Jovens da Tenda Espírita Xangô Menino, de Macaé, visitam comunidade quilombola em Quissamã
- Atualizado em 03/08/2026 14:51
Divulgação
Conhecer a ancestralidade para fortalecer a identidade e transformar o respeito em prática. Foi com esse propósito que mais de 50 crianças e adolescentes da Tenda Espírita Xangô Menino, de Macaé, participaram, neste fim de semana, de uma visita à Comunidade Quilombola de Machadinha, em Quissamã, no Norte Fluminense. A atividade integrou o projeto de evangelização "Raízes de Axé – Conhecer para Respeitar, Viver e Compartilhar", que utiliza experiências culturais para aproximar as novas gerações da história, da cultura e das tradições afro-brasileiras.
Durante a programação, o grupo conheceu a história da antiga Fazenda Machadinha, participou de uma oficina de Jongo conduzida pela jongueira Janaína Pessanha, ouviu relatos sobre a formação da comunidade quilombola e compartilhou momentos de convivência em um piquenique coletivo. A proposta foi proporcionar uma vivência capaz de aproximar crianças e adolescentes da ancestralidade e da resistência preservadas naquele território.
A secretária de Cultura, Patrimônio Histórico e Lazer de Quissamã, Amanda Fragoso, destacou a importância de receber iniciativas que valorizam a memória e ampliam o diálogo entre diferentes comunidades. "É um grande prazer receber a Tenda Espírita Xangô Menino na Comunidade Quilombola de Machadinha e compartilhar um pouco da nossa cultura, dos nossos valores e da história da nossa gente."

Divulgação
Aprender para pertencer
A visita à Comunidade Quilombola de Machadinha integra um dos principais eixos do projeto Raízes de Axé, que prevê o contato direto com patrimônios históricos e manifestações culturais afro-brasileiras como ferramenta para fortalecer o sentimento de pertencimento, preservar a memória coletiva e promover o respeito à diversidade. Para a idealizadora do projeto, a orientadora pedagógica Cristina Crespo, a iniciativa nasceu para aproximar crianças e adolescentes de suas raízes por meio de experiências que despertam o sentimento de pertencimento e valorizam a cultura afro-brasileira. "O objetivo é valorizar e resgatar a ancestralidade de forma lúdica. As crianças precisam dessas vivências para compreender a importância da contribuição dos nossos ancestrais para a construção da sociedade e reconhecer que fazem parte dessa história."
Segundo Cristina, o projeto também busca enfrentar a intolerância religiosa por meio da educação e do conhecimento. "Infelizmente, ainda convivemos com o preconceito e a discriminação religiosa. Queremos crianças e jovens conscientes da sua história, que valorizem suas raízes e compreendam a importância da ancestralidade para a construção da própria identidade."
A responsável pela oficina de Jongo, Janaína Pessanha ressaltou que compartilhar os saberes da comunidade é uma forma de manter viva uma tradição construída ao longo de gerações. "Mostramos que nossa cultura vai muito além da dança. Existe uma história de resistência, de memória e de identidade que precisa continuar sendo conhecida."
Divulgação
Fonte: Assessoria

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    Sobre o autor

    Mário Sérgio Junior

    [email protected]