador Rommenik, a lei foi sancionada pela prefeita Carla Caputi na última terça-feira e publicada no Diário Oficial do dia 1º de abril. A norma veda a nomeação para cargos efetivos, cargos em comissão de livre nomeação e exoneração, a designação para funções gratificadas ou funções de confiança, bem como contratação temporária em todos os órgãos da administração pública direta e indireta.

A Lei Maria da Penha constitui um dos principais instrumentos jurídicos de proteção às mulheres no Brasil e, segundo o autor, a administração pública deve assegurar que seus agentes estejam alinhados com valores fundamentais de respeito à dignidade da pessoa humana e à proteção dos direitos fundamentais. "Neste contexto, a vedação à nomeação ou designação de pessoas condenadas por violência doméstica e familiar contra a mulher, representa medida de coerência institucional e de compromisso do Poder público com o combate a esse tipo de violência amplamente reconhecida como grave violação de direitos humanos", explica o vereador.

A iniciativa busca, ainda, alinhar o município de São João da Barra às boas práticas institucionais e às políticas de proteção às mulheres, contribuindo para o fortalecimento da ética administrativa e para a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária.
Fonte: Assessoria Câmara de SJB
Compartilhe
Porto do Açu com foco no desenvolvimento e na sustentabilidade
01/04/2026 | 15h24
Porto do Açu
Porto do Açu / Rodrigo Silveira
Com 30 empresas instaladas e sendo considerado o 2º maior do país em movimentação de cargas, o Porto do Açu tem estado em frequente evolução. Nesta quarta-feira (1º), a Folha fez uma visita ao complexo porto-indústria para ver de perto todo trabalho desenvolvido ao longo dos anos de atividade e conhecer as metas futuras, que integram o projeto "Ambição 2050".
— Nós (enquanto Porto do Açu) temos a missão de ser o administrador portuário. A empresa que coordena e desenvolve esse território atraindo investimentos, atraindo empresas. A gente licenciou no ano passado o hub de produção de ferro metálico, são 10 milhões de toneladas/ano. São quatro unidades de produção de ferro metálico. Uma tecnologia utilizando inicialmente o gás natural, dentro da nova indústria Brasil, que é o fomento a uma indústria de baixo carbono. Essa infraestrutura integrada e sustentável, ela é transversal para o plano de negócio da empresa. Então, por isso, o Porto se coloca como sendo o porto da transição energética no Brasil. A gente está atraindo toda essa indústria de baixo carbono justamente para o nosso território, aproveitando que o Rio de Janeiro produz 70% do gás natural no país — explicou o gerente de Relacionamento com a Comunidade do Porto do Açu, Wanderson Souza.
Visita ao Porto do Açu
Visita ao Porto do Açu / Rodrigo Silveira
Só em 2025, o Porto registrou 89 milhões de toneladas movimentadas, alta de 14% em relação ao ano anterior e volume recorde do complexo porto-indústria. O desempenho foi puxado principalmente pelos segmentos de petróleo, minério de ferro e cargas gerais. No último sábado (28), foi realizada a primeira operação de transbordo de petróleo da ExxonMobil no Brasil, movimentando um milhão de barris do Campo de Bacalhau no Terminal de Petróleo da Vast (T-Oil), no Porto do Açu. A operação foi realizada pela Vast Infraestrutura.
Além do T-Oil, o Terminal Multicargas (T-Mult) registrou o crescimento de 32% entre 2016 e 2025, e recentemente passou por expansão, com 500 metros de cais e um 2º berço para operar dois navios simultaneamente. E há ainda 420 mil metros quadrados preparados para novas expansões.
— O Terminal Multicargas é operado pela própria Porto do Açu e tem 360 mil metros quadrados de área alfandegada. Nós fizemos recentemente a ampliação de nosso berço, o que vai nos permitir operar dois navios de grande porte simultaneamente. Foi um investimento na ordem de R$ 100 milhões, para a gente poder conseguir operar simultaneamente dois navios. Adquirimos, também, um novo guindaste, que está sendo produzido na Alemanha e chega em junho, para a gente poder dar produtividade e isso vai trazer ainda mais competitividade para a gente. Os navios vão ficar esperando menos tempo para atracar aqui e a gente vai ter condição de operar dois simultaneamente — informou o gerente geral do Terminal Multicargas do Porto, Gustavo Amaral, ao acrescentar que em breve o T-Mult irá receber uma carga de açúcar pela primeira vez.
“Ambição 2050”
O “Ambição 2050” consiste na idealização do que o Porto quer construir daqui para frente.
— No último ano, a gente viu uma necessidade de também falar sobre a nossa ambição. A gente chama de Ambição 2050, que é o que a gente quer construir daqui para frente falando muito sobre essa pegada mais ESG, pensando no nosso compromisso aqui de desenvolvimento inclusive no território que a gente está instalado. Somos conexão de pessoas, natureza e desenvolvimento do impacto que a gente quer gerar por estar aqui, para as pessoas, para a natureza. E a gente vem trabalhando bastante essa narrativa, pensando que a gente sim quer ser um agente de transformação social, desenvolvimento econômico e quer promover uma economia positiva para a natureza — disse Fernanda Corrêa, assessora de Marketing, Comunicação e Imprensa do Porto do Açu.
Compartilhe
Sobre o autor

Mário Sérgio Junior

[email protected]